quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Túnel do Tempo... Luiz Pereira Bueno

Luiz Pereira Bueno, o "Peroba" e sua Surtees no GP Brasil de 1973
Era o segundo GP do Brasil de F-1 e já tinhamos quatro brazucas (Emerson/Lotus, Wilsinho/Brabham, Luiaz Pereira/Surtees e José Carlos Pace/Surtees) disputando as freadas e dividindo as curvas de Interlagos. E rendo aqui minha singela homenagem a Luiz Pereira Bueno, o “Peroba”, com sua Surtees-Ford TS9B, no GP do Brasil de 1973, em Interlagos, disputado no dia 11/02.

O brasileiro chegou na 12ª posição, quatro voltas atrás. O vencedor foi Emerson Fittipaldi, da Lotus, seguido por Jackie Stewart, da Tyrrell, e Denny Hulme, da McLaren.

Recordar é viver...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Senna e a Mídia Esportiva

O livro “Ayrton Senna e a Mídia Esportiva”, escrito por Rodrigo França, jornalista especializado em automobilismo, da editora AutoMotor, foi lançado semana passada e já está a venda em todo o Brasil. Segundo o que apurei, vale a pena ler. O material é muito bom.

Veja abaixo o texto de apresentação do livro:

“No ano em que Ayrton Senna completaria 50 anos, a editora AutoMotor lança o livro “Ayrton Senna e a Mídia Esportiva”, de autoria do jornalista Rodrigo França, que estudou a relação do piloto com a imprensa. O automobilismo é o foco do livro, que observa a importância do mito e ídolo e o papel da mídia na construção do heroi e a necessidade de fomentar esta imagem. Segundo o jornalista, que trabalhou no “Jornal da Tarde”, na “Folha de S. Paulo” e atua como jornalista especializado em automobilismo, é a cobertura jornalística da carreira de Ayrton Senna que representa o melhor exemplo da estreita relação entre a mídia esportiva e sua necessidade de ídolos.

Por meio de depoimentos de diversos profissionais da área jornalística e acadêmica, análise dos jornais, revistas e reportagens de TV da época e atuais, o livro tenta desvendar a relação entre o jornalismo e o heroi.

- A forma como sua imagem permanece mítica em nossos dias, e nisso a participação correta na área social, por meio do Instituto Ayrton Senna, mostra que o tema permanece atual – diz o autor.

O livro foi lançado em São Paulo no dia 20 de dezembro e é o primeiro de Rodrigo França e da Editora AutoMotor, de Reginaldo Leme. O comentarista de Fórmula 1 da Rede Globo também assina o prefácio. As fotos inéditas de Senna são do experiente Miguel Costa Junior, que cobre a categoria há mais de 30 anos.”

Não deixem de ler... abraços.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Festas... Festas... Feliz 2011...

Amigos, devido ao ritmo intenso de trabalho neste final de ano, fiquei quase ausente para postar e mantê-los informados sobre o mundo da velocidade. Mas estou de volta e aproveito para agradecer a todos pelo carinho demonstrado nos comentários enviados e nos acessos feitos.

Quero desejar um FELIZ 2011 repleto de boas realizações a todos vocês... e que a PAZ seja reinante em suas vidas.

Neste ano novo que se aproxima as emoções nas pistas e fora delas serão ainda maiores. Estarei aqui para contar tudo a vocês.

Um grande abraço...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Nelsinho Piquet correrá na Nascar em 2011

Nelson Ângelo Piquet anuncia nesta segunda-feira, dia 20/12 que correrá pela Nascar em 2011. O piloto em coletiva de imprensa a ser realizada no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo, o novo desafio para a temporada do ano que vem.

Como quase todos os colegas já sabem, ele será o segundo brasileiro confirmado para a disputa de uma temporada completa da Camping World Truck Series, ao lado do gaúcho Miguel Paludo, já de contrato assinado com a Red Horse Racing. É nesta coletiva que saberemos em qual equipe o filho do tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet irá correr.

Nelson Ângelo vai recuperando o respeito de seus pares e trilhando um caminho que pode ser bastante interessante para qualquer outro piloto brasileiro. Não é para menos: ele já provou que automobilismo não é restrito apenas e tão somente à Fórmula 1 e tentou ser feliz da maneira que lhe foi possível em 2010, correndo de tudo. De Copa Montana a GT Open, passando pelo kart e pela Nascar.

E parece que depois da tristeza pela demissão sumária da Renault, o escândalo de Cingapura e a recente notícia do fim do processo (com direito a indenização) que a equipe francesa movia contra ele e seu pai, Nelsinho encontra de novo motivos para sorrir.

Sucesso a ele em 2011.

Jogo de equipe é permitido na F1

Polêmica em 2011: é o que vem por aí na Fórmula 1 em sua próxima temporada, depois que o Conselho Mundial da FIA se reuniu nesta sexta-feira e ratificou a mudança de algumas regras da categoria máxima não só para o próximo ano, mas também para futuros campeonatos. A grande controvérsia do próximo ano promete ser a questão do jogo de equipe – que foi liberado com a eliminação do artigo 39.1. Em suma, a entidade e seus comissários se abstém a partir de agora de julgar qualquer evento idêntico ao que aconteceu no GP da Alemanha deste ano envolvendo a Ferrari, Fernando Alonso e Felipe Massa.

Mas não se enganem: o artigo 151.c do Código Desportivo Internacional continua lá para punir os pilotos e equipes que o infrinjam com a famosa “conduta fraudulenta”. Ou seja: a FIA só vai polemizar ainda mais os incidentes que venham a acontecer na Fórmula 1 nos próximos campeonatos.

Na parte técnica, as caixas de câmbio obrigatoriamente terão que durar cinco corridas – e não quatro, como previa o regulamento de 2010.

Para 2012, outra novidade foi anunciada: a liberação da comunicação via rádio entre todas as equipes e pilotos estará à disposição de todas as emissoras de TV.

A mudança técnica promete ser radical em 2013: os motores serão turbocomprimidos, com 1,6 litro de capacidade cúbica e 4 cilindros limitados a 12 mil rpm, bem como o uso do KERS e da injeção direta. A FIA espera com isso uma redução de 35% no consumo de combustíveis dos Fórmula 1, com sistemas de gerenciamento de energia e seu reaproveitamento. Os motores caem para cinco por temporada e a partir de 2014 serão permitidos apenas quatro unidades por carro/piloto. A entidade gestora do desporto automobilístico prevê também o uso do biocombustível na categoria. Só não se sabe quando e de que forma.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Indy 2011: novas cores...

