quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Ronnie Peterson - o sueco voador

Ronnie fez sua estréia em Grandes Prêmios guiando para a March, no GP de Mônaco de 1970. Antes, após os tempos de kart, ele participou da Fórmula 3 competindo pela equipe Svebe. Em 1971 venceu o campeonato europeu de Fórmula 2 guiando pela March, e ainda obteve 5 segundos lugares na Fórmula 1, que lhe valeram o vice-campeonato da categoria. Peterson permaneceu na March até 1973, quando assinou contrato com a John Player Team Lotus para competir ao lado de Emerson Fittipaldi.

Sua primeira vitória em grandes prêmios foi no Grande Prêmio da França de 1973. Naquele ano venceu mais três vezes. Em 1974 obteve mais três vitórias, nos GPs da França, Itália e Mônaco. Depois de um ano ruim em 1975, em que o Lotus 76 provou ser um erro, voltou a guiar pela March, equipe pela qual venceu o GP da Itália de 1976.

Em 1977 Peterson correu pela equipe Tyrrell, com o lendário carro de seis rodas, mas a antes vitoriosa esquadra dos carros azuis já havia iniciado sua longa e irreversível decadência. O ano foi particularmente ruim para Peterson e, para surpresa de muitos, o sueco voltou a assinar contrato com a Lotus para a temporada de 1978.

Pela equipe de Colin Chapman, que havia aperfeiçoado o revolucionário conceito aerodinâmico do carro asa, Peterson venceu os GPs da África do Sul e Áustria. Mesmo assim, por condição contratual imposta pela equipe, não lhe foi permitido duelar diretamente com o companheiro de equipe Mario Andretti, primeiro piloto do time. Apesar de os resultados já lhe assegurarem o vice-campeonato, tal situação na Lotus levou Peterson a negociar uma possível ida para a McLaren na temporada de 1979.

A Lotus chegou ao GP da Itália com a possibilidade de tornar Andretti campeão antecipado. Nos treinos, Peterson teve seu carro titular danificado, e precisou recorrer ao carro reserva, que era um modelo mais antigo da Lotus.

Foi exatamente nesta corrida que estreou na F-1 o semáforo, em substituição ao antigo método de largada em que se baixava uma bandeira com as cores do país-sede do GP. No entanto, o diretor da prova, Gianni Restelli, atrapalhou-se com a novidade: antes que os carros das últimas filas do grid houvessem parado, foi acionada a luz verde. Os pilotos que vinham de trás, portanto, arrancaram em maior velocidade, o que fez com que todos os carros chegassem juntos ao ponto em que a reta se estreitava antes da Chicane Goodyear. Alguns carros se tocaram, e o Lotus de Peterson foi jogado para fora da pista, de encontro ao guard-rail. O choque danificou seriamente a parte dianteira do Lotus e rompeu os tanques de combustível, causando um grande incêndio. Peterson foi tirado do carro com graves ferimentos nas pernas, por bombeiros e outros pilotos, e foi internado. Os primeiros procedimentos médicos no atendimento incluíram a amputação do pé esquerdo do piloto. No dia seguinte, Ronnie Peterson faleceu, vítima de embolia causada pelas fraturas. Nas entrevistas dos pilotos após a prova, o inglês James Hunt declarou que, pelo som que emitia no momento da largada, o antigo Lotus reserva que Peterson estava usando parecia ter problemas e não acelerar devidamente, o que teria contribuído para o desastre. No mesmo acidente foi seriamente ferido o piloto italiano Vittorio Brambilla, atingido na cabeça por uma roda solta de um dos carros envolvidos, e alguns meses depois outro piloto italiano, Riccardo Patrese, foi colocado em sursis pela Federação Internacional de Automobilismo, sob a acusação de ter sido elemento culposo do acidente. Por conta da confusão ocorrida com o uso do semáforo no GP da Itália, determinou-se que a largada só poderia ser dada depois que um fiscal atravessasse o grid com uma bandeira na mão, sinalizando que todos os carros haviam parado.

Estatístas de Ronnie na F-1:

Nº de GPs: 123
Vitórias: 10
Pódiuns: 26
Voltas + rápidas: 9
Poles: 14
Total de pontos: 206

Primeira corrida: GP de Monte Carlo - Mônaco - 10/05/1970
Última corrida: GP da Itália - Monza - 10/09/1978

Primeira vitória: GP da França - Paul Ricard - 01/07/1973
Última vitória: GP da Áustria - Osterreichring - 13/08/1978

Primeira pole: GP do Brasil - Interlagos - 11/02/1973
Última pole: GP da Áustria - Osterreichring - 13/08/1978


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Tributo a Emerson Fittipaldi...

Em 1964, ele foi notado a primeira vez em Interlagos, quando brigou com o diretor da prova que o impedia de entrar na ambulância que levava seu irmão Wilson, logo após ele ter sofrido um acidente em sua berlineta da Equipe Willys. Nesse mesmo ano Emerson se tornou piloto e começou a competir de kart, estreando com uma vitória em Santo André (SP), no dia 12 de abril. Terminou o campeonato em nono lugar. Sagrar-se-ia campeão paulista em 1965, quando estreou no automobilismo, dirigindo um Renault 1093, numa corrida na Ilha do Fundão pelo Campeonato Carioca. Ali sofreria também o seu primeiro acidente.

