terça-feira, 26 de maio de 2009

Bem Mônaco

por Luana Marino



Deixando de lado as brincadeiras com Raikkonen (eu gosto muito do “estilo Raikkonen” nessa F-1 engomada) e falando da corrida. Bem Mônaco, né? Trenzinho, umas erradas grotescas como a de Vettel, o já conhecido ninguém-passa-ninguém-em-condições-normais e tal. E para variar, venceu o pole. Só faltou o safety-car.

O que dizer de Button? Dá para imaginar o inglês perdendo o título deste ano? Tudo bem, essa foi apenas a sexta corrida, faltam 11, tudo pode acontecer, a Ferrari aparentemente renasceu, a Red Bull está aí, jamais devemos subestimar Barrichello... ufa!

Só que contra fatos não há argumentos. O desempenho da Brawn GP lembra muito certa equipe italiana em 2004. Naquele ano, um tal de Schumacher venceu as cinco primeiras etapas do ano. Na sexta, o GP de Mônaco, não terminou. Foram cinco vitórias em seis corridas. 50 pontos contra 38 de Barrichello, o segundo colocado. 12 de diferença.

A vantagem de Button para o mesmo Barrichello no momento é até maior: 16. O que não significa nada. Basta uma vitória de Rubinho na Turquia e um abandono de Button para a diferença despencar para seis pontos. Ou seja, muita água pode rolar, mas é difícil que o óbvio não aconteça.

A Ferrari foi muito bem. Kimi perdeu a segunda posição para Barrichello na largada, caindo para terceiro. Ao menos de lá não saiu. Felipe manteve a quinta posição na largada, mas perdeu tempo demais atrás de Vettel no início da prova. Depois, contou com o erro do alemãozinho para respirar. Cruzou a bandeirada em quarto. Verdade seja dita, a equipe aguarda ansiosamente pela próxima etapa, na Turquia. Lá é que teremos certeza se a Ferrari realmente voltou ao páreo.

Vettel é que decepcionou. Usou toda a inteligência no comecinho, induzindo Massa ao erro no momento que tomava um sufoco do ferrarista. Não pôde fazer muita coisa depois já que sofria com o desgaste dos pneus. O pecado foi o erro bobo perto da Saint Devote.

Quem pode se aproveitar disso é Webber, que aos poucos encosta no companheiro. A diferença é de 3,5 no campeonato. O australiano terminou a prova de hoje em quinto.

A Force India, que ontem viveu momentos de glória ao passar para o Q2 na classificação, quase marcou ponto com Fisichella. Nona posição para o italiano. Já Sutil foi mais dentro da realidade, ficando em 14º.

Os outros que marcaram pontos foram na ordem Rosberg, Alonso e Bourdais.

Agora, o momento “olha quem está falando” do GP: Nelsinho vinha na dele até ser atropelado pela Toro Rosso de Buemi. Uma barbeiragem sem tamanho do suíço. Instantes depois, já na área de imprensa, deu a seguinte declaração à TV: “É isso que dá colocar piloto inexperiente para correr na Fórmula 1”.

Olha quem está falando...

5x Button...

Jenson Button comemora a vitória em Mônaco

O domínio de Jenson Button na temporada 2009 da Fórmula 1 está deixando a concorrência em uma situação complicadíssima. Ninguém consegue sequer incomodar o inglês, que já ganhou cinco em seis corridas disputadas. Neste domingo, em Mônaco, a vantagem foi grande desde o início e o líder do campeonato fez aquilo que seus compatriotas chamam de sunday drive. Ou seja, teve muita facilidade para chegar na frente.


Pela segunda corrida seguida, Rubens Barrichello chegou na segunda posição. O brasileiro teve problemas com o graining - resíduos de borracha que ficam na área de contato com o asfalto - em seus pneus antes da primeira rodada de pit stops e perdeu muito terreno em relação ao companheiro de equipe na Brawn GP. Cada vez mais uma reação do brasileiro parece improvável. Button caminha a passos largos para o título.


A Ferrari merece um destaque positivo nesta corrida. A equipe italiana deu sinais de melhora com Kimi Raikkonen e Felipe Massa, que só foram superados pelos carros da Brawn e andaram rápido durante toda a corrida. Mas é bom analisar este avanço com cautela: Mônaco não exige muito da parte aerodinâmica. Como o importante na pista do principado é a aderência mecânica, os carros vermelhos ainda precisam de mais testes.