A Penske fechou o pacote de patrocinadores para a temporada 2011 da Fórmula Indy e após o fim da parceria com a Philip Morris (Marlboro), este será o primeiro ano em que os três carros do time contarão com dois fortes patrocinadores masters que vão expor suas marcas no macacão, capacete e carenagem dos bólidos dos pilotos Will Power, Hélio Castroneves e Ryan Briscoe – o que subentende também que a equipe não promoverá nenhuma mudança no seu quadro de pilotos, apesar de um pequeno rumor sobre um possível retorno de Sam Hornish Júnior, que defende o time na Nascar.

A Penske, que já tinha um contrato fechado com a Shell para a próxima temporada, onde a petroleira anglo-holandesa colocará seu conhecido símbolo nos carros de Will Power e Hélio Castroneves, fechou também com a cadeia de hipermercados Meijer para ser a cotista principal do terceiro monoposto, para Ryan Briscoe.

Na Nascar, Roger Penske ainda não fechou o pacote completo. Se por um lado já é de conhecimento geral que Brad Keselowski alinhará no Dodge número #2 com as cores da cerveja Miller Lite e Kurt Busch vai para o #22 pintado com o amarelo e o vermelho da Shell-Pennzoil, ainda há dúvidas sobre o terceiro e até um quarto piloto da equipe. Sam Hornish Jr. deve ficar, mas não está definido se ele andará no #12 ou no #77. É que uma novo pupilo de Roger, o jovem Justin Allgaier, pode subir para a Sprint Cup e guiar um dos carros do time. A Mobil não será mais patrocinadora dos carros da equipe na Stock Car estadunidense em 2011.

Voltando à Fórmula Indy, outro acordo fechado ao longo da semana une o enteado de Tony George, Ed Carpenter, à Sarah Fisher Racing. A nova parceria SFR-Carpenter vai possibilitar ao piloto disputar nove provas na próxima temporada. Sarah Fisher não conseguiu o apoio financeiro necessário para correr com pelo menos um carro durante todo o campeonato e a solução foi permanecer com a equipe viva e correndo dentro do atual regulamento, mas preparando a transição para 2012, quando as equipes poderão escolher três motores dentro do lote oferecido pelos organizadores: Honda, Chevrolet e Lotus.

F1: confirmada a numeração das equipas para 2011 - 10 vagas em aberto para pilotos

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou  a primeira lista de inscritos para o Mundial de Fórmula 1 de 2011. 

Como já é hábito desde 1996, a numeração das doze escuderias obedece à classificação do Mundial de Construtores. Assim, a Red Bull – equipe do também campeão mundial Sebastian Vettel – ficou com os números #1 e #2. 

Cabe lembrar que, quando o piloto vence por uma escuderia e se muda para outra, como foi o caso de Jenson Button neste ano, ele leva consigo o número #1 e a equipe campeã mundial de construtores herda os números subsequentes.

A lista ainda carece de algumas confirmações. Dez vagas, teoricamente, estão em aberto, embora a Toro Rosso tenha confirmado que permanecerá em 2011 com Sébastien Buemi e Jaime Alguersuari. A surpresa é que a Lotus permanecerá com a mesma dupla deste ano – Jarno Trulli e Heikki Kövalainen – em cujos carros estarão os motores Renault. O único estreante que consta na lista de inscritos é o mexicano Sergio Perez, que dividirá as atenções da Sauber com o japonês Kamui Kobayashi.

Dois brasileiros estão garantidos: Felipe Massa, com a Ferrari número #6 e Rubens Barrichello, ainda sem companheiro de equipe definido, com o número #11.

Vamos à lista:
#1 SEBASTIAN VETTEL ALE
Red Bull Racing Team
Red Bull Renault

#2 MARK WEBBER AUS
Red Bull Racing Team
Red Bull Renault

#3 JENSON BUTTON GBR
Vodafone McLaren Mercedes
McLaren Mercedes

#4 LEWIS HAMILTON GBR
Vodafone McLaren Mercedes
McLaren Mercedes

#5 FERNANDO ALONSO ESP
Scuderia Ferrari Marlboro
Ferrari

#6 FELIPE MASSA BRA
Scuderia Ferrari Marlboro
Ferrari

#7 MICHAEL SCHUMACHER ALE
Mercedes GP Petronas F1 Team
Mercedes

#8 NICO ROSBERG ALE
Mercedes GP Petronas F1 Team
Mercedes

#9 ROBERT KUBICA POL
Renault F1 Team
Renault

#10 TBA
Renault F1 Team
Renault

#11 RUBENS BARRICHELLO BRA
AT&T Williams
Williams Cosworth

#12 TBA
AT&T Williams
Williams Cosworth

#14 TBA
Force India F1 Team
Force India Mercedes

#15 TBA
Force India F1 Team
Force India Mercedes

#16 KAMUI KOBAYASHI JAP
Sauber F1 Team
Sauber Ferrari

#17 SERGIO PÉREZ MEX
Sauber F1 Team
Sauber Ferrari

#18 TBA
Scuderia Toro Rosso
STR Ferrari

#19 TBA
Scuderia Toro Rosso
STR Ferrari

#20 JARNO TRULLI ITA
Team Lotus
Lotus Renault

#21 HEIKKI KÖVALAINEN FIN
Team Lotus
Lotus Renault

#22 TBA
HRT F1 Team
Hispania Cosworth

#23 TBA
HRT F1 Team
Hispania Cosworth

#24 TBA
Marussia Virgin Racing
Virgin Cosworth

#25 TBA
Marussia Virgin Racing
Virgin Cosworth

domingo, 28 de novembro de 2010

Túnel do Tempo... Gunnar Nilson

Gunnar Nilson no GP da Itália de 1977 em Monza. O sueco abandonou na 4ª volta.

Além de Ronnie Perterson, a Suécia também teve um outro grande piloto na F1: Gunnar Nilson, que estreou na categoria em 1976 no GP da África do Sul em Kyalami, pilotando um carro da Lotus, fazendo dupla com o inglês Bob Evans.