Em 1966, o irmão Wilson teve uma experiência internacional na Fórmula 3, correndo na Argentina, mas apesar de prometido não conseguiu um carro para as corridas na Europa e voltou ao Brasil. Wilson resolveu construir carros de fórmula conhecidos como Fórmula Vê. Emerson dominou o campeonato de Super Vë de 1967, ganhando cinco das sete provas com o carro construído pelo irmão. Também voltou a ser campeão de kart.

Os irmãos Fittipaldi construiriam ainda um Fitti-Vë e Emerson ganhou a II Cem Milhas de Kart em Piracicaba, disputada em 1968. Mas a categoria brasileira estava em crise e Emerson resolveu tentar a sorte na Europa. Iriam com ele os pilotos Luiz Pereira Bueno e Ricardo Achcar (que já havia vencido naquele mesmo ano na Inglaterra com um carro alugado), mas acabaram desistindo. A última vitória de Emerson no Brasil antes de viajar foi nas 12 Horas de Porto Alegre, pilotando um Volks 1600 (em segundo, pilotando um Corcel, chegaria José Carlos Pace).

Emerson teve a sua primeira corrida intenacional em 7 de abril de 1969 na Holanda e três meses depois, após muitas vitórias na Fórmula Ford, ele estrearia na Fórmula 3 inglesa. Sagrou-se campeão da categoria aos 22 anos. Seu imenso talento foi notado por Colin Chapman, proprietário da equipe Lotus de Fórmula 1, que o contratou no ano seguinte para correr pela sua equipe.

A corrida de estréia foi no Grande Prêmio da Inglaterra, em Brands Hatch, onde terminou a prova em oitavo. Três semanas depois, em Hockenheim, marcaria seus primeiros pontos, com um quarto lugar. No final daquele ano, em Monza, seu companheiro de equipe, o austríaco Jochen Rindt, que liderava o campeonato, faleceu num acidente. A Lotus, de luto, retirou-se por duas corridas e voltou no penúltimo GP da temporada, em Watkins Glen. Nesse dia, Emerson venceu sua primeira corrida e, ao mesmo tempo, impossibilitou seus adversários de alcançar a pontuação de Rindt, que assim sagrou-se campeão mundial postumamente (ver Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1970 (Fórmula 1)).

O ano de 1971 não viu vitórias de Emerson, embora sua atuação consistente lhe tenha garantido três pódios. Em 1972, com 5 vitórias, Fittipaldi tornou-se o campeão mundial mais jovem da história da Fórmula 1, com 25 anos, oito meses e 29 dias, recorde que manteve por mais de três décadas e que só foi quebrado em 2005, pelo piloto espanhol Fernando Alonso. Em 1973, Emerson venceu mais 3 corridas, no entanto perdeu o título para o escocês Jackie Stewart. O sucesso contribuiu fortemente para a entrada do Grande Prêmio do Brasil no calendário internacional no ano seguinte, no circuito de Interlagos. Ele mesmo venceu a corrida inaugural.

Em 1974, o piloto brasileiro trocou a Lotus pela McLaren, e, com três vitórias (uma delas no Brasil), sagrou-se bicampeão do mundo. Ainda competitivo, venceu mais duas corridas pela mesma equipe no ano seguinte.

Em 1975, fundou, em parceria com o irmão, a equipe Fittipaldi, equipe inteiramente brasileira e que contava com o apoio da empresa estatal Coopersucar, nome pelo qual a equipe se tornou mais conhecida entre os brasileiros. O primeiro ano em sua própria equipe (1976) foi frustrante, com constantes abandonos. Em 1977, Emerson conquistou alguns resultados razoáveis, como três quartos lugares, mas foi em 1978 que ocorreu o grande momento de Emerson em sua própria equipe, ao terminar o Grande Prêmio do Brasil no circuito de Jacarepaguá em segundo lugar. A partir de então houve um declínio técnico na equipe, e, ao final de 1980, no mesmo circuito de Watkins Glen onde vencera sua primeira prova, Emerson Fittipaldi retirou-se da Fórmula 1 como piloto. Em 1982, após seu piloto Chico Serra marcar um ponto no Grande Prêmio da Bélgica, sua equipe fechou as portas.

Ele foi, sem dúvida, o piloto brasileiro que abriu as portas do automobilismo brasileiro para o mundo. Sua epopéia começou pela F-Ford em 1969 e só parou nas pistas ovais dos EUA em 1996. Foi bi-campeão da F-1, campeão da F-Indy e venceu, por duas vezes, a lendária 500 milhas de Indianápolis.

Por tudo isso, presto aqui a minha singela homenagem ao "rato", que dentro das pistas foi um "leão".

