segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Hamilton: novo líder

As corridas em Spa-Francorchamps têm como marca registrada a imprevisibilidade, exatamente por causa da instabilidade do tempo na região da floresta das Ardenas. E o GP da Bélgica deste ano não foi diferente. A chuva caiu no início e nas últimas voltas da corrida, provocando uma enorme confusão nos dois momentos. Apenas um piloto escapou dos problemas: Lewis Hamilton. O inglês da McLaren venceu a terceira na temporada e assumiu a liderança do campeonato.


Hamilton está agora três pontos (182 a 179) à frente de Mark Webber, antigo líder do Mundial de Pilotos, que teve problemas com o câmbio na largada. Após cair para sétimo, o australiano teve paciência para se recuperar e conseguiu a segunda posição na corrida. O polonês Robert Kubica, da Renault, fez uma corrida discreta, sem cometer erros e completou o pódio na terceira posição. Felipe Massa, da Ferrari, foi o melhor brasileiro na corrida, com a quarta posição. Rubens Barrichello foi traído pela chuva e perdeu o carro na freada da Bus Stop na primeira volta, acertou a Ferrari de Fernando Alonso e viu seu 300º GP na Fórmula 1 ser encerrado de forma precoce. Confira as 5 partes mais marcantes da 13ª etapa da temporada 2010.

1) Webber perde a ponta na largada para Hamilton e cai para o sétimo lugar

Com previsão de chuva nas primeiras voltas, a corrida em Spa-Francorchamps começou com uma interrogação na cabeça das equipes, que não sabiam o que fazer com suas táticas. Na largada, o pole Mark Webber teve problemas em sua embreagem e demorou a engatar a primeira marcha. Ele ficou para trás e caiu para a sétima posição. De quebra, ainda atrapalhou todos os pilotos que saíam atrás dele, do lado limpo da pista. O maior ganhador na saída foi Lewis Hamilton, que pulou para a ponta, seguido por Robert Kubica e Jenson Button. O atual campeão da Fórmula 1 faria a ultrapassagem sobre o polonês na primeira volta.

2) Barrichelo perde ponto de freada no molhado e acerta Alonso na Bus Stop

A chuva veio logo no fim da primeira volta, na região da reta dos boxes, com pouca intensidade, mas suficiente para causar molhar a pista e criar uma confusão. Quase todos os pilotos escaparam na freada para a Bus Stop, última curva do circuito, e Barrichello, que vinha em nono, acabou sendo o maior prejudicado. Seu carro tambném patinou e acertou a traseira de Alonso. O espanhol conseguiu ir para os boxes, mas o brasileiro teve de abandonar após a quebra da suspensão. A confusão provocou a entrada do safety car, que ficou apenas duas voltas na pista, tempo suficiente para o carro do brasileiro ser recolhido e a pista ser limpa. Na relargada, Hamilton manteve a ponta, seguido de perto por Button.

3) Vettel erra e acerta Button

A largada rendeu um problema para Button. Uma aleta de sua asa dianteira foi quebrada em um toque, e ele começou a perder rendimento na pista. O problema na asa fez com que o inglês começasse a segurar uma longa fila de rivais na pista. Sebastian Vettel conseguiu superar Kubica e ficou mais próximo do campeão, em terceiro. Então, o alemão começou a pressionar o inglês, que defendia a posição com precisão e tranquilidade. Até que, na 17ª volta, o piloto da RBR perdeu a paciência na disputa da posição e perdeu o carro na freada da Bus Stop. Ele acabou acertando a lateral do carro de Button, que teve de abandonar, com o radiador rasgado. Vettel entrou nos boxes para trocar o bico danificado e voltou à pista, mas seria punido com um drive through mais tarde.

4) Chuva volta, e Hamilton escapa

Na frente, Hamilton fez seu pit stop na 25ª volta e voltou com boa folga na frente. Webber, Kubica e Massa pararam em seguida, e todos mantiverm as posições, com o australiano próximo do piloto da Renault. A situação permaneceu inalterada até a 34ª passagem, quando a chuva recomeçou em Spa-Francorchamps. Atendendo às ordens de suas equipes, a maioria dos pilotos provocou um engarrafamento nos boxes, mas Hamilton, Kubica, Webber e Massa optaram por se manter na pista. E o inglês tomou um susto na 35ª, quando saiu da pista na Rivage, passou pela caixa de brita, mas conseguiu retornar à pista. Os quatro fariam a parada em seguida, e Webber roubou a segunda posição.

5) Alonso provoca entrada do safety car

A chuva não parou e os pilotos continuavam a ter dificuldades mesmo após os pit stops. Por isso, na 38ª volta, Alonso bateu na saída da Les Combes e seu carro ficou atravessado na pista, provocando a segunda entrada do safety car. O espanhol teve de abandonar a corrida e os pilotos ficaram todos juntos para a última relargada da corrida, na 41ª volta. A ordem dos quatro primeiros, no entanto, permaneceu inalterada: Hamilton, Webber, Kubica e Massa. Apesar da chuva, o inglês continuou na liderança e recebeu a bandeirada em primeiro pela terceira vez em 2010.

Valeu Rubinho....


São 300Gps. Uma marca formidável para um piloto sempre de bom humor. Sua carreira mostra essa alegria. Viveu todas as situações na F1, inclusive viu a morte de perto em 1994 (ano fatídico). Só não conquistou o título mundial. Mesmo assim é um vencedor. Vencedor por ter "carregado" a expectativa do brasileiro que viu nele o sucesso de Ayrton.