Gunnar Nilson participou de 32 GP's em duas temporadas, venceu o GP da Bélgica de 1977 em Zolder, esteve no pódio 4 vezes e cravou uma volta mais rápida na carreira.

Foi parceiro de Mario Andretti nas duas temporadas. No final de 1978 faleceu vítima de câncer. Nesse ano a Suécia perderia seus dois maiores pilotos.

Recordar é viver...

Senna: a última foto...

Ayrton Senna, Rothmans Williams Renault
Williams FW16, Renault 3.5 V10, Goodyear
XIV Gran Premio di San Marino, Autodromo Enzo e Dino Ferrari
Ímola - Itália - 1994

Amigos, essa é considerada a última foto do eterno Ayrton Senna nas pistas. Segundos antes da colisão fatal com o muro da curva tamburello. A foto tem o crédito de Bernard Cahier.

sábado, 27 de novembro de 2010

Indy 500: 100 anos de pura magia...

Amigos, Indianápolis em 2011 comemora 100 anos de atividades automobilísticas e para este evento pujante, conferi os preços dos ingressos: crianças até 12 anos não vão pagar para entrar na corrida centenária da Indy 500, ’The Most Important Race in History’.

Os organizadores informam aos interessados comprem ingresso antes de fevereiro porque haverá um aumento.

Vejamos os preços para a lendária corrida. Se o fã quiser ver os treinos livres durante o mês, vai pagar míseros US$ 5 por dia. Inacreditável. Os dois dias da classificação e o Carb Day, a sexta anterior à prova, US$ 10 cada. E a corrida, acreditem: US$ 20, ou algo em torno de R$ 35,00 para assistir e testemunhar ‘a corrida mais importante do planeta’.

Enquanto isso, aqui, a F1 custa apenas e tão-somente R$ 350 em Interlagos, no setor G e a Indy, à beira-rio do Tietê e no sambódromo, algo entre R$ 180 e R$ 350. 

Preços tipicamente brasileiros. Os organizadores tupiniquins sabem valorizar seus produtos.

GP Brasil de F1 1977: tem Caloi na pista...

Jody Scheckter, Patrick Depailler, James Hunt, Niki Lauda, Ingo Hoffmann, Emerson Fittipaldi e Larry Perkins
Pessoal, a foto aqui postada e que eu não conhecia, foi enviada pelo amigo Sandoval.

A foto promocional da Caloi, à época do GP Brasil de F1 de 1977, patrocinava uma corrida de bicicletas entre os pilotos para arrecadar fundos para caridade.

O país vivia sob o domínio militar e o esporte, além da música e o teatro, era 'válvula de escape' do nosso povo.

Nessa foto/relíquia estão verdadeiros "ases" da velocidade e alí, juntos, tem nada menos que 7 títulos mundiais: Emerson Fittipaldi (1972 e 1974), James Hunt (1976), Jody Schectker (1979) e Niki Lauda (1975, 1977 e 1984). Demais.

Ainda na foto o nosso maior campeão da Stock Car Brasil - Ingo Hoffmann (12 títulos), que na oportunidade pilotava o 2º carro da equipe Coopersucar/Fittipaldi.

Uma era de ouro do automobilismo mundial...

sábado, 20 de novembro de 2010

Alonso é o mais rápido nos testes coletivos...

Fernando Alonso foi o mais rápido na segunda manhã de testes coletivos da F1 usando os pneus Pirelli em Abu Dhabi, neste sábado (20). Em sua primeira experiência com o produto da empresa italiana, o piloto da Ferrari foi 0s296 mais rápido do que Sebastian Vettel, da Red Bull, garantindo a liderança em suas 47 voltas.

Vettel, que na última sexta foi o primeiro na parte da manhã, enfrentou mais um problema. Assim como no treino anterior, Sebastian teve um pneu furado. A Pirelli alegou que o defeito foi por conta de um corte na borracha.

Em terceiro, ficou Rubens Barrichello. O veterano da Williams fez 1min41s294 e bateu Paul di Resta, da Force India. Assim como fez na sexta, quando disse que o processo de adaptação aos pneus foi feito em dois passos, o brasileiro andou muito pela manhã. Foram 52 voltas — deixando Rubens como o piloto que mais correu neste sábado até agora.

Di Resta, por sua vez, foi o responsável por uma bandeira vermelha que interrompeu o treino pouco antes do meio-dia. O sensor de temperatura do VJM03 apontou que, muito quente, o carro poderia repetir o problema no sistema de escapamento que prejudicou Adrian Sutil na sexta.

Na quinta posição, ficou Oliver Turvey, com a McLaren. Ao contrário do que foi divulgado no primeiro dia de testes, foi Turvey, e não Gary Paffett, o piloto da equipe nesta sessão. O inglês, que corre pela iSport na GP2, ficou menos de 0s1 à frente de Kamui Kobayashi, da Sauber. É esperado que o japonês dê seu lugar a Sergio Pérez, companheiro de equipe em 2011, na parte vespertina do treino.

Michael Schumacher não conseguiu melhorar muito o rendimento do W01 com os Pirelli. Ontem, Nico Rosberg saiu do carro reclamando dos pneus, e hoje Schumacher não passou do sétimo lugar, sendo só 0s01 melhor do que Robert Kubica, da Renault.

Entre as equipes já estabelecidas, o último colocado foi Sébastien Buemi, da Toro Rosso, quase 2s mais lento do que o líder Alonso. Já entre as novatas, fez-se a ordem natural: Lotus em décimo, com Jarno Trulli, Virgin atrás, com Timo Glock, e Hispania, com Pastor Maldonado, em último.

Resultados da sessão da manhã:

1. Fernando Alonso Ferrari 1m40s529s 47 voltas
2. Sebastian Vettel RBR 1m40s825s 28 voltas
3. Rubens Barrichello Williams 1m41s294s 52 voltas
4. Paul di Resta Force India 1m41s869s 35 voltas
5. Oliver Turvey McLaren 1m42s046s 29 voltas
6. Kamui Kobayashi Sauber 1m42s110s 43 voltas
7. Michael Schumacher Mercedes 1m42s161s 30 voltas
8. Robert Kubica Renault 1m42s178s 47 voltas
9. Sebastien Buemi STR 1m42s399s 46 voltas
10. Jarno Trulli Lotus 1m44s839s 44 voltas
11. Timo Glock VRT 1m45s405s 37 voltas
12. Pastor Maldonado Hispania 1m45s516s 27 voltas

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Equipe nova pra 2011

A Virgin Racing não estará na temporada de 2011 da Fórmula 1, é a notícia que circulou no paddock de Abu Dabhi. A empresa de carros esportivos russos Marussia – que desde o início do ano já patrocina a equipe – comprou o time de Richard Branson, sendo, o anúncio oficial, pronuciado até quinta-feira.

