quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Renault R29: de visual novo!


As vitórias de Fernando Alonso em Cingapura e no Japão e o quarto lugar no Mundial de Construtores deram à Renault um novo ar para este início de temporada da Fórmula 1. Desacreditada no início de 2008, a equipe francesa chega a 2009 confiante e já se coloca entre Ferrari e McLaren para lutar pelo título mundial.

A confiança da chefia vai para dentro do cockpit. Feliz neste segundo ano da sua segunda passagem pela Renault, Fernando Alonso se mostra cauteloso, mas espera aumentar a sua galeria de títulos, que já tem o bicampeonato mundial.

É esperar para ver...

F60: a hora da verdade...

Pelo terceiro dia consecutivo, pista molhada no circuito de Mugello, onde a Ferrari testa a nova F60. Após dois dias com Kimi Raikkonen, desta vez Felipe Massa é quem foi para a pista.
O brasileiro foi o primeiro a levar o F60 para a pista, logo após o seu lançamento, no início do mês. Segundo a metereologia, a expectativa é que o tempo melhore em Mugello, possibilitando que Ferrari intensifique os testes. Veremos se o F60 corresponderá às expectativas.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Coopersucar Fittipaldi - o sonho brasileiro na F1...

A equipe surgiu em 1975 e fez sua estréia no GP da Argentina. Wilson Fittipaldi Jr. era o piloto e naquele ano a equipe teve como melhor resultado o 10º lugar no GP do EUA em Watkins Glen em 05/10/1975. Foi a última corrida de Wilsinho na F1. Entre 1976 e 1980 a equipe teve como piloto principal o bi-campeão Emerson Fittipaldi, que teve como melhor colocação, o 2° lugar no GP do Brasil em Jacarepaguá em 29/01/1978. Em 1981 teve como piloto principal o finlândes Keke Rosberg (campeão em 1982 pela Williams) e em 1982 Chico Serra. Este seria o último ano da equipe na F1.


Túnel do Tempo (IV)

GP da Argentina de 1974, em Buenos Aires (Autódromo Oscar Galvez).

Henri Pescarolo pilota o BRM P160E. O francês chegou em nono, uma volta atrás do vencedor Denny Hulme, da McLaren-Ford, seguido pelo austríaco Niki Lauda da Ferrari e pelo suíço Clay Regazzoni também da Ferrari .



Recordar é viver...


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Top Five - os maiores pilotos da F1 - anos 60

Na série "maiores pilotos que já passaram pela Fórmula 1", o Por Dentro dos Boxes elege os cinco maiores dos anos 60, época dos carros "charutinhos" e auge da fase romântica da categoria.


5. Jackie Stewart

Foto: F1-Facts.com / sem crédito divulgado


Logo na primeira volta do GP da Bélgica de 1966, os pilotos se depararam com um temporal no trecho mais rápido do longo circuito de Spa-Francorchamps. Vários bateram. O carro de Jackie Stewart foi parar dentro de um celeiro. O escocês ficou duas horas preso na sua BRM enquanto combustível jorrava nas suas pernas. Uma única fagulha teria sido fatal. Salvo pelo companheiro de equipe Graham Hill, que arrumou um serrote com um morador da região para retirá-lo dali, Stewart jurou lutar para que aquele absurdo não mais se repetisse.

A princípio, foi taxado como "covarde". Mas não demoraria muito para Stewart provar o seu valor. No GP da Alemanha de 1968, disputado em meio à neblina e à chuva no traiçoeiro circuito de Nurburgring, o escocês teve uma exibição de gala e venceu com quatro minutos de vantagem para o segundo colocado. No ano seguinte, conquistou o primeiro dos três títulos da carreira, vencendo seis das 11 etapas da temporada.

O melhor de Stewart viria na década seguinte, mas os anos 60 já serviram para mostrar que aquele escocês era realmente um piloto especial.