Valeu Rubinho...





sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Williams também rende sua homenagem a Barrichello

Barrichello ao lado dos pilotos presentes ao evento em Spa-Francorchamps
 
A quinta-feira teve muita emoção para Rubens Barrichello, que completará 300 GPs na Fórmula 1 neste fim de semana em Spa-Francorchamps, local onde conseguiu sua primeira pole da carreira. O brasileiro recebeu uma homenagem da Williams, sua atual equipe, no motorhome na Bélgica. Ele ganhou uma charge comemorativa da equipe inglesa, feita pelo artista Jim Bamber, um dos mais renomados no automobilismo, um vídeo especial e os aplausos de vários pilotos e dirigentes da categoria.
- Quando comecei na Fórmula 1, nunca sonhei em ainda estar aqui 300 corridas depois. Estou muito orgulhoso do que alcancei, foi uma jornada maravilhosa. Estou aproveitando meu trabalho mais do que nunca na Williams, então estou preparado para mais cem corridas - disse Barrichello, emocionado, no evento da equipe inglesa.

Chefe comercial da categoria, Bernie Ecclestone foi um dos dirigentes que fizeram questão de comparecer à homenagem no motorhome da Williams. No fim de 2003, ele apontou os três melhores pilotos da categoria na ocasião. Em primeiro, ele colocou Michael Schumacher, seguido de Kimi Raikkonen. Na época com 180 GPs, Barrichello era o terceiro na lista do chefão da F-1.

- Rubens é um ótimo piloto e está aqui na Fórmula 1 há um bom tempo. Os fãs gostam dele porque ele simboliza longevidade - diz Ecclestone, que presenteou o piloto com uma medalha comemorativa na Bélgica.
Nas estatísticas, além dos 300 GPs, Barrichello disputou 18 temporadas, com 68 pódios, 11 vitórias, 17 melhores voltas e 637 pontos. Ele liderou 869 voltas de corridas - 4.252 quilômetros. Tecnicamente, o GP da Bélgica é a 301ª aparição do brasileiro em uma corrida na Fórmula 1, mas ele não considera a corrida de San Marino de 1994. Ele sofreu um forte acidente no treino livre e quebrou o nariz, tendo sua participação na corrida vetada pelos médicos.


Ferrari: a bola da vez?


Fim de férias para a Fórmula-1. Neste fim de semana as equipes Red Bull, McLaren e Ferrari retomam a briga pelo título mundial em Spa-Francorchamps, um circuito que, mesmo bastante modificado, é um dos remanescentes do ano em  que foi criado o campeonato mundial. O GP da Bélgica foi a quinta etapa de um total de sete em 1950. Spa-Francorchamps é aquele circuito que todo piloto aguarda com ansiedade, depois de passar boa parte da primeira fase do campeonato percorrendo as pistas de curvas lentas e retas curtas desenhadas pelo arquiteto alemão Herman Tilke. Que se tornaram padrão para a FIA, mas é desaprovado por torcedores do mundo todo. Ironicamente, o escritório de arquitetura de Tilke fica em Aachen, a poucos quilômetros de Spa. Nesse caso, a vizinhança não significou nada.

Em Spa vale a velocidade pura, o desafio, a coragem. Mesmo já não sendo uma pista tão perigosa como era até o final dos anos 60, quando tinha 14 quilômetros de extensão. Só perdia, em riscos para a Nurburgring de 22,835 quilômetros. Até 1970, foi mantida a extensão original de Spa (14,080 km). Neste ano, ela foi banida da F-1 e só voltou em 1983, já com a extensão reduzida para 6,949 quilômetros. Hoje, com outras pequenas mudanças feitas nos últimos anos, ele mede 7,004 km. Mas mantém-se como de alta – média de 235 kmh.

O curioso é que o melhor carro do momento, o RB6, tende a sofrer mais com as grandes retas de Spa. O motor Renault da Red Bull ainda tem menos potência que os da Mercedes e Ferrari. A baixa pressão aerodinâmica dos carros nesta pista também jogam a favor de McLaren e Ferrari. Aqueles que gostam de acompanhar a F-1 pela televisão de olho nos dados da telemetria, hoje à nossa disposição em vários sites conectados com o www.formula1.com, podem prestar atenção nas parciais. A Red Bull deve ser mais veloz no trecho com mais curvas, mas vai perder nos outros dois. Christian Horner e os engenheiros da Red Bull vão fazer de tudo para compensar esta perda. Mas, acima de tudo, o que eles e os pilotos têm a fazer de melhor é pensar no campeonato.

Webber, líder com 161 pontos, não tinha vencido na F-1 antes de 2010. Agora já soma 4 vitórias, 4 poles e 6 pódios, e tem sido muito competitivo.  O que tem contra ele é o retrospecto em Spa. Em sete participações, nenhum pódio. Tem um 4º lugar em 2005 e um 7º em 2007. Hamilton, 4 pontos atrás do líder, mesmo que a McLaren não apresente progresso, precisa correr por um pódio. Seu retrospecto também não é tão espetacular como sua carreira – o melhor foi um 3º lugar em 2008. Vettel, depois de tantos erros, vem de dois terceiros consecutivos. Em dois anos e meia de carreira, já tem um pódio (3º) em Spa. Button é o único dos favoritos a pontuar nas últimas seis etapas. Tem 2 vitórias no ano e 5 pódios. Em dez anos correndo em Spa, ele tem um 3º (2005).

