sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Bruno Senna na Lotus?

Prestes a encerrar sua primeira temporada na F1, Bruno Senna pode viver em 2011 um horizonte completamente diferente de sua estreia na categoria. Segundo informações, o brasileiro de 27 anos negocia uma vaga na Lotus para o ano que vem, substituindo provavelmente o experiente italiano Jarno Trulli, cuja carreira se aproxima do final. O piloto paulista possui "outras opções" para o próximo campeonato, pelo que apurei. 

Sabemos que Bruno depende de patrocínio  para reeditar a parceria Lotus-Senna, vivida pelo seu tio Ayrton entre os anos de 1985 a 1987. Caso se transfira para a equipe malaia, o brasileiro terá um carro com perspectivas reais para evolução de sua carreira como piloto no ano que vem, uma vez que o time deve contar com o fornecimento dos motores Renault, bem como o suporte da Red Bull para câmbio e sistema hidráulico, considerado o ponto fraco da escuderia de Tony Fernandes neste ano.

Até o momento, Senna disputou 16 das 17 corridas no ano, tendo ficado de fora do GP da Inglaterra, prova em que cedeu seu cockpit a Sakon Yamamoto. A bordo da equipe espanhola, às voltas com problemas financeiros crônicos, o brasileiro faturou seu melhor resultado exatamente na última etapa do Mundial, o GP da Coreia do Sul. Na ocasião, Bruno cruzou a linha de chegada em Yeongam na 14ª colocação.

Boa sorte Senna.

Kanann & Andretti Autosport: fim do casamento

Anderson Marsilli informou que Tony Kanaan foi dispensado da equipe Andretti Autosport para a temporada 2011 da Fórmula Indy. O piloto brasileiro, que completa 36 anos no último dia do ano, tinha ainda dois anos de contrato para cumprir e o acordo foi rescindido de forma amigável. A saída do patrocinador principal, a 7-Eleven, foi o estopim para que a relação entre piloto e equipe se estremecesse.

Termina assim o longo vínculo entre Tony e o time de Michael Andretti, que rendeu ao piloto um título da categoria, em 2004, além de 10 pole positions e 14 vitórias. Kanaan agora vai negociar seu futuro com outros times – e as principais escuderias (leia-se Ganassi e Penske) já estão praticamente fechadas para 2011. Há quem diga que a Ganassi terá três carros, com Graham Rahal se juntando a Dario Franchitti e Scott Dixon, mas não há a confirmação oficial. E que na Penske, não haverá lugar para Ryan Briscoe: o australiano deve perder seu lugar para Sam Hornish Jr., que cairá fora da Nascar.

No release da assessoria, Kanaan expressou seu agradecimento pela longa e frutuosa colaboração com a escuderia: “Eu quero agradecer ao Michael Andretti e todos da Andretti Autosport por esses oito anos juntos. Criamos grandes memórias que vou sempre apreciá-las e temos muito a nos orgulharmos. Pessoalmente, quero agradecer aos rapazes da equipe por todo trabalho ao longo dos anos e por sempre acreditarem em mim. Este é um esporte de equipe e seu sempre considerei um prazer ter vocês em meu time”, afirmou Tony Kanaan.

Blog Liga Futsal de Congonhas

Galera, já está no "ar" o blog "Liga Futsal de Congonhas", cujo um dos idealizadores é o meu amigo Luis Fernando... 

Faltava esse instrumento para informar a todos nós sobre as atividades do futsal congonhense que tanto nos orgulha.

Vale a pena conferir... e curtir... Abraços!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

GP Coreia do Sul: uma lição

Após vários meses de incertezas, o GP da Coreia do Sul conseguiu ser realizado em um circuito longe do ideal em Yeongam. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA), sob pressão de Bernie Ecclestone, dono dos direitos comerciais da categoria, jogou todos os prazos legais para inspeção da pista, que sofreu com sucessivos atrasos das obras causados pelo mau tempo na região. Depois do caos que foi a corrida disputada neste domingo, sob chuva, a pergunta que ficou foi a seguinte: valeu a pena forçar a barra pela prova?


Antes de mais nada, a menor parcela de culpa é dos organizadores da prova. A chuva atrasou, mas eles conseguiram realizar obras em tempo recorde. Perto do que se falava, o autódromo estava até que bem arrumado. Até a camada final do asfalto, colocada há menos de uma semana, resistiu bem ao fim de semana, sem rachar com a brutal tração dos carros. Só que ela tinha vários outros problemas: baixa aderência, fortes ondulações e drenagem deficiente. Problemas que podem ser resolvidos com facilidade para a temporada 2011. Mas a precitpitação na realização da corrida expôs todos essas falhas de forma dramática.

E a chuva deste domingo potencializou tudo isso. Sem aderência e com muitas poças d’água, a pista ficou impraticável, mesmo sem uma chuva torrencial. Já vimos várias corridas serem disputadas em condições piores de visibilidade. A poeira residual das obras que tinha atrapalhado a vida dos pilotos nos treinos em pista seca ficou depositada no asfalto e virou lama, junto com a grama recém-colocada e que não resistiu ao mau tempo e às rodadas na corrida. As fotos dos carros de Mark Webber e de Nico Rosberg, que bateram no início da bandeira verde são vergonhosas: pareciam ter acabado de sair de uma etapa do Mundial de Rali (WRC).

Vergonhosa também foi a espera. Após um atraso de 10 minutos na largada – que teve o safety car à frente – a corrida foi interrompida com três voltas. A bandeira vermelha durou 48 minutos, até que a direção de prova, com medo do fim da luz natural, mandou os carros de volta à ação, de novo com o carro de segurança. A fila indiana durou mais 36 minutos, para desespero dos fãs e de alguns pilotos como Lewis Hamilton, que reclamava pelo rádio insistentemente para que a relargada fosse autorizada. Tudo isso somado levou a um tempo total de 2h48m20s810. Esse tipo de atitude só afasta o fã das corridas. Todos fizeram papel de palhaço em frente à TV.