Estatísticas de Emerson na F-1:


Nº de GPs: 149Vitórias: 14Pódiuns: 35Voltas + rápidas: 6Poles: 6Total de pontos: 281
Primeira corrida: GP da Inglaterra - Brands Hatch - 18/07/1970Última corrida: GP EUA - Watkins Glen - 05/10/1980
Primeira vitória: GP EUA - Watkins Glen - 04/10/1970Última vitória: GP da Inglaterra - Silverstone - 19/07/1975
Primeira pole: GP Mônaco - 14/05/1972Última pole: GP Canadá - Monsport Park - 22/09/1974
Títulos mundiais: 1972 e 1974



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Há 24 anos…

Por Rodrigo Mattar

Num dia 27 de agosto como este, Ayrton Senna dava o salto de sua carreira na Fórmula 1, saindo da mediana Toleman para a Lotus, ainda um mito das pistas, mas em ligeira decadência desde a misteriosa morte de Colin Chapman em 1982.

A reportagem foi exclusiva de Reginaldo Leme, um furo mundial, até porque o contrato foi assinado no meio da temporada de 1984 - onde Senna ainda tinha um compromisso em vigência com a Toleman - e sob a expressa condição de divulgar as imagens e o material apenas quando a Lotus quisesse.

Isto quase custou a vaga de Senna naquele ano, porque a Toleman invocou a cláusula contratual que previa a ruptura do acordo e o brasileiro ficou a pé no GP da Itália, onde Stefan Johansson foi 4º colocado. Mas Senna voltaria para o GP da Europa e faria ainda um impressionante pódio em Portugal, o terceiro dele em seu ano de estréia na Fórmula 1.

Abaixo, o vídeo da (mais uma) histórica matéria de Reginaldo Leme para o Globo Esporte.




Equipes querem volta dos motores turbo

A Renault e a BMW Sauber estão defendendo a volta dos motores turbo à Fórmula 1, afastados da categoria desde o fim de 1988. De acordo com o jornal austríaco "Kronen Zeitung", as equipes propuseram que as novidades tenham capacidade de 1,5 litro e pressão de 1,5 bar e sejam implantadas na temporada de 2012.

Apesar dos atuais problemas de confiabilidade da Ferrari, não é surpresa que os rivais da equipe italiana queiram o fim da era dos V8 aspirados de 2,4 litros. Os pilotos com os motores italianos foram os que tiveram maiores velocidades em Valência, no fim de semana passado: Sebastien Bourdais (313 km/h), Kimi Raikkonen (313 km/h), Sebastian Vettel (313 km/h), Felipe Massa (312 km/h) and Adrian Sutil (311 km/h) foram os cinco mais rápidos.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

GP da Espanha - 1975: uma tragédia anunciada!

Este foi mais um trágico grande prêmio da Formula 1 realizado no dia 27 de abril de 1975.

O campeonato antes do GP da Espanha em Montjuich Park, vinha bem equilibrado. Em três corridas, três ganhadores diferentes e o Brasil tinha o líder e o vice-lider do campeonato a essa altura: Emerson Fittipaldi e José Carlos Pace.

Mesmo sabendo de alguns problemas na segurança da pista, a FIA fez vista grossa para checagem do circuito, a prefeitura de Barcelona prometeu concluir todas as exigências a tempo do GP. Chegando os treinos livres de sexta feira, os pilotos logo perceberam algo estranho na pista. Alguns guard-rails estavam praticamente soltos, não segurando sequer um esbarrão mais forte, o palco para confusão estava armado. A GPDA (Grand Prix Drivers Associantion) se reuniu exigindo obras imediatas no circuito sob a ameaça de não irem para a pista. Com pressão dos patrocinadores e dos organizadores do GP, alguns pilotos que não faziam parte da GPDA resolveram sair dos boxes e treinar. Ickx, Brambilla e Hunt foram os primeiros, depois seguiram mais alguns.

Finalmente uma solução, os administradores do circuito interviram a tempo e iniciaram uma obra para fixação dos guard-rails, só que precisava de muita mão de obra para realizar o serviço. Problema? Não! As equipes mandaram alguns mecânicos que ficaram a cargo de martelar e parafusar.

Sábado de manha, o circuito parecia melhores condições, mas mesmo assim alguns pilotos ainda relutavam em correr, encabeçando este grupo esta Emerson Fittipaldi - o Emmo. Depois de muita discussão e ânimos aflorados, os pilotos decidem correr. O GP vai acontecer!

Um após o outro, os pilotos vão a pista, mas Emerson se negava a correr. Sob grave punição se desobedecesse as ordens do patrocinador, Fittipaldi da algumas voltas bem lentamente no circuito alegando problemas no carro. Ele não se classifica para o GP.

A Ferrari domina os treinos e coloca Lauda e Regazonni na primeira fila, seguido por Hunt e Andretti.

Começa a corrida. Logo na largada uma confusão: a Parnelli de Mário Andretti da um leve toque na Ferrari de Niki Lauda, fazendo-o bater contra o Guard-rail, mas não antes de levar seu companheiro de equipe Clay Regazonni junto.

Regazonni mesmo com o bico quebrado e o pneu furado consegue levar seu carro ao Pit. Se unindo a Emerson, Arturo Merzario e Wilson Fittipaldi dão somente 1 volta e recolhem seus carros para os boxes em forma de protesto.