Comandada por um ex-apresentador de TV e milionário russo – Nikolai Fomenko –, a nova equipe irá ajudar a promover a nova corrida que a F1 abrigará em 2014, estamos falando claro, do GP da Rússia.

Na questão dos pilotos, ambos devem temer esta nova parceria. Lucas di Grassi já estava sendo cotado para ser substituído por Jerôme D’Ambrosio, mas com os russos no comando, uma dupla com Vitaly Petrov e Mikhail Aleshin não seria surpresa para ninguém. Aguardemos as novas notícias.

Precisa-se de U$ 3 milhões...

O único piloto brasileiro com título na era da IRL corre sério risco de deixar a categoria em 2011. Abandonado pela 7-Eleven e pela Andretti depois de oito temporadas de serviços bem prestados, Tony Kanaan tem corrido bastante desde o fim da temporada atrás de um patrocinador que banque sua permanência na Indy. Mas o brasileiro tem admitido que sua situação é “muito difícil”.

A De Ferran Dragon é onde Kanaan tem as maiores chances. Tony realizou um teste pela equipe nesta terça (16) em Sebring a pedido do amigo Gil de Ferran. “Eu aceitei de cara porque eu vou fazer um grande favor para um amigo”, falou. Mas os negócios são à parte, como bem se sabe. Para garantir a vaga lá, vai precisar levar US$ 3 milhões. É o lugar mais barato, por assim dizer.

Kanaan não descartou um retorno à Andretti, mas os dois lados já não falam a mesma língua. A Newman Haas também é uma possibilidade. O baiano já conversou também com a KV — que neste ano deixou a condição de equipe quase de ponta para ocupar o pelotão meramente intermediário — e a forte Ganassi, campeã com Dario Franchitti e aberta à possibilidade de ter um terceiro carro. Mas se está difícil arrumar uma mala com um milhão de doletas, que dirá para correr na Ganassi, onde as cifras são mais do que o dobro pedido pela De Ferran Dragon.

Tony rivaliza com Helio Castroneves, como sempre, pela primazia do melhor currículo de um brasileiro desde que Tony George resolveu formar a IRL em 1995. Castroneves tem três vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis, mas ainda busca um título. Kanaan persegue o triunfo na Indy 500 estoicamente, mas foi campeão em 2004 quando a Andretti tinha a sociedade com Kim Green. Os números de Kanaan demonstram seu peso: nas 132 corridas que disputou, marcou 3.930 pontos, terceiro no ranking da história — atrás de Helio e Scott Dixon. Por 15 vezes marcou a melhor volta — segundo nas estatísticas, atrás de Dixon —, venceu 14 vezes e saiu na pole dez vezes. Mas por realizar um papel extra na Andretti, acabou meio que se anulando.

A sede de Andretti em encher sua equipe de carros não fez de Kanaan apenas um líder natural. Com companheiros inexperientes, por não dizer fracos, Kanaan vem se desdobrando há três temporadas para ser um professor. Na Indy 500, então, deveria ganhar por hora extra: é o acertador inicial dos cinco veículos que seu time alinha. E às vezes Tony paga o preço. Neste ano, por exemplo, entrou na prova na bacia das almas, no momento da ‘bolha’ do domingo da classificação, enquanto todos os seus parceiros estavam belos e pimpões garantidos na principal prova do campeonato. Ter a maior esquadra da Indy não significa ter potencial, e a Andretti não mais acompanha o ritmo de Ganassi e Penske. TK só ganhou uma prova neste ano, em Iowa. E ainda antes do fim dos trabalhos em Homestead, recebeu a confirmação de que a 7-Eleven resolveu “mudar seus planos de marketing”.

A preocupação é grande, e por isso Kanaan terminou os testes na Flórida, arrumou as malas e partiu para o aeroporto com destino ao Brasil. Serão apenas dois dias de conversas com empresas para alcançar o montante. Volta na sexta para Miami e, além de participar de um evento da Apex Brasil, vai acompanhar ‘in loco’ o último fim de semana da longa temporada de 36 corridas da Nascar. Tony já despertou interesse de equipes daquele campeonato de turismo. Se não conseguir ficar na Indy, é bem provável que no ano que vem apareça como piloto da Truck Series — Kyle Busch já revelou que conversas já acontecem —, as caminhonetes que serviram de refúgio para Nelsinho Piquet depois de deixar a F1.

Lotus X Lotus Renault: haverá acordo?

O jornal espanhol Le Figaro informou na sua edição do dia 16/11 que haverá uma cerimônia para celebrar o acordo entre Renault e Lotus. Não essa Lotus que está aí, mas a Lotus que ainda está fora e que tem brigado pela Lotus porque ela se julga mais Lotus.

Para simplificar, é a malaia Proton, dona da inglesa Lotus Cars, que vão abocanhar os 25% que são da Renault. A luxemburguesa Genii continua com os demais 75%. A princípio, o acordo é de cinco anos para a Lotus Renault, novo nome do time, com um investimento de € 30 milhões por temporada.

Os mais jovens se perguntarão: "mas e a outra Lotus?”, a de Tony Fernandes? Há de mudar de nome, ser 1Malaysia ou Air Asia, mas pelo jeito a F1 vai ter duas Lotus — e ligadas à montadora do diamante — por alguns dias.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Abu Dhabi (5): Vettel é o campeão de 2010

O título de Sebastian Vettel em 2010 serviu para derrubar uma antiga marca na Fórmula 1. Nunca um piloto conseguiu ser campeão do mundo sem ter antes liderado o campeonato. Com o alemão da RBR, no entanto, foi assim. Tido como muito rápido, sempre cometeu muitos erros desde sua chegada à categoria. Neste ano, entretanto, eles cresceram na mesma proporção em que conseguia poles positions: foram 10 nas 19 corridas da temporada, mais da metade.
 
