sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

F1: o que muda em 2009

Depois das fortes emoções que dominaram a última etapa do Mundial de F-1, em Interlagos, com o título de Lewis Hamilton e a vitória da Ferrari entre os construtores, a categoria prepara-se para 2009. Um novo calendário – sem o Canadá e a França mas com Abu Dhabi – uma nova data para o GP do Brasil (18 de outubro) e mudanças na configuração dos carros e dos pneus marcarão o próximo campeonato.

O novo calendário aprovado pela FIA propõe alterações significativas em relação ao Mundial de 2008. Saem do campeonato as etapas do Canadá e da França e entra Abu Dhabi, dia 1º de novembro, encerrando a disputa. O GP da China deixa a reta final e vai para o começo da temporada, logo após Austrália e Malásia. E o Brasil será a penúltima etapa, dia 18 de outubro, em Interlagos.

As mudanças na configuração dos carros pretendem tornar os carros mais ágeis, facilitando as ultrapassagens. Para isso, os aerofólios traseiros terão dimensões reduzidas ao contrário dos dianteiros que serão aumentados. Não será permitida a utilização de pequenos apêndices aerodinâmicos na carenagem, tornando o visual dos carros bem mais limpos.

Ainda em relação aos pneus, voltarão os modelos slick (lisos) utilizados na Fórmula 1 entre 1971 e 1997. Os slick foram banidos em uma tentativa de reduzir a velocidade dos carros. Agora eles voltam com outro objetivo: diminuir a importância dos recursos aerodinâmico já que asseguram mais aderência do que os compostos com sulcos, utilizados na categoria desde 1998.

Um dispositivo que, certamente, provocará muitas discussões no próximo ano será o sistema Kers de reaproveitamento de energia cinética. O equipamento pesa cerca de 35 quilos e tem como objetivo armazenar energia perdida no ato da frenagem do carro. O piloto, através de um botão, poderá utilizar essa energia por um tempo limitado durante a corrida. E, com isso, ganhará algo em torno de 70 a 80 cavalos.

Fora das novidades técnicas, as grandes equipes optaram por manter suas duplas de pilotos no próximo ano. Assim, Ferrari, McLaren, Renault, BMW, Toyota e Williams terão as mesmas formações no próximo campeonato. A Red Bull correrá com Mark Webber e promoveu Sebastian Vettel; a Toro Rosso ainda negocia as duas vagas e a Honda só definiu a permanência de Jenson Button. Três pilotos brasileiros concorrem a estas vagas remanescentes: Rubinho Barrichello, Lucas Di Grassi e Bruno Senna. Os dois últimos têm testes com a Honda previstos para a metade deste mês. A Honda, a partir do ano que vem, contará com a parceria da Petrobrás no desenvolvimento de combustíveis. Já Barrichello corre atrás de um bom patrocínio que poderia assegurar sua presença em mais uma temporada. Bruno Senna, se não conseguir correr, buscará vaga de piloto de testes. Honda, Toro Rosso e até McLaren são opções.

Eis o calendário para 2009:

GP da Austrália - 29 de março, Melbourne
GP da Malásia - 5 de abril, Sepang
GP da China - 19 de abril, Xangai
GP do Bahrein - 26 de abril, Sakhir
GP da Espanha - 10 de maio, Barcelona
GP de Mônaco - 24 de maio, Montecarlo
GP da Turquia - 7 de junho, Istambul
GP da Grã-Bretanha - 21 de junho, Silverstone
GP da Alemanha - 12 de julho, Nurburgring
GP da Hungria - 26 de julho, Hungaroring
GP da Europa - 23 de agosto, Valência
GP da Bélgica - 30 de agosto, Spa-Francorchamps
GP da Itália - 13 de setembro, Monza
GP de Cingapura - 27 de setembro, Marina Bay
GP do Japão - 4 de outubro, Fuji
GP do Brasil - 18 de outubro, Interlagos
GP dos Emirados Árabes - 1.º de novembro, Abu Dabi

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

TÚNEL DO TEMPO (III)

GP da Alemanha de 1987, no circuito de Hockenheim

O piloto Nelson Piquet “passeia” com a Williams-Honda FW11B. Piquet venceu a prova, seguido pelo sueco Stefan Johansson da McLaren e por Ayrton Senna da Lótus que ficou em terceiro. O brasileiro tornou-se tricampeão naquele ano.



Recordar é viver...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Vettel: Massa não está entre os melhores da F1

O alemão Sebastian Vettel, que em 2009 defenderá a Red Bull, não relacionou o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, entre os melhores pilotos da Fórmula 1.

Perguntado sobre quem considerava os mais competentes da categoria, Vettel citou até o finlandês Kimi Raikkonen (Ferrari) e o polonês Robert Kubica (BMW), terceiro e quarto no Mundial de Pilotos deste ano, respectivamente. No entanto, deixou fora da lista o brasileiro da Ferrari, que terminou com o vice-campeonato.

"É difícil julgar. Os melhores são Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Robert Kubica e Lewis Hamilton (McLaren)", disse ao jornal El País.

O mais jovem vencedor de um Grande Prêmio da categoria lembrou o final emocionante da etapa de Interlagos e disse que foi fantástico terminar a prova à frente do campeão Hamilton. Massa venceu a prova, mas ficou com o vice.

Sobre o GP do Brasil, na qual Hamilton ultrapassou o alemão Timo Glock na última curva, Vettel disse que aquele final de temporada não poderia ter sido melhor para a Fórmula 1.

"Foi um resultado fantástico. A decisão na última volta da última corrida, na curva final, com apenas um ponto de diferença entre o primeiro e o segundo. Não poderia ter sido melhor para a categoria", assinalou. "Ambos mereciam o título. Massa fez uma grande prova e Hamilton lutou até o final", acrescentou.

Na prova, Vettel ultrapassou o inglês, numa manobra que beneficiava Massa. No entanto, o alemão da Toro Rosso disse que não tinha consciência de que estava sendo tão crucial para o resultado final do campeonato.

"Quando passei Hamilton, não sabia que estava decidindo o campeonato. Depois, Lewis passou Glock, que não tinha condições de defender sua posição. Hamilton sofreu, mas acabei na frente do campenato do mundo", disse.

Vettel, que defendeu a Toro Rosso em 2008, terminou a temporada na oitava posição, com 35 pontos.

Mudança de planos tira Lucas di Grassi da F-1

por Rodrigo Mattar

Pelo menos em 2009, o piloto Lucas di Grassi não terá a oportunidade de ser piloto titular de Fórmula 1. Os três dias de treinos em Barcelona bastaram para que a Honda dispensasse seus serviços - e a decisão de chamar só Bruno Senna para as sessões que acontecerão em Jerez foi a senha para isso.

Mas o sobrinho do tricampeão Ayrton Senna não estará sozinho: a Honda mudou os planos e vai colocar Rubens Barrichello em confronto com Bruno Senna, uma vez que segundo o site Grande Prêmio, a comparação dos tempos de volta de Jenson Button com o estreante brasileiro - que num teste ficou a apenas três décimos do britânico - foi “inconclusiva”.

Assim, nada melhor que avaliar o potencial de Bruno do que uma comparação com aquele que tem hoje o maior número de GPs da Fórmula 1. E tem mais: existe uma divisão dentro da equipe, o que é ruim para uma escolha como essa. Ross Brawn não esconde de ninguém que prefere continuar trabalhando com Rubens Barrichello. E Nick Fry, que nunca morreu de amores por ele, não tem dúvidas que Bruno Senna pode ser um bom substituto.

Eu só lamento que não exista um lugar para Lucas di Grassi em 2009. Para mim, fica claro que por não ter um sobrenome de peso, como Piquet e / ou Senna, ele enfrenta toda essa dificuldade para ser titular em qualquer equipe de Fórmula 1. Talento ele tem, de sobra. Já mostrou isso por onde passou, do kart à GP2 e neste ano, ajudou a escuderia espanhola Campos a ser a melhor do ano. O que mais os dirigentes precisam saber para perceber que ele é um piloto de grande potencial?

Aí é que entra o problema: o pai dele, Vito di Grassi, comerciante do ramo de armamentos, me confessou no Capacete de Ouro que nunca pensou ser tão difícil “negociar” com os homens da Fórmula 1. Quando o talento fica em segundo plano, como agora, o dinheiro fala mais alto. E só agora, em 2008, Lucas contou com o apoio de um patrocinador brasileiro, o que é muito pouco.