Com o bate bate da largada, Hunt e sua Hesketh se aproveitam do momento e partem para a ponta, mas não por muito tempo. A sina do primeiro colocado bater continua, um por um eles vão saindo da prova, depois de Hunt abandonar foi a vez de Andretti, que tinha tudo para vencer não fosse a traiçoeira pista espanhola. Na volta 17, Rolf Stommelen com sua Embassy Hill novinha se viu na ponta do GP, mas seguido de perto pela Brabham de Pace, a pressão continuou volta após volta até a 26, quando a tragédia acontece. Em uma parte de altíssima velocidade do circuito, a rasante, o novo suporte de fibra de carbono da asa traseira da Hill se quebra, provocando o total desprendimento da asa traseira do carro, justamente no ponto onde os carros precisavam de maior pressão aerodinâmica para não decolar. Pace não conseguiu desviar a tempo e viu de camarote Stommelen voar sobre os guard-rails e ir para cima de um posto de bombeiros onde três deles morrem instantaneamente com o violentíssimo choque a mais de 250 km/h. Sobrou também para um fotógrafo que ficava à beira da pista. Com o impacto, os fios de comunicação se romperam e os comissários não tiveram como avisar o acontecido rapidamente para a direção de prova.

Resultado, a prova só foi paralizada depois de aproximadamente 10 minutos do acidente. Sabendo do acontecido, a direção de prova imediatamente dá a bandeira vermelha e interrompe a prova.

Além de 4 mortes no local, o acidente feriu varias pessoas, uma delas morreria dias depois em um hospital da região. Stommelen incrivelmete escapa vivo do acidente, mas com muitas dores e fraturas,. Fica aguardando o atendimento médico dentro de sua Hill retorcida.

Com a prova encerrada antes de seu fim, os pilotos receberam metade dos pontos da prova. A vitória foi herdada por Jochen Mass, companheiro de Emerson. Ickx de Lotus e Reutemann de Brabham completam o pódio. Menção honrosa para a italiana Lella Lombardi, que se tornou a única mulher a marcar ponto na F1 chegando em sexto.

Com um fim de semana tão trágico como este, a bela Montjuich nunca mais sediaria uma prova da categoria.


Rolf Stommelen momentos antes da largada do GP da Espanha

Niki Lauda lagou na pole position ...

James Hunt se aproveita da confusão na largada e assume a ponta ...

Arturo Merzario junta-se a Fittipaldi em protesto, dá somente uma volta, ...

... assim como Wilson Fittipaldi

O novo GH1 de Stommelen não resistiu a Montjuich e causou o gravíssimo acidente

Stommelen e os destroços. O alemão teve muita sorte a mais de 250Km/h

Jochen Mass conquistou sua única vitória na carreira

O belga Ickx levou sua Lotus ao segundo posto ...

... e o argentino Carlos Reutemann fechou o pódio

Menção honrosa para Lella Lombardi que mesmo largando da última fila consegue marcar ponto.

Ainda no páreo...

A duas rodadas duplas do término do campeonato da GP2, Lucas di Grassi mostrou em Valência que ainda tem gás para disputar com Giorgio Pantano e Bruno Senna o título da temporada 2008 - mesmo com três rodadas duplas a menos que seus oponentes.

Com a vitória conquistada na prova curta do domingo, a segunda dele no campeonato, Lucas soma 51 pontos - vinte a menos que o líder Pantano, que salvou um valioso terceiro lugar mercê a punição imposta pelos comissários a Luca Filippi, da Arden.

Na 12ª volta, o piloto italiano bateu em Romain Grosjean, que lhe roubara momentaneamente a liderança. Sabe-se nos bastidores que existe um clima animoso entre os dois, em razão dos privilégios que Grosjean tinha na ART Grand Prix em detrimento a Filippi, que se apagou no campeonato feito uma vela e foi buscar novos ares numa nova equipe.

O entrevero deu a Lucas a ponta e de lá ele não saiu mais. O vice-líder do campeonato, Bruno Senna, errou e bateu sozinho depois de ultrapassar Andreas Züber na briga pelo quarto lugar. Outra confusão aconteceu entre Sebastien Buemi e Adrián Valles, que se enroscaram e por pouco não trocaram sopapos nos boxes.

Diego Nunes, da fraquíssima DPR, brilhou intensamente na prova valenciana e foi o quarto colocado. Carlos Iaconelli e Alberto Valério, diante da fragilidade de suas equipes, também comemoraram o fato de chegar ao final. Mas dos três, quem mais tem se sobressaído, sem dúvida, é Diego Nunes.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A volta por cima, na beira do Mediterrâneo

Por Rodrigo Mattar

Vou abusar de franqueza: o GP da Europa, na nova pista de rua de Valência, foi chatíssimo, de dar sono. Mas teve lá as suas compensações, especialmente para Felipe Massa. Após a desilusão vivida na Hungria, quando o motor de sua Ferrari estourou sem aviso, o brasileiro foi soberano à beira do Mar Mediterrâneo. Fez a pole, liderou praticamente de ponta a ponta e venceu sua quarta corrida no ano.