A zebra que renasce é a Ferrari, provavelmente com o melhor conjunto para a pista belga. Uma vitória, o que Alonso nunca conseguiu em Spa, deixaria o espanhol muito forte no restante do campeonato. Mas quem tem o melhor retrospecto nesta pista é Felipe Massa, que não está em melhor situação no campeonato por culpa da própria Ferrari. Ele venceu na Belgica em 2008 e foi 2º em 2007. No ano passado não correu e a vitória foi do companheiro Kimi Raikkonen. A Ferrari ganhou as quatro últimas corridas em Spa-Francorchamps. O que, no mínimo, cria uma grande expectativa em torno de um eventual novo duelo entre Massa e Alonso. Como a Ferrari vai se comportar?

Longe desses problemas que ele já viveu por seis anos, Rubinho Barrichello comemora domingo o seu 300º GP. De um total de 833 corridas do Mundial desde 1950, Barrichello disputou 300. Em Spa Rubinho conquistou a primeira pole da carreira quando ainda corria pela Jordan em 94, numa pista molhada que começava a secar. E vem chuva no fim de semana!

Rubinho: charge comemorativa dos 300GPs


Esta é a charge comemorativa feita pelo artista inglês Jim Bamber a pedido da Williams para comemorar os 300 GPs de Rubens Barrichello. Ele brinca com todas as fases da carreira do brasileiro, que está na sua sexta equipe na Fórmula 1 e na 18ª temporada.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Barrichello elege as melhores corridas de sua carreira na F1

GP da Alemanha de 2000, que marcou sua primeira vitória na categoria, é a prova favorita do brasileiro, que chega aos 300 GPs neste fim de semana.


Bruno Senna lança concurso para escolha de capacete


Bruno Senna continua as homenagens ao seu tio Ayrton, que, se estivesse vivo, em 2010 completaria 50 anos de vida. Em seu site pessoal, o piloto da Hispania promoverá um concurso na qual os fundos serão revertidos ao IAS – Instituto Ayrton Senna.


O evento terá início nesta 2ª feira próxima – dia 23 de Agosto – e caberá aos participantes desenharem um capacete que homenageiem o ano do cinquentenário de Ayrton. O vencedor verá sua obra participando de um dos GP’s desta temporada. Depois, o casco será leiloado em prol do Instituto.


Na aba ‘Helmet Challenge’, você terá todas as informações de como participar. Os 5 melhores capacetes que Bruno e designers da área indicarem participarão de uma votação aberta, para que, no final de setembro, seja eleito um vencedor. Participe!

Senna e di Grassi apostam na chuva em Spa

Para um carro do fundo do grid se dar bem em uma corrida, algum tipo de intempérie tem que acontecer. Por isso é que de Grassi e Senna estão empolgados para o GP da Bélgica, palco da próxima corrida da F1, neste fim de semana em Spa: a previsão é de chuva.

Além do clima instável que deve acontecer por lá – principalmente no domingo – a pista de Spa-Francorchamps ainda tem um bônus para carros não muitos bem nascidos. Ela não privilegia primazias da aerodinâmica, fazendo um carro mediando andar bem na lendária pista.

Para a corrida, Spa recebeu algumas leves modificações nas áreas de escape. A grama da Les Combes, curva que deixou Button e Hamilton na primeira volta da corrida do ano passado, será substituída por um tipo de asfalto poroso e com lombadas no estilo “Monza”. A La Source, primeira curva do traçado, também receberá mudanças: sua área de escape foi aumentada e grama artificial foi colocada em seu entorno.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

McLaren não vai usar o F-duto no GP da Itália. Será?


A equipe McLaren anunciou que não vai usar o F-duto no GP da Itália, dia 12 de setembro em Monza. A notícia é “capa” da revista Autosport na internet. A criadora do advento explica que o tipo de aerofólio usado especialmente lá, não necessita de tal equipamento.

O duto foi criado pela equipe de Woking para ganhar maior velocidade em retas e até ganhar mais downforce nas curvas, pois o aparato “se garante” quando o carro acelera em linha reta. Com ele, os carros chegam a ganhar até 20 km/h a mais de velocidade.

A decisão da McLaren, e provavelmente de todas as outras do grid que utilizam o F-duto, é proveniente do tipo de aerofólio traseiro usado na veloz pista italiana. Lá, as equipes utilizam-no praticamente na posição horizontal, criando pouco downforce, com isso, diminuir-se-ia, ou até anular-se-ia, a eficácia do duto.

Alonso: piloto mais bem pago da F1


Business Book GP revelou a lista dos pilotos mais bem pagos da Fórmula 1. A estimativa foi divulgada no jornal espanhol “El Mundo”. Segundo a pesquisa, Fernando Alonso é, disparado, o piloto mais bem pago da categoria com média anual de R$ 67 milhões.

O bicampeão da categoria, em 2005 e 2006, veio da Renault para a Ferrari substituindo Kimi Räikkönen, que ainda aparece na listaScuderia italiana foi quebrado, e ele continua recebendo salários em forma de indenização. (2º colocado empatado com Lewis Hamilton) por que seu contrato com a Ferrari foi quebrado, e ele continua recebendo salários em forma de indenização.