O torcedor brasileiro vai perder a chance de ter um talento em potencial em detrimento de um sobrenome que é “mágico”, mas de um menino que para mim ainda não está pronto para tamanho desafio. Torno a repetir que se a Honda escolher Bruno Senna como titular em 2009, terá dado um grande tiro no pé. E que a decisão vai ser um risco para a carreira do próprio piloto na Fórmula 1.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

TÚNEL DO TEMPO (II)

GP dos Estados Unidos de 1974, em Watkins Glen.


Na foto o piloto Emerson Fittipaldi com a McLaren-Ford M23. A prova foi vencida pelo argentino Carlos Reutemann da Brabham, seguido por José Carlos Pace também da Brabham e em terceiro ficou James Hunt da Hesketh. O brasileiro chegou em quarto lugar na prova e sagrou-se bicampeão mundial de Fórmula 1.



Recordar é viver...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

TÚNEL DO TEMPO (I)

GP da Itália de 1967, em Monza.

Contornando a parabólica, os pilotos John Surtees da Honda RA300 e Bruce McLaren da McLaren M5A-BRM.
A vitória foi de John Surtees, da Honda, com Jack Brabham, da Brabham, em segundo a apenas 00,20s de diferença e Jim Clark, da Lotus, em terceiro.

Recordar é viver...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Novidades para 2009: visual estranho!

A Williams é a primeira equipe a revelar os aerofólios dianteiro e traseiro para a temporada 2009. O piloto Jonathan Kennard testou o FW30, carro que a equipe inglesa usou na temporada 2008, porém já equipado com as novas asas, no Aeródromo de Kemble, na Inglaterra. A equipe já tinha avaliado o aerofólio traseiro para 2009 em setembro, no circuito de Barcelona. Mas o novo bico só apareceu neste teste.

Robert Kubica e sua BMW Sauber com as asas do regulamento de 2009 nos testes de Barcelona. Um visual estranho, muito estranho.

Rubinho x Schumi

O heptacampeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher reagiu aos planos do brasileiro Rubens Barrichello de lançar um livro contando os bastidores de seus anos na Ferrari. O alemão, que foi companheiro de Rubinho durante seis temporadas (2000 a 2005), descartou nesta segunda-feira qualquer possibilidade da escuderia italiana ter prejudicado o desempenho do brasileiro nas pistas.

- Ninguém pode te fazer mais lento por causa de um contrato. Se você é rápido, você é rápido e, então, é o número 1 - disse o Schumacher, de acordo com o jornal alemão "Express".

Recentemente, Barrichello revelou que poderia lançar um livro em que contaria a história de seus anos na Ferrari. De acordo com o piloto, os fãs do automobilismo conheceriam menos da metade do que aconteceu em sua passagem pela equipe italiana.

Bruno Senna: primeiro teste na F1

Duas semanas depois do encerramento da temporada de 2008 no GP do Brasil, a Fórmula 1 já começa a preparação para a temporada de 2009. Nesta segunda-feira os testes coletivos do inverno europeu terá como grande novidade o brasileiro Bruno Senna, que fará seu primeiro teste na categoria pela Honda no circuito da Catalunha, em Barcelona.

O vice-campeão da GP2 andará no período da tarde com o modelo RA108 de 2008, mas já adaptado à aerodinâmica do carro de 2009 e com os pneus Bridgestone slick, que substituirão os com ranhura que vinham sendo usados até então.

O inglês Jenson Button e o austríaco Alexander Wurz desenvolverão a parte principal dos testes, que serão encerrados na quarta-feira. Bruno ainda voltará ao cockpit no último dia, quando treinará o dia inteiro juntamente com Button. Terceiro colocado na GP2, Lucas di Grassi também será avaliado pela equipe. Rubens Barrichello, que também disputa um lugar no time, sequer participa das sessões.

O programa completo da Honda em Barcelona é este:
Segunda-feira - 17/11/2008
Alexander Wurz
Lucas di Grassi (manhã)
Bruno Senna (tarde)

Terça-feira - 18/11/2008
Jenson Button
Lucas di Grassi

Quarta-feira - 19/11/2009
Jenson Button
Bruno Senna

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

McLaren homenageia Hamilton

O piloto inglês Lewis Hamilton, recém-coroado campeão da Fórmula 1, retornou nesta quarta-feira à sede da McLaren e prometeu aos funcionários da equipe que continuará na escuderia pelas próximas temporadas.

A fábrica da McLaren, localizada nos arredores de Londres, parou para aclamar Hamilton, que entrou no local dirigindo o carro usado na emocionante final do campeonato mundial, no último fim de semana, no Grande Prêmio do Brasil.

O campeão mais jovem da Fórmula 1 foi cegado por um mar de flashes de câmeras quando subiu em uma plataforma repleta com os troféus acumulados em suas duas temporadas na categoria - 22 chegadas de pódio em 35 corridas.

Mais de 1.000 empregados, muitos deles com as roupas laranjas da escuderia e outros chorando de emoção, vibraram enquanto Hamilton fazia seus agradecimentos.

Foi merecido... parabéns campeão!

Bruno Senna fará testes na Honda

Equipe japonesa fará uma espécie de vestibular com pilotos; di Grassi e Barrichello também têm chances.

A Honda confirmou nesta segunda-feira a participação de Bruno Senna em uma sessão de testes no circuito de Barcelona, entre 17 e 19 deste mês. Será a primeira vez que o brasileiro testará um carro de Fórmula 1. Senna é candidato a uma vaga na equipe para a temporada de 2009.

O teste com a Honda já era dado como certo, mas faltava uma confirmação oficial da montadora japonesa. Ross Braw, chefe da equipe está contente por proporcionar esta oportunidade a Bruno, enquanto continuam avaliando opções para formar a dupla de pilotos para a próxima temporada.

Com Jenson Button já garantido para 2009, a Honda fará uma espécie de vestibular para decidir seus pilotos. Além de Bruno Senna e Rubens Barrichello, outro brasileiro que deve participar dos testes é Lucas Di Grassi. O japonês Takuma Sato também pode ser testado.

Bruno disse estar animado por ter essa chance de fazer seu primeiro teste na Fórmula 1. É a realização de seu. Tomara que dê certo! Boa Sorte...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Massa não é apenas um grande piloto


por Livio Oricchio

Há derrotas em que a torcida do seu ídolo sai do autódromo, estádio, ginásio, seja lá o que for, de cabeça erguida. Doída, claro, pela perda da vitória ou título, mas feliz, orgulhosa de seu piloto, equipe. Acabara de demonstrar sua imensa capacidade e altivez, elegância para ver o adversário celebrar a conquista e ainda elogiá-lo, reconhecendo a perda.

Mas deixou no ar um certo ar de superioridade técnica. As circunstâncias, o desenrolar do campeonato, nas etapas anteriores, é que acabaram por comprometer as possibilidades de, na última prova, estar numa condição matemática mais favorável para ser campeão.

Massa foi melhor do que todos, ontem. Venceu não apenas a corrida, mas a falta de credibilidade que parte da torcida ainda tinha quanto a seus verdadeiros dotes de piloto. Ficou claro que, definitivamente, dá para acreditar nele. Numa das corridas mais difíceis da temporada, cheia de mudanças de condições, asfalto molhado, seco, molhado, pouca e muita água na pista, safety car, o piloto da Ferrari não cometeu o mais leve erro.

Ganhou como um campeão. E se Timo Glock não tivesse perdido 19 segundos para Lewis Hamilton na última volta, por estar com pneus de pista seca na chuva, quem estava comemorando a conquista, agora, seria Massa. E quer saber de uma coisa? Sem dúvida nenhuma de quase ninguém na própria Fórmula 1, com todos os méritos. Se existe um piloto que evoluiu como talvez nenhum outro na história no mínimo das últimas décadas da competição é Massa.

Ficou no ar um gostinho de que se tivesse ficado com ele o título, ao menos pelo que realizou ontem, seria mais justo. Mas a maturidade de Massa se manifestou, também, depois de ouvir a dura informação de seu engenheiro, Rob Smedley, de que Hamilton havia passado Glock e, com o quinto lugar, era o campeão.