É mais uma lição a ser aprendida por uma Fórmula 1 que vive uma fase de ganância desenfreada e de expansão para países com pouca tradição no automobilismo. Além disso, a insistência de Bernie Ecclestone com os projetos de circuitos do alemão Hermann Tilke chega a irritar, se não fosse estranha. No caso de Yeongam, até gostei do traçado, mas aquela sequência de curvas rápidas no fim com muros dos dois lados e a entrada do pit lane são, no mínimo, temerárias. O fato é que os fãs detestam os projetos do arquiteto alemão, especialistas em pistas “Mickey Mouse”, sem graça alguma. Só que o lucro do chefão da F-1 deve mesmo ser muito alto para que ele continue insistindo nesta fórmula enjoada.
Em suma: foi um GP realizado antes da hora ideal – um trecho emularia um circuito de rua, mas ainda sem cidade . E uma corrida que pode encaminhar o campeão de 2010 não poderia ter sido disputada desta forma, tão mambembe. É péssimo para a imagem da Fórmula 1. Espero, realmente, que algo de construtivo fique para os dirigentes após essa péssima experiência. Às vezes – deveria ser na maior parte delas, aliás – o lado esportivo deve ser priorizado. Não é questão de buscar só o lucro, mas oferecer um bom espetáculo. E apesar das 2h48m20s810 de transmissão na TV, o GP da Coreia do Sul ficou longe disso. Não valeu mesmo a pena.

domingo, 24 de outubro de 2010

GP da Coréia do Sul: quem segura o Alonso?

Parecia que o safety car seria a grande estrela do primeiro GP da Coreia do Sul. Afinal, a corrida começou com ele e teve quase a metade de suas voltas sob sua liderança. Mas as voltas de bandeira verde acabaram sendo decisivas para o desfecho da prova e o restante do campeonato. Primeiro, Webber rodou assim que a bandeira verde foi mostrada. Depois, o motor de Vettel estourou na 45ª volta, já próximo do fim. Com isso, a vitória caiu no colo dele, Fernando Alonso. De quebra, o espanhol da Ferrari ainda assumiu a liderança do Mundial de Pilotos com certo conforto.

Lewis Hamilton, que estava impaciente durante o período em que o safety car estava na pista, conseguiu conservar a segunda posição e ainda tem chances, ainda que pequenas, no campeonato. Felipe Massa, companheiro de Alonso na Ferrari, chegou em terceiro e completou um festivo pódio da equipe italiana em Yeongam. O alemão Michael Schumacher, da Mercedes, fez sua melhor corrida do campeonato, e conseguiu uma ótima quarta posição.

No campeonato, Alonso tem agora 231 pontos a duas corridas do fim da temporada, 11 à frente de Webber, o vice. Hamilton subiu para terceiro, 21 atrás, e Vettel caiu para quarto, com 206. O espanhol está muito forte para buscar o sonho do tri, que parecia distante após um início ruim de ano e renasceu após o infame GP da Alemanha, em Hockenheim, quando Massa cedeu a vitória para o companheiro. A próxima corrida será no Brasíl, em Interlagos, no dia 7 de novembro.

A corrida

A falta de aderência do asfalto do novo circuito de Yeongam, na Coreia do Sul, tirou o sono dos pilotos ao longo dos treinos, mas o maior temor deles veio no domingo. A chuva, que começou ainda no sábado, encharcou a pista pela manhã e parou por volta do meio-dia no local. Mas ela retornou a pouco mais de meia hora da largada, colocando muitas interrogações nas equipes.

Após várias rodadas nas voltas de alinhamento do grid, por precaução, a direção de prova optou por adiar a largada em 10 minutos. Em seguida, decidiu pelo início com o safety car na pista, por causa dos riscos. Os pilotos deram três voltas na pista e reclamaram muito das condições da pista. Com os carros aquaplanando em linha reta, a bandeira vermelha foi mostrada e a corrida, interrompida. Começava assim uma longa espera pela melhoria das condições da pista.

Após 48 minutos de interrupção e o crescente risco da luz natural acabar em Yeongam, a direção de prova mandou novamente o safety car para a pista e os carros começaram a andar novamente. A luta passava a ser para os 75% de prova, ou 42 voltas. Com 36 minutos do carro de segurança, a largada foi autorizada na 18ª volta, com Vettel na liderança, seguido por Webber e Alonso.

Só que, na 19ª volta, Webber cometeu seu primeiro erro grave na temporada e se complicou muito no campeonato. O australiano exagerou, pisou na zebra, rodou e acertou o muro. Seu carro ainda retornou à pista e acertou Nico Rosberg, que vinha em quarto, na tangência da curva. Os dois abandonaram, para alegria de Vettel e Alonso, que se mantinham nas duas primeiras posições.

O acidente provocou mais uma entrada do safety car, desta vez na 20ª volta. A intervenção durou apenas três voltas, e os pilotos foram liberados para correr mais uma vez. Vettel manteve a liderança novamente, com Alonso cerca de dois segundos atrás. Hamilton era o terceiro, seguido por Massa. Button, que era o quinto, acabaria superado por um inspirado Schumacher, na melhor corrida do heptacampeão em seu retorno à Fórmula 1 em 2010.

Na frente, Vettel abria vantagem para Alonso, enquanto Hamilton era pressionado na terceira posição. No meio do pelotão, algumas rodadas e encontrões, mas sem grandes consequências para a corrida, que continuava em bandeira verde. Só que, na 31ª volta, Sebastien Buemi tentou ultrapassar Timo Glock, perdeu o carro e acertou o alemão, provocando o retorno do safety car.