Os brasileiros ocupam posições distintas na tabela. Massa, companheiro de Alonso, é o 4º mais bem pago com um salário que gira em torno de R$ 31,3 milhões por ano (como a Ferrari gasta dinheiro, hein?). Barrichello aparece em 9º com a bagatela de R$ 12,3 milhões, enquanto di Grassi e Senna aparecem lá no fundão, com R$ 447 e R$335 mil, respectivamente.

Acompanhe a lista completa:


1º. Fernando Alonso, Ferrari – R$ 67 mi
2º. Lewis Hamilton, McLaren – R$ 67 mi
2º. Kimi Räikkönen, Ferrari – R$ 35,7 mi
4º. Felipe Massa, Ferrari – R$ 31,3 mi

5º. Jenson Button, McLaren – R$ 20 mi
6º. Michael Schumacher, Mercedes – R$ 17,9 mi
6º. Nico Rosberg, Mercedes – R$ 17,9 mi
8º. Robert Kubica, Renault – R$ 16.7 mi
9º. Rubens Barrichello, Williams – R$ 12,3 mi

10º. Mark Webber, Red Bull – R$ 9,4 mi
11º. Jarno Trulli, Lotus – R$ 6,7 mi
12º. Sebastian Vettel, Red Bull – R$ 4,4 mi
12º. Heikki Kovalainen, Lotus – R$ 4,4 mi
14º. Timo Glock, Virgin – R$ 2,2 mi
15º. Nico Hülkenberg, Williams – R$ 1,5 mi
16º. Pedro de la Rosa, Sauber – R$ 1,1 mi
16º. Kamui Kobayashi, Sauber – R$ 1,1 mi
18º. Vitaly Petrov, Renault – R$ 895 mil
18º. Sébastien Buemi, Toro Rosso – R$ 895 mil
18º. Jaime Alguersuari, Toro Rosso – R$ 895 mil
21º. Adrian Sutil, Force India – R$ 447 mil
21º. Vitantonio Liuzzi, Force India – R$ 447 mil
21º. Lucas di Grassi, Virgin – R$ 447 mil
24º. Bruno Senna, Hispania – R$ 335 mil

25º. Karun Chandhok, Hispania – Não recebe salário
25º. Sakon Yamamoto, Hispania – Não recebe salário

Hans-Joachim Stuck retira coágulo do cérebro


O ex-piloto de Fórmula 1, Hans-Joachim Stuck – filho do lendário Hans Stuck – passa bem após demorada cirurgia para retirada de um coágulo de sangue no cérebro em virtude de um acidente que teve em julho na Scirocco Cup, em Nürburgring. Prestes a completar 60 anos de idade, o alemão já se recupera em casa.

Estreando na Fórmula 1 em 1974 pela equipe March e obtendo dois pódios na categoria pela Brabham em 1977, Stuck obteve mais sucesso nas corridas em Le Mans, onde foi campeão nas edições de 1987 e 88.

É hora de pendurar as luvas Webber?

Mark Webber
O australiano Mark Webber, que é líder do campeonato de Fórmula 1 de 2010, já pensa em se aposentar. Está certo que ele não é mais nenhum garoto, mas no auge de seus 34 anos ele almeja outras coisas na vida e não só guiar carros, foi o que ele disse a um programa de esportes da TV brasileira, neste domingo.

O piloto da RBR, que tem contrato com a equipe até o final de 2011 não garante que irá continuar correndo após este período, e já faz até planos para o futuro.

Na minha opinião, é o grande favorito ao título da temporada 2010.

Force India: multa de € 1 milhão


A Force India foi multada em 1 milhão de Euros (cerca de R$ 2,2 milhões) pelo Supremo Tribunal de Justiça Britânico. O valor vem de multas e indenizações ao não pagamento de honorários e violações de contrato com a Aerolab, empresa de fluidodinâmica italiana, na qual a equipe tinha estreito contato até ano passado.

Essa briga já se desenrola faz algum tempo. Desde que a Lotus apresentou seus primeiros esboços do carro desta temporada, a FI vem reclamando que o carro do time malaio é uma cópia do VJM02 da temporada de 2009. A explicação vem do fato do projetista e do túnel de vento utilizado pela Lotus serem o mesmo que a Force India.

E com a aproximação do GP de Monza na Itália, a coisa deve esquentar ainda mais. Pois durante a corrida a equipe ficará por jurisdição italiana, e maiores conflitos podem (e deverão) acontecer.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Nostalgia urbana (V) - VW/Karmann Ghia - 1967


A foto ai foi enviada pelo amigo Rodrigo Costa, expert em sonorização e sensível às maravilhas sobre rodas. 

É um raro exemplar do VW/Karmann Ghia, ano 1967, já com motorização de 1.500cm3. Um carro em que pode-se afirmar, sem medo, que ele foi um dos mais bonitos carros daquele e de todos os tempos. O modelo cativou um público muito especial, pois era um automóvel com boa dirigibilidade, fácil uso e de simples manutenção Volkswagen.

Um pouco da história:

A Karmann instalou-se no Brasil no início dos anos 1960, algum tempo após a VW, com o propósito de produzir um elegante cupê desenhado por Ghia, um grande designer automobilístico. Sobre a plataforma VW e utilizando exatamente a mesma mecânica que o Sedan, começava a ser fabricado no país o VW Karmann Ghia em 1962.