Mostrou a grandeza dos verdadeiros vencedores, ao dizer com enorme equilíbrio que deixava Interlagos de cabeça erguida, fez o que era possível - com que competência - e sentia-se orgulhoso de si próprio, da equipe e da torcida. Cumprimentou Hamilton e reconheceu que sua conquista foi merecida, sem controvérsias. É de gente como Massa que o Brasil precisa.

Massa vence em Interlagos, merecia ser campeão, mas título é de Hamilton


por Livio Oricchio

Houve um momento, depois da bandeirada do GP do Brasil, ontem em Interlagos, em que as duas famílias celebravam a conquista do título. A de Felipe Massa, nos boxes da Ferrari, e a de Lewis Hamilton, nos da McLaren. E os dois pilotos, no cockpit de seus carros, perguntavam desesperadamente pelo rádio às equipes quem havia sido o campeão. A maioria dos 75 mil torcedores nas arquibancadas comemorava da mesma forma, com euforia, a conquista do Mundial. Esse quadro dá bem idéia da intensidade das emoções vividas por todos na incrível etapa de encerramento da temporada, a mais espetacular da história. Alguns segundos depois de cruzar a linha de chegada, a dura verdade no autódromo: Hamilton é o campeão!

Parte importante das pessoas que desejavam ver Massa dar à nação um campeonato que o Brasil não vence desde 1991, com Ayrton Senna, começou a chorar. “Meu engenheiro me avisou quando eu estava na curva 3 (saída do S do Senna) que o Lewis Hamilton havia ultrapassado o Timo Glock e era o campeão”, disse Massa, com a voz embargada. Muitos não sabiam ainda o que estava acontecendo, não sabiam o que pensar. O dia 2 de novembro de 2008 já está na antologia da Fórmula 1. Desde que a competição começou a ser disputada, em 1950, nunca uma prova decisiva foi tão carregada de tudo: tensão, ansiedade, vibração, emoções antagônicas.

Hamilton foi campeão a 700 metros da linha de chegada, na última curva da última volta da última etapa do campeonato. Na história do autódromo também, iniciada em 1940, nunca um evento teve tanta importância e nunca seu desenvolvimento gerou tamanha carga emotiva. Massa venceu o GP do Brasil, sua sexta vitória no ano, e Hamilton às duríssimas penas classificou-se em quinto, ao ganhar a posição de Glock na curva da Junção, sob a chuva que mudou o cenário da corrida. Se terminasse na sexta colocação, como estava até encontrar o alemão da Toyota com pneus para pista seca, Massa seria o campeão.

Como nem todos se deram conta de que o piloto que o fantástico Sebastian Vettel, da Toro Rosso, quarto, e Hamilton haviam ultrapassado na Junção era Glock, os integrantes da Ferrari e da McLaren não sabiam se podiam celebrar ou lamentar. “Meu coração estava prestes a explodir. Eu rezava para poder me aproximar do Glock e não acreditei quando o vi na saída da curva 10. Só posso dizer ‘Obrigado, meu Deus’”, contou, em extase, Hamilton.

A variação da condição do tempo foi a maior responsável por tantas alternativas ao longo das 71 voltas do GP do Brasil. A rápida pancada de água atrasou a largada em 10 minutos e quando voltou a cair, a oito voltas da bandeirada, gerou uma mexida na classificação que ninguém sabia mais o que iria acontecer.

Assim como o alemão Vettel colocou em xeque o título de Hamilton, ao ultrapassá-lo a três voltas do fim, outro alemão, Glock, foi o responsável pelo mais jovem campeão do mundo, aos 23 anos, conquistar seu primeiro título. O quinto lugar era o mínimo que necessitava. Ontem, no entanto, seu trabalho não representou o que fez na temporada, responsável pelo merecido título. Hamilton foi amplamente ofuscado por Massa. Num certo sentido, o resultado do GP do Brasil, Massa, Fernando Alonso, da Renault, em segundo, e Kimi Raikkonen, Ferrari, em terceiro, além das colocações de Massa e Hamilton, não deixou de agradar todos os lados envolvidos na competição. O piloto da McLaren está até agora comemorando o título, Massa de certa forma ficou feliz com a vitória em casa com performance de campeão, e a torcida, definitivamente, acredita nele agora.

Não acabou: a Ferrari conquistou o Mundial de Construtores, a torcida assistiu a um dos maiores espetáculos esportivos já realizados no Brasil e Bernie Ecclestone, promotor da Fórmula 1, viu pela quarta vez seguida o campeonato ser definido na última etapa do calendário, sempre em Interlagos, e, como em 2007, campeão e vice separados por apenas um ponto, 98 a 97. O GP do Brasil de 2008 não será esquecido jamais!

Decisão foi a mais fantástica da história

por Livio Oricchio

Desde que a Fórmula 1 começou a ser disputada, em 1950, ontem foi a 25ª vez que o título acabou definido na etapa final do campeonato. Não como ontem, mas em outras edições do Mundial também as emoções foram fortes. Em 1956, o inglês Peter Collins, da Ferrari, parou e cedeu seu carro para o argentino Juan Manuel Fangio, que tivera problemas no GP da Itália. Fangio assumiu a Ferrari, durante a corrida – era permitido – recebeu a bandeirada em terceiro e acabou campeão. O inglês Stirling Moss, da Maserati, ganhou a corrida mas foi vice.

Em 1958, o inglês Mike Hawthorn, da Ferrari, conquistou o título porque seu companheiro, o norte-americano Phil Hill, o deixou passar na última volta para ser segundo e de novo Moss, da Vanwall, ser segundo no Mundial. O escocês voador chorou no dia 25 de outubro de 1964, na cidade do México. Liderou a prova com sua Lotus até a última volta. De repente o motor Climax quebrou. Clark seria campeão do mundo pela segunda vez. Com o abandono, Lorenzo Bandini permitiu ao companheiro de Ferrari, John Surtis, ultrapassá-lo para ser segundo e campeão do mundo.

Ainda esta viva na mente de muitos fãs da Fórmula 1 o GP do Japão de 1976. James Hunt, da McLaren, precisava do terceiro lugar para tirar de Niki Lauda, Ferrari, o título. O inglês demorou para trocar os pneus de pista molhada para os de asfalto seco e caiu para o quinto lugar. Na última volta, Hunt ganhou as posições de Alan Jones, da Surtees, e de Clay Regazzoni, Ferrari, chegou na terceira colocação e celebrou a conquista.

No GP da Austrália de 1986, Nigel Mansell, da Williams, ocupava o terceiro lugar, em Adelaide. Era o suficiente para ser campeão pela primeira vez. Na etapa anterior, a Pirelli forneceu um pneu para a Benetton que dava autonomia ao piloto terminar a corrida sem substituição e Gerhard Berger, da equipe italiana, venceu. A etapa de Adelaide era a seguinte. A Goodyear então fez um pneu que, supostamente, permitiria o mesmo a seus pilotos.

Não deu certo: o pneu traseiro esquerdo de Mansell explodiu na reta. A Williams precisou chamar Nelson Piquet, líder, para os boxes, para não acontecer o mesmo e, assim, perdeu a chance de ser campeão. Alain Prost, da McLaren, que vinha atrás, foi primeiro e comemorou o bicampeonato.

Ano passado, no Brasil também, Lewis Hamilton, da McLaren, se fosse quinto, ficaria com o título. Acabou em sétimo e, com a vitória, Kimi Raikkonen, da Ferrari, sete pontos atrás antes da largada, fez a festa.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Hamilton virou piloto low profile

por Livio Oricchio

Foz pausada, volume baixo e respostas quase sempre monossilábicas. “Sim, não, talvez, concordo.” Olhar distante e expressão de quem está voltado, essencialmente, para si próprio. Esse é o estilo “low profile” assumido por Lewis Hamilton nas últimas etapas do campeonato. Ontem, em Interlagos, sua nova forma de encarar a Fórmula 1, em especial a decisão do título, foi o que mais chamou a atenção no autódromo que está pronto, bonito até, para os primeiros treinos livres do GP do Brasil, hoje. “Para mim é apenas mais uma corrida”, afirmou o inglês da McLaren.

Ano passado, Hamilton se apresentou para a etapa decisiva do Mundial, também em São Paulo, bem diferente de ontem. Sugeria estar pouco concentrado. Agora é o oposto. “Tudo era novidade para mim, estava deslumbrado com a mudança radical na minha vida, senti a pressão”, disse Hamilton, em Fuji. Um dos responsáveis por apressar a maturidade do piloto de 23 anos é o chefe da McLaren, Martin Whitmarsh, o que aumentou significativamente as suas chances de ser o mais jovem campeão da história.