As corridas da McLaren e de Sebastian Vettel, da RBR, decepcionaram. A equipe inglesa não conseguiu chegar ao ritmo da Ferrari, que tinha problemas parecidos com os dela no início do ano, mas conseguiu evoluir. Resultado: desempenhos melancólicos de Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen. Já o alemão, terceiro no campeonato, também teve problemas com o graining e perdeu muito tempo. Quando tentava recuperar, acertou a barreira de pneus na Sainte Devote. A revelação vem cortando um dobrado contra o companheiro Mark Webber. O australiano está colocando Vettel no bolso nesta fase da temporada.

Um conto americano...

por Rafael Lopes

Castroneves vence as 500 MilhasUm dos meus eventos favoritos no automobilismo são as 500 Milhas de Indianápolis. Desde pequeno, sempre assisto, pela TV, às corridas no templo do automobilismo americano, mesmo antes de pensar em trabalhar com jornalismo e com automobilismo. E, em todo este tempo, nunca vi uma história tão fantástica quanto à de Helio Castroneves. O brasileiro da Penske parece ter uma relação especial com o brickyard, uma das pistas mais famosas do mundo.

Por causa da pista e das 500 Milhas, Helio Castroneves virou ídolo nos Estados Unidos, convidado até para participar de famosos programas de TV, como o “Dancing with the Stars”, do qual foi campeão ao lado da dançarina Julianne Hough. O brasileiro também é figurinha carimbada em talk shows e humorísticos, algo muito difícil de acontecer com um estrangeiro naquele país, ainda mais um piloto da Indycar, que não é a principal categoria de lá, perde de longe em popularidade para a Nascar.

Só que, no fim do ano passado, tudo parecia perdido. Helio Castroneves foi acusado por supostas fraudes no imposto de renda. Ele; Katiucia, sua irmã e empresária; e Alan Miller, seu advogado, foram acusados de crimes de sonegação no período de 1999 a 2004. O brasileiro poderia pegar até 35 anos de cadeia. Após cinco meses de investigações, quando chegou a ser dado como acabado e condenado por algumas pessoas, o piloto foi inocentado de todas as acusações. No dia seguinte, ele já estava no cockpit de seu Penske número 3 para disputar a etapa de Long Beach, a segunda da temporada 2009 da Indy.

Helio Castroneves comemora a vitória nas 500 Milhas de Indianápolis

E as 500 Milhas apareceram de novo no caminho de Helinho. O brasileiro começou o mês com uma dramática pole position no fim do “Pole Day” e sempre esteve entre os melhores durante todos os treinos. Ele começou a prova de forma discreta, mas atacou a partir da metade e ganhou a liderança no quarto final da corrida. Ele foi muito habilidoso nas relargadas e caminhou com tranquilidade para a terceira vitória em Indianápolis, sob aplausos do enorme público presente ao brickyard para a tradicional corrida americana.

Tudo isso poucos meses após o fim do maior pesadelo de sua vida. Como bem definiu o amigo Leonardo Murgel, que trabalha comigo no GLOBOESPORTE.COM, foi como o fim de um conto de fadas. Para mim, algum estúdio de Hollywood poderia comprar a ideia e fazer um filme em cima desta história. Uma história de superação, que quase sofreu uma enorme derrota no início de 2009 e coroada pela maior das vitórias de Helinho na carreira, até agora. Em suma, um conto americano.

Bia Figueiredo. Rumo a FIndy em 2010...



Ela é a primeira mulher a vencer uma corrida na Indy Lights, já sofre o assédio de equipes da categoria principal e tem o respeito dos adversários por defender um país com grande tradição nas pistas dos Estados Unidos. Mas Bia Figueiredo passou da fase de sonhar com a Fórmula 1, onde constatou que tudo depende de "politicagem". Por isso, diz preferir ficar onde está para traçar o caminho certo até o seu principal objetivo, que é brilhar nos ovais norte-americanos.

Terceira colocada na categoria de acesso à Fórmula Indy em 2008, a paulistana de 23 anos se especializou em quebrar paradigmas. Antes de ser a primeira mulher a terminar as 500 Milhas de Indianápolis entre os cinco primeiros na Lights, ela já havia sido a primeira a vencer na Fórmula Renault e a conquistar a pole position Fórmula 3 Sul-Americana. Se depender dela, no entanto, a Fórmula 1 vai continuar sem nenhuma mulher em destaque.

