terça-feira, 26 de abril de 2016

Canguru...

Temporada de 1995...

LX GP da Austrália - circuito de Adelaide...

#5 - Damon Hill - Rothmans Williams Renault - Williams FW17B - motor Renault RS7 V10 3.0 - pneus Goodyear...

Largando da pole position, Hill liderou 60 das 81 voltas sagrando-se vencedor do GP australiano...

Olivier Panis (Ligier) e Gianni Morbidelli (Footwork) completaram o pódio...

Além da Pole Position e da vitória, Damon Hill anoutou ainda a volta mais rápida da prova com o tempo de 01:17.943...

--> 13ª vitória de Damon Hill; 1º e único pódio de Gianni Morbidelli; 83ª vitória da equipe Williams; 1º e único pódio da equipe Footwork; 74ª vitória do motor Renault na F-1...

11 comentários:

Anônimo disse...

última prova de 95 com schumacher já campeao. E o alemão só não venceu mais uma porque abandonou a prova no início. Em 96 o schumi iniciaria sua trajetória na ferrari.

Carlos Vieira

Marcus Augusto disse...

Última vez que a F1 correu no circuito de Adelaide.

Silvio Maciel disse...

completando o comentário acima a prova teve outras 'despedidas' também: o campeão do mundo, Michael Schumacher, tinha assinado contrato com a Ferrari, equipa onde ficaria para o resto da sua carreira competitiva. Em troca, a Benetton recebia Gerhard Berger e Jean Alesi, pilotos da Ferrari. A Williams iria manter Damon Hill, mas despediu David Coulthard para ser substituido Jacques Villeneuve.

Douglas disse...

E ainda Gachot e a Pacific não pontuaram nas suas despedidas da F-1. Eles pretendiam correr em 1996, mas, por falta de dinheiro, a Pacific decidiu abandonar a categoria em Adelaide.

Fernando Becker disse...

Nunca consegui engolir o Damon Hill , mesmo achando ele uma das figuras mais simpáticas que já passaram pela F-1 . Era um piloto extremamente técnico e com alta sensibilidade pra acertar e desenvolver os carros , porém em termos de talento natural era muito limitado . Damon tinha o talento de Patrick Tambay , e a sensibilidade técnica de Émerson Fittipaldi .

Lucas Zava disse...

Ele mesmo admitia que não era um talento natural, mas foi um ótimo aluno. Pra quem começou a correr de verdade com 23, 24 anos, seus resultados são excelentes. A magnifica performance no gp da Hungria de 97 foi 100% mérito próprio, o carro era uma porcaria.

Fernando Becker disse...

Sim Lucas Zava, ele estava longe de ser um piloto ruim . Era "minimamente bom" , tal como Tambay , Patrese , De Angelis e Boutsen . Seus excelentes resultados deveram-se em muito aos magníficos Williams-Renault que teve em mãos durante a maior parte de sua carreira . Esses carros foram simplesmente OS MELHORES CARROS DA DÉCADA DE 90 !

Arlindo Silva disse...

Eu discordo. Hill foi mais piloto que Boutsen (que sinceramente nunca me pareceu piloto de time grande), Tambay (que só teve resultados enquanto guiou pela Ferrari e ainda assim não se impôs a outro piloto fraco) ou Elio de Angelis (que nunca teve velocidade entre suas melhores qualidades).

Hill ficou sozinho numa equipe visivelmente abalada no meio de 1994 e carregou o piano, mesmo recebendo um salário que ainda era de piloto de testes e com o próprio time volta e meia negociando com campeões ou outros pilotos mostrando que não confiava nele. E Damon fez um trabalho digno naquele ano.

Em 1995 foi batido por Schumacher em uma das melhores temporadas do alemão (diria que dos sete títulos de Schumacher esse fica entre os 3 melhores com facilidade) que explorou milimetricamente cada ponto fraco de Damon e da Williams. Ainda assim, ele bateu Coulthard com tranquilidade (David era visto com um piloto com mais potencial). E em 1996, Damon ganhou um campeonato em que mesmo não tendo ganho por antecipação, ele incontestavelmente foi superior ao seu parceiro de time.

O melhor sinal de que ele fazia um otimo papel na Williams ficou claro nos anos seguintes, quando o time contratou um piloto reconhecido pelo talento natural que pouco fez pelo time, além da gradual queda de performance do time em 1997 e especialmente em 1998.

O campeonato de 1997 teria um rumo beeeeeeem diferente se a Williams tivesse mantido Damon.

Fernando Becker disse...

Respeito muito suas colocações Arlindo , sempre inteligentes e com um excelente conhecimento histórico , porém o que sempre me pareceu é que Hill era um excelente piloto de testes e desenvolvedor de carros , porém com uma habilidade natural apenas modesta . Acho que na real ele foi um Jean Pierre Jabouille que venceu na vida : assim como o francês , possuía um excelente conhecimento técnico e sensibilidade para desenvolver e encontrar acertos ideais para os carros , porém sem ostentar maiores dotes de talento natural . Ambos conseguiam vencer corridas e fazer poles quando tinham o carro certo na hora certa . A diferença é que Hill desfrutou dessas circunstâncias por quatro temporadas seguidas , enquanto Jabouille teve essa glória em apenas alguns poucos GPs esparsos entre 1979 e 1980 .

Lucas Zava disse...

Por algum motivo tolo o Galvão implicava com Hill, isso me fez torcer por ele. O GP da Hungria foi um dos momentos mais frustrantes pra mim, a carroça funcionou bem o fim de semana inteiro, tinha que dar problema no fim! Ao menos ele conseguiu administrar a situação e terminou em segundo, se fosse outro piloto menos experiente, nem chegaria ao final da prova, mas em Spa no ano seguinte ele literalmente lavou a alma.

Maico Rian disse...

Essa prova foi narrada pelo Cléber Machado, me lembro bem. O dia dos acidentes bizarros: A patetada do ótimo Lamy, o acidente tosco do Schumacher com o Alesi e o Coulthard...ah, o Coulthard...melhor nem comentar como foi a despedida dele da Williams.