“Nos conversamos bastante, mas diria que o maior responsável por essa transformação é ele mesmo. Hamilton aprendeu dominar seus instintos de piloto, de buscar a vitória a qualquer custo”, explica Whitmarsh. O médico finlandês Aki Hintsa é outro integrante da equipe que cuida do piloto. “Realizamos um trabalho nas áreas física e mental. Lewis cresceu de verdade.” As reações de Hamilton sugerem mesmo maior controle emocional: sua vitória na China, há duas semanas, foi irretocável. “Disputar a etapa final da Fórmula 1 é bem parecido com todo campeonato que participamos”, falou, ontem, o piloto.

Apesar do inegável avanço na sua capacidade de concentrar-se, na prova de Fuji, dia 12, Hamilton comportou-se como o que perdeu o título mais fácil da história ano passado, em Interlagos, ao errar depois da largada. “Aqui eu não preciso vencer, a pressão não está sobre nós.” De fato, seu adversário, Felipe Massa, só garante o título se for primeiro ou segundo e ainda assim dependerá de Hamilton não se classificar em quinto ou sétimo.

Uma das maneiras que Hamilton encontrou para pensar apenas na decisão do título é desligar-se de tudo. Sua agenda promocional previu apenas dois compromissos antes de começar, hoje, pilotar sua McLaren nos 4.309 metros. Ontem, por exemplo, ao lhe perguntarem o que pensava da declaração de Eddie Jordan, ex-dono de equipe, de que teria de tomar cuidado com o jogo sujo na corrida, respondeu: “Eu não leio muito sobre o que as pessoas dizem, não presto atenção. Estamos aqui para correr e acredito que todo piloto que está aqui é um profissional do esporte, portanto tenho de acreditar que teremos uma disputa justa.”

Os treinos livres, hoje, começam às 10 horas. Os pilotos terão uma hora e meia para acertar seus carros. E à tarde, a partir das 14 horas, outra sessão de uma hora e meia. Já para hoje está prevista a presença de um grande público. A decisão do Mundial está gerando enorme interesse da torcida.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Título pode depender de "São Thiago"

por Livio Oricchio

O Brasil não é campeão do mundo na Fórmula 1 desde 1991. Felipe Massa tem a chance de conquistar o título domingo, em Interlagos, no GP do Brasil, diante de sua torcida. Este ano há um histórico de corridas definidas pelas decisões dos comissários desportivos e um deles, da etapa final do Campeonato Mundial, é o brasileiro Élcio de São Thiago.

A pergunta é inevitável: dá para ser isento? “Se você aceitou ser juiz tem, então, de cumprir a lei, não há nacionalidade. Se algum piloto brasileiro fizer coisas erradas, eu vou punir”, afirma Élcio, designado pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) à Federação Internacional.

“Já passei por isso”, lembra Élcio. “Puni o Rubens Barrichello, Pedro Paulo Diniz. Seria muito ruim se o Felipe Massa soubesse que há alguém que lhe permite fazer o que quiser.” A autoridade esportiva da competição é dos três comissários escalados. No caso da importante etapa de São Paulo serão, além de Élcio, o alemão H. Tomczyck e o inglês C. Calmes.

Acompanharão os treinos livres, amanhã, a classificação, sábado, e as 71 voltas da corrida, domingo, dispondo de imensos recursos tecnológicos, capazes de lhes oferecer detalhes precisos do comportamento dos pilotos. E, dependendo do que ocorrer na pista, os três poderão ser decisivos para a definição do campeão do mundo.

“O critério para o veredicto é o da maioria simples. São três cabeças. Se duas tiverem a mesma opinião, está resolvido”, explica Élcio. Estranhamente, os comissários podem nunca ter trabalhado juntos. Os três contarão, ainda, com a orientação do advogado inglês Alan Donnely, representante do presidente da FIA, Max Mosley, mas sem direito a voto na comissão.

“Não conheço o currículo deles, imagino que tenham começado no kart também e possuam 40 anos de automobilismo, não sei”, comenta Élcio, profissional da área desde 1968. “O alemão já esteve aqui, ano retrasado, é de falar muito pouco.” Ao contrário, por exemplo do futebol, em que se recomenda que juiz e bandeirinhas trabalhem com critérios de julgamento semelhantes, provenham da mesma cultura, na Fórmula 1, segundo Élcio, o fato de terem tempo para assistir às imagens das manobras duvidosas de diferentes ângulos, até diante dos acusados, torna sua missão menos difícil, daí a não obrigação de falarem a mesma língua.

“Uma ocasião ficamos até as 9 horas da noite porque um dos comissários, indiano, ficou vendo as imagens várias vezes”, diz Élcio.

“Se os comissários entendem de corrida, reconhecem quando houve ou não maldade, pois sabem como o piloto tem de se comportar”, comenta. “Já os casos de malandragem são os piores de serem interpretados.” O comissário explica que convocam os acusados à torre de controle e, diante das mesmas imagens, solicitam sua interpretação. “O que acho incrível é que os pilotos de F-1 se comportam como os de kart, coisas do tipo não vi a bandeira...”

O diretor de prova é o brasileiro Carlos Montagner. Dirige, também há muitos anos, as corridas da Stock Car. Sua visão sobre como deve ser o colégio de comissários difere da de Élcio. “Temos um comissário fixo e dois que variam a cada etapa. Penso ser importante um deles acompanhar todas as corridas, as decisões tornam-se mais criteriosas.” Os pilotos de F-1 solicitam isso: a volta do comissário fixo, como existia em 2007 e enfrentavam menos problemas.

Ayrton Senna: 20 anos do primeiro título

Estamos às vésperas de mais uma decisão do campeonato e hoje completam-se 20 anos do primeiro título do inesquecível Ayrton Senna, vencendo ninguém menos que Alain Prost, num duelo maravilhoso no GP do Japão em 1988.

Foi uma temporada onde prevaleceu o domínio de uma única equipe: a McLaren, com seu motor Honda Turbo venceu quinze das 16 corridas disputadas. Só não ganharam todas em razão de um incidente de Senna com Jean-Louis Schlesser em Monza, deixando a vitória para a Ferrari, com Berger em primeiro e Alboreto em segundo, fazendo dobradinha.

Ron Dennis e sua equipe tiveram um absoluto domínio: o mundial de construtores, marcaram 199 pontos contra 65 da Ferrari. E a soma de pontos das outras equipes não atingiu o que a McLaren fez na temporada.

Veja no vídeo a corrida e relembre este momento maravilhoso da carreira de Ayrton Senna.


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Raikkonen: Ferrari deve refletir os erros deste ano

Campeão da Fórmula 1 em 2007, Kimi Raikkonen afirmou que a Ferrari precisa aprender com os erros que cometeu na atual temporada, a fim de tornar-se mais forte no futuro. A equipe italiana falhou tanto no carro do finlandês quanto no do brasileiro Felipe Massa, que ainda disputa o título.

Desde o fim da temporada passada, ele não conseguiu muitas coisas positivas. Todos tem de analisar os detalhes do que aconteceu e de alguma forma, aprender baseados nos erros para melhorar visando o próximo ano.

Raikkonen prevê muito trabalho para a equipe entre o fim da atual temporada - no dia 2 de novembro, em Interlagos - e o início da próxima, na Austrália, em março de 2009.

Com as regras novas para a próxima temporada o ideal é que rabalhar muito nesse período. Não consegui conquistar o título deste ano, mas tenho certeza de que lutarei novamente para vencer em 2009", disse o finlandês.

Entre os principais erros da Ferrari na atual temporada estão os problemas no reabastecimento de Felipe Massa nos GPs de Canadá e Cingapura, e a quebra do motor do brasileiro na Hungria. Raikkonen, por sua vez, teve um problema de escapamento na França, e quebras de motor na Austrália e em Valência

É aguardar para ver.

A decisão do título deverá ser limpa

Por Livio Oricchio

Foram muitos os comentários, depois do GP da China, de que Kimi Raikkonen, Heikki Kovalainen e até Rubens Barrichello poderiam ser decisivos para Felipe Massa ou Lewis Hamilton conquistarem o título, domingo em Interlagos. Raikkonen, como parceiro de Massa, encontraria uma maneira de se envolver numa disputa com Hamilton e, de alguma forma, impedi-lo de seguir adiante na corrida. Assim Massa, se vencesse ou fosse segundo, se tornaria campeão do mundo.