Período na Fórmula 1:
1965-1973
Vitórias: 27
Pódios: 43
GPs: 99
Títulos: 3 (1969, 1971, 1973)

4. John Surtees

Foto: F1-Facts.com / sem crédito divulgado

Um dos pilotos mais versáteis da história, o inglês John Surtees é o único homem que conquistou títulos em duas e quatro rodas. Depois de uma carreira muito vitoriosa no Mundial de Motovelocidade, onde faturou sete troféus de campeão entre 1952 e 1960, Surtees procurou um novo rumo para a carreira e aventurou-se na Fórmula 1. Em 1963, foi contratado como primeiro piloto da Ferrari e, ano seguinte, se sagrou campeão ao derrotar Jim Clark e Graham Hill numa das disputas mais emocionantes que a Fórmula 1 já teve.

Ao longo de toda a década, Surtees se manteve como um dos pilotos de mais prestígio no grid. Em 1966, embora não tenha feito uma temporada muito brilhante pela Cooper, chegou ao vice-campeonato. Então, seduzido por um novo desafio, engajou-se na equipe Honda e conquistou uma vitória espetacular no GP da Itália de 1967, batendo Jack Brabham na linha de chegada por apenas dois décimos. Foi o primeiro triunfo da Honda e seria o último de Surtees.

Nos anos seguintes, o inglês jamais repetiria o mesmo sucesso, mas já tinha assegurado sua presença entre os maiores da história da F-1.

Período na Fórmula 1: 1960-1972
Vitórias: 6
Pódios: 24
GPs: 111
Títulos: 1 (1964)

3. Jack Brabham

Foto: F1-Facts.com / sem crédito divulgado


O australiano Jack Brabham venceu três títulos, sendo um deles com equipe própria, e ganhou corridas ao longo de um período de 11 anos. Mesmo assim, é raro ver o nome de "Black Jack" nas listas dos cinco ou dez maiores pilotos da Fórmula 1 em todos os tempos. Talvez pelo estilo discreto e pouco espetacular, Brabham não tenha sido o nome mais marcante de sua época. Ainda assim, o australiano foi, sem dúvida, um homem que esteve sempre entre os melhores de seu tempo.

Ainda na década de 50, em 1959, levou o primeiro título no GP dos Estados Unidos, tendo de empurrar o carro até a linha de chegada porque estava sem gasolina. No ano seguinte, conquistou o bicampeonato, com direito a cinco vitórias consecutivas. A partir de 1961, porém, os carros foram ficando mais leves e Brabham, um sujeito alto e corpulento, levava desvantagem em relação a adversários baixos e leves como Clark e Surtees. O australiano só voltaria ao topo em 1966, a bordo de um carro construído por ele próprio e empurrado pelo ótimo motor Repco.

Em 1969, Brabham anunciou a aposentadoria, atendendo a um pedido da mulher. Mas, sem conseguir contratar um piloto bom o suficiente para a sua equipe, resolveu correr mais uma temporada. Venceu o GP da África do Sul e, por duas vezes, deixou escapar a vitória na última volta. Em Mônaco, perdeu o ponto de freiada para a curva final e foi ultrapassado pelo austríaco Jochen Rindt. Na Inglaterra, ficou sem gasolina por erro de um mecânico que - conta-se - era o futuro chefão da McLaren Ron Dennis. Enfim, aposentou-se no fim da temporada e retornou para a Austrália, onde vive até hoje.

Período na Fórmula 1: 1955-1970
Vitórias: 14
Pódios: 31
GPs: 126
Títulos: 3 (1959-1960, 1966)

2. Graham Hill

Foto: F1-Facts.com / sem crédito divulgado


O recorde de participações na Fórmula 1 é do brasileiro Rubens Barrichello, mas o homem que disputou mais temporadas da categoria foi o inglês Graham Hill. Entre 1958 e 1975, foram nada menos do que 18 temporadas na F-1, duas a mais do que Rubinho, e isso numa época em que o esporte a motor era quase tão perigoso como pilotar aviões em guerras. Ao longo desses anos, Hill somou 14 vitórias, dois títulos e três vice campeonatos. Não fosse a presença de Jim Clark, e o inglês certamente teria sido o grande dominador dos anos 60.