Com a bandeira amarela, Hamilton, Massa, Schumacher, Barrichello e Kubica entraram nos boxes e trocaram os pneus de chuva pelos intermediários. Na volta seguinte, Vettel e Alonso fizeram o mesmo, mas o espanhol teve problemas na roda dianteira direita em sua parada e acabou perdendo a segunda posição para Hamilton em seu retorno à pista.

A nova relargada foi autorizada na 36ª volta, e Vettel manteve a liderança com folga mais uma vez. Alonso, por sua vez, aproveitou um erro de Hamilton para recuperar a segunda posição. Massa, que vinha em quarto, tentou se aproveitar também, mas teve a porta fechada. Mais atrás, Barrichello ganhava a sexta posição após os pit stops e tentava se aproximar de Schumacher.

Enquanto Sutil dava show de trapalhadas na parte de trás da corrida, Alonso começava a se aproximar de Vettel, que reclamava de dificuldades na freada da curva 1 de Yeongam. Na 41ª volta, Petrov exagerou na parte final do circuito e bateu forte na área de escape da entrada da reta. A direção de prova optou por não colocar o safety car novamente na pista.

Na 46ª volta, Vettel perdeu rendimento na reta dos boxes, foi ultrapassado por Alonso e teve seu motor estourado em seguida. O alemão abandonou a corrida em seguida. Com isso, o espanhol assumiu a liderança, seguido por Hamilton. Massa herdou a terceira posição, bem à frente de Schumacher, o quarto. Barrichello acabou lucrando bastante e  conseguiu a quinta posição.

Só que o brasileiro da Williams perdeu desempenho nas voltas finais por causa do alto desgaste de seus pneus intermediários. Barrichello acabou perdendo posições para Kubica e Liuzzi, mas conseguiu salvar uma sétima posição. Na frente, Alonso abriu uma boa vantagem para Hamilton, e caminhou tranquilo para sua quinta vitória na temporada 2010, a primeira na Coreia do Sul.

Confira o resultado do GP da Coreia do Sul, em Yeongam (305,909 km):

1 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 55 voltas em 2h48m20s810
2 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 14s999
3 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 30s868
4 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 39s688
5 - Robert Kubica (POL/Renault) - a 47s734
6 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes) - a 53s571
7 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - a 1m09s257
8 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 1m17s889
9 - Nick Heidfeld (ALE/Sauber-Ferrari) - a 1m20s107
10 - Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth) - a 1m20s851
11 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 1m24s146
12 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 1m29s939
13 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth) - a 1 volta
14 - Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth) - a 2 voltas
15 - Sakon Yamamoto (JAP/Hispania-Cosworth) - a 2 voltas

Não completaram:
Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 9 voltas/acidente
Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 10 voltas/motor
Vitaly Petrov (RUS/Renault) - a 16 voltas/acidente
Timo Glock (ALE/VRT-Cosworth) - a 24 voltas/acidente
Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 25 voltas/acidente
Lucas di Grassi (BRA/VRT-Cosworth) - a 30 voltas/acidente
Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth) - a 30 voltas/acidente
Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 37 voltas/acidente
Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 37 voltas/acidente

Melhor volta: Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m50s257, na 42ª

XIV Encontro de Veículos Antigos De São João Del Rei

Amigos, ao visitar a histórica São João del Rei, acabei por conhecer as maravilhas da cidade secular. Igrejas, vielas, praças, estação ferroviária além de um povo amigo e hospitaleiro. E como a cidade respira cultura e história.

No largo do Rosário, em frente ao casarão dos Neves (solar da família Neves), foi o palco para a realização o XIV Encontro de Carros Antigos. Mais um sucesso. Antigomobilistas de todo o país exibiram suas máquinas maravilhosas e o público, extasiado, compareceu e apreciou.

Ford modelo A, 1929, Fiat 1927, Galáxies, mavericks, corcéis, chevettes, opalas... tinha de tudo... Impala, Bel Air, Ford Mercury, Chevrolet Fleetmaster e muito mais. Todas essas raridades juntas ao alcance dos olhos. Foi mais um dia de apreciação e também para rever os amigos feitos no encontro de Autos Antigos de Congonhas. Demais.

Sinceramente, um dia agradável ao lado de pessoas queridas... e o que não faltou foi assunto sobre as preciosidades ali estacionadas... cada caso.

Confiram abaixo algumas fotos do evento.

Valeu mesmo...













sexta-feira, 22 de outubro de 2010

19 anos do tri de Senna

Numa dessas coincidências que o destino no reserva, eis que no fim de semana do GP da Coreia, a Fórmula 1 e os fãs do automobilismo hão de se lembrar com carinho de Ayrton Senna.

É porque na quarta-feira, há exatos 19 anos, o piloto brasileiro comemorava o tricampeonato mundial, entrando para o Olimpo ao qual já pertenciam lendas como Jack Brabham, Niki Lauda, Jackie Stewart, Alain Prost e Nelson Piquet.

Quem acompanhou detidamente a temporada de 1991, vai se lembrar que Ayrton Senna não tinha o melhor carro na pista – como em outros anos. O chassi MP4/7 com motor Honda V-12 deixava a desejar. Mas com toda sua categoria, Senna emplacou quatro vitórias consecutivas no início do campeonato, incluindo a conquista inédita e histórica no GP do Brasil em Interlagos.

A Williams, objeto de desejo e cobiça de Senna, ainda não tinha o “carro de outro planeta” que daria a Mansell o título mundial no ano seguinte, mas a partir do México o caldo engrossou para Ayrton. Até porque no Canadá, Mansell só não ganhou porque quis fazer gracinha e entrou na última volta acenando para a torcida. Seu carro falhou, Nelson Piquet venceu e o Brasil chegou à histórica marca de sete vitórias consecutivas de seus pilotos na Fórmula 1.