Kovalainen faria o mesmo com Massa, que fora da prova garantiria a Hamilton a conquista do seu primeiro título. O piloto da Ferrari tem de ser primeiro ou segundo colocado e ainda depende da classificação de Hamilton. Bate-papos entre torcedores sugerem até que Rubinho colaboraria com o amigo Massa ao discretamente prejudicar Hamilton na pista e, assim, poderia se despedir da Fórmula 1, caso não renove com a Honda ou encontre patrocinadores para correr na Toro Rosso, sendo decisivo para Massa ser campeão.

Amigos, nada disso vai acontecer. Pode até ser que Hamilton ou Massa não terminem a última etapa da temporada, mas será por incidente de competição e não porque a Ferrari instruiu Raikkonen a deliberadamente colocar Hamilton para fora da pista. Ou a McLaren ordenou Kovalainen a fazer o mesmo com Massa. Menos ainda Rubinho aceitaria qualquer sugestão, seja lá de quem for, para agir duro com o inglês para facilitar a vida de Massa.

Se Hamilton e Raikkonen dividirem uma freada, faz sentido acreditarmos que o finlandês não irá arrefecer, não irá tirar o pé do acelerador, a fim de deixar a iniciativa para o adversário de seu companheiro de equipe. O mesmo se espera de Kovalainen em relação a Massa. E nisso podem até tocar rodas. Mas não imaginemos, por favor, que Raikkonen ou Kovalainen, os dois finlandeses, vão pilotar à lá Michael Schumacher em Adelaide, em 1994, e Jerez de la Frontera, 1997.

Nas duas ocasiões, conscientemente, o alemão lançou seu carro na direção da Williams de Damon Hill, em 1994, e de Jacques Villeneuve, em 1997. Na primeira colou. Apesar da indignação de muitos na Fórmula 1, Schumacher, então na Benetton, celebrou o título. Já em 1997, na Ferrari, a FIA lhe retirou o vice-campeonato como punição.

Raikkonen, Kovalainen e Rubinho não têm o mesmo talento de Schumacher, o piloto mais completo que vi correr, mas possuem caráter bastante distinto. Surpreenderão o mundo se em Interlagos agirem antidesportivamente.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Di Grassi pode correr pela Renault em 2009!

Terceiro piloto da Renault e destaque da GP2 este ano, Lucas Di Grassi está a um degrau da Fórmula 1 e mostra total confiança de que dará o passo decisivo para a principal categoria do automobilismo já em 2009.

Di Grassi está na equipe francesa há cinco anos. Ele faz parte do programa de jovens pilotos e tornou-se o segundo do projeto a chegar à F1 - como piloto reserva e de testes, em 2008. O primeiro foi o finlandês Heikki Kovalainen, hoje na McLaren.

O piloto afirmou ter um bom relacionamento com a Renault e com o chefe da escuderia, Flavio Briatore, e considera que a equipe está satisfeita com seu desempenho.

Segundo ele, a decisão sobre os pilotos da Renault para 2009 será tomada após o fim do campeonato, que termina dia 2 de novembro, com o Grande Prêmio do Brasil. A equipe conta atualmente com o espanhol Fernando Alonso e o brasileiro Nelsinho Piquet. Outras equipes aguardam a definição do futuro de Alonso para fechar suas formações para o ano que vem.

Uma das chances para Di Grassi é entrar na vaga de Nelsinho e sua relação com ele é boa. Essa possibilidade existe substituí-lo, mas sabemos que isso vai depender de outros fatores.

Di Grassi disputou a GP2, principal categoria de acesso à F-1, nas últimas três temporadas. Após o 16º lugar em 2006 e o vice-campeonato em 2007, ele foi o terceiro colocado este ano, a um ponto do vice-campeão Bruno Senna, mesmo não tendo disputado as seis primeiras provas da temporada.

Em 2008, Di Grassi teve a oportunidade de acompanhar a F-1 de perto e a experiência lhe fez entender como funciona a categoria.

Ele tem talento e já mostrou isso. Agora o que desejamos é que ele tenha a oportunidade de mostrar isso na F1.

Mudança de rumos para 2009... será?

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a Associação de Equipes de Fórmula 1 (Fota) acertaram nesta terça-feira medidas para reduzir custos na categoria para as temporadas de 2009 e 2010.

Em breve nota, a FIA disse que tudo foi acertado num encontro realizado na cidade suíça de Genebra, mas não detalhou as mudanças.

De acordo com o documento, a Fota está trabalhando com celeridade em novas propostas para as próximas temporadas.

A FIA acredita que os atuais custos da Fórmula 1 são insustentáveis e explica que as equipes, inclusive antes dos atuais problemas financeiros mundiais, gastavam acima de suas receitas, que obtêm através de seus patrocinadores e do dinheiro que recebem da FOM.

Esta situação, segundo a FIA, faz com que as equipes independentes estejam dependendo da boa vontade das escuderias ricas enquanto as equipes construtoras dependem maciçamente dos lucros das empresas que lhes patrocinam.

Se esse acordo prevalecer, todos acabam ganhando, principalmente o torcedor.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Rubens Barrichello nega despedida em Interlagos


Prestes a disputar seu 16º e possivelmente último GP Brasil, já que ainda não tem equipe para correr no ano que vem, Rubens Barrichello insiste que não pretende fazer da corrida em São Paulo um adeus.

"Não vou encarar como uma despedida, para mim vai ser apenas mais um GP Brasil", falou o piloto da Honda, que completou o GP da China ontem na 11ª posição - 14º na classificação geral, com 11 pontos.

"Não vou nem pensar nisso. Vou chegar com tudo e se conseguir fazer uma boa corrida, quem sabe não consigo até marcar um ponto", falou ele.

Para o piloto brasileiro, anunciar a aposentadoria antes da corrida em Interlagos seria "antecipar demais as coisas".

"Festa de despedida por festa de despedida depois um dia posso fazer um Rubens Barrichello Day Special que com certeza vai ter muita gente me prestigiando", afirmou ele.

De acordo com o brasileiro, recordista de corridas disputadas na F-1, nos próximos dias ele trabalhará atrás de conseguir patrocínio para pleitear uma vaga na Toro Rosso, que está exigindo entre US$ 6 milhões e US$ 10 milhões para "ajudar o time a crescer".

"Esta é uma chance real e tenho um grupo de pessoas trabalhando para isso, além de o meu trabalho com a Honda para tentar ficar", afirmou o brasileiro, que chegou a se emocionar na entrevista ao falar sobre sua carreira.

Massa campeão. Dificil, mas possível, sim.


Por Livio Oricchio

Cheguei em Frankfurt, minha base de operações na Europa, depois de longa viagem procedente de Xangai, via Ulan Bator, Mongólia, Novosibirsk, Sibéria, e Moscou. Aqui pelo menos está mais quente, 12 graus.
O texto a seguir é o da minha última coluna no Jornal da Tarde.
Abraços

Início

A vantagem de Lewis Hamilton para Felipe Massa na classificação do Mundial é de 7 pontos, 94 a 87, e há apenas 10 em jogo na última e decisiva etapa do campeonato, dia 2 em Interlagos. A fatura está liquidada, Hamilton pode começar a celebrar a conquista do seu primeiro título?

Com toda certeza, não. As chances de Massa ser campeão existem e são até um pouco maiores que os números sugerem. Em primeiro lugar, se o jovem inglês da McLaren conseguir o título, será mais que merecido, como se Massa da mesma forma for campeão. Os dois foram os melhores do Mundial ao lado de Robert Kubica.

Mas não será assim tão simples para Hamilton, apesar de necessitar apenas de um quinto lugar para independemente do que fizer Massa comemorar a conquista. Apesar do isolamento a que se submete nesses dias, como disse ontem na entrevista depois da corrida, não há como Hamilton ao menos não se lembrar, em Interlagos, do imenso drama vivido em 2007 com a perda de um título quase já definido, como agora.

Se apresentou para a prova de São Paulo com os mesmos 7 pontos de vantagem, só que para Kimi Raikkonen, companheiro de Massa. E voltou para casa, na Inglaterra, apenas com o vice. Seu trabalho no fim de semana em Xangai foi perfeito. Foi quase sempre o mais veloz na pista e ontem pilotou como um campeão, rápido, seguro, decidido.

