sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

F1: o que muda em 2009

Depois das fortes emoções que dominaram a última etapa do Mundial de F-1, em Interlagos, com o título de Lewis Hamilton e a vitória da Ferrari entre os construtores, a categoria prepara-se para 2009. Um novo calendário – sem o Canadá e a França mas com Abu Dhabi – uma nova data para o GP do Brasil (18 de outubro) e mudanças na configuração dos carros e dos pneus marcarão o próximo campeonato.

O novo calendário aprovado pela FIA propõe alterações significativas em relação ao Mundial de 2008. Saem do campeonato as etapas do Canadá e da França e entra Abu Dhabi, dia 1º de novembro, encerrando a disputa. O GP da China deixa a reta final e vai para o começo da temporada, logo após Austrália e Malásia. E o Brasil será a penúltima etapa, dia 18 de outubro, em Interlagos.

As mudanças na configuração dos carros pretendem tornar os carros mais ágeis, facilitando as ultrapassagens. Para isso, os aerofólios traseiros terão dimensões reduzidas ao contrário dos dianteiros que serão aumentados. Não será permitida a utilização de pequenos apêndices aerodinâmicos na carenagem, tornando o visual dos carros bem mais limpos.

Ainda em relação aos pneus, voltarão os modelos slick (lisos) utilizados na Fórmula 1 entre 1971 e 1997. Os slick foram banidos em uma tentativa de reduzir a velocidade dos carros. Agora eles voltam com outro objetivo: diminuir a importância dos recursos aerodinâmico já que asseguram mais aderência do que os compostos com sulcos, utilizados na categoria desde 1998.

Um dispositivo que, certamente, provocará muitas discussões no próximo ano será o sistema Kers de reaproveitamento de energia cinética. O equipamento pesa cerca de 35 quilos e tem como objetivo armazenar energia perdida no ato da frenagem do carro. O piloto, através de um botão, poderá utilizar essa energia por um tempo limitado durante a corrida. E, com isso, ganhará algo em torno de 70 a 80 cavalos.

Fora das novidades técnicas, as grandes equipes optaram por manter suas duplas de pilotos no próximo ano. Assim, Ferrari, McLaren, Renault, BMW, Toyota e Williams terão as mesmas formações no próximo campeonato. A Red Bull correrá com Mark Webber e promoveu Sebastian Vettel; a Toro Rosso ainda negocia as duas vagas e a Honda só definiu a permanência de Jenson Button. Três pilotos brasileiros concorrem a estas vagas remanescentes: Rubinho Barrichello, Lucas Di Grassi e Bruno Senna. Os dois últimos têm testes com a Honda previstos para a metade deste mês. A Honda, a partir do ano que vem, contará com a parceria da Petrobrás no desenvolvimento de combustíveis. Já Barrichello corre atrás de um bom patrocínio que poderia assegurar sua presença em mais uma temporada. Bruno Senna, se não conseguir correr, buscará vaga de piloto de testes. Honda, Toro Rosso e até McLaren são opções.

Eis o calendário para 2009:

GP da Austrália - 29 de março, Melbourne
GP da Malásia - 5 de abril, Sepang
GP da China - 19 de abril, Xangai
GP do Bahrein - 26 de abril, Sakhir
GP da Espanha - 10 de maio, Barcelona
GP de Mônaco - 24 de maio, Montecarlo
GP da Turquia - 7 de junho, Istambul
GP da Grã-Bretanha - 21 de junho, Silverstone
GP da Alemanha - 12 de julho, Nurburgring
GP da Hungria - 26 de julho, Hungaroring
GP da Europa - 23 de agosto, Valência
GP da Bélgica - 30 de agosto, Spa-Francorchamps
GP da Itália - 13 de setembro, Monza
GP de Cingapura - 27 de setembro, Marina Bay
GP do Japão - 4 de outubro, Fuji
GP do Brasil - 18 de outubro, Interlagos
GP dos Emirados Árabes - 1.º de novembro, Abu Dabi

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

TÚNEL DO TEMPO (III)

GP da Alemanha de 1987, no circuito de Hockenheim

O piloto Nelson Piquet “passeia” com a Williams-Honda FW11B. Piquet venceu a prova, seguido pelo sueco Stefan Johansson da McLaren e por Ayrton Senna da Lótus que ficou em terceiro. O brasileiro tornou-se tricampeão naquele ano.



Recordar é viver...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Vettel: Massa não está entre os melhores da F1

O alemão Sebastian Vettel, que em 2009 defenderá a Red Bull, não relacionou o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, entre os melhores pilotos da Fórmula 1.