Conhecido pelo característico bigode sempre perfeitamente aparado, Hill era um cavalheiro e chegou a salvar a vida de colegas de profissão em mais de uma oportunidade. Na Fórmula 1, venceu cinco vezes em Monte Carlo e ganhou o apelido de "Mr. Monaco". Além de fazer sucesso na Fórmula 1, conquistou vitórias nas 500 Milhas de Indianapolis e nas 24 Horas de Le Mans, o que o torna o único piloto que detém a "Tríplice Coroa" do automobilismo até hoje.

Ironicamente, depois passar tanto tempo na perigosa Fórmula 1 e sobreviver, Hill veio a perder a vida apenas alguns meses após anunciar a aposentadoria, em virtude de um acidente de avião em novembro de 1975. Era o fim da curta trajetória da equipe Hill, que ele havia formado apenas um ano antes. A longa carreira do piloto Graham Hill, porém, já garantira seu lugar entre as mais ilustres da história da Fórmula 1.

Período na Fórmula 1: 1958-1975
Vitórias: 14
Pódios: 36
GPs: 176
Títulos: 2 (1962, 1968)

1. Jim Clark

Foto: F1-Facts.com / sem crédito divulgado

Não há como falar da Fórmula 1 nos anos 60 sem citar Jim Clark. Ao lado do chefe Colin Chapman, o escocês formou aquela que talvez tenha sido a maior dupla da história da categoria. A bordo da Lotus verde e amarela, Clark triturou a oposição em 1963 e 1965, vencendo 13 das 18 corridas disputadas nessas duas temporadas. Nos outros anos, porém, Clark parecia sempre sofrer com um azar incrível. Em 1962 e 1964, perdeu o título na última corrida por quebras mecânicas que ocorreram quando ele estava disparado na frente.

Não fosse a falta de confiabilidade da Lotus e Clark poderia ter encerrado a carreira com cinco títulos - em 1967, ele foi o piloto que mais venceu no ano, mas cinco quebras de motor destruíram o sonho do título. Mesmo tendo menos troféus de campeão do que outros de sua época, Clark era considerado, sem dúvida, o melhor. Em 72 corridas, venceu 25 e finalizou apenas uma vez em segundo lugar. Ou seja: se o carro não quebrasse, Clark estava lá para subir ao lugar mais alto do pódio.

No início de 1968, já tendo vencido a prova de abertura da temporada na África do Sul, Clark e a Lotus estavam em alta. O novo motor Ford Cosworth havia finalmente se acertado e nada parecia deter o escocês no caminho do tri. Infelizmente, um acidente numa inútil corrida de Fórmula 2 em Hockenheim, na Alemanha, encerrou de forma abrupta e chocante a trajetória de Clark. O desaparecimento do piloto foi um trauma terrível para a Fórmula 1 da época e representou o início do fim da era romântica da categoria.

Período na Fórmula 1: 1960-1968
Vitórias: 25
Pódios: 32
GPs: 72
Títulos: 2 (1963, 1965)

Confusão à vista...

Por Alexander Grünwald

Uma declaração do diretor esportivo Stefano Domenicali aos jornalistas presentes no lançamento do modelo F60, máquina que a Ferrari usará em 2009, levantou uma dúvida sobre o novo regulamento da Fórmula 1. Ele disse que a equipe está focada na confiabilidade, já que o número de propulsores será limitado a apenas oito por carro ao longo da temporada.

Pois é aí que mora a contradição. No início de novembro, a FIA elaborou um pacotão de mudanças para 2009, visando a contenção de custos e a conseqüente sobrevivência da categoria, que havia perdido a Honda poucos dias antes. E um dos itens do comunicado falava sobre a maior durabilidade dos motores. Se em 2008 eles tinham que durar dois GPs, a partir desta temporada o número subiria para três, com a limitação a 18 mil RPM.

No entanto, o regulamento publicado no site da entidade, no artigo 28.4, não faz menção ao número de GPs, e sim ao número de motores. Então faça as contas: oito motores para 17 corridas = 2,125 GP por motor.