O problema de Hamilton é quando ele se posiciona atrás de um concorrente que, se chegar à sua frente, pode comprometer sua conquista. Ontem não foi o caso e ele esteve irrepreensível. Já em Interlagos, ano passado, foi o que aconteceu, bem como há pouco mais de uma semana no GP do Japão. E a Ferrari deverá ser bem mais competitiva no GP do Brasil do que foi no da China. Tem sido assim nos últimos anos, seu carro se adapta melhor que os demais aos 4.309 metros da pista de São Paulo.

Hamilton vai correr também com o mesmo motor de ontem, em Xangai, num circuito localizado a 800 metros de altura, onde a densidade do ar é menor. A solicitação mecânica é maior. Massa pode competir com um motor novo.

Mais: Kimi Raikkonen tem se mostrado mais eficiente e ganhou em Interlagos, em 2007, quando foi campeão do mundo, o que pode, como ontem, favorecer Massa, um especialista em Interlagos, vencedor da prova em 2006. Já Heikki Kovalainen, parceiro de Hamilton, não o acompanha nem de perto, o que torna mais difícil ser útil ao time.

É por tudo isso que apesar do favoritismo do inglês da McLaren, por causa da posição privilegiada na classificação, uma vitória final de Massa não é realidade tão distante. Apenas menos provável. Massa vencer a corrida é algo bem tangível e Hamilton ter uma dificuldade técnica, errar ou envolver-se num incidente é também possível.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Piquet: 25 anos do bi-campeonato!

Quinze de outubro de 1983. Num sábado, no circuito sul-africano de Kyalami, Alain Prost, Nelson Piquet e René Arnoux decidiriam o título do Mundial de Pilotos de Fórmula 1. Um dos três teria o privilégio de ser o primeiro piloto a ganhar um campeonato com um carro movido a motor turbocomprimido e a disputa prometia muito. Prost fora o dominador absoluto de grande parte da temporada, mas Piquet e Arnoux conquistaram vitórias e deram muito trabalho - especialmente o brasileiro, com uma reação fulminante nas corridas anteriores em Monza e Brands Hatch.

Pelo menos, o clima que existia na época era extremamente amistoso e Piquet e Prost chegaram a jantar juntos - algo impensável nos dias de hoje. O bate-papo sem dúvida serviu para amenizar as escaramuças de bastidores que a imprensa plantava entre Renault e Brabham, com os franceses acusando os alemães da BMW de utilizar combustíveis de foguete desenvolvidos pela Wintershall para seus motores - o que nunca foi provado.

Para a última corrida do ano, o grid tinha duas baixas: com a situação financeira precária, Teddy Yip retirou a Theodore Racing da temporada e não viajou para a África do Sul, deixando a pé o colombiano Roberto Guerrero e o venezuelano Johnny Cecotto. A Spirit também se ausentou com Stefan Johansson, mas por um motivo nobre: o motor Honda faria sua estréia na Williams com o novíssimo FW09 para Keke Rosberg e Jacques Laffite. Um batismo de fogo e tanto para os dois carros. E pela primeira vez no ano, todos os 26 inscritos largariam, inclusive a RAM March de Kenny Acheson.

Treinos

A guerra psicológica da classificação foi a princípio vencida por Nelson Piquet, embora o brasileiro não tivesse conseguido a pole position. Patrick Tambay, carta fora do baralho desde o GP da Europa, marcou o melhor tempo, virando em 1′06″554 contra 1′06″792 do piloto da Brabham. Riccardo Patrese, com um carro perfeito e muito rápido, conseguiu se infiltrar entre os rivais diretos de Nelson, ficando na frente de René Arnoux e Alain Prost no grid.

Keke Rosberg foi brilhante com o novo Williams Honda e fez o 6º tempo, mostrando não só que era um piloto rápido como também que o conjunto, com desenvolvimento, poderia ser muito competitivo. Um bálsamo e tanto para quem, do meio da temporada em diante, só classificou do décimo lugar pra trás. E com dezessete carros equipados com motores turbo ocupando os 17 primeiros lugares, o melhor dos “convencionais” foi Michele Alboreto, em décimo-oitavo. Na sua última corrida pela Ligier, Raul Boesel classificou-se em 23º, na frente de Kenny Acheson e dos dois Osella Alfa Romeo que fecharam a raia.

Corrida

Horas antes da corrida, num sábado, aconteceu o treino de aquecimento onde as equipes fizeram os últimos ajustes para a largada. Foi aí que a Brabham, numa cartada de mestre, definiu a estratégia suicida que mudaria a história da corrida. Ao contrário do que Renault e Ferrari imaginavam, Nelson Piquet é quem daria o bote, largando bem leve e disparando na ponta, enquanto Riccardo Patrese, a quem imaginavam que seria o “coelho” do brasileiro, faria o papel de fiel escudeiro. Um Sancho Pança a 300 km/h.

Disparado o sinal verde, autorizando a largada, Piquet arrancou feito uma flecha, para espanto de franceses e italianos. Patrese cumpriu à risca a tática e passou para segundo, deixando Tambay para trás. Andrea de Cesaris, totalmente alheio ao que acontecia na dianteira, largou muito bem e foi de nono para quarto. Alain Prost passou a primeira volta em quinto e René Arnoux, em sétimo.

Enquanto Tambay perdia posições para de Cesaris e Prost, outro piloto começava a dar show em Kyalami: Niki Lauda, décimo-segundo no grid, passou Cheever, de Angelis, Rosberg e Arnoux para chegar aos seis primeiros colocados. Na nona volta, o austríaco da McLaren também passou Tambay e veio para a quinta posição.

Correndo em oitavo, Arnoux foi o primeiro a cair na armadilha da Brabham. Enquanto Piquet corria solitário na ponta, o francês encostava nos boxes e abandonava a disputa. Agora, restavam o brasileiro e Alain Prost para discutir o título. E com o resultado da pista até aquele momento, Piquet era campeão.

Lauda, possuído como nos velhos tempos, seguia dando espetáculo. Na 12ª volta, ele passou a Alfa de Andrea de Cesaris e foi pra quarto, impondo uma enorme pressão a Alain Prost. Pouco depois, o francês perdia mais uma posição na corrida, deixando Piquet em situação ainda mais confortável na luta pelo título.

A situação permaneceu assim, com Piquet disparado em primeiro, Patrese de escudeiro e Lauda de coadjuvante de luxo, ocupando as três primeiras posições, até a 34ª volta, quando Lauda foi aos boxes para reabastecer e trocar pneus, voltando para a pista em sétimo. Logo depois, foi a vez do pit stop de Prost, e enquanto os mecânicos da Renault tratavam de efetuar o abastecimento, o francês já batera no cinto e abandonava a disputa: o motor não agüentou o esforço e quebrou.

Com o plano cumprido perfeitamente, a dobradinha da Brabham perdurou inclusive quando Piquet e Patrese foram aos boxes, sem sustos, para cumprir seus pit stops. Lauda continuava impossível e vinha em terceiro, na sua melhor exibição em 1983, trazendo de Cesaris, Tambay e Derek Warwick nas posições seguintes.

Na 56ª volta, o turbo da Ferrari de Patrick Tambay se entregou, ao mesmo tempo em que a Toleman de Bruno Giacomelli, em posição perigosa na pista, pegava fogo e os comissários, sem muita intimidade com os extintores de incêndio, despejaram uma nuvem de pó químico que chegou a atrapalhar a visão dos pilotos. Pouco depois, como prêmio pela tática perfeita de corrida, Nelson Piquet tirou o pé do acelerador e permitiu a ultrapassagem de Riccardo Patrese, o novo líder.

O brasileiro, só pra humilhar Prost e companhia limitada, reduziu a pressão do turbo nas últimas voltas e deixou também que seu velho amigo Niki Lauda o superasse para chegar ao 2º lugar. Só que, a cinco voltas do fim, o motor TAG Porsche Turbo deixou Lauda a pé - após um desempenho impressionante que era um “cartão de visitas” do que aconteceria na Fórmula 1 pelos anos seguintes.

De volta ao segundo lugar, Piquet poderia optar pela dobradinha, mas permitiu também a ultrapassagem de Andrea de Cesaris. Afinal de contas, os quatro pontos da 3ª colocação já bastavam para derrotar Alain Prost por dois pontos. E no fim da manhã daquele sábado, 15 de outubro, os fãs brasileiros de automobilismo entravam em delírio quando Piquet apontou na reta, depois da passagem do vencedor Patrese e de Andrea de Cesaris, para conquistar enfim o bicampeonato mundial e entrar para a história como o primeiro campeão mundial a bordo de um carro com motor turbo.