Sua carroceria, acabada a mão, tinha um desenho especial.

Sem dúvida, o Karmann Ghia criou uma categoria única e diferenciada, sem concorrentes. Ele era um esportivo que se dava ao luxo de dispensar performance.

A associação à imagem do Volkswagen como algo menos formal que a de um carro familiar popular sempre esteve presente. Já nas primeiras imagens divulgadas do automóvel aparecia um modelo conversível. Utilizar carrocerias Karmann fazia parte da cultura da montadora.

O modelo fabricado no Brasil era um elegante esportivo montado sobre o chassi-plataforma VW. Performance não era seu forte.

Era um esportivo por levar mais em conta a beleza e a sedução do que propriamente sua função de meio de transporte.

Tecnicamente, nada acrescia ao sedã, no entanto, conferia charme e estilo ao seu proprietário.

 

Ficha Técnica:

Origem  e Fabricação: VolksWagen - Alemanha, VolksWagen - Brasil
Chassi e Carroceria: tipo plataforma, separados
Disposição: motor e tração traseiros
Peso: 860kg a seco
Entre eixos: 2.400mm
Motor: 4 cilindros boxer OHV arrefecido a ar, 1.493cm3 e 55hp (SAE) a 4.600rpm ou 48cv (DIN) a 4.200rpm
Câmbio: manual de 4 marchas

Recordar é viver...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Barrichello: 300



Tem um filme, não? Que se chama "300". História de guerra, espartanos contra persas, algo do tipo. Filmado em 3D, cheio de efeitos especiais, transposto dos quadrinhos para a telona.

300 é o número mágico que Barrichello alcança em Spa, nesta semana. 300 GPs. Alguns estatísticos vão torcer o nariz, porque Rubens inclui na conta algumas provas das quais, no fim das contas, não participou. Uma delas lá mesmo na Bélgica. Aconteceu um acidente envolvendo todo mundo na primeira volta e a corrida foi interrompida. Tiveram de começar de novo do zero, com o número de voltas original. Alguns pilotos ficaram sem carro para correr, Barrichello era um deles. Oficialmente, portanto, não participou do GP da Bélgica daquele ano de 1998. Participou de uma largada anulada.

Mas isso não tem a menor importância. Num universo de 300 corridas, três ou quatro são irrelevantes estatisticamente. O fato é que Rubens está em sua 18ª temporada na F-1 e sua aposentadoria, já decretada por muita gente nos últimos anos, parece ainda distante. Ele tem lenha para queimar, como não? Faz um bom campeonato neste ano. E a Williams seria muito burra se não renovasse seu contrato. Numa F-1 sem testes, a experiência vale muito. Experiência aliada à motivação e técnica aparentemente intacta, e não precisa de muito mais para andar no pelotão do meio com dignidade.

Barrichello passou as férias da F-1 no Brasil e deu várias entrevistas. Vi algumas delas. As pessoas, em geral, têm simpatia por ele. Em 18 anos, os humores da torcida variam bastante, e quando ele parar, o saldo será positivo, mesmo que não seja campeão. E acho que não será. Barrichello hoje faz parte do segundo escalão da categoria — não se trata de uma crítica, mas de uma constatação — e suas chances de levantar uma taça de campeão nos próximos dois ou três anos são iguais às de Sutil ou Buemi. O brasileiro corre num time de médio porte e não faz parte dos planos das equipes que ganham corridas e campeonatos, como Ferrari, McLaren e Red Bull.

Mas isso também não tem importância. Barrichello está na fase de passar a carreira em revista, e ao olhar para trás verá mais coisas boas do que ruins. Foi ruim ficar seis anos na Ferrari? Tenho minhas dúvidas. Teve chance de vencer, e venceu alguns GPs, portanto não deve reclamar do destino. Quando deixou a Jordan, estava praticamente morto para a F-1, renasceu num período de três anos muito bonitos na Stewart, teve uma nova chance de lutar pelo título muito depois na Brawn, e hoje defende um nome que tem história e tradição nas pistas, uma casa de automobilistas, é um fim de carreira legal e, sobretudo, decente, sem nenhum traço de melancolia, nenhum sinal de decadência.

Que seja eterno enquanto dure, pois, esse amor pela velocidade e pela F-1. Apesar de suas muitas escorregadas verbais, de polêmicas desnecessárias, de um comportamento que muitas vezes se aproxima da autocomiseração, Rubens é um bom moço e um bom esportista, respeitado por seus pares não só pela longevidade, como também pela competência no que faz.

Celebra teus 300 GPs, Barrichello. Tua presença neste mundo esquisito da velocidade é merecida e justificada. Nunca precisaste pedir favor a ninguém. Fizeste coisas boas e ruins, como todos que escrevem suas histórias de vida, onde quer que seja. Olha com carinho para o passado, para as tardes frias e solitárias no kartódromo de Interlagos, para aquele título na Opel em Jerez, para aquele campeonato na F-3 Inglesa, para a estreia em Kyalami, para aquela corrida de Donington, para aquele pódio de Aida, para aquele teste na neve em Fiorano, para aquela vitória em Hockenheim, para aquela outra em Silverstone, para mais outra em Valência, para aquela ultrapassagem sobre os irmãos Schumacher em Barcelona, para aquele segundo lugar em Mônaco, para aquela pole em Spa, olha com carinho até para as tristezas de Interlagos, porque nem só de bons momentos se vive, é nos ruins que se aprende, como diz a mais barata e verdadeira filosofia de botequim.

