quarta-feira, 26 de novembro de 2008

TÚNEL DO TEMPO (I)

GP da Itália de 1967, em Monza.

Contornando a parabólica, os pilotos John Surtees da Honda RA300 e Bruce McLaren da McLaren M5A-BRM.
A vitória foi de John Surtees, da Honda, com Jack Brabham, da Brabham, em segundo a apenas 00,20s de diferença e Jim Clark, da Lotus, em terceiro.

Recordar é viver...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Novidades para 2009: visual estranho!

A Williams é a primeira equipe a revelar os aerofólios dianteiro e traseiro para a temporada 2009. O piloto Jonathan Kennard testou o FW30, carro que a equipe inglesa usou na temporada 2008, porém já equipado com as novas asas, no Aeródromo de Kemble, na Inglaterra. A equipe já tinha avaliado o aerofólio traseiro para 2009 em setembro, no circuito de Barcelona. Mas o novo bico só apareceu neste teste.

Robert Kubica e sua BMW Sauber com as asas do regulamento de 2009 nos testes de Barcelona. Um visual estranho, muito estranho.

Rubinho x Schumi

O heptacampeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher reagiu aos planos do brasileiro Rubens Barrichello de lançar um livro contando os bastidores de seus anos na Ferrari. O alemão, que foi companheiro de Rubinho durante seis temporadas (2000 a 2005), descartou nesta segunda-feira qualquer possibilidade da escuderia italiana ter prejudicado o desempenho do brasileiro nas pistas.

- Ninguém pode te fazer mais lento por causa de um contrato. Se você é rápido, você é rápido e, então, é o número 1 - disse o Schumacher, de acordo com o jornal alemão "Express".

Recentemente, Barrichello revelou que poderia lançar um livro em que contaria a história de seus anos na Ferrari. De acordo com o piloto, os fãs do automobilismo conheceriam menos da metade do que aconteceu em sua passagem pela equipe italiana.

Bruno Senna: primeiro teste na F1

Duas semanas depois do encerramento da temporada de 2008 no GP do Brasil, a Fórmula 1 já começa a preparação para a temporada de 2009. Nesta segunda-feira os testes coletivos do inverno europeu terá como grande novidade o brasileiro Bruno Senna, que fará seu primeiro teste na categoria pela Honda no circuito da Catalunha, em Barcelona.

O vice-campeão da GP2 andará no período da tarde com o modelo RA108 de 2008, mas já adaptado à aerodinâmica do carro de 2009 e com os pneus Bridgestone slick, que substituirão os com ranhura que vinham sendo usados até então.

O inglês Jenson Button e o austríaco Alexander Wurz desenvolverão a parte principal dos testes, que serão encerrados na quarta-feira. Bruno ainda voltará ao cockpit no último dia, quando treinará o dia inteiro juntamente com Button. Terceiro colocado na GP2, Lucas di Grassi também será avaliado pela equipe. Rubens Barrichello, que também disputa um lugar no time, sequer participa das sessões.

O programa completo da Honda em Barcelona é este:
Segunda-feira - 17/11/2008
Alexander Wurz
Lucas di Grassi (manhã)
Bruno Senna (tarde)

Terça-feira - 18/11/2008
Jenson Button
Lucas di Grassi

Quarta-feira - 19/11/2009
Jenson Button
Bruno Senna

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

McLaren homenageia Hamilton

O piloto inglês Lewis Hamilton, recém-coroado campeão da Fórmula 1, retornou nesta quarta-feira à sede da McLaren e prometeu aos funcionários da equipe que continuará na escuderia pelas próximas temporadas.

A fábrica da McLaren, localizada nos arredores de Londres, parou para aclamar Hamilton, que entrou no local dirigindo o carro usado na emocionante final do campeonato mundial, no último fim de semana, no Grande Prêmio do Brasil.

O campeão mais jovem da Fórmula 1 foi cegado por um mar de flashes de câmeras quando subiu em uma plataforma repleta com os troféus acumulados em suas duas temporadas na categoria - 22 chegadas de pódio em 35 corridas.

Mais de 1.000 empregados, muitos deles com as roupas laranjas da escuderia e outros chorando de emoção, vibraram enquanto Hamilton fazia seus agradecimentos.

Foi merecido... parabéns campeão!

Bruno Senna fará testes na Honda

Equipe japonesa fará uma espécie de vestibular com pilotos; di Grassi e Barrichello também têm chances.

A Honda confirmou nesta segunda-feira a participação de Bruno Senna em uma sessão de testes no circuito de Barcelona, entre 17 e 19 deste mês. Será a primeira vez que o brasileiro testará um carro de Fórmula 1. Senna é candidato a uma vaga na equipe para a temporada de 2009.

O teste com a Honda já era dado como certo, mas faltava uma confirmação oficial da montadora japonesa. Ross Braw, chefe da equipe está contente por proporcionar esta oportunidade a Bruno, enquanto continuam avaliando opções para formar a dupla de pilotos para a próxima temporada.