Assista ao vídeo da corrida:

Altos e baixos

por Rafael Lopes

Hamilton está sete pontos à frente de Massa

E Lewis Hamilton, com a vitória no GP da China, chega em ótimas condições para o GP do Brasil, que será disputado no dia 2 de novembro em Interlagos. O inglês conseguiu uma vantagem de sete pontos para Felipe Massa, que o deixa na necessidade de chegar apenas na quinta posição na última corrida, mesmo que o brasileiro vença. A tarefa não é das mais complicadas, mas é sempre bom lembrar que ele tinha esta mesma diferença a seu favor no ano passado e Kimi Raikkonen sagrou-se campeão. O torcedor do brasileiro precisa torcer para o raio cair de novo no mesmo lugar.

A foto deste post resume bem o que foi a corrida para os dois postulantes ao título: um ponto alto para Hamilton e um baixo para Massa. O inglês da McLaren teve um desempenho impecável desde o primeiro treino e na prova não deu chances aos rivais. Ele sempre teve uma boa vantagem em relação aos pilotos da Ferrari, que não ameaçaram. O líder do campeonato parece também ter colocado a cabeça no lugar, pois não colocou suas chances de título em risco em nenhuma situação. Após levar tanta pancada, será que Hamilton aprendeu? No Brasil, ele terá de ser conservador.

Felipe Massa, por sua vez, nunca teve chances reais de vitória na China. Muito pelo contrário: andou em terceiro durante quase toda a corrida e só assumiu o segundo lugar por causa do jogo de equipe da Ferrari - justificado, por sinal. A equipe italiana repetiu o que a McLaren fez no GP da Alemanha, quando mandou Kovalainen diminuir para não atrapalhar a reação do inglês. Na ocasião, Hamilton venceu a corrida. No caso do Japão, esses dois pontos podem ser de suma importância no desempate e o brasileiro tem melhor desempenho.

domingo, 19 de outubro de 2008

Será em interlagos a decisão...

Pelo quarto ano consecutivo, o título mundial da Fórmula 1 será decidido no Brasil. E será também a primeira vez que um brasileiro vai disputar em casa para ser o número um da categoria máxima do automobilismo mundial. Felipe Massa chegou em 2º lugar no sonolento GP da China, disputado nesta madrugada em Xangai, e chegou a 87 pontos no campeonato. A vitória foi de Lewis Hamilton, que desta vez não cometeu nenhum erro e soma sete pontos de vantagem sobre o brasileiro.

A corrida foi desprovida de grandes emoções, até porque muita gente que torcia contra se frustrou com a largada perfeita de Hamilton. Ele não deu brecha pra Räikkönen e conservou o primeiro lugar, à frente da dupla da Ferrari e chegou à curva 1 na frente. Heikki Kövalainen ultrapassou a Renault de Fernando Alonso, mas o bicampeão mundial recuperou rapidamente a quarta posição. Mais atrás, no único incidente sério da corrida, Jarno Trulli e Sébastien Bourdais se enroscaram, com o piloto da Toyota levando a pior para abandonar a corrida.

A corrida foi totalmente dominada pelos carros prateados porque, mesmo quando Hamilton foi aos boxes para o primeiro reabastecimento, a liderança ficou com Heikki Kövalainen por três voltas. Mais tarde, o finlandês abandonaria a corrida em razão de um furo de pneu, o que lhe impossibilitou chegar aos boxes para a troca.

Na verdade, a liderança sossegada do piloto da McLaren se deveu ao fato de que a Ferrari, ao contrário de outros anos, não conseguiu fazer seu carro render no circuito chinês. Em contrapartida, a dupla da BMW foi uma das únicas que conseguiu avançar na classificação após o resultado mediano dos treinos: Nick Heidfeld veio da nona para a 5ª colocação final e Robert Kubica foi de 11º para sexto - resultado que o eliminou completamente da briga pelo título.

No fim da corrida, com Hamilton isolado na liderança, restou o jogo de equipe à Ferrari: Räikkönen, que vinha em segundo, foi permitindo a aproximação de Felipe Massa até que o brasileiro, a oito voltas do fim, trocou de posição com o finlandês. Afinal de contas, sete pontos de desvantagem são, sem dúvida, melhor do que nove. E os italianos não são bestas de entregar o ouro para a rival McLaren.

Com quase 15 segundos de vantagem para Massa, Hamilton venceu sua 9ª prova na carreira, além de conquistar seu segundo hat trick no ano - pole position, vitória e melhor volta. No Mundial de Construtores, a Ferrari abriu 11 pontos para a McLaren e dificilmente perde o título. A Renault, com o quarto lugar de Alonso e o oitavo de Nelson Ângelo Piquet, confirmou também sua posição na tabela.

Rubens Barrichello, que silenciosamente vai se despedindo da Fórmula 1, fez uma corrida combativa e com dignidade, mas com o carro ruim que tem, foi longe demais. Chegou em 11º, cinco posições na frente do companheiro de equipe, Jenson Button.

Veja como será a decisão

Lewis Hamilton tem o favoritismo matemático na briga pelo título mundial de pilotos. Com 94 pontos somados contra 87 de Massa, a ele basta chegar na frente de Felipe que o título está garantido. Ou, na pior das hipóteses, terminar em 5º lugar desde que o brasileiro não termine em Interlagos.

Para Massa, restam poucas alternativas: a principal é descontar os exatos sete pontos que os separam na classificação. Para isto, Massa precisa de uma vitória e de um sexto lugar de Hamilton. Ou de uma 2ª posição com o britânico em oitavo, porque, com o mesmo número de pontos do rival, Felipe leva a taça no critério de desempate. Na pior das hipóteses, com Lewis não pontuando, Massa precisa vencer ou chegar em segundo para ser campeão.

Sincera e honestamente, espero que os dois se comportem de forma cavalheiresca e façam uma disputa digna pelo título. E que vença o melhor!

sábado, 18 de outubro de 2008

Lewis Hamilton é pole, e Felipe Massa sai em terceiro no GP da China





Agência

Lewis Hamilton vai largar na pole position do GP da China, que será disputado neste domingo no circuito de Xangai. O inglês da McLaren, líder do campeonato, foi 0s586 mais rápido que Felipe Massa, que larga na terceira posição. Kimi Raikkonen, companheiro do brasileiro na Ferrari, marcou o segundo tempo no treino classificatório.

Fernando Alonso, da Renault, vencedor dos GPs de Cingapura e do Japão, marcou o quarto tempo, uma posição à frente do finlandês Heikki Kovalainen, companheiro de Hamilton na McLaren. O alemão Nick Heidfeld, da BMW Sauber, sai na sexta posição, seguido pelo compatriota Sebastian Vettel, da STR.

Jarno Trulli, da Toyota, conseguiu o oitavo tempo no treino classificatório e Sebastien Bourdais, o nono. Mark Webber, que era o sexto, teve de trocar o motor antes do treino classificatório e perdeu dez posições no grid de largada. Com isso, o australiano da RBR começa a corrida apenas na 16ª colocação.

Veja o que é necessário para a decisão vir para o GP do Brasil

Última etapa da temporada 2008, o GP do Brasil pode decidir, pela quarta vez seguida o campeão da Fórmula 1. No entanto, o resultado do GP da China terá de colaborar para que a festa do título seja realizada novamente em Interlagos, como aconteceu em 2005 e 2006, com Fernando Alonso; e em 2007, com Kimi Raikkonen. Mas você sabe o que é necessário para disputa vir para cá?

arte/Montagem sobre foto da Reuters

Massa x Hamilton: saiba o que o piloto da Ferrari precisa para ser campeão em casa, no GP do Brasil

Com cinco pontos de vantagem sobre Felipe Massa no campeonato (84 a 79), Lewis Hamilton precisa fazer seis a mais que o brasileiro no GP da China. Ou seja, em caso de vitória, o inglês precisa torcer para que o piloto da Ferrari chegue abaixo da quinta posição.

Se Hamilton for o segundo colocado, ele terá de torcer para que Massa chegue da sétima posição para baixo. Em caso do inglês terminar a corrida em Xangai em terceiro, o brasileiro não pode pontuar. Com o piloto da McLaren abaixo da quarta posição, a decisão obrigatoriamente vem para o GP do Brasil.