Perguntado sobre quem considerava os mais competentes da categoria, Vettel citou até o finlandês Kimi Raikkonen (Ferrari) e o polonês Robert Kubica (BMW), terceiro e quarto no Mundial de Pilotos deste ano, respectivamente. No entanto, deixou fora da lista o brasileiro da Ferrari, que terminou com o vice-campeonato.

"É difícil julgar. Os melhores são Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Robert Kubica e Lewis Hamilton (McLaren)", disse ao jornal El País.

O mais jovem vencedor de um Grande Prêmio da categoria lembrou o final emocionante da etapa de Interlagos e disse que foi fantástico terminar a prova à frente do campeão Hamilton. Massa venceu a prova, mas ficou com o vice.

Sobre o GP do Brasil, na qual Hamilton ultrapassou o alemão Timo Glock na última curva, Vettel disse que aquele final de temporada não poderia ter sido melhor para a Fórmula 1.

"Foi um resultado fantástico. A decisão na última volta da última corrida, na curva final, com apenas um ponto de diferença entre o primeiro e o segundo. Não poderia ter sido melhor para a categoria", assinalou. "Ambos mereciam o título. Massa fez uma grande prova e Hamilton lutou até o final", acrescentou.

Na prova, Vettel ultrapassou o inglês, numa manobra que beneficiava Massa. No entanto, o alemão da Toro Rosso disse que não tinha consciência de que estava sendo tão crucial para o resultado final do campeonato.

"Quando passei Hamilton, não sabia que estava decidindo o campeonato. Depois, Lewis passou Glock, que não tinha condições de defender sua posição. Hamilton sofreu, mas acabei na frente do campenato do mundo", disse.

Vettel, que defendeu a Toro Rosso em 2008, terminou a temporada na oitava posição, com 35 pontos.

Mudança de planos tira Lucas di Grassi da F-1

por Rodrigo Mattar

Pelo menos em 2009, o piloto Lucas di Grassi não terá a oportunidade de ser piloto titular de Fórmula 1. Os três dias de treinos em Barcelona bastaram para que a Honda dispensasse seus serviços - e a decisão de chamar só Bruno Senna para as sessões que acontecerão em Jerez foi a senha para isso.

Mas o sobrinho do tricampeão Ayrton Senna não estará sozinho: a Honda mudou os planos e vai colocar Rubens Barrichello em confronto com Bruno Senna, uma vez que segundo o site Grande Prêmio, a comparação dos tempos de volta de Jenson Button com o estreante brasileiro - que num teste ficou a apenas três décimos do britânico - foi “inconclusiva”.

Assim, nada melhor que avaliar o potencial de Bruno do que uma comparação com aquele que tem hoje o maior número de GPs da Fórmula 1. E tem mais: existe uma divisão dentro da equipe, o que é ruim para uma escolha como essa. Ross Brawn não esconde de ninguém que prefere continuar trabalhando com Rubens Barrichello. E Nick Fry, que nunca morreu de amores por ele, não tem dúvidas que Bruno Senna pode ser um bom substituto.

Eu só lamento que não exista um lugar para Lucas di Grassi em 2009. Para mim, fica claro que por não ter um sobrenome de peso, como Piquet e / ou Senna, ele enfrenta toda essa dificuldade para ser titular em qualquer equipe de Fórmula 1. Talento ele tem, de sobra. Já mostrou isso por onde passou, do kart à GP2 e neste ano, ajudou a escuderia espanhola Campos a ser a melhor do ano. O que mais os dirigentes precisam saber para perceber que ele é um piloto de grande potencial?

Aí é que entra o problema: o pai dele, Vito di Grassi, comerciante do ramo de armamentos, me confessou no Capacete de Ouro que nunca pensou ser tão difícil “negociar” com os homens da Fórmula 1. Quando o talento fica em segundo plano, como agora, o dinheiro fala mais alto. E só agora, em 2008, Lucas contou com o apoio de um patrocinador brasileiro, o que é muito pouco.

O torcedor brasileiro vai perder a chance de ter um talento em potencial em detrimento de um sobrenome que é “mágico”, mas de um menino que para mim ainda não está pronto para tamanho desafio. Torno a repetir que se a Honda escolher Bruno Senna como titular em 2009, terá dado um grande tiro no pé. E que a decisão vai ser um risco para a carreira do próprio piloto na Fórmula 1.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

TÚNEL DO TEMPO (II)

GP dos Estados Unidos de 1974, em Watkins Glen.


Na foto o piloto Emerson Fittipaldi com a McLaren-Ford M23. A prova foi vencida pelo argentino Carlos Reutemann da Brabham, seguido por José Carlos Pace também da Brabham e em terceiro ficou James Hunt da Hesketh. O brasileiro chegou em quarto lugar na prova e sagrou-se bicampeão mundial de Fórmula 1.



Recordar é viver...