Os 10 pontos da vitória foram importantes pois, além do triunfo - o nono da carreira, igualando Rubens Barrichello, Massa ultrapassou Räikkönen na classificação do Mundial de Pilotos. Tudo porque, desta vez, foi o motor do carro do finlandês que explodiu. Quero ver o que vão dizer aqueles que acreditavam em “teoria da conspiração” contra o brasileiro…

Lewis Hamilton fez o suficiente para chegar em segundo e assegurar mais oito pontos. Com 70 somados, ele tem vantagem de seis para Felipe e 13 sobre Kimi, o que nesta altura do campeonato é considerável - mas se lembrarmos do ano passado, não representa tanto assim.

Enfim, numa corrida onde só aconteceram três ultrapassagens na pista, nenhuma entrada do Safety Car e dois pequenos acidentes - um deles tirando de combate o ídolo local Fernando Alonso ainda na primeira volta - na pista e outras duas ocorrências nos boxes - a mais grave delas quando um mecânico da Ferrari foi atropelado por Räikkönen, destaca-se também o pódio de Robert Kubica com a BMW; a boa performance da Toyota, de novo nos pontos com Trulli em quinto e Glock em sétimo; o excelente Sebastian Vettel cravando três pontinhos com a STR e, alvíssaras, a Williams na zona de pontuação com Nico Rosberg.

A corrida perfeita de Massa só teve um pequeno senão: quando foi liberado pela equipe após o segundo pit, o brasileiro quase colheu a Force India de Adrian Sutil, que vinha na pista de rolamento, saindo dos boxes. A alegação foi que os mecânicos não viram o carro do alemão e Massa teve que deixá-lo sair à sua frente. O piloto foi multado em 10 mil euros.

Nelson Ângelo Piquet conseguiu terminar a prova, a duras penas, em 11º e último dos que completaram as 57 voltas do vencedor. Rubens Barrichello, que largou dos boxes, também chegou ao final carregando o Honda, com insolúveis problemas de freio, até o décimo-sexto lugar.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Raikkonen nega falta de motivação e diz que busca o título


por Estadão

O piloto finlandês Kimi Raikkonen respondeu as criticas que recebeu por sua aparente "falta de motivação". De acordo com o piloto da Ferrari, ele está empenhado nos treinos e tem como único objetivo nesta temporada conquistar o título do Mundial de Fórmula 1.

"O que importa é ter um ponto de vantagem sobre os concorrentes após a corrida do Brasil [a última da temporada]", afirma o piloto. "Quero apenas conquistar o campeonato. O resto não tem nenhuma importância."

O último a criticar Raikkonen foi o ex-piloto da Ferrari Niki Lauda. O austríaco afirmou que o brasileiro Felipe Massa tinha mais chances de vencer o inglês Lewis Hamilton, da McLaren.

"A parte mais importante do campeonato está começando agora", diz Raikkonen, que neste domingo disputará o Grande Prêmio da Europa, no Circuito de Valência. "Cada corrida é fundamental para conquistar o título. É nisso que vou me concentrar."

Kubica não quer pensar numa futura transferência

por Estadão


O polonês Robert Kubica quer se concentrar apenas na disputa do Mundial de Fórmula 1. Treze pontos atrás do líder Lewis Hamilton, da McLaren, o piloto da BMW Sauber disse que não está preocupado com uma possível transferência para a Ferrari, em 2009.

"Para mim, o mais importante é estar feliz com o que faço", disse Kubica, que tem 49 pontos no mundial. "Existem muitos pilotos que esperam uma vitória [no GP da Europa, em Valência-ESP, neste domingo]. Eu quero realizar uma boa prova."

Para o ex-campeão Damon Hill, Kubica se tornará uma potência da Fórmula 1 quando tiver um carro adequado (Ferrari ou McLaren). "Ficarei surpreso se essas equipes não quiserem contar com o polonês na próxima temporada", explica Hill.

Kubica tornou-se personalidade na Polônia. O piloto conta que evita visitar o país para não sofrer com o assédio. "É triste, mas não tenho mais liberdade. Não posso sair nem cinco minutos na rua que alguém já me pára e puxa conversa."

Recordar é viver...

Pessoal, o vídeo a seguir é para um momento de recordação do quarteto mágico da TV brasileira... bons tempos... e bom divertimento!


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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Homenagem à F1...

Vejam este vídeo... e digam quem está cantando e quem é o motorista do carro...

Abraços...
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Impossível uma previsão

por Claudio Carsughi

Domingo volta a Fórmula 1 e o faz num circuito de rua, totalmente inédito : o de Valência. O que se sabe é que tem alguma semelhança com Mônaco, mas oferece áreas de escape bem maiores (o que é louvavel), tem alguns pontos de ultrapassagem (coisa que vai valorizar o espetáculo), e tanto McLaren como Ferrari declararam sua confiança num resultado positivo. Naturalmente trata-se das costumeiras declarações "politicamente corretas", já que ninguém revela seus verdadeiros pensamentos.

A única exceção, e ainda assim devidamente mascarada atrás da afirmação que se trata de um sonho, foi do simpático Norbert Haugh, o responsável Mercedes na McLaren, afirmando acreditar na quarta vitória consecutiva.