Tudo começou no GP da Turquia, ainda na primeira metade da temporada, quando a RBR, após alguns problemas mecânicos, assumiu a posição de favorita ao título. Com o companheiro Mark Webber na liderança, Vettel se afobou, tentou ultrapassar o australiano, que defendeu a posição. Ele acabou perdendo o controle do carro e acertou o do rival. O alemão teve de abandonar a prova, perdeu pontos importantes e ainda iniciou uma crise dentro da equipe.

Duas corridas depois, mais uma de Vettel. Após a confusão da asa dianteira durante o treino classificatório, quando usou uma peça que pertencia a Webber e o australiano reclamou, Vettel largou mal e foi afobado na primeira curva. Após ser fechado pelo companheiro, que tinha assumido a ponta, o alemão acabou tendo o pneu furado involuntariamente pela asa dianteira de Hamilton. Após uma corrida de recuperação, ele ainda conseguiu chegar em sétimo.
 
Os erros de Vettel continuaram na Alemanha. Ele conseguiu a pole no último minuto do treino classificatório, mas largou mal novamente e acabou superado pelas Ferraris de Felipe Massa e Fernando Alonso. Depois, sequer conseguiu acompanhar o ritmo dos rivais, que dispararam e protagonizaram a polêmica troca de posições para que o espanhol vencesse a corrida. O alemão teve de se contentar com o terceiro posto no GP.

A situação se repetiu pela terceira corrida seguida. Vettel foi pole na Hungria, mas cometeu um erro primário durante a intervenção do safety car. Ele deixou que o carro de segurança abrisse uma vantagem maior do que a permitida pelo regulamento e foi punido com um drive through (passagem pelos boxes). Mas voltou à pista e ainda conseguiu subir ao pódio na terceira posição.

Na Bélgica, novamente, uma falha. Vettel perdeu o controle do carro na freada para a chicane Bus Stop, na 16ª volta, e acertou o inglês Jenson Button, forçando o abandono do atual campeão do mundo. Ele foi punido com um drive through por causa da batida. Depois disso, ainda teve um pneu furado ao calcular mal o espaço e acertar a asa dianteira de Vitantonio Liuzzi, da Force India, quando o ultrapassava. Após cinco pit stops, terminou apenas em 15º.

Na parte final do campeonato, Vettel sossegou e começou a fazer corridas mais centradas, menos impulsivas. Ele pontuou em quatro das cinco e venceu duas. Só que deu azar na Coreia do Sul, quando liderava e o motor abriu o bico a poucas voltas do fim. Apesar disso, ele ainda conseguiu se recuperar e conquistar o título mundial em 2010.

Abu Dhabi (4): 10x Vettel

Dezenove corridas, dez pole positions. Este é o currículo de Sebastian Vettel em provas de classificação durante a temporada de 2010, que se encerra amanhã com o GP de Abu Dhabi. Mais uma vez o alemão da Red Bull mostrou uma velocidade insuspeita e às 11h da manhã (de Brasília), ele parte na liderança do pelotão de pilotos na última corrida do campeonato.

A pole de Vettel é um dos últimos cartuchos que o piloto de Heppenheim ainda tem para queimar na briga pelo título. Mas a bala na agulha do alemão é a vitória. Ele precisa muito dos 25 pontos se quiser chegar ao campeonato e, claro, de uma combinação de resultados que lhe permita fazer 15 pontos a mais que Alonso.

Ou seja, com um 5º lugar do asturiano e Vettel vencendo, o alemão é campeão mesmo que os dois empatem na classificação com 256 pontos. O piloto da Red Bull seria campeão no desempate das colocações ao longo do ano. E, acreditem, eles ficariam iguais nas vitórias (cinco), nos segundos lugares (dois) e nos terceiros (três). O número de quartos lugares é que definiria o campeão e este, nesta combinação possível, seria Vettel, que chegou três vezes nesta posição contra duas do piloto da Ferrari.

É claro que o resultado do treino vai influenciar em grande parte do destino dessa corrida, tanto quanto a primeira volta, aliás. E os fiéis da balança podem ser os dois pilotos da McLaren.

Lewis Hamilton andou bem em Abu Dhabi durante todo o fim de semana e a mostra de que ele tem um carro competitivo é o segundo lugar que o campeão de 2008 conquistou no grid, enquanto Jenson Button, optando por um acerto com menos asa, privilegiando a velocidade de ponta em detrimento do equilíbrio em curva, sacrificando seu desempenho nos trechos mistos, foi o quarto colocado. Entre eles, Alonso, que certamente fará uma match race neste domingo, marcando Vettel e Webber, pensando no tricampeonato.

Aliás, notaram que é só neste parágrafo que cito o australiano? Pois é: quando ele disse que dormiu “tranquilamente”, me veio à mente a história que Emerson Fittipaldi contou sobre a decisão de 1974. O piloto brasileiro, então decidindo o campeonato contra Clay Regazzoni, dormiu apenas três horas na madrugada que antecedeu a corrida. Rega, por sua vez, dormiu “profundamente” e ainda disse que o caráter dele “não lhe permitia pensar 100% na corrida”. Ou seja: psicologicamente, o suíço não estava focado para ser campeão. Ao contrário de Emerson, que como todos sabemos, levou o título daquele ano.

A 5ª posição no grid pode ser a definitiva pá de cal para Webber, que poderia se tornar o primeiro australiano campeão mundial em 30 anos, desde o título de Alan Jones. Para piorar, seu companheiro de fila será Felipe Massa, que sem dúvida será instado pela cúpula da Ferrari para largar bem e chegar na primeira curva imediatamente à frente do piloto da Red Bull.

Excetuando-se a turma das três grandes, o best of the rest da vez foi Rubens Barrichello. O piloto brasileiro realizou um trabalho extraordinário, coroando um ano onde a Williams mostrou constante evolução ao longo das 19 etapas. Basta lembrar o seguinte: segundo uma informação do confrade Anderson Marsilli, nas últimas onze corridas do ano, Barrichello só falhou a Q3 em uma delas – o GP da Hungria. Se isto não mostra que o carro evoluiu e que Rubens é o grande responsável por isso, então não entendo mais nada.

Restou à Mercedes, sem dúvida a grande decepção do ano, a 8ª posição com Michael Schumacher e a nona com Nico Rosberg. Vitaly Petrov, que bateu Robert Kubica pela segunda vez no ano, fechou os dez primeiros.