Parabéns, Rubens. Chegaste longe com honestidade de princípios, coisa rara hoje em dia, e és, realmente, apaixonado pelo que fazes. Raro, também.

Webber: líder absoluto na F1




Mark Webber criou uma ‘situação’ para a Red Bull. O australiano foi perfeito no Hungaroring e assumiu a ponta no Mundial de Pilotos.  E o que vai acontecer com o queridinho Sebastian Vettel? As duas últimas corridas da Europa – Spa e Monza – deverão responder a questão. Webber pode não ser tão brilhante mas, sem dúvida, é uma aposta mais segura para a Red Bull na busca do título. Vettel é rápido, muito rápido, mas no futebol ganharia o apelido de ‘Leão de treino’.

O GP da Hungria teve de tudo. Webber desafiou a lógica e não aproveitou o safety car para fazer a troca de pneus. Estava descartado para o pódio. Mas acabou abrindo mais de 20 segundos sobre Fernando Alonso e, com muita comodidade, entrou no box, fez a troca no momento certo e cruzou a linha de chegada sem ser importunado pelos demais concorrentes. Vettel nem teve coragem de enfrentar Alonso pelo segundo lugar. E carro ele tinha. Felipe Massa largou em quarto e terminou em quarto. Vettel complicou-se com o safety car. Ele estava na liderança, nessa altura, e deixou um espaço de mais de dez carros entre seu monoposto e o safety car para segurar Alonso e dar mais chances para Webber. Resultado: tomou um drive through e perdeu a chance de chegar na frente.

A corrida foi marcada por um curioso acidente envolvendo a Renault de Robert Kubica e a Force India de Adrian Sutil, no box. Nico Rosberg perdeu uma roda, também no box. E Rubinho Barrichello e Michael Schumacher protagonizaram a cena mais eletrizante da corrida. Rubinho em 11º foi apertando Michael Schumacher em 10º mas não encontrada um ponto ideal de ultrapassagem no sinuoso traçado do Hungaroring. Até que, a três voltas da bandeirada final, Rubinho meteu a Williams pelo lado direito, junto ao muro da reta dos boxes. Schumacher foi fechando lentamente o ângulo de ultrapassagem. O muro acabou e Rubinho, quase espremido na parede, saiu na frente. O alemão ainda esboçou alguma reação para o último ponto da corrida, que já tinha dono.

A manobra duvidosa de Schumacher, quase prensando o carro de Rubinho junto ao muro, valeu-lhe uma severa punição por parte dos comissários da FIA que não andam deixando escapar nada, segundo a orientação do presidente da entidade, Jean Todt. Na próxima corrida, o GP da Bélgica, Schummy perderá dez posições no grid. O que significa que, provavelmente, não marcará pontos na corrida. Os dois pilotos trocaram algumas farpas após a corrida. Rubinho disse que tinha ‘pena’ de Schumacher; Schumacher disse que ‘não dá presentes na Fórmula 1 e quem quiser ultrapassá-lo tem que mostrar competência’.

O maior prejudicado da corrida foi o inglês Lewis Hamilton, que vinha fazendo uma temporada equilibrada e consistente. No domingo o motor acabou tirando sua chance de marcar mais pontos. E ele perdeu a liderança. Mas a diferença é mínima. Webber está na frente, com  161 pontos e Hamilton tem 157. Na disputa interna da Ferrari, Alonso aumentou sua vantagem. Ele é o quinto com 141 pontos enquanto Massa ocupa a sexta posição, com 97.

Já entre os construtores tudo indica que a luta ficará mesmo entre a Red Bull com seus 312 pontos e a McLaren com 304. Mas para reverter essa situação, a Ferrari (238 pontos) terá que mostrar mais eficiência, embora tenha reagido bem nas duas últimas corridas.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Parabéns Nelson Piquet

Neste 17 de agosto, Nelson Piquet completa mais um ano de vida. É o 58º aniversário do primeiro piloto brasileiro tricampeão mundial de Fórmula 1, nem sempre com seus méritos reconhecidos. Uma pena: poucos podem dizer que viram in loco um dos maiores talentos do automobilismo, na finesse da pilotagem, na excelência do acerto de um carro, na arte da malandragem e sobretudo uma figura ímpar, beirando às vezes o mau humor, a grosseria, mas com tiradas simplesmente sensacionais.


Melhor do que lembrar das vitórias e das conquistas deste inesquecível campeão, só mesmo os aforismos imortais que cunhou ao longo da carreira.