Mas o jogo voltou a virar a favor de Senna graças a duas vitórias consecutivas: uma, incontestável, na Hungria. Outra, com muita sorte, na Bélgica. E nas provas seguintes, com exceção ao GP da Espanha, andou sempre próximo das Williams de Mansell e Patrese, somando pontos preciosos.

E foi aí que veio o GP do Japão, em Suzuka, onde mais um título seria decidido. E a espera foi menos longa que o previsto. Bastou Nigel Mansell perder a concentração, errar e sair do traçado na curva 1 do circuito japonês, que o título estava no bolso de Ayrton. Depois, veio todo aquele teatro da última volta, a vitória de Berger, mas a comemoração foi genuína e merecida.

Ayrton ainda chegou à sétima vitória do ano no GP da Austrália, mas aquela corrida ficou marcada por ser a mais curta da história, onde os pontos foram computados pela metade: foram apenas 14 voltas e 25 minutos sob um temporal pior que o de dois anos antes, no mesmo circuito urbano de Adelaide.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Passados 24 anos, a história se repete...


GP de Portugal em Estoril, 1986: vejam os candidatos ao título daquele ano, Ayrton Senna, Alain Prost, Nigel Mansell e Nelson Piquet posam para uma das fotos mais clássicas da história da Fórmula 1. O francês acabaria sendo o campeão daquela temporada. Somados, no futuro, teriam 11 títulos mundiais.


GP da Coréia do Sul em Yeongam, 2010: ai a foto oficial com os cinco candidatos ao título de 2010. Lewis Hamilton, Fernando Alonso, Mark Webber, Jenson Button e Sebastian Vettel. Somados, hoje, apenas quatro títulos mundiais (dois de Alonso, um de Hamilton e um de Button). Quem será que levanta a taça neste ano?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

James Hunt - o playboy da F1

Jerry Lewis, que protagonizou no auge de sua carreira de comediante um divertido filme – O Terror da Mulheres onde a personagem Herbert H. Heebert, recém-formado na pequena Milltown é corneado pela namorada com um jogador de futebol americano que era o dobro do seu tamanho, vai para a cidade grande em busca de trabalho e acaba num pensionato dirigido pela Sra. Wellenmellen com mais de 100 garotas na casa. Imaginem o nível de tensão que passava pela cabeça dele!

O “The Ladies Man” da vez, ou melhor, de outras épocas, é James Hunt, o campeão mundial de Fórmula 1 em 1976.  É que foi lançada mais uma biografia sobre a polêmica, curta e agitada vida do piloto britânico, falecido em 1993 aos 45 anos de idade, vítima de enfarto fulminante.

“The Shunt”, título da publicação de Tom Rubython, vai fundo nos excessos da vida de James, que incluíram, segundo o livro, uma inacreditável orgia às vésperas do título mundial conquistado no GP do Japão. Eram ele, o amigo Barry Sheene, ídolo do Motociclismo, e nada menos que 33 aeromoças da British Airways, convidadas para uma maratona de sexo e drogas que faria as bacanais patrocinadas por Calígula corarem de inveja.

A vida desregrada de Hunt, entre outras bizarrices como vomitar antes das competições em que tomava parte, mostrava que os vícios do piloto iam além do sexo: bebida, cigarros e drogas ilícitas eram companheiras fiéis de James, afora as mulheres – e consta que o piloto teria ido para a cama com mais de cinco mil delas. Há quem acredite e outros que colocam isso como uma pura “cascata”.

Enfim, Hunt cometia seus excessos e na chegada do voo de Tóquio para Londres, onde seria recebido por uma multidão de fãs em Heathrow, desceu da aeronave completamente embriagado. O álcool talvez tenha sido o grande vilão de seu casamento com Suzy Miller, que após a lua-de-mel se envolveu em um rumoroso caso com Richard Burton, o “ex da vez” de Elizabeth Taylor. Para se divorciar, Hunt teria aceitado US$ 1 milhão como compensação.

Após sair da F-1 em meados do campeonato de 1979, quando defendia a Wolf, abriu boate em Marbella, na Espanha. Para nenhuma surpresa, ele não mostrou tino comercial e faliu. Voltou a acompanhar a Fórmula 1 nos anos 80, tornando-se o comentarista das transmissões da BBC ao lado do folclórico Murray Walker.

A vida daquele que é considerado o maior playboy da história do automobilismo, vira e mexe ainda dá o que falar. Mas, cinco mil mulheres na cama? Convenhamos… é uma contagem um tanto quanto exagerada, não é não?

Pastor Maldonado: Venezuela de volta à F1

O venezuelano Pastor Maldonado, campeão antecipado da GP2 Series, assinou com a Williams para a temporada 2011, no lugar de Nico Hülkenberg.

O piloto é a tábua de salvação para o time de Grove, posto que a Williams perdeu quatro patrocínios de uma só tacada e provavelmente o alemão não podia cacifar a grana da PDVSA – algo estimado em torno de 15 milhões de euros (aproximadamente R$ 35 milhões).

De acordo com o site Grande Prêmio, o acordo já está assinado há alguns dias. Assim, a Williams terá em 2011 uma dupla 100% sul-americana, com Maldonado e o brasileiro Rubens Barrichello. E o país de Simon Bolívar, o Libertador da América, terá seu primeiro representante na Fórmula 1 desde Johnny Cecotto, que correu na categoria máxima entre 1983 e 1984.