Sendo assim, isso abre uma série de possibilidades. Desde que respeitem o limite anual, será que as equipes podem fazer interpretações desta regra ao bel prazer? Por exemplo, usar um motor na Austrália, outro na Malásia, e voltar ao primeiro no Bahrein? Ou classificar com um e treinar com outro? Ou então usar alguns motores por quatro GPs e outros por apenas dois?

Eis o artigo 28.4 do regulamento esportivo da FIA de 2009:

28.4 a) Cada piloto poderá usar não mais do que oito motores durante a temporada. Se um piloto usar mais do que oito motores, ele perderá dez posições no grid de largada de qualquer evento em que o motor adicional seja usado.

O motor será considerado usado quando o sensor de tempo do carro mostrar que ele deixou o pit lane.

b) Se um piloto for trocado durante qualquer momento da temporada, seu substituto será considerado o original em termos de motores usados.

c) Após consulta com cada fornecedor de motores, a FIA colocará selos em cada motor para assegurar que nenhuma parte móvel significativa possa ser consertada ou trocada. Após duas horas do fim da corrida, no parque fechado, e se o competidor quiser usar o motor no próximo evento, partes do sistema de exaustão (com um orifício de 10 milímetros por cilindro) e os selos serão aplicados para garantir que o motor não poderá ser usado até o próximo evento.

d) Se algum dos selos da FIA estiver danificado ou for removido do motor após ele ser usado pela primeira vez, o motor não poderá ser usado de novo, a não ser que os selos tenham sido removidos sob supervisão da FIA.

Agora vai?

Por: Rodrigo Matar

A história da Toyota na Fórmula 1 é: um carro novo por ano e a mesma promessa - vencer corridas.

Para 2009, os japoneses não agem muito diferente do que tem acontecido neste século em que se aventuraram na categoria máxima, exceto pelo lançamento do modelo TF109, feito sem grande alarde pela internet. Os pilotos que vão guiar pela Toyota são os mesmos do ano passado: o veterano Jarno Trulli, 34 anos de idade, e o alemão Timo Glock, de 26 anos, que saiu do Brasil como um autêntico vilão de filme de suspense após a última volta de Interlagos, quando Lewis Hamilton o ultrapassou para ser campeão mundial.

O TF109 segue a tendência da Ferrari F60: um carro sem penduricalhos, exceto por duas mini-aletas nos sidepods, que são bem visíveis. Chaminés, reentrâncias e outros artifícios foram abolidos em nome de uma aerodinâmica mais limpa. E a exemplo de todos os modelos deste ano, destaca-se o imenso aerofólio dianteiro e a asa traseira estreita.

Timo Glock não vê nenhum problema em andar num carro 100% novo: “Nos últimos cinco anos, pilotei carros bem diferentes e consegui ser competitivo com cada um deles. Não estou muito preocupado ainda com ajustes para 2009″, afirmou o alemão.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Por Carlos Gil

Em Fiorano, sede da Ferrari, nevou esta semana. Fazia 3ºC negativos pela manhã. Em Mugello, mais ao sul, a temperatura era de 10ºC positivos quando Felipe Massa deixou os boxes para as primeiras voltas com a F60, carro desenvolvido pela Ferrari para a temporada 2009 da Fórmula 1. Foram algumas sessões de testes em pista reduzida e o resultado final foi satisfatório, nas palavras do brasileiro.

Antes da entrevista de Felipe Massa, quem falou foi Stefano Domenicali, diretor-esportivo da equipe. Reproduzo aqui alguns trechos interessantes:

- Motores

Para Domenicali, o grande desafio é a confiabilidade do motor Ferrari, que deixou a equipe na mão algumas vezes em 2008 e, de certa forma, custou o título a Felipe Massa (especialmente levando em conta o GP da Hungria). Ele falou também sobre o regulamento que prevê o uso de até oito motores em corridas. Isso acaba com a exigência de usar o mesmo motor em três provas. As equipes poderão usar quantas vezes quiserem, com um máximo de oito diferentes ao longo da temporada. Se o time precisar utilizar mais de oito, uma punição ainda está sendo estudada pela FIA.