“O comendador Enzo (Ferrari) é um velho gagá”
Em lendária entrevista para a Playboy


“(Eliseo) Salazar não é piloto, nunca foi. Ele é motorista!”
Após brigar com o piloto da ATS no GP da Alemanha de 1982


“Vai dar pra ganhar hoje, Nelson?”
“Eu não sou mago, sou piloto.”
Diálogo do piloto com um repórter, ao vivo, nos anos 80


“Como está o carro?”
“Uma merda.”
“E o estado de espírito?”
“Igual ao carro. Outra merda.”
Diálogo entre Marcus Zamponi e Nelson Piquet, revista Auto Esporte, GP do Brasil, 1988


“Quase gozei no final”
“Você não tem pena do Mansell?”
“Porra nenhuma! Vence quem chega primeiro!”
Após a vitória no GP do Canadá de 1991, a última da carreira


“O Mansell é um idiota veloz. O Prost é um babaca. O (Patrick) Tambay é cheio de frescura. O (René) Arnoux é um idiota de QI 12. Como posso ser amigo desses caras todos?
Nos anos 80


“Para quem você dedica o seu título?”
“Para Nelson Piquet.”
Em entrevista histórica à revista Grid, em 1987, após o tricampeonato


“Aquela porrada me afetou psicologicamente.”
Sobre o acidente sofrido na curva Tamburello nos treinos do GP de San Marino, 1987


“Eu agora trabalho pra mim. Não deixo mais passar nenhuma informação.”
Em entrevista a Reginaldo Leme no “Fantástico” após a vitória no GP da Alemanha de 1986


“Alan Jones é um idiota. Na primeira oportunidade, jogo ele pra fora da pista.”
Após o acidente provocado pelo australiano no GP da Bélgica, em 1981


“Ligier, Williams e Brabham são os chassis mais seguros. Renault, Ferrari e Alfa Romeo são cadeiras elétricas.”
Em entrevista a Reginaldo Leme num “Globo Esporte”, em 1980


“Eu jogo tênis, ele joga golfe. Eu gosto de mulher bonita, ele gosta de mulher feia. Eu ganhei três títulos, ele perdeu três.”
Tirando um sarro da cara de Nigel Mansell


“Freei uns 30, 40 metros além do que precisava. Derrapei nas quatro rodas. Mandei um gesto bacana. Mandei ele tomar no c*”
Sobre a ultrapassagem do século sobre Ayrton Senna no GP da Hungria, em 1986


“Andar atrás pra quem andou na frente é um inferno. É um risco o tempo todo. Sabe o que é largar ao lado do Andrea de Cesaris? Afora os caras que não conseguem enxergar pra frente? Você perde logo a vontade de correr.”
Sobre a aparente ‘falta de motivação’ em 1989


“Quem é Hunt?”
Respondendo com ironia às críticas do campeão de 1976, então comentarista da BBC, que o chamou de acabado no GP da Inglaterra de 1989. Detalhe: Piquet chegou em quarto


“Nossa amizade vale mais que os três pontos que você ia marcar.”
Em resposta a Andrea de Cesaris, insatisfeito com o acidente que os dois sofreram no GP de Mônaco de 1989


“Acho que ele (Flavio Briatore) não me conhecia. Fechamos um contrato por US$ 100 mil por ponto marcado no campeonato, mais um bônus por vitórias. No fundo, ele achava que ia me pagar pouco. Ganhei US$ 8 milhões, venci duas corridas e só cheguei atrás do Senna e do Prost.”
Em entrevista no fim de 1990, quando foi 3º colocado no campeonato.


“Muito prazer, meu nome é Nelson Piquet.”
Na coletiva de imprensa do GP do Japão de 1990, brincando com os jornalistas depois de sua primeira vitória na F-1 desde o GP da Itália em 1987

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Nostalgia urbana (IV) - VW Fusca - 1970


Vejam esta raridade que encontrei na cidade vizinha de Conselheiro Lafaiete: um VW Fusca, motor 1.300 cm3, com 36CV de potência, ano/modelo 1970. Notem o pára-choque de duas lâminas. Ainda em 1970 foi lançando com o pára-choque de lâmina única.

O modelo ai da foto era carinhosamente conhecido como "fusquinha". O VW Fusca 1.500 cm3, lançado no início de 1970 foi logo apelidado de "Fuscão" e era o sonho da juventude daquela época.

Um pouco de história:

A Volkswagen do Brasil, em 1959, lançou o VW Sedan 1200, que imediatamente passou a ser conhecido como Volks. Muitos automóveis já haviam feito sucesso no Brasil antes do Volks e outros, depois viriam a fazer. No entanto, nenhum antecipou ou repetiu o experimentado pelo VW Sedan, um fenômeno mundialmente só comparável ao do Ford Modelo T. Em 1961, o Volks evoluiu: o pequeno vigia traseiro cresceu, as duas "bananinhas" que despregavam ao ser acionadas para informar a mudança de direção e câmbio de quatro velocidades, com a primeira "seca", foram substituídos por um vigia de dimensões bem maiores, luz de seta de direção e câmbio com primeira marcha sincronizada.

Em 1967, o 1200 foi substituído pelo Sedan 1300 mais potente (8 cv DIN a mais). Em 1970, algumas mudanças no desenho - dentre elas a dos pára-choques (agora com lâmina simples) - marcariam uma nova fase para o Sedan, agora apelidado de Fusca. Uma versão mais potente - o Sedan 1500 (Fuscão) - ampliava a linha. O Fuscão, com tomadas de ar sobre o cofre do motor, possuía aspecto mais jovial, simbolizando um passo à frente. Sua produção era significativa - ocupava a posição de segundo carro nacional mais vendido - e só perdia (por pouco) para o Fusca. Em 1975, a crise do petróleo afetou significamente suas vendas e, na prática, o 1500 foi sendo substituído pelo 1300L (Luxo, com o mesmo acabamento do Fuscão e motor mais econômico).