Com Jenson Button já garantido para 2009, a Honda fará uma espécie de vestibular para decidir seus pilotos. Além de Bruno Senna e Rubens Barrichello, outro brasileiro que deve participar dos testes é Lucas Di Grassi. O japonês Takuma Sato também pode ser testado.

Bruno disse estar animado por ter essa chance de fazer seu primeiro teste na Fórmula 1. É a realização de seu. Tomara que dê certo! Boa Sorte...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Massa não é apenas um grande piloto


por Livio Oricchio

Há derrotas em que a torcida do seu ídolo sai do autódromo, estádio, ginásio, seja lá o que for, de cabeça erguida. Doída, claro, pela perda da vitória ou título, mas feliz, orgulhosa de seu piloto, equipe. Acabara de demonstrar sua imensa capacidade e altivez, elegância para ver o adversário celebrar a conquista e ainda elogiá-lo, reconhecendo a perda.

Mas deixou no ar um certo ar de superioridade técnica. As circunstâncias, o desenrolar do campeonato, nas etapas anteriores, é que acabaram por comprometer as possibilidades de, na última prova, estar numa condição matemática mais favorável para ser campeão.

Massa foi melhor do que todos, ontem. Venceu não apenas a corrida, mas a falta de credibilidade que parte da torcida ainda tinha quanto a seus verdadeiros dotes de piloto. Ficou claro que, definitivamente, dá para acreditar nele. Numa das corridas mais difíceis da temporada, cheia de mudanças de condições, asfalto molhado, seco, molhado, pouca e muita água na pista, safety car, o piloto da Ferrari não cometeu o mais leve erro.

Ganhou como um campeão. E se Timo Glock não tivesse perdido 19 segundos para Lewis Hamilton na última volta, por estar com pneus de pista seca na chuva, quem estava comemorando a conquista, agora, seria Massa. E quer saber de uma coisa? Sem dúvida nenhuma de quase ninguém na própria Fórmula 1, com todos os méritos. Se existe um piloto que evoluiu como talvez nenhum outro na história no mínimo das últimas décadas da competição é Massa.

Ficou no ar um gostinho de que se tivesse ficado com ele o título, ao menos pelo que realizou ontem, seria mais justo. Mas a maturidade de Massa se manifestou, também, depois de ouvir a dura informação de seu engenheiro, Rob Smedley, de que Hamilton havia passado Glock e, com o quinto lugar, era o campeão.

Mostrou a grandeza dos verdadeiros vencedores, ao dizer com enorme equilíbrio que deixava Interlagos de cabeça erguida, fez o que era possível - com que competência - e sentia-se orgulhoso de si próprio, da equipe e da torcida. Cumprimentou Hamilton e reconheceu que sua conquista foi merecida, sem controvérsias. É de gente como Massa que o Brasil precisa.

Massa vence em Interlagos, merecia ser campeão, mas título é de Hamilton


por Livio Oricchio

Houve um momento, depois da bandeirada do GP do Brasil, ontem em Interlagos, em que as duas famílias celebravam a conquista do título. A de Felipe Massa, nos boxes da Ferrari, e a de Lewis Hamilton, nos da McLaren. E os dois pilotos, no cockpit de seus carros, perguntavam desesperadamente pelo rádio às equipes quem havia sido o campeão. A maioria dos 75 mil torcedores nas arquibancadas comemorava da mesma forma, com euforia, a conquista do Mundial. Esse quadro dá bem idéia da intensidade das emoções vividas por todos na incrível etapa de encerramento da temporada, a mais espetacular da história. Alguns segundos depois de cruzar a linha de chegada, a dura verdade no autódromo: Hamilton é o campeão!

Parte importante das pessoas que desejavam ver Massa dar à nação um campeonato que o Brasil não vence desde 1991, com Ayrton Senna, começou a chorar. “Meu engenheiro me avisou quando eu estava na curva 3 (saída do S do Senna) que o Lewis Hamilton havia ultrapassado o Timo Glock e era o campeão”, disse Massa, com a voz embargada. Muitos não sabiam ainda o que estava acontecendo, não sabiam o que pensar. O dia 2 de novembro de 2008 já está na antologia da Fórmula 1. Desde que a competição começou a ser disputada, em 1950, nunca uma prova decisiva foi tão carregada de tudo: tensão, ansiedade, vibração, emoções antagônicas.

Hamilton foi campeão a 700 metros da linha de chegada, na última curva da última volta da última etapa do campeonato. Na história do autódromo também, iniciada em 1940, nunca um evento teve tanta importância e nunca seu desenvolvimento gerou tamanha carga emotiva. Massa venceu o GP do Brasil, sua sexta vitória no ano, e Hamilton às duríssimas penas classificou-se em quinto, ao ganhar a posição de Glock na curva da Junção, sob a chuva que mudou o cenário da corrida. Se terminasse na sexta colocação, como estava até encontrar o alemão da Toyota com pneus para pista seca, Massa seria o campeão.