Maldonado, dividindo curvas e retas com Kamui Kobayashi em 2011… já pensaram?!?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Estranha coincidência

Mika Hakkinen veio a público nesta segunda-feira para dizer que o campeonato de F1 desse ano é o mais emocionante dos últimos tempos. De fato. A diferença que separa os postulantes ao título é ínfima, considerando apenas os três primeiros, uma vez que os pilotos da McLaren, embora tenham notória competência, têm sucumbido nas últimas corridas graças à supremacia da Red Bull e a constância de Fernando Alonso.

Ao ver três pilotos diretamente na luta pelo título faltando três provas para o encerramento do Mundial desse ano, me recordo de 1986. Faltando três corridas para a definição do título (Portugal, México e Austrália), Nigel Mansell liderava o campeonato com 61 pontos, seguido por Nelson Piquet com 56, e Alain Prost, com 53.

Embora tenha vencido três corridas na temporada, o ‘Professor’ correu por fora na luta pelo bicampeonato, sem contar com qualquer auxílio de seu companheiro de McLaren, Keke Rosberg, este, em fim de carreira. O FW11 de Mansell e Piquet, movido pelos motores Honda, era superior ao MP4-6C pilotado por Prost, que conseguia diminuir a diferença para a Williams no braço. É um cenário bastante parecido com o atual, no qual a Red Bull desponta como a força a ser batida, com Alonso assumindo o papel de azarão, ainda que esteja na vice-liderança do Mundial.

Mansell venceu no Estoril, tendo Prost em segundo e Piquet em terceiro. O resultado permitiu ao ‘Leão’ abrir dez pontos para o brasileiro e 11 para o piloto da McLaren. Com uma combinação de resultados, o britânico poderia até sair do Hermanos Rodriguez como campeão do mundo. Mas o costumeiro azar do ‘Cinco Vermelho’ — que ficou parado no grid de largada —, aliado à constância de Prost, segundo, atrás de Gerhard Berger, que venceu pela primeira vez na carreira, levou a decisão para a Adelaide.

O britânico da Williams ainda era o líder, só que dessa vez, com vantagem bem menor para Prost. Mansell ostentava 70 pontos, seis a mais que o gaulês e sete à frente de Piquet. O cenário estava desenhado para aquela que seria uma das mais incríveis decisões de título da F1.

Mansell largou o GP da Austrália na pole, seguido por Piquet. Tinha tudo para ser a coroação do ‘Leão’, já que a Williams já havia faturado com muita antecedência o título dos Construtores. O que se viu desde o início da prova foi um azar retumbante do inglês, que perdeu três posições na primeira volta e viu o rival Piquet disparar e tomar a ponta de Ayrton Senna, que largou bem.

A partir da volta 23, começou o calvário da Williams, quando Piquet rodou e perdeu a liderança para Rosberg. O que se viu em Adelaide foi uma sucessão de tragédias da equipe inglesa, tanto de Nigel, que abandonou a prova com um pneu furado, quanto da equipe, que trouxe Piquet aos boxes por medo que pudesse acontecer o mesmo com ele, e entregou o título de bandeja para Prost, que só teve o trabalho de levar sua McLaren à vitória.

Como disse Bernie Ecclestone em entrevista veiculada pelo site da F1, sorte é estar no lugar certo e na hora certa. Como estava Prost em 1986. E como parece estar com Alonso neste ano. É incrível a sorte do espanhol nas corridas desta temporada, desde a primeira no Bahrein, quando a vitória — que era para ser de Vettel, com problemas — caiu em seu colo. Mesmo com um carro teoricamente inferior aos RB6 de Webber e Vettel, o asturiano surge como aposta para o título desse ano. Como foi com o ‘Professor’ há 24 anos, quando ninguém mais acreditava nele.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Túnel do Tempo... Gerhard Berger


Amigos, o Túnel do Tempo de hoje é uma lembrança do GP da Austrália de 1992, no circuito de rua de Adelaide. Na foto Gerhard Berger com a McLaren-Honda MP4/7A, e um pouco atrás o alemão Michael Schumacher, com a Benetton-Ford B192. O austríaco venceu a última corrida daquela temporada, com vantagem de apenas 0s741 para o alemão. Martin Brundle também com uma Benetton-Ford B192 fechou o pódio em 3º.

Recordar é viver...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Vettel entra na briga....

De ponta a ponta... foi assim que Sebastian Vettel conquistou a sua 3ª vitória no campeonato e manteve as chances da conquista do inédito título de campeão mundial de F1.

O GP do Japão, 16ª etapa, disputado no veloz circuito de Suzuka, foi marcado pela forte chuva que caiu no sábado e impediu que os pilotos realizassem o treino classificatório que define o grid de largada. E só foi possível conhecer a ordem de largada horas antes do início da corrida. Sebastian Vettel foi o pole position seguido pelo companheiro de equipe e líder do campeonato Mark Webber. Rubens barrichelo largou na 6ª posição, Felipe Massa fez o 12º tempo e Lucas di Grassi e Bruno Senna alinharam nas posições finais.

Logo na volta de apresentação, Lucas di Grassi perdeu o controle do carro, bateu e abandonou a prova antes da largada. Era o 1º brasileiro fora da prova.

Na largada Vettel manteve a ponta e Robert Kubica, com uma excelente arrancada, assumiu a 2ª posição. Webber caiu para 3º seguido por Alonso, Hamilton e Button. No meio do pelotão, o russo Vitaly Petrov errou, tocou no alemão Hulkenberg da Williams e os dois ficaram fora. Felipe Massa tentou superar Nico Rosberg, perdeu o controle do carro e atingiu o Force India de Liuzzi. Os dois também ficaram fora da prova.

O safet Car entrou na pista e na volta 4 o Renault  do polonês Robert Kubica perdeu a roda traseira e ele abandonou. Alonso assumiu o 3º posto.