Como está em desvantagem, Massa não tem chances de assegurar o título na China. Mas pode chegar no GP do Brasil em melhor condição do que a atual. Para depender apenas de seu resultado em Interlagos, o brasileiro da Ferrari precisa fazer pelo menos três pontos a mais que Hamilton. Ou seja, os dois não podem chegar em posições coladas (1º e 2º; 2º e 3º; e assim por diante).

Vale lembrar que Robert Kubica, 12 pontos atrás de Hamilton, ainda tem chances matemáticas de conquistar o título deste ano. Para o polonês chegar ao GP do Brasil com chances, ele tem de fazer três pontos a mais que o inglês na China, além de conseguir, no máximo, dois a menos que Felipe Massa.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Quiz Fórmula 1 (I)

Responda a pergunta corretamente e concorra a um brinde do Giro Esportivo.

Pergunta da semana:

Quais os pilotos brasileiros que fizeram a 1ª dobradinha verde-amarela na F1? Não esqueçam de dizer em qual GP e em que ano isso aconteceu.

Participe, mande sua resposta para timacodapaixao@yahoo.com.br

A resposta sai no dia 23/10. Será uma pergunta por semana. Fique ligado e participe.

Só vale uma resposta por internauta.

Não esqueça de colocar o nome, o bairro e cidade. Se houver mais de um ganhador, haverá um sorteio para definir quem leva o brinde.

Pilotos voltam a criticar comportamento de Hamilton nas pistas

O atual líder da Fórmula 1, Lewis Hamilton, viu seu estilo de pilotar ser novamente questionado na quinta-feira, em Xangai, dia em que surgiram reclamações sobre o comportamento dele nas pistas.

Jarno Trulli, da Toyota, e Mark Webber, da Red Bull, questionaram a conduta ao volante do piloto da McLaren, realizando críticas semelhantes àquelas vindas recentemente de Robert Kubica, da BMW-Sauber.

Trulli, da Itália, afirmou ao site autosport.com ter ficado insatisfeito porque o britânico impediu sua passagem quando tentou colocar uma volta sobre ele no Grande Prêmio do Japão, na semana passada. Hamilton, 23, pode se transformar no mais jovem campeão da categoria no próximo fim de semana.

"Lewis nem sequer olhou o espelho retrovisor porque ele voltou para a pista bem na minha frente e me segurou por duas voltas", disse Trulli.

"Eu vou à reunião dos pilotos (na sexta-feira) e vou dizer para Charlie (Charlie Whiting, diretor de prova) o que aconteceu. Eu acho que Lewis poderia ter se comportado de uma forma diferente porque aquilo não foi justo."

Webber, o australiano que no ano passado acusou Hamilton de dirigir de forma perigosa atrás do safety car em Fuji, afirmou que a arriscada largada do britânico no Japão, no domingo passado, era motivo de preocupação.

"As áreas de escape são uma questão porque não se pode ingressar nas áreas de escape daquela forma", afirmou Webber, um dos diretores da Associação dos Pilotos de Grandes Prêmios.

"Nós perdemos um fiscal de prova em Monza quando alguns dos caras começaram a entrar na área de escape. E é muito difícil mudar de trajeto se você não sabe o que está por vir. É para isso que temos de estar atentos."

O fiscal de pista Paolo Ghislimberti foi morto por um pneu depois de um engavetamento ocorrido na segunda chicane do Grande Prêmio de Monza, em 2000.

"A primeira curva de Fuji é bastante violenta", disse Webber. "Ele estava se divertindo, mas, se alguém estivesse na traseira direita dele quando ele saiu, então teria havido uma colisão."

"Queremos conversar a respeito de ficar usando as áreas de escape", acrescentou o australiano.

"Eu não vou ficar massacrando Hamilton, mas o que importa é a forma com que as pessoas evoluem. Tiger Woods aprendeu. Roger Federer aprendeu. E Lewis está passando por isso."

Kubica, que sofreu um acidente violento no Canadá, no ano passado, e questionou a forma como Hamilton dirigiu em Monza, em setembro, explicou sua opinião na quinta-feira.

"Quando um piloto está ultrapassando um outro e cruza a trajetória bem na frente das rodas, isso é muito perigoso, especialmente se alguém que vem atrás acaba sendo atirado para cima", afirmou em uma entrevista coletiva.

"Eu já me envolvi em um acidente desse tipo no Canadá e eu sei o que acontece quando a roda da frente atinge a roda de trás de um outro carro. E, do meu ponto de vista, isso é muito perigoso."

"Quero dizer apenas isto: enquanto nada de errado acontecer, tudo estará bem. Mas, se alguma coisa acontecer, então todo mundo perceberá o que estou dizendo. É isso."

Hamilton, que não conseguiu marcar pontos em Fuji, lidera a classificação individual, cinco pontos à frente do brasileiro Felipe Massa, da Ferrari. Faltam duas corridas para terminar o campeonato.

Hamilton pode até ser campeão domingo, mas emocionalmente Massa está na frente


por Livio Oricchio

Lewis Hamilton acusou o golpe nas duas vezes em que se viu envolvido na disputa do título: ano passado, em Interlagos, perdeu a posição depois da largada para Fernando Alonso, seu companheiro de McLaren, e na tentativa de ganhar a colocação de novo seguiu reto no Lago. Kimi Raikkonen começou a ser campeão nesse momento. Domingo, no GP do Japão, novamente na condição de concorrer direto pelo campeonato, Hamilton demonstrou mais descontrole emocional. Ao ser ultrapassado por Kimi Raikkonen, no início da corrida, tentou frear tão tarde no fim da reta que não fez a curva 1 e criou enorme confusão. Ontem não gostou de ser lembrado do seu histórico de equívocos nos momentos de tensão.

“Em primeiro lugar, no Brasil, ano passado, eu não tentei ultrapassá-lo (Fernando Alonso) e cometi um erro. Fernando estava do lado de fora (Reta Oposta), freou antes e para evitar bater nele fui obrigado a sair da pista, portanto não era uma tentativa de ganhar novamente a posição”, explicou Hamilton, visivelmente irritado. A respeito do ocorrido no circuito de Fuji, domingo, quando não marcou pontos apesar de largar na pole position, disse: “Foi uma manobra de corrida e não deu certo, automobilismo é isso, o que se pode fazer?”

A perda do título em 2007 e estar seguindo, agora, o que sugere ser o mesmo caminho não geram nenhuma preparação especial no piloto da McLaren. “Não planejo mudar minha forma de encarar as corridas, não vejo necessidade disso”, afirma Hamilton. “Um desempenho tão ruim como o último faz com que o deixemos para trás, sinto-me forte como sempre”, falou. “Temos ainda duas etapas pela frente, estou com cinco pontos de vantagem (84 a 79), disponho ainda de grande oportunidade para o próximo passo (ser campeão).”

Na realidade, Hamilton sente-se um tanto isolado na Fórmula 1. Sua postura depois do GP da Bélgica, em que se colocou numa condição superior aos colegas, criticando Raikkonen, somada ao seu comportamento agressivo demais na prova de Monza, recebendo até ameaças, como de Timo Glock, da Toyota, fazem com que não tenha grandes amizades na Fórmula 1.

Alonso, por exemplo, já declarou que se for possível ajudará Felipe Massa na luta pelo título. “Agora que a Renault voltou a ser competitiva dá para ser segundo ou terceiro, atrás de Felipe, o que é uma forma de tirar pontos do seu concorrente”, falou Alonso. Hamilton ouviu tudo sentado do lado. “Não disponho de tempo para pensar nisso, tenho coisas mais importantes para pensar”, respondeu Hamilton que, desta vez, está falando bem menos que nos outros fins de semana em que se deu mal.

Massa não concorda com essa história de que as possibilidades de Hamilton errar são maiores que as suas. “O fato de já ter acontecido isso antes não quer dizer que aqui será assim também, o Hamilton pode fazer tudo certo”, comentou Massa. Sua estratégia é uma só: “Estar sempre à frente do Hamilton. Largar na pole é uma forma de evitar alguns problemas que tivemos na última corrida”, lembrou. Na próxima madrugada (sexta-feira para sábado, das 3 às 4 horas, Massa terá a chance de tentar ser primeiro no grid do GP da China.