O que se pode dizer é que se o sonho de Haugh se realizar, as chances de sucesso final de Hamilton vão se robustecer de forma clara e consistente, mesmo que o caminho, até o término do Mundial seja ainda longo.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Balé em seis rodas

Uma bela imagem. Provavelmente em Interlagos. Um belíssimo balé em seis rodas proporcionado por Patrick Depailler e o “sueco voador” Ronnie Peterson, na temporada de 1977.

Cá pra nós, os dois foram exemplos puros de velocidade, raça, talento, garra e, lamentavelmente pouca sorte. Não conquistaram títulos na F-1, faleceram prematuramente - Peterson aos 34 anos, Depailler aos 35 - mas estão no coração e na memória dos torcedores.




O adeus da estrela vermelha

por Rodrigo Mattar

A companhia petroleira americana Chevron, dona da marca Texaco, vai se retirar do automobilismo. A estrela vermelha estampada no Dodge #42 de Juan Pablo Montoya será substituída por um novo patrocinador na equipe Chip Ganassi with Felix Sabates na Nascar.

Só nesta categoria, foram mais de 20 anos de envolvimento, com pilotos como Davey Allison, Ricky Rudd, o falecido Kenny Irwin Jr., Jamie McMurray e agora Montoya. É bom lembrar, também, que na ChampCar a marca esteve presente na equipe Newman-Haas, patrocinando os carros de Michael Andretti, Nigel Mansell, Mario Andretti, Cristiano da Matta e Christian Fittipaldi por vários anos.

Na Fórmula 1, a Texaco foi co-patrocinadora da McLaren entre 1974 e 1978, período em que Emerson Fittipaldi e James Hunt conquistaram títulos do Mundial de Pilotos. A marca saiu da categoria máxima em fins de 79, depois que a Wolf fechou as portas.

No Brasil, segundo diz a reportagem do site Grande Prêmio, a Texaco deve também parar com os investimentos no automobilismo brasileiro, uma vez que a marca foi comprada pela Ipiranga.

O envolvimento da companhia por aqui também é tradicional: remonta à parceria vitoriosa com a Petrópolis Competições, de Wulf Seikel, na Fórmula Ford, Fórmula 3 Sul-Americana e Fórmula Chevrolet, passando pelo Brasileiro de Marcas e, mais recentemente, com a Stock Car. A marca patrocina dois carros neste ano: o Astra de Thiago Camilo e o Peugeot de Giuliano Losacco.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Circuito de Valência, desafio para pilotos e máquinas

por Livio Oricchio

Uma coisa é você ter contato com um circuito através de mapas, imagens de câmeras instaladas nos carros. Outra é conhecê-lo pessoalmente. Mas tendo por base o que já foi disponibilizado para a imprensa e o público, dá para conversarmos sobre o palco da próxima etapa do campeonato, domingo, em Valência.

O que primeiro chama a atenção da pista do GP da Europa, 12º do calendário da F-1, é a presença de segmentos de elevadíssima velocidade. Em especial por se tratar de um traçado de rua. A curva 1, depois da linha de chegada, foge a todas as regras: deverá ser percorrida em 7ª marcha a cerca de 290 km/h. Sua área de escape não é proporcional à velocidade.

Não imagine, por favor, que é uma curva como a 13 de Indianápolis, em que todos a percorrem de pé em baixo, sem dificuldade. A curva 1 de Valência, ao que parece, exigirá perícia e coragem.

Pouco antes da curva de acesso à reta dos boxes, há um S de alta velocidade que, da mesma forma, impressiona. A aproximação deverá ser em 7ª a 310 km/h e a seqüência de curvas a mais ou menos 280 km/h. E de novo o piloto tem de torcer para não perder o controle do carro porque se sair da pista vai colidir na barreira de pneus em elevada velocidade.

Além da destreza do piloto em curvas de alta, os 5,4 quilômetros do circuito (11 curvas para a direita e 14 para a esquerda) apresentam cinco pontos de frenagem difíceis. Chega-se sempre muito rápido para sair da curva em 1ª ou 2ª marcha. Há divergências sobre o números das curvas. Em princípio são as freadas das curvas 2, 7, 9, 12 e 17.

Diante desse quadro, podemos concluir que o piloto fará muita diferença em Valência. Mais: há pontos de ultrapassagem, em quase todas essas freadas fortes, e o que mais será solicitado dos carros é motor, para longos trechos de aceleração plena, e freios muito eficientes.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O quarto elemento


Por Rafael Lopes

Quem é o maior adversário de F
elipe Massa na temporada 2008? Lewis Hamilton? Robert Kubica? O companheiro de equipe Kimi Räikkönen? Todos são, sem dúvida, ossos duros de roer. Mas nenhum dos três vem dando tanta dor de cabeça ao brasileiro quanto uma palavrinha de quatro letras que dá calafrios muita gente. Na real, é o tal do azar quem está tirando o sono de Felipe Massa.

Cometendo alguns erros no início do ano, o piloto da Ferrari se viu eliminado das duas primeiras corridas sem marcar um ponto sequer. Com a temporada começando apenas no GP do Bahrein, Massa se viu forçado a dar o melhor de si mesmo, caso quisesse continuar com chances de conquistar o título. E assim o fez. No entanto, ao passo que fazia corridas brilhantes, via uma nuvem negra cada vez mais espessa teimando em acompanhá-lo.