O polonês liderou o grupo dos eliminados da Q2, que tem ainda Kamui Kobayashi, Adrian Sutil, Nick Heidfeld, Nico Hülkenberg, Vitantonio Liuzzi e Jaime Alguersuari. Na Q1, ficaram de fora os suspeitos de sempre, aos quais se juntou o suíço Sébastien Buemi, da Toro Rosso. Lucas di Grassi larga em 22º e Bruno Senna teve, como consolo, a satisfação de se classificar à frente de Christian Klien. Mas larga, como sempre, na última fila do grid.

sábado, 13 de novembro de 2010

Abu Dhabi (3): Hamilton desbanca os favoritos no 1º treino livre

A McLaren, todos sabem, está longe de ter com o modelo MP4-25 um dos melhores chassis da Fórmula 1 atual. Mas um de seus pilotos ainda é capaz de tirar o máximo – e mais um pouco – do carro. Lewis Hamilton mostrou o que pode conseguir neste fim de semana da última etapa do campeonato em Abu Dhabi, no circuito Yas Marina.

O piloto da equipe de Martin Whitmarsh registrou o melhor tempo do dia no combinado das duas sessões livres desta sexta-feira. Com 1′40″888, o “franco-atirador” campeão mundial do ano retrasado liderou a folha de tempos, superando os seus três rivais na luta pelo título.

E a Red Bull, que passou boa parte da segunda sessão fingindo-se de morta, já disse ao que veio: Sebastian Vettel foi o segundo mais rápido (já registrara o melhor tempo do primeiro treino) e Mark Webber, o quarto. Qual recheio de sanduíche, Fernando Alonso ficou com a terceira posição do treino, após figurar no topo da classificação durante boa parte dos 90 minutos previstos.

Quanto à tática do time austríaco, ninguém duvida que se preciso for, Vettel vai abrir caminho para favorecer Mark Webber, embora mais de uma vez o dirigente Christian Horner tenha dito que este artifício não será usado no domingo. Mas tudo é possível. Principalmente a troca de posições numa luta direta contra Alonso, pois para Webber ser campeão é preciso que o australiano faça oito pontos a mais que o espanhol – um 2º lugar do piloto da Ferrari com vitória do vice-líder do campeonato dá o título a Alonso por um ponto apenas.

Excluindo-se os quatro postulantes ao título, Robert Kubica foi de novo o piloto que mais se destacou. O polonês foi o quinto mais rápido do dia, com Felipe Massa secundando-o. O brasileiro novamente teve problemas com o aquecimento dos pneus Bridgestone de sua Ferrari, o que não é um duvidoso privilégio apenas para ele. Como se não bastasse, uma pane seca atrapalhou o trabalho do piloto na segunda parte do treino.

Rubens Barrichello não teve um bom carro nesta sexta-feira. O 15º posto do experiente piloto brasileiro, três posições acima do companheiro de equipe Nico Hülkenberg, mostra que ele pode conseguir algo melhor no último treino e na prova de classificação. Os dois primeiros treinos apontam muito trabalho pela frente.

Do mesmo jeito, Lucas di Grassi e Bruno Senna terão dificuldades – bem maiores que as de Barrichello. Com carros reconhecidamente ruins e sem desenvolvimento (o chassi de Bruno, por exemplo, é o mesmo desde Mônaco), os dois lutam para chegar perto dos seus companheiros de equipe. Lucas, desta vez, pôde conhecer a pista e andar nas duas sessões, porque o pagante Jerôme d’Ambrosio disputa no fim de semana a última rodada dupla da GP2. O piloto da Virgin ficou em 22º lugar, duas posições atrás de Timo Glock. Bruno Senna foi o último do treino, dois décimos mais lento que o austríaco Christian Klien, mais uma vez substituindo o japonês Sakon Yamamoto na Hispania.

Abu Dhabi (2): Hora de decisão na F1

Utilizando a pontuação adotada até o ano passado ou com esta, onde a vantagem do primeiro para o 2º colocado é de sete pontos e não de dois, a Fórmula 1 chegaria ao fim deste campeonato de 2010 com os mesmos quatro pilotos que estão na disputa pelo título mundial na última etapa, neste domingo, no circuito Yas Marina em Abu Dhabi. Os quatro ases todo mundo já conhece: Fernando Alonso, Mark Webber, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, pela ordem na classificação do campeonato.

São 24 pontos separando os quatro primeiros, o que confere a Hamilton as menores chances do lote. Claro, o britânico da McLaren precisa da vitória, de um improvável abandono de Alonso e que a dupla da Red Bull marque o menor número de pontos possível. Então façamos uma conta: supondo que Hamilton vença, ele vai para 247. Webber teria que marcar menos que oito pontos para o título ficar com Lewis pela segunda vez na carreira. E um terceiro lugar de Vettel seria suficiente nesta equação matemática.

Alonso, logicamente, tem a faca e o queijo na mão para chegar ao título, mesmo que Webber ganhe. Um 2º lugar do asturiano é mais do que suficiente. Mas a vaca pode ir pro brejo com uma dobradinha dos carros azuis do touro vermelho, desde que aconteça a única combinação possível: Webber em primeiro e Vettel em segundo. E os resultados das 18 corridas não mentem. Isto só aconteceu em Mônaco. Já o contrário… ou seja, Vettel vencendo com Webber logo atrás, aconteceu três vezes no ano.

É aí que está o grande dilema da última etapa. O dirigente Christian Horner garante que “não existe jogo de equipe” e que seus dois pilotos estão “liberados” para brigar pelo título. Mas se a Red Bull é a única escuderia com seus dois representantes na disputa, a turma de Dietrich Mateschitz vai deixar desperdiçar a chance de fazer o mesmo que a Brawn GP ano passado? Já campeã de construtores, vão ficar chupando dedo na hora de ver um de seus dois pilotos campeão do mundo?

A dúvida que persiste é se Vettel seria capaz de aceitar chegar em segundo para permitir que, em caso de liderança de Webber, seu companheiro de equipe seja enfim campeão mundial aos 34 anos de idade, recolocando a Austrália no mapa mundi da Fórmula 1 após três décadas. O espírito “competitivo” que Horner e Mateschitz tanto apregoam já causou problemas de relacionamento entre os dois pilotos fora e dentro da pista, vide o incidente do GP da Turquia, que foi péssimo para as pretensões dos dois. E todo mundo sabe nos paddocks da categoria que a empresa que dá nome à escuderia não morre de amores por Webber.