- Kimi Raikkonen

O finlandês recebeu autorização da equipe para participar do Rali da Lapônia, neste mês. Segundo o chefe, Raikkonen está motivadíssimo para a temporada 2009 (a conferir). Kimi vai correr com o F60 em Portimão, nos testes coletivos, a partir do dia 19 de janeiro.

- Papel dos pilotos

Segundo Domenicali, os pilotos serão ainda mais exigidos em 2009. Precisarão ajudar muito mais no acerto dos carros e nas opiniões sobre o desempenho das máquinas.

- É um ano em que todos terão que se doar um pouco mais - diz o diretor-esportivo da Ferrari.

- Kers

Domenicali expôs, mais uma vez, a discordância política da Ferrari em relação ao uso do dispositivo. Para Domenicali, é uma contradição apostar em tal novidade em uma época de corte de gastos. Nenhum comentário, é claro, sobre o fato de a BMW parecer estar muito bem e a Ferrari ter dificuldades de adaptação…

- Impressões de Felipe Massa sobre a F60

Nesse primeiro dia, Felipe Massa não pôde responder a perguntas em português da imprensa brasileira. Respondeu a apenas três questões, formuladas pela Ferrari. Disse que ficou feliz com o desempenho do carro e até surpreso. Que o Kers funcionou bem e que, realmente, sentiu o aumento de potência ao apertar o botão que aciona o dispositivo.

Felipe também brincou com a fama de “feio” da novidade. Ele disse que o modelo é “bacana”. E prefere um carro não tão bonito mas que corra, a um lindíssimo que não saia do lugar.

- Feio pode ser forte, mas é meio esquisito. Talvez a gente se acostume ao visual ao longo da temporada - diz Massa.

Massa rodou pouco mais de 100 quilômetros e voltará às pistas, com Kimi, em Portimão, a partir do dia 19.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Saiu a nova numeração para 2009 na F1

A Federação Internacional de Automobilismo divulgou neste fim de semana a numeração oficial da Fórmula 1 para 2009. Como é tradição na categoria, o campeão do ano anterior vai correr com o número 1. Dessa vez, a honra cabe ao inglês Lewis Hamilton, que levou o título da temporada passada com o 22. Na Ferrari, o brasileiro Felipe Massa deixou o número 3 para o finlandês Kimi Raikkonen e vai disputar a temporada com o 4. Por sua vez, Nelsinho Piquet ficou com o 8, enquanto seu companheiro de equipe Fernando Alonso levará o 7 em seu carro.

A numeração leva em conta a classificação do Mundial de Construtores do ano passado. Quanto melhor a colocação, menor o número. A única mudança ocorreu entre McLaren e Ferrari: como o time prateado levou o título de pilotos com Hamilton, vai correr em 2009 com o número 1 e, consequentemente, também com o 2. Assim, a Ferrari disputa a temporada com o 3 e o 4. Terceira colocada, a BMW alinha com o 5 e o 6, e assim sucessivamente.

Em comparação com a temporada de 2009, apenas três pilotos mantiveram seus números. O alemão Sebastian Vettel saiu da Toro Rosso para a Red Bull, mas continua com o carro 15. Já a dupla da Force India também não muda de numeração: o germânico Adrian Sutil mantém o 20 e Giancarlo Fisichella prossegue com o 21. Como sempre, não há ninguém com o 13 porque o número é considerado "amaldiçado" pelos supersticiosos chefes de equipe. Segundo a lista da FIA, os números 18 e 19 estão reservados para a "nova Honda", caso a equipe japonesa encontre um comprador e permaneça no grid.

Nesta segunda-feira, a Ferrari deu início à época de lançamento dos novos carros da Fórmula 1 ao apresentar o modelo F60. Na próxima quinta, será a vez da Toyota e, na sexta, da McLaren. "Estamos bem à frente do nosso cronograma", garantiu o chefe do time prateado, Ron Dennis, em entrevista à emissora alemã RTL.