Mais um motivo para Bia focar sua carreira nos Estados Unidos. Mas ela não pretende apenas subir de categoria. Visando brigar pelo título da Fórmula Indy a partir de 2010, Bia rejeitou convites recebidos já no ano passado e preferiu ficar mais uma temporada na Indy Lights, buscando outros bons resultados para entrar em uma equipe de ponta no próximo ano.

A própria piloto confessa que teve que aprender praticamente tudo sobre as pistas dos Estados Unidos. Para quem acha que é fácil guiar em um circuito oval, ela logo avisa: "É difícil pra caramba. Todo mundo diz que são só duas curvas e deu, mas acontece que a diferença é feita por milésimos. É muito pouco, e para achar esses milésimos no carro é muito complicado", explica.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O que faria Massa sem a Ferrari?

Por Gerson Campos


Não apostaria um real para ganhar mil que a Ferrari ou alguma outra equipe vá deixar a Fórmula 1 por conta de divergências com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) ou a com FOM (Formula One Management, a empresa de Bernie Ecclestone que comanda os direitos comerciais da maior categoria do esporte a motor no mundo). Todos têm muito a perder numa eventual ruptura: as equipes (Renault, Toyota, Red Bull e Toro Rosso já disseram que apoiariam a Ferrari na decisão de deixar a F1) teriam de organizar um campeonato paralelo, que obviamente não usaria o nome Fórmula 1 (pertencente a Ecclestone) e não teria a força do atual certame. A FIA perderia o principal nome do grid e teria de ir à caça de novos pretendentes para compor suas corridas. Um trabalho danado para quem já está ganhando muito desse jeito e pode acertar as coisas cedendo um pouco ali e exigindo aqui. Por isso, acho que, com ou sem teto orçamentário, tudo continuará como está em 2010.

Mas a Ferrari não norteia as discussões apenas nas mesas de reuniões dos cartolas. No mercado de pilotos, os cockpits italianos também são peças-chave nas decisões. E por mais que o futuro dessas cobiçadíssimas vagas esteja ofuscado pelas discussões em torno do regulamento para o ano que vem, não é absurdo cogitar que elas já estejam sendo negociadas agora para 2011 - e aí o futuro de Felipe Massa entra no meio do caminho. O brasileiro e seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, terminam seus contratos no fim de 2010. Até lá, Fernando Alonso, a primeira opção da Ferrari - e não tenham dúvida de que a Ferrari é a primeira opção dele - pode tirar seu cavalinho da chuva. Mas isso não quer dizer que as conversas entre o espanhol e os italianos não tenham acontecido, já que as coisas são decididas com uma antecedência assustadora na Fórmula 1 atual. Um exemplo pode ser dado pelo próprio Alonso, que no final de 2005 anunciou que correria pela McLaren em 2007, e por Juan Pablo Montoya, que no encerramento da temporada de 2003 também anunciou que iria para a McLaren, mas apenas em 2005. Esse é o estilo agressivo de negociação das equipes mais poderosas do grid: vão atrás do que querem, pagam por isso e só deixam a notícia circular quando interessa a elas. Foi o caso do anúncio da aposentadoria de Schumacher e da contratação de Raikkonen. Sigilo total em Maranello.

Como ficaria, então, a dança dos cockpits? Outra pergunta: depois da sequência de erros da Ferrari, Massa teria pensado em trocar de ares? Acho que sim. No fim de 2010, Felipe terá completado cinco anos com a equipe italiana. Raikkonen, já desmotivado, deve se aposentar. Um cockpit certamente seria de Alonso. O outro, de Sebastian Vettel ou de Massa. Se até lá o brasileiro não tiver alcançado um título mundial - e neste ano o próprio piloto já jogou a toalha - o desgaste será inevitável para ambas as partes. Façamos, então, um exercício de futurologia: para onde iria Felipe Massa se deixasse a Ferrari no fim de 2010 ou se a Ferrari o deixasse a pé na Fórmula 1 no ano que vem?

Na primeira hipótese, creio que os destinos mais prováveis fossem a Red Bull ou a Brawn (se o time inglês continuar no pique que está, e se o eterno Barrichello, o Highlander da Fórmula 1, resolver se aposentar). Mas se a Ferrari surpreender o mundo e disser que não corre em 2010... aí não há futurologia que dê rumo no chute. Você arriscaria algum? Eu também não. E ainda teria perdido os R$ 1.000 que apostei lá em cima.