Na verdade, poucos imaginavam que o australiano tivesse chances de brigar pelo título, já passado dos 30 anos. Mas Webber mostrou constância, competência e regularidade. Os números dizem muita coisa. Em 18 corridas, ele só abandonou duas e seu pior resultado, numa corrida onde ele exagerou no direito de errar, foi na Austrália, onde foi 9º colocado – e num momento do campeonato que permitia erros.

O grande problema dele e de Vettel, além de uma falta de direcionamento e de clareza da equipe, que nunca definiu um “primeiro piloto” como a Ferrari fez com Fernando Alonso na reta final deste campeonato, foram os pontos perdidos na Coreia do Sul. A batida de Webber e a quebra do motor de Vettel também farão muita falta, mas não justificam de todo uma possível perda do título para Alonso, que seria o terceiro dele na Fórmula 1.

Nota-se também que a torcida é para que o asturiano fracasse – efeitos, indubitavelmente, do ocorrido no GP da Alemanha. Mas a recuperação de Alonso foi notável depois da nona etapa: ele marcou 148 pontos, muito mais do que os seus rivais. E isto também contribuiu para que ele estivesse no topo da classificação antes que as luzes se apaguem para a última etapa do campeonato.

Será divertido ver se a Red Bull vai lançar mão do mesmo processo que a Ferrari em Hockenheim. Até porque críticas não faltaram aos italianos. As mesmas vozes que desceram a lenha em Domenicali e seus asseclas, vão se levantar contra Christian Horner e a turma de Milton Keynes?

Só a corrida deste domingo dirá.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Abu Dabhi (1): a última batalha...

Pessoal, toda a traquitana da F-1 já chegou em Abu Dabhi, nos Emirados Árabes, para a disputa da última etapa do mundial 2010. E a RBR, virtual campeã de construtores, chega dizendo não fazer jogo de equipe. Será?

Gostaria de acreditar nisso! Mas sinceramente é pura hipocrisia, pois, se Vettel estivesse à frente de Webber na tabela, a ordem de inversão já teria vindo tão rápido quanto os bólidos rubrotaurinos.

Fernando Alonso, que assiste a tudo sentado, precisa apenas de um segundo lugar para sagrar-se tri-campeão e igualar-se aos lendários Jack Brabham, Jackie Stweart, Niki Lauda, Nelson Piquet e Ayrton Senna.

E diante de tudo já divulgado na mídia, "eu vejo o futuro repetir do passado" (do saudoso Cazuza), já que em 1986 o título caiu no colo de Alain Prost (o professor) depois que a Williams não soube administrar o ego do "leão" Nigel Mansell e de Nelson Piquet. O resto é história.

A prova será domingo, dia 14/11, às 11h (horário de Brasília). Imperdível essa decisão.

domingo, 7 de novembro de 2010

GP do Brasil (9) Dobradinha da RBR

Amigos, terminou agora a pouco o 38º GP Brasil de F1, em Interlagos e venceu a RBR, de ponta a ponta com Vettel em 1º e Webber em 2º. Alonso foi o 3º e a diferenaça de pontos agora é de apenas 8. A decisão será mesmo em Abu Dhabi no próximo domingo, dia 14/11, às 11h, horário de Brasília.

Foi um dia intenso em Interlagos. De manhã, a etapa da F3 sulamenricana teve uma disputa acirrada e logo a seguir a Cup Porche Brasil e GT3. Demais.

Os mais de 80 mil torcedores ainda puderam ver o desfile de gala do eterno campeão Emerson Fittipaldi com a Lotus 72, com a qual venceu do GP Brasil de 1973. Realmente um domingo de muitas emoções.

Já entre os brasileiros, o melhor colocado foi Barrichello, que chegou na 14ª posição. Felipe Massa foi o 15º, Bruno Senna o 20º e Lucas de Di Grassi o 21º.

Com o resultado de hoje, o título do Mundial de Construtores é matematicamente da RBR.

sábado, 6 de novembro de 2010

GP Brasil (8) Barrichello renova com Williams

Amigos, ainda não é oficial, mas já circula no paddock: Rubens Barrichello renovou contrato com a Williams para a temporada 2011, com opção de prorrogação por mais uma temporada. Dessa forma, o piloto brasileiro poderá chegar ao seu vigésimo ano na Fórmula 1 ano que vem e, quem sabe, aos 40 anos de idade ainda na categoria máxima.


Rubinho está prestigiado na equipe. Todos na Williams, mais do que ninguém, sabem que ele é um excelente acertador e desenvolvedor de carros. E o retorno que o piloto transmite foi, sem dúvida, o dínamo da evolução do modelo FW32 ao longo desta temporada em que a escuderia começou devagar e agora ameaça o 6º lugar da Force India no Mundial de Construtores.

Se a turma de Grove está satisfeitíssima com Rubens, a turma de Brackley, com certeza, morre de saudades dele. Afinal de contas, a Mercedes – que absorveu toda a estrtutura técnica da Brawn GP – não tem hoje um piloto que pode se considerar um especialista em ajustes finos. Nico Rosberg não tem este perfil e muito embora Michael Schumacher tenha os louros de sete títulos mundiais, ele deve algumas de suas vitórias ao acerto que Rubens Barrichello conseguia nos tempos dourados de Ferrari.

Agora resta a dúvida para Frank Williams e Patrick Head: dobrar-se aos R$ 35 milhões de patrocínio que Pastor Maldonado traz a tiracolo ou manter Nico Hülkenberg, sob a expressa condição de que o alemão traga patrocínios - o que o próprio piloto garantiu que não faria para manter-se na Fórmula 1.

GP Brasil (7) Classificação definida e zebra em Interlagos...

Amigos, a zebra apareceu em Interlagos... chamada Nico Hulkenberg, da Williams, que fez o melhor tempo - 1:14:470 -, e vai largar na primeira posição do GP do Brasil!

Festa no box da Williams e claro, do próprio alemão que não se conteve de alegria: é a sua primeira pole na carreira. E pode ser a última, já que ele corre o risco de ficar de fora da temporada de 2011.
Em segundo vai largar Sebastina Vettel, outro alemão. E Mark Webber fez o terceiro tempo. Rubinho fez o sexto tempo e se diz surpreso e contente com a pole do companheiro de equipe. Felipe Massa sai em nono.