Por longa data o Fusca seguiu como o mais vendido nacional. No entanto, pouco a pouco foi perdendo a força. No início dos anos 1980, quando o álcool se transformou no principal combustível a versão 1600cm3 foi adotada como única opção. O motor a álcool 1600 com carburação dupla conferiam ao Fusca uma performance inimaginável anos atrás. Porém, suas limitações eram por demais evidentes. Mesmo com valor inferior, não conseguia um número de vendas que justificasse sua permanência. Como continuava adorado, foi lançada uma última série para comemorar sua passagem pelo mercado nacional e em 1987 teve a produção interrompida. Relançado em 1993 a pedido do então Presidente Itamar Franco, saiu de linha em definitivo em 1997.

Foram produzidos no Brasil aproximadamente 3.300.000 unidades. Verdadeiramente mais um veículo que ajudou a desenvolver este país.

FICHA TÉCNICA:

Origem e Fabricação: VolksWagem - Alemanha, VolksWagem - Brasil
Chassi e Carroceria: tipo plataforma - sepadarados
Disposição: motor e tração traseira
Motor: 4 cilindros boxer OHV, 1.292cm3, arrefecido a ar e 36hp (SAE) a 3.700rpm
Câmbio: manual de 4 marchas


Recordar é viver...

Túnel do tempo...

O túnel do tempo de hoje recorda um grande momento da F1 nos anos 80:



Jacques Laffite, Ligier-Renault JS25, no Grande Prêmio da França de 1985, em Paul Ricard. O francês abandonou na 2ª volta com problemas no turbo. Nelson Piquet, da Brabham, venceu a prova, seguido por Keke Rosberg, da Williams. Alain Prost, da McLaren, completou o pódio. Foi a única vitória de um brasileiro no circuito de Paul Ricard.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Webber: simplesmente perfeito

Após a disputa do Grande Prêmio da Hungria, realizado no circuito de Hungaroring, a F1 tem um novo líder... é o australiano Mark Webber da RBR. Ele assumiu a liderança do mundial de pilotos ao vencer o GP com maestria e apostar no jogo de pneus macios que duraram 43 voltas. Algo que ninguém apostava. E claro, o perfeito equilíbrio que o RB6 possui, fruto de um desenvolvimento do genial Adrian Newey. O carro está num nível de desenvolvimento que as demais equipes de ponta teimam em dizer que existe algo irregular, mas não há o que questionar. Webber também foi beneficiado pela desistência de Lewis Hamilton que teve um problema mecânico em sua McLaren.

Com a vitória, Mark Webber alcançou o 4º triunfo na temporada em 12 provas disputadas. Alonso, Hamilton, Vettel e Button tem 2 vitórias cada.

Fernando Alonso segue na caça aos líderes e terminou a prova em 2º. Vettel, punido pelos comissários por ter infringido o regulamento durante a permanência do safety car terminou em 3º e está a 10 pts do líder do mundial.

A corrida teve poucas ultrapassagens em função do traçado sinuoso. Sempre foi assim na Hungria e também pelo fato dos atuais carros gerarem uma pressão aerodinâmica muito grande e os motores serem equivalentes, dificultando as ultrapassagens. Que o diga Sebastian Vettel quando tentou ultrapassar Fernando Alonso e não obteve êxito.

Um fato curioso da prova foi a desatenção do mecânico da Renault que liberou o polonês Robert Kubica do seu pit stop sem notar a presença do carro de Adrian Sutil da Force India. Os dois se tocaram e acabaram prejudicados. Tambem, por falta de atenção do mecânico, agora da Mercedes, Nico Rosberg ficou sem a roda traseira quando saia dos boxes e terminou mais cedo sua corrida.

Rubens Barrichelo e Michael Schumacher travaram um belo duelo nas voltas finais disputando a 10ª posição. Melhor para barrichelo que conseguiu superar o heptacampeão e desafeto declarado, que sempre que pode, adota o estilo Dick vigarista. Ao ultrapassar o alemão, Barrichelo foi empurrado em direção ao muro e por pouco não houve um acidente grave entre os dois. Schumacher sofrerá uma punição pela atitude anti-esportiva.

Felipe Massa fez o que pode com sua Ferrari e terminou na 4ª posição, depois da polêmica durante a semana quando cedeu a posição para o companheiro Alonso no GP da Alemanha depois de uma ordem da equipe Ferrari. Essa atitude da equipe foi muito criticada mundo afora e também terá uma punição a ser anunciada no dia 10/9 pela FIA.

Bruno Senna terminou em 18º e Lucas de DiGrassi em 19º.

A equipe McLaren vem sofrendo nas 3 últimas corridas. Desde que estreou seu novo pacote aerodinâmico no GP da Inglaterra, no início de julho, os carros prateados de Jenson Button e Lewis Hamilton não tiveram o mesmo desempenho de antes. E o resultado negativo já apareceu: Lewis Hamilton perdeu a liderança do mundial de pilotos e a McLaren do mundial de construtores.


A classificação do mundial de pilotos ficou assim:

1)    Mark Webber -> 161
2)    Lewis Hamilton -> 157
3)    Sebastian Vettel -> 151
4)    Jenson Button -> 147
5)    Fernando Alonso -> 141
6)    Felipe Massa -> 97
7)    Nico Rosberg -> 94
8)    Robert Kubica -> 89

E a classificação do mundial de construtores:

1)    RBR -> 312
2)    McLaren -> 304
3)    Ferrari -> 238

O próximo GP será no dia 29/08 – na Bélgica.