Com as vitórias no Bahrein, na Turquia e na França – esta última com uma inesperada mãozinha da sorte, Massa chegou à liderança do Mundial. Mas foi vítima de problemas num pit stop no Canadá, de uma estratégia equivocada em Mônaco, dos freios que falhavam na Alemanha e, mais recentemente, de um motor estourado na Hungria. Por outro lado, suas cinco rodadas na Inglaterra contribuíram para mais uma prova fora dos pontos.

Esta alternância de grandes resultados com erros e azares lembra bastante o inferno astral vivido por Ayrton Senna quando defendia o primeiro título pela McLaren. Mesmo após um final controverso, o brasileiro acabou derrotado, no fim das contas, por não ter acumulado pontos o bastante para equilibrar as forças na disputa pelo campeonato. E pagou por isso quando precisou ir para o tudo ou nada.

Mas a diferença entre o Senna de 1989 e o Massa de 2008 pode ser a salvação de Felipe: enquanto Ayrton corria apenas contra o companheiro Alain Prost, o cenário atual mostra outros três pilotos, de três equipes diferentes, competindo e tirando pontos uns dos outros. O que alimenta a esperança de que, apesar dos azares, Felipe tenha chances de correr por fora. E assim, quem sabe, virar o jogo na hora certa.

O Velho Shumi

O heptacampeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher não fez feio em sua estréia no Mundial de Endurance da FIM neste sábado, 09/08, em Oschersleben, na Alemanha. Compondo um trio com Matthias van Hammerstein, também alemão, e com o austríaco Martin Bauer, eles largaram em nono no grid com uma Honda CBR 1000 RR. Após uma performance promissora nas voltas iniciais, tiveram problemas com o setup da moto, sendo obrigados a uma longa parada nos boxes. Depois disso, sem chance de disputa nos 10 primeiros lugares, voltaram à pista até abandonarem com 160 voltas completadas e 6h18min percorridos. Terminaram em 44º lugar.

A vitória ficou com a Kawasaki France, que ironicamente tem dois pilotos espanhóis - Ivan Silva e Julian Mazuecos, além de Erwan Nigon. O trio completou 305 voltas nas oito horas de prova, uma a mais que Igor Jerman / Steve Martin / Steve Plater, da Yamaha Austria. A Suzuki de Julien da Costa / Matthieu Lagrive / Vincent Philippe, atuais campeões mundiais, chegou na terceira posição.

Destaque para a boa participação de duas BMW HP2 Sport que venceram na categoria Open, onde estava a Honda de Schumacher. A moto de Thomas Hinterreiter / Richard Cooper chegou em 12º, logo na frente do trio formado por Rico Penzkofer / Stéphane Mertens / Grégory Fastre.

A próxima prova do Mundial é o Bol d’Or de 24 Horas em Magny-Cours na França.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Bruno Senna descarta entrar na Fórmula 1 como piloto de testes


O brasileiro Bruno Senna afirmou nesta terça-feira que não pretende entrar na Fórmula 1 na condição de piloto de testes. Para o atual vice-líder da GP2, principal categoria de acesso à elite do automobilismo mundial, entrar na condição de testador atrasaria seu nível de competitividade, pois ficaria pelo menos um ano sem participar de corridas.

- Para mim é mais vantajoso entrar como titular. Assim, em um ano eu teria aliado o aprendizado completo em GPs e treinos de definição de grid com a experiência na categoria – comentou, em entrevista a revista ‘GP week’.

O brasileiro teve seu nome envolvido em especulações que o colocavam nos cockpits da Williams, ligada a um de seus patrocinadores, e Toro Rosso, pelo fato de Gerard Berger, co-proprietário da escuderia, ser um dos melhores amigos do tricampeão mundial Ayrton Senna, morto em 1994 e tio de Bruno.

- Fazer uma volta rápida nos testes e na qualificação para o grid de uma corrida são coisas totalmente diferentes. Além disso, tráfego de corrida é algo que, definitivamente, não é possível aprender apenas fazendo testes – ressalta, sem confirmar negociações.

Alonso: ‘Renault estará longe do título em 2009’

O espanhol Fernando Alonso afirmou nesta terça-feira que não crê na possibilidade de a Renault voltar a disputar o título mundial da Fórmula 1 na próxima temporada. O piloto, campeão mundial pela equipe de Flavio Briatore em 2005 e 2006, acha impossível tamanha evolução em apenas um ano.

Nas primeiras 11 provas, a escuderia conseguiu apenas um pódio – de Nelsinho Piquet, na Alemanha – e ocupa apenas a quinta posição no mundial de construtores, com 31 pontos.

- As melhoras acontecem passo-a-passo e temos uma desvantagem muito grande para ser tirada apenas de um ano para outro. Nunca vi uma equipe ser a melhor de uma temporada após passar a anterior ocupando a quarta ou quinta posição na tabela de classificação – opinou.

Para o espanhol, oitavo colocado no mundial de pilotos, com 18 pontos, nem as mudanças no regulamento previstas para serem postas em prática em 2009 – introdução do sistema de recuperação de energia cinética, volta dos pneus lisos (slicks) e diminuição da carga aerodinâmica – farão com que a Renault brigue por vitórias.