No dia 20, terça-feira que vem, a BMW mostra seu novo carro no circuito de Valência. "Nossa equipe está cumprindo o cronograma. A produção ocorreu exatamente de acordo com o plano. Já estamos focados no dia 20", afirmou o diretor de gerência da equipe alemã, Walter Riedl.

Logo abaixo, confira a numeração completa dos carros para 2009:

1. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
2. Heikki Kovalainen (McLaren-Mercedes)
3. Kimi Raikkonen (Ferrari)
4. Felipe Massa (Ferrari)
5. Robert Kubica (BMW Sauber)
6. Nick Heidfeld (BMW Sauber)
7. Fernando Alonso (Renault)
8. Nelsinho Piquet (Renault)
9. Jarno Trulli (Toyota)
10. Timo Glock (Toyota)
11. Sebastien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
12. A definir (Toro Rosso-Ferrari)
14. Mark Webber (Red Bull-Renault)
15. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault)
16. Nico Rosberg (Williams-Toyota)
17. Kazuki Nakajima (Williams-Toyota)
18. A definir ("Nova Honda")
19. A definir ("Nova Honda")
20. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
21. Giancarlo Fisichella (Force India-Mercedes)

F60... a máquina

A Ferrari lançou nesta manhã, em Mugello, seu novo carro para a temporada 2009 da F1. Primeira equipe a apresentar o modelo, chamado de F60, em homenagem ao tempo do time na categoria, presente desde o primeiro ano, em 1950. O novo regulamento aerodinâmico mudou bastante a aparência, principalmente nos aerofólios dianteiro (maior e mais baixo) e do traseiro (menor e mais alto).

Mas a equipe italiana conseguiu achar algumas brechas neste novo regulamento, que proíbe apêndices aerodinâmicos nas laterais. Os espelhos retrovisores estão presos em peças ligadas ao assoalho do carro, parecidas com as usadas pela RBR no fim da temporada 2008. Além disso, duas peças fixas, mais altas, podem ser vistas no aerofólio dianteiro, presas nas laterais, que lembram as peças lançadas pela Renault no primeiro título de Fernando Alonso, em 2005. Agora é esperar pelo desempenho do carro nos testes.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Novidades 2009

por Rafael Lopes

Após a folga de fim de ano, estamos de volta ao Voando Baixo. Nestes últimos dias de 2008 e nos primeiros de 2009, poucas notícias se destacaram. A novela Honda continua a toda, com promessas de compradores e negativas de possíveis interessados. E, além da crise que se instalou na Fórmula 1, as novidades para a próxima temporada continuam. A Ferrari anunciou a data do lançamento do F2009: será na próxima segunda-feira, pela internet, assim como seus últimos lançamentos. A foto acima é do carro de 2008.

No fim da semana que vem, a equipe organiza o tradicional Vroom, em uma estação de esqui em Madonna di Campiglio, na Itália. O evento serve para marcar o início das atividades da equipe no ano e reúne convidados da imprensa e de patrocinadores. Os pilotos estarão presentes, assim como os chefes de equipe e dirigentes. Normalmente a Ducati também participa do evento, já que o patrocinador principal é o mesmo da Ferrari, além da marca ser italiana e ter muita tradição com suas motos quase artesanais.

O que marca este início de 2009, assim como o fim de 2008, é a crise financeira mundial, que continua fazendo suas vítimas. Mas, como já disse em um post anterior, acho que ela pode ser até benéfica para a Fórmula 1. Cortar as asas das montadoras, que decuplicaram os orçamentos em menos de uma década, e criar uma alternativa para as equipes independentes continuarem vivas é muito inteligente. Isto, aliado a um novo regulamento para fazer com que as ultrapassagens voltem, deve proporcionar anos ainda mais emocionantes. Só torço para a Honda encontrar um comprador e que tenhamos 20 carros em Melbourne, em 29 de março.