Na frente Vettel e Webber seguiam tranqüilos.  Na volta 31 iniciaram-se as trocas de pneus e Button assumiu a ponta. Porém a liderança do inglês, atual campeão, foi curta. Teve de parar também e voltou na 5ª posição.

O japonês Kamui Kobayashi, da Sauber, foi o grande destaque da corrida. O piloto local terminou em sétimo, após várias ultrapassagens espetaculares durante a corrida, para delírio do público nas arquibancadas do autódromo. Apesar de ter tocado em alguns rivais, o japonês conseguiu um bom resultado após largar no meio do pelotão. De quebra, ainda foi o primeiro japonês a pontuar em um GP do Japão desde Takuma Sato, em 2004. Este limpo duelo com Adrian Sutil, da Force India, mostra bem o que foi a corrida do piloto que superou também seu companheiro de equipe, Nick Heidfeld e o brasileiro Rubens Barrichello da Williams que terminou na 9ª posição.

Na 40ª volta, Lewis Hamilton informou aos boxes que tinha perdido a terceira marcha e seu companheiro começou a se aproximar. Button reduziu a distância e ultrapassou Hamilton na 44ª volta no hairpin. O inglês assumiu a quarta posição. Na frente, Vettel caminhava para a vitória, seguido de perto por Webber e Alonso, que não ameaçavam o alemão da RBR, no entanto. Ele caminhou tranquilamente para sua terceira vitória na temporada e Webber ampliou a distância no Mundial de Pilotos para 14 pontos.

Bruno Senna terminou a prova na 18ª posição. Bruno homenageou o tio, Ayrton Senna, que completaria este ano 50 anos. Bruno guiou o Lotus 96T que seu tio famoso pilotou no ano de 1986.

Resultado final do GP do Japão:
1)    Sebastian Vettel
2)    Mark Webber
3)    Fernando Alonso
4)    Jenson Button
5)    Lewis Hamilton
6)    Michael Schumacher
7)    Kamui Kobayashi
8)    Nick Heidfeld
9)    Rubens Barrichelo
10)    Sebastian Buemi

Classificação do mundial de pilotos:
1)    Mark Webber – 220
2)    Fernando Alonso – 206
3)    Sebastian Vettel – 206
4)    Lewis Hamilton – 192
5)    Jenson Button – 189
6)    Felipe Massa - 128

Classificação do mundial de construtores:
1)    RBR – 426
2)    McLaren – 381
3)    Ferrari - 334

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Senna na telona...

Vejam só pessoal, a Paramount Pictures lançou o cartaz de divulgação do primeiro filme sobre a vida do tricampeão Ayrton Senna feito para o cinema. A produção estreia nas telas brasileiras no dia 12 de novembro, na sexta-feira seguinte ao GP do Brasil de Fórmula 1, em Interlagos, penúltima corrida da temporada 2010. 

O documentário “Senna” será exibido no Rio de Janeiro, em São Paulo e possivelmente em outras quatro capitais brasileiras, que ainda estão em negociação. Além do tradicional capacete amarelo e do olhar do tricampeão, uma frase de Niki Lauda está em destaque.

- Ele foi o melhor piloto que já existiu - são os dizeres no cartaz do filme sobre o brasileiro.

Concordo...

Suzuka - parte 1

Amigos, iniciados os treinos para o GP do Japão em Suzuka, por enquanto, Suzuka é da Red Bull. E de Sebastian Vettel. Assim como havia feito na primeira sessão, o alemão dominou o segundo treino livre para o GP do Japão, nesta sexta-feira (8). Da mesma forma que nos 90 minutos da manhã, Mark Webber foi o segundo, comprovando a força da equipe dos energéticos.

Em terceiro, em mais uma repetição do que aconteceu mais cedo, ficou Robert Kubica. O polonês, que se destacou por usar o duto frontal na curva 130R, uma das mais desafiadoras e rápidas do circuito.

Fernando Alonso foi o responsável por quebrar a semelhança do segundo com o primeiro treino. O espanhol ficou com o quarto tempo, pouco menos de 0s2 mais rápido do que Felipe Massa, quinto, que havia ficado à sua frente na sessão matutina.

Rubens Barrichello, que terminou mais cedo suas atividades na pista nipônica, foi o 14º colocado. Lucas Di Grassi, em sua primeira experiência no circuito com um F1 — fora substituído por Jérôme D'Ambrosio no primeiro treino livre —, terminou em 21º, à frente do companheiro Timo Glock, 22º. Bruno Senna bateu por 0s5 seu companheiro, Sakon Yamamoto, acabando a tarde em 23º.

Vejamos amanhã quem ganha essa primeira batalha... abraços!

Encontro de Veículos Antigos de São João del Rei

 
Galera, mais um sensacional encontro de carros antigos, agora em São João del Rei. Vejam o cartaz acima.

Depois do que vi em Congonhas, não perco esse encontro. Com certeza valerá a pena... 

Vejo vocês lá... abraços!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Peter Warr, a lenda

Quis o destino que, no dia do 40º aniversário da primeira vitória de Emerson Fittipaldi na Fórmula 1, o braço-direito de Colin Chapman daquela e de outras épocas, perdesse a vida. O britânico Peter Warr, aos 72 anos de idade, sofreu um infarto fulminante nesta segunda-feira, em sua residência na França.
 