Como nem todos se deram conta de que o piloto que o fantástico Sebastian Vettel, da Toro Rosso, quarto, e Hamilton haviam ultrapassado na Junção era Glock, os integrantes da Ferrari e da McLaren não sabiam se podiam celebrar ou lamentar. “Meu coração estava prestes a explodir. Eu rezava para poder me aproximar do Glock e não acreditei quando o vi na saída da curva 10. Só posso dizer ‘Obrigado, meu Deus’”, contou, em extase, Hamilton.

A variação da condição do tempo foi a maior responsável por tantas alternativas ao longo das 71 voltas do GP do Brasil. A rápida pancada de água atrasou a largada em 10 minutos e quando voltou a cair, a oito voltas da bandeirada, gerou uma mexida na classificação que ninguém sabia mais o que iria acontecer.

Assim como o alemão Vettel colocou em xeque o título de Hamilton, ao ultrapassá-lo a três voltas do fim, outro alemão, Glock, foi o responsável pelo mais jovem campeão do mundo, aos 23 anos, conquistar seu primeiro título. O quinto lugar era o mínimo que necessitava. Ontem, no entanto, seu trabalho não representou o que fez na temporada, responsável pelo merecido título. Hamilton foi amplamente ofuscado por Massa. Num certo sentido, o resultado do GP do Brasil, Massa, Fernando Alonso, da Renault, em segundo, e Kimi Raikkonen, Ferrari, em terceiro, além das colocações de Massa e Hamilton, não deixou de agradar todos os lados envolvidos na competição. O piloto da McLaren está até agora comemorando o título, Massa de certa forma ficou feliz com a vitória em casa com performance de campeão, e a torcida, definitivamente, acredita nele agora.

Não acabou: a Ferrari conquistou o Mundial de Construtores, a torcida assistiu a um dos maiores espetáculos esportivos já realizados no Brasil e Bernie Ecclestone, promotor da Fórmula 1, viu pela quarta vez seguida o campeonato ser definido na última etapa do calendário, sempre em Interlagos, e, como em 2007, campeão e vice separados por apenas um ponto, 98 a 97. O GP do Brasil de 2008 não será esquecido jamais!

Decisão foi a mais fantástica da história

por Livio Oricchio

Desde que a Fórmula 1 começou a ser disputada, em 1950, ontem foi a 25ª vez que o título acabou definido na etapa final do campeonato. Não como ontem, mas em outras edições do Mundial também as emoções foram fortes. Em 1956, o inglês Peter Collins, da Ferrari, parou e cedeu seu carro para o argentino Juan Manuel Fangio, que tivera problemas no GP da Itália. Fangio assumiu a Ferrari, durante a corrida – era permitido – recebeu a bandeirada em terceiro e acabou campeão. O inglês Stirling Moss, da Maserati, ganhou a corrida mas foi vice.

Em 1958, o inglês Mike Hawthorn, da Ferrari, conquistou o título porque seu companheiro, o norte-americano Phil Hill, o deixou passar na última volta para ser segundo e de novo Moss, da Vanwall, ser segundo no Mundial. O escocês voador chorou no dia 25 de outubro de 1964, na cidade do México. Liderou a prova com sua Lotus até a última volta. De repente o motor Climax quebrou. Clark seria campeão do mundo pela segunda vez. Com o abandono, Lorenzo Bandini permitiu ao companheiro de Ferrari, John Surtis, ultrapassá-lo para ser segundo e campeão do mundo.

Ainda esta viva na mente de muitos fãs da Fórmula 1 o GP do Japão de 1976. James Hunt, da McLaren, precisava do terceiro lugar para tirar de Niki Lauda, Ferrari, o título. O inglês demorou para trocar os pneus de pista molhada para os de asfalto seco e caiu para o quinto lugar. Na última volta, Hunt ganhou as posições de Alan Jones, da Surtees, e de Clay Regazzoni, Ferrari, chegou na terceira colocação e celebrou a conquista.

No GP da Austrália de 1986, Nigel Mansell, da Williams, ocupava o terceiro lugar, em Adelaide. Era o suficiente para ser campeão pela primeira vez. Na etapa anterior, a Pirelli forneceu um pneu para a Benetton que dava autonomia ao piloto terminar a corrida sem substituição e Gerhard Berger, da equipe italiana, venceu. A etapa de Adelaide era a seguinte. A Goodyear então fez um pneu que, supostamente, permitiria o mesmo a seus pilotos.

Não deu certo: o pneu traseiro esquerdo de Mansell explodiu na reta. A Williams precisou chamar Nelson Piquet, líder, para os boxes, para não acontecer o mesmo e, assim, perdeu a chance de ser campeão. Alain Prost, da McLaren, que vinha atrás, foi primeiro e comemorou o bicampeonato.

Ano passado, no Brasil também, Lewis Hamilton, da McLaren, se fosse quinto, ficaria com o título. Acabou em sétimo e, com a vitória, Kimi Raikkonen, da Ferrari, sete pontos atrás antes da largada, fez a festa.