Confira os dez primeiros pilotos do grid de largada do GP do Brasil: 

1 - Nico Hulkenberg - Williams
2 - Sebastian Vettel - RBR
3 - Mark Webber - RBR
4 - Lewis Hamilton - McLaren
5 - Fernando Alonso - Ferrari
6 - Rubens Barrichello - Williams
7 - Robert Kubica - Renault
8 - Michael Schumacher - Mercedes
9 - Felipe Massa - Ferrari
10 - Vitaly Petrov - Renault

Amanhã, segundo a metereologia, o tempo deve estar bom em Interlagos e a corrida será com a pista seca. Tudo pode acontecer: Williams largando na frente, Vettel e Webber logo atrás... enfim, será uma corrida inesquecível... imperdível...

abraços e até amanhã...

GP Brasil (6) Maiores vencedores...

Fazendo uma pesquisa de todos os vencedores do GP Brasil enquanto acompanho o treino classificatório, obtive os seguintes resultados:

Pilotos que mais venceram:

1) Alain Prost - França - 6 vitórias;
2) Carlos Reutemann - Argentina - 4 vitórias;
3) Michael Schumacher - Alemanha - 4 vitórias;
4) Emerson Fittipaldi - Brasil - 2 vitórias;
5) Nelson Piquet - Brasil - 2 vitórias;
6) Ayrton Senna - Brasil - 2 vitórias;
7) Nigel Mansell - Inglaterra - 2 vitórias;
8) Mika Hakkinen - Finlândia - 2 vitórias;
9) Juan Pablo Montoya - Colômbia - 2 vitórias;
10) Felipe Massa - Brasil - 2 vitórias

Alain Prost - maior vencedor do GP Brasil
Vitórias por países:
1) Brasil - 9 vitórias;
2)  França - 8 vitórias;
3) Argentina - 4 vitórias;
4) Alemanha - 4 vitórias;
5) Finlândia - 3 vitórias

Vitórias por equipes:

1) McLaren - 11 vitórias;
2) Ferrari - 10 vitórias;
3) Williams - 6 vitórias;
4) Brabham - 3 vitórias.

GP Brasil (5) Classificação...

Pessoal, o treino classificatório para definição do grid de amanhã ja´esta em andamento. E chove em Interlagos... igual ao ano passado. Será que o Rubinho vai fazer a pole também?

Vamos torcer...

GP Brasil (4) História...

Pessoal, esta será a 38ª edição do GP Brasil de F1, cuja primeira edição foi realizada em Interlagos, em 1972, onde embora ainda fazia parte da Fórmula 1. No ano seguinte, no entanto, a corrida foi incluída pela primeira vez no calendário oficial.

Em 1978, o Grande Prêmio do Brasil foi transferido para o Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, enquanto o Autódromo de Interlagos era modernizado e remodelado. Na década de 1980 foi disputado em Jacarepaguá. Em 1990, o Grande Prêmio do Brasil voltou para Interlagos, onde permaneceu desde então. Em 2005, pela primeira vez, o GP do Brasil decidiu o Campeonato Mundial de Fórmula 1, que foi ganho por Fernando Alonso. Em 2 de novembro de 2008, Felipe Massa se tornou o mais recente vencedor brasilerio do GP. Sua vitória na última corrida da temporada de 2008 não foi suficiente para garantir o campeonato, pois o piloto perdeu para Lewis Hamilton por apenas um ponto.

Vejamos a lista completa de todos os vencedores do GP Brasil:

Ano Piloto Equipe

2009 Flag of Australia.svg Mark Webber Red Bull-Renault

2008 Brasil Felipe Massa Ferrari

2007 Flag of Finland.svg Kimi Räikkönen Ferrari

2006 Brasil Felipe Massa Ferrari

2005 Flag of Colombia.svg Juan Pablo Montoya McLaren-Mercedes

2004 Flag of Colombia.svg Juan Pablo Montoya Williams-BMW

2003 Itália Giancarlo Fisichella Jordan-Ford

2002 Alemanha Michael Schumacher Ferrari-Ferrari

2001 Flag of Scotland.svg David Coulthard McLaren-Mercedes

2000 Alemanha Michael Schumacher Ferrari-Ferrari

1999 Flag of Finland.svg Mika Hakkinen McLaren-Mercedes

1998 Flag of Finland.svg Mika Hakkinen McLaren-Mercedes

1997 Flag of Canada.svg Jacques Villeneuve Williams-Renault

1996 Flag of England.svg Damon Hill Williams-Renault

1995 Michael Schumacher Benetton-Renault

1994 Alemanha Michael Schumacher Benetton-Ford

1993 Brasil Ayrton Senna McLaren-Ford

1992 Flag of England.svg Nigel Mansell Williams-Renault

1991 Brasil Ayrton Senna McLaren-Honda

1990 Flag of France.svg Alain Prost Ferrari-Ferrari

1989 Flag of England.svg Nigel Mansell Ferrari-Ferrari

1988 Flag of France.svg Alain Prost McLaren-Honda

1987 Flag of France.svg Alain Prost McLaren-TAG

1986 Brasil Nelson Piquet Williams-Honda

1985 Flag of France.svg Alain Prost McLaren-TAG

1984 Flag of France.svg Alain Prost McLaren-TAG

1983 Brasil Nelson Piquet Brabham-BMW

1982 Flag of France.svg Alain Prost Renault-Renault

1981 Flag of Argentina.svg Carlos Reutemann Williams-Ford

1980 Flag of France.svg Rene Arnoux Renault-Renault

1979 Flag of France.svg Jacques Laffite Ligier-Ford

1978 Flag of Argentina.svg Carlos Reutemann Ferrari-Ferrari

1977 Flag of Argentina.svg Carlos Reutemann Ferrari-Ferrari

1976 Flag of Austria.svg Niki Lauda Ferrari-Ferrari

1975 Brasil José Carlos Pace Brabham-Ford











1974Brasil Emerson FittipaldiMcLaren-Ford 
1973Brasil Emerson FittipaldiLotus-Ford

1972Flag of Argentina.svg Carlos ReutemannBrabham-Ford