Warr, que foi piloto de automóveis depois de servir o exército, tornou-se o fiel escudeiro de Colin Chapman na Lotus. Ele era o diretor da equipe quando Emerson venceu seu primeiro GP em Watkins Glen e foi graças aos esforços de Peter que o brasileiro foi campeão mundial de Fórmula 1 em 1972. Simples: basta lembrar do episódio em que o caminhão do time capotou a caminho de Monza, espalhando peças numa auto-estrada italiana e destruindo o chassi titular que Fittipaldi usaria naquela corrida. Prevenido, Warr já tinha reservado um outro caminhão com equipamentos extras na França e este veículo chegou a tempo para que Emerson não perdesse os treinos e a chance de ser campeão, como de fato foi.

Em meio à mais uma crise técnica da Lotus, Peter Warr assumiu um desafio: em 1976, deixou a equipe para coordenar a Walter Wolf Racing Team, montada pelo multimilionário austro-canadense Walter Wolf. O carro, desenhado por Harvey Postlethwaite, venceu na estreia em Buenos Aires com Jody Scheckter e o sul-africano foi vice-campeão mundial. A equipe terminou em 4º lugar no Mundial de Construtores, deixando para trás equipes tradicionais como Brabham e Tyrrell.

A Wolf ficou pouco tempo na Fórmula 1: até o fim de 1979, quando seu espólio, incluindo a oficina e parte do pessoal, foram absorvidos pela Fittipaldi, onde Peter Warr trabalhou durante todo o ano de 1980, tentando estruturar uma equipe de alma brasileira em território britânico. O dirigente logo saiu da Fittipaldi, pois no ano seguinte regressava à Lotus a convite de Colin Chapman.

Com a morte do lendário construtor, sempre envolta em mistério, no fim de 82, Peter Warr assumiu a chefia geral das operações da John Player Special Team Lotus. Foi Peter quem trouxe para o time um jovem talentoso chamado Ayrton Senna, que deu ao time suas últimas conquistas na Fórmula 1. Porém, numa de suas raras previsões que não deu certo, o dirigente disse que Nigel Mansell, o piloto que acabara de demitir, “jamais ganharia uma corrida de automóveis”. Mansell não só ganhou 31 GPs, como foi campeão mundial em 1992 e campeão da CART em 1993.

Após um ano tecnicamente difícil em 1988, Peter Warr não resistiu às pressões e deixou a Lotus e o automobilismo no início de 1989. Rupert Mainwaring e Peter Collins assumiram o posto de Peter, que assim foi curtir uma merecida aposentadoria.

A morte daquele que é considerado por alguns “a última lenda” da história do Team Lotus, comoveu Bernie Ecclestone. “Ele foi muito importante a ajudar a Fórmula 1 a se tornar o que é hoje”, afirmou o todo-poderoso da Formula One Management (FOM).

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sauber contrata o mexicano Sergio Perez para 2011

Depois de trinta anos, o México volta a ter um piloto na Fórmula 1. Desde Hector Rebaque, companheiro de equipe de Nelson Piquet na Brabham em 1981, o país que teve também os irmãos Pedro e Ricardo Rodriguez despontando nos anos 60/70 não tinha um representante na categoria máxima. Mas em 2011 será diferente.
 
Vice-campeão da GP2 Series, Sergio Perez acaba de ser oficialmente confirmado pela Sauber como o novo companheiro do japonês Kamui Kobayashi, que já havia renovado seu contrato com o time suíço. É muito provável que por trás da passagem de Sergio Perez para a F-1 esteja um caminhão de dinheiro da Telmex, empresa do bilionário (fortuna de aproximadamente U$ 60,6 bilhões, para ser mais exato) Carlos Slim Helu, que apoia incessantemente os pilotos de seu país no automobilismo.

Hoje as coisas são assim: leva quem paga mais e o cacife do empresário sém dúvida é respeitável. Mas Sergio Perez, ao menos pelo que demonstrou na GP2, não é apenas um piloto com um aporte financeiro fortíssimo. Tem algum talento, sim. Resta saber se Kobayashi não vai insistir em derrotá-lo no confronto interno entre ambos na próxima temporada.

E quem agradece é Peter Sauber. Com o dinheiro do novo patrocinador, o dono da equipe não corre mais risco de vendê-la para um arrivista qualquer, a menos que Carlos Slim Helu seja “picado pela mosca azul”.

Lauda aposta no tri de Alonso

O tricampeão da Fórmula 1, Niki Lauda aposta em Fernando Alonso para vencer o título de 2010 na Fórmula 1. Aos 29 anos, ele está a 11 pontos de Mark Webber, atual líder do campeonato, mas venceu as últimas duas corridas da temporada após largar da pole. O ex-piloto austríaco, de 61 anos, criticou muito o espanhol da Ferrari após Hockenheim, mas acredita no talento dele.

"- Por que?  Porque ele é bicampeão e não por acaso. Ele é o melhor piloto da atualidade. Quando você avalia a velocidade, a inteligência, e a habilidade para assumir riscos de forma eficiente para obter sempre a pontuação máxima sempre, ele é simplesmente o melhor - diz Lauda".

Lauda disse também que Mark Webber surpreendeu a todos com sua consistência nesta temporada. No entanto, o austríaco acha que o australiano só baterá Alonso se seu carro for claramente superior ao da Ferrari. Sobre as ordens de equipe, o tricampeão disse que a equipe italiana precisa ser respeitada.

"- Alonso fará tudo o que for possível para tirar a desvantagem que o separa da RBR".

Disso eu não duvido, mas a briga vai ser boa... continuo apostando no Webber. Opinem.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Franchitti é novo campeão da Indy

Franchitti é tri-campeão da Indy
A Indy é, mais uma vez, de Dario Franchitti. O escocês precisou apenas do oitavo lugar e de um quê de sorte para conquistar o seu terceiro título da categoria, no GP de Homestead, neste sábado (2). A parte da sorte ficou por conta de Will Power, rival na disputa pelo título, que bateu e, com a suspensão quebrada, teve de abandonar a prova.