- Os grandes saem na frente, de qualquer forma. Mesmo que não possam levar todos os avanços aerodinâmicos para 2009, as equipes que estão muito atrás de Ferrari e McLaren teriam que realizar um milagre para disputarem o título.

Abandono de Massa foi causado por problema na pressão do óleo do motor

Rob Smedley, engenheiro de Felipe Massa, confirmou que o abandono do brasileiro no GP da Hungria foi causado por um problema na pressão do óleo. De acordo com o site da TV inglesa Setanta Sports, o piloto da Ferrari foi muito elogiado por seu desempenho e sua largada na corrida em Hungaroring, quando ultrapassou Lewis Hamilton, por fora, na primeira curva.

- Não temos idéia do que aconteceu naquele minuto. Só sabemos que foi um problema na pressão do óleo do motor. É tudo o que sabemos. Estamos muito decepcionados, já que estávamos muito perto da vitória. Foi uma ótima largada de Massa - diz Smedley.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Jornal inglês diz que Alonso está perto de assinar contrato milionário com a Honda


Fernando Alonso estaria perto de assinar um contrato de US$ 15 milhões para correr na Honda na temporada 2009. De acordo com o jornal inglês "The Guardian". O espanhol está atualmente na Renault e ansioso para voltar a vencer após uma temporada decepcionante na McLaren em 2007.

No entanto, o espanhol não veria a equipe japonesa como uma empregadora a longo prazo. Especulações dão conta de que o piloto de 27 anos poderia ir para a Ferrari em 2010. Para o "The Guardian", Rubens Barrichello sairá da Honda para a chegada de Alonso em 2009.

- Fernando é um piloto maravilhoso e seria um grande valor para qualquer equipe grande, inclusive a nossa. Meu trabalho e o de Ross Brawn é construir um time capaz de ser campeão do mundo - diz Nick Fry, executivo-chefe da Honda.

Azar de Massa e Heikki Kovalainen vence pela primeira vez na carreira


Heikki Kovalainen venceu o GP da Hungria, disputado neste domingo no circuito de Hungaroring. O finlandês contou com o azar de Felipe Massa, que tinha assumido a ponta na largada, após ultrapassar Lewis Hamilton, e fazia uma corrida perfeita, com o triunfo praticamente garantido, quando seu motor quebrou na reta dos boxes, a três voltas do fim da prova.

Hamilton estava na segunda posição, mas um furo no pneu dianteiro esquerdo na 41ª volta arruinou sua corrida. O inglês ainda se recuperou e chegou na quinta posição. Timo Glock, da Toyota, fez uma excelente corrida e subiu pela primeira vez ao pódio, em segundo. Ele suou para conseguir o resultado, após sofrer uma forte pressão de Kimi Raikkonen, atual campeão do mundo, nas últimas voltas. O finlandês terminou em terceiro.

Fernando Alonso, da Renault, assegurou o quarto lugar, seguido de perto por Hamilton. Nelsinho Piquet, com uma tática diferente, chegou em um ótimo sexto lugar e pontuou pela terceira vez em quatro provas. Jarno Trulli, da Toyota, foi o sétimo e Robert Kubica, com uma decepcionante BMW Sauber, apenas o oitavo, fechando a zona de pontuação.

Com a quebra na penúltima volta, Felipe Massa caiu para a terceira posição no Mundial de Pilotos, a oito pontos de Lewis Hamilton, que manteve a ponta no campeonato mesmo com o pneu furado. Kimi Raikkonen subiu para segundo, cinco atrás do inglês da McLaren. A próxima etapa da temporada 2008 da Fórmula 1 será o GP da Europa, disputado no novíssimo circuito de rua de Valência, no dia 24 de agosto.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

GP da Hungria

por Rafael Lopes

Chegamos ao GP da Hungria, tradicionalmente um dos mais monótonos da Fórmula 1. Tudo porque o circuito de Hungaroring, construído em 1986, é muito estreito e recheado de curvas, com nenhum ponto de ultrapassagem. Mas neste ano a história promete ser um pouco mais quente. Quatro pilotos chegam a Budapeste na briga pelo título: Hamilton, Massa, Raikkonen e Kubica.

Além disso, a temporada tem um incrível equilíbrio entre Ferrari e McLaren na luta pela primeira posição. A temporada teve, no início, um momento favorável à equipe inglesa, depois viu o domínio dos italianos e, nas últimas etapas, Hamilton liderou a reação do time de Ron Dennis. Outro ponto curioso é que os postulantes ao título têm desempenhos bem inconstantes no ano.

Tomando como base as últimas corridas, a McLaren deve continuar em seu potencial de crescimento, já que Hungaroring exige muita tração, um dos pontos fortes do carro inglês. Mas a Ferrari não pode ser considerada carta fora do baralho, pois o F2008 é bom e deve dar trabalho. O fato é que não deve chover, já que a meteorologia disse que fará sol durante todo o fim de semana, com apenas 5% de chances no dia da prova. Ou seja, vem aí mais uma corrida quente e monótona…