A vitória ficou com Scott Dixon, que deu mais um motivo para Chip Ganassi comemorar. A segunda colocada foi Danica Patrick, com uma investida muito forte no fim da corrida. Tony Kanaan, sempre sólido, completou o pódio.

A prova – Tudo começou como se esperava, com Dixon dedicado a proteger Franchitti de ataques dos rivais. Um destes foi Kanaan, que largou muito bem e pulou do oitavo para o terceiro lugar.

Na volta 11, Power já havia caído para o quarto posto. Pouco depois, o trio da liderança já havia aberto mais de 1s para o australiano. Em seguida, Will perdeu rendimento e caiu para oitavo.
Mario Moraes não pôde aproveitar muito de sua última corrida em 2010: já no giro 35, teve de deixar a oitava posição e ir para os boxes, por conta de um problema na coluna de direção. A KV até tentou resolver, mas, depois de voltar à pista, Mario notou que a sustentação do volante quebrou, o que significou o fim da prova para ele.

A bandeira amarela adiantou a primeira janela para reabastecimento. Nesta, Kanaan vacilou ao colocar o carro em neutro sem querer na saída da área de pit-stop. Por isso, caiu de segundo para quinto. Briscoe, por sua vez, saiu de quarto para segundo, com a manutenção de Dixon em terceiro. Power subiu só uma posição, chegando a sétimo.

Bia Figueiredo teve vida "curta" na prova
A relargada movimentou o pelotão da frente: Briscoe, Kanaan e Dixon passaram pela ponta, mas, em 14 voltas, Dario voltou à liderança. Enquanto isso, Power já era o quarto.

A corrida, entretanto, estava muito agitada para o normal de Homestead. A partir de quando Franchitti reassumiu a dianteira, foram 40 voltas de tranquilidade para o escocês. Neste período, Dario aproveitou para garantir os dois pontos de bônus por ser o piloto que mais liderou voltas na prova.

Tanto esforço de Franchitti até perdeu a importância. Isso porque, na volta 134, Power deixou o carro escapar de frente e esfregar no muro. Em seguida, Will parou torto nos boxes por conta de um problema na suspensão traseira — provavelmente o que causou o incidente anterior.
Milka Duno não se "entendeu" com o carro na temporada
A Penske correu contra o tempo e conseguiu trocar rapidamente a peça — mais precisamente, em 5min6s. O dono do carro 12, porém, voltou 5 voltas atrás do líder e adversário Dario.

O trabalho da equipe de Roger Penske não foi suficiente: Will até voltou à pista, mas teve de devolver o carro ao time, que voltou a tentar resolver o problema. Power até saiu do carro, o que praticamente assegurava o título para Franchitti.

Depois de uma longa bandeira amarela, mais uma interrupção, esta para remoção de detritos.

Enquanto isso, Tony Kanaan, Bertrand Baguette e EJ Viso eram punidos por sair dos boxes com o bocal da mangueira de reabastecimento ainda preso aos carros.

Faltando 25 voltas, com Power fora da corrida, só uma esperança havia para o australiano: Dario precisava ficar abaixo do nono lugar ou abandonar. Foi quando Milka Duno — quem mais? — rodou sozinha e por pouco não atingiu o escocês antes de se chocar com o muro. Franchitti vinha em nono.
Enquanto isso, Dixon e Kanaan vinham em primeiro e segundo, com Danica Patrick e Castroneves no terceiro e no quarto lugares. Dixon e Helio, porém, tinham uma parada a menos. A pilota forçava muito para ultrapassar o brasileiro, que dificultava a manobra ao máximo.

Foi só no finzinho, na última volta, que Danica conseguiu passar Tony. Na frente, continuou Dixon, completando a festa da Ganassi em Miami.

Indy, Homestead, final:


1
Scott DIXON
Ganassi
NZL

1:52:08.558
200 voltas



2
Danica PATRICK
Andretti
EUA

+2.758




3
Tony KANAAN
Andretti
BRA

+2.769




4
Ryan BRISCOE
Penske
AUS

+3.782




5
Helio CASTRONEVES
Penske
BRA

+5.332




6
Vitor MEIRA
Foyt
BRA

+7.212




7
Marco ANDRETTI
Andretti
EUA

+8.363




8
Dario FRANCHITTI
Ganassi
ESC

+11.140




9
Dan WHELDON
Panther
ING

+22.252




10
Graham RAHAL
Newman/Haas
EUA

+1 volta




11
Ryan HUNTER-REAY
Andretti
EUA

+1 volta




12
Alex LLOYD
Dale Coyne
ING

+1 volta




13
Ed CARPENTER
Panther/Vision
EUA

+1 volta




14
Alex TAGLIANI
FAZZT
CAN

+1 volta




15
Bertrand BAGUETTE
Conquest
BEL

+1 volta




16
Sebastián SAAVEDRA
Conquest
COL

+1 volta




17
Raphael MATOS
Luczo Dragon/De Ferran
BRA

+1 volta




18
Takuma SATO
KV
JAP

+1 volta




19
Ernesto VISO
KV
VEN

+2 voltas




20
Hideki MUTOH
Newman/Haas
JAP

+2 voltas




21
Justin WILSON
Dreyer & Reinbold
ING

+2 voltas




22
Sarah FISHER
Sarah Fisher
EUA

+3 voltas




23
Simona DE SILVESTRO
HVM
SUI

+3 voltas




24
Milka DUNO
Dale Coyne
VEN

Abandonou
/acidente



25
Will POWER
Penske
AUS

Abandonou
/mecânico 



26
Bia FIGUEIREDO
Dreyer & Reinbold
BRA

Abandonou
/acidente



27
Mario MORAES
KV
BRA

 Abandonou
/mecânico