Mas isso não deve acontecer, afinal, você mexeria na fórmula da categoria mais bem-sucedida e lucrativa de todos os tempos apenas porque não conseguiu chegar a um acordo? Nem eles.


300 km/h

- O teto orçamentário tem atraído novas pretendentes ao grid (Lola e USGPE) e a tristeza de ter apenas 20 carros alinhados deve acabar em breve

- O que motivará Ferrari e McLaren a continuar a evolução de seus carros sem chances de brigar pelo título? Vai ser curioso observar o desempenho das duas depois da metade da temporada

- Barrichello sempre andou bem em Mônaco

- Massa sempre disse que o circuito não estava entre seus preferidos

- Galvão vai narrar: novas pérolas, como a "reta torta" descrita em um dos GPs passados, devem vir aí.

Blog: www.blogmotorpress.com.br/gerson

terça-feira, 12 de maio de 2009

GP da Espanha: pra relaxar

Charge do Mantovani - GP da Espanha


Vejam a charge feita pelo artista Bruno Mantovani, do blog http://mantovani.zip.net/. Está é a realidade do Felipe Massa em 2009.

Nelsinho: não é hora de ‘assassiná-lo’

Divulgação/Divulgação

Nelsinho Piquet ainda não marcou nenhum ponto na temporada, e os boatos apontam para uma provável substituição do companheiro de Fernando Alonso na Renault. Na contramão dos rumores, o chefe da equipe, Flavio Briatore, garante que o momento é de apoiar o brasileiro. Leiam o que o boss da Renault disse a respeito:

"Ele está passando por um mau momento, mas quando alguém tem problemas, precisamos ajudá-lo, e não assassiná-lo. Precisamos dar espaço para ele nestas corridas na Europa"


Briatore defende a permanência do brasileiro, mesmo com o bom começo de temporada do piloto de testes da Renault, Romain Grosjean, na GP2, com uma vitória e a liderança do campeonato. O francês seria o substituto imediato do filho do tricampeão mundial Nelson Piquet no time gaulês.


Para Briatore, Nelsinho é um grande companheiro de equipe para Fernando Alonso e sempre foi muito leal, mas já está na hora dele mostrar serviço, senão...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Está difícil segurar o inglês Jenson Button, que triunfou pela quarta corrida em cinco disputadas na temporada 2009 no GP da Espanha, após uma rasteira na estratégia de apenas duas paradas contra três de Rubens Barrichello. O inglês foi preciso e ainda contou com a sorte, já que o brasileiro teve problemas com seu terceiro set de pneus macios, que não rendiam o mesmo que os anteriores. Agora o líder do campeonato tem 14 pontos de vantagem, com 12 corridas para o fim. Será bem complicado tirar essa diferença.


Mas é bom não desmerecer a corrida de Barrichello. Ele foi, desde o início da prova, o piloto mais rápido na pista, mas deu azar com a estratégia. Não fosse o problema após o segundo pit stop, ele fatalmente teria vencido na Espanha. Mas não aconteceu e ele perdeu mais uma corrida para o companheiro. A cara de decepção após sair do carro e no pódio diz tudo. Assim como Barcelona, o GP de Mônaco será importantíssimo.


Outro destaque foi a excepcional corrida de Mark Webber, da RBR. Discreto, ele pouco apareceu durante o GP da Espanha. Mas com uma tática melhor do que as de Felipe Massa e Sebastian Vettel, ele ganhou duas posições no fim da prova e ainda subiu ao pódio. O australiano chegou a pressionar Rubens Barrichello, mas o brasileiro manteve a diferença sob controle nas voltas finais. Webber me surpreendeu nesta corrida.


E a Ferrari continua naquela draga… Se o carro melhorou após o novo pacote aerodinâmico, a equipe continua a tomar decisões equivocadas. Kimi Raikkonen teve problemas com o acelerador e abandonou a prova. Já Felipe Massa fazia uma corrida excepcional e levava seu carro ao quarto lugar até um erro no reabastecimento no segundo pit stop o forçar a diminuir o ritmo e ceder posições a Vettel e Alonso. Desolado, ele admitiu que as chances de título acabaram. E a direção do time continua a fazer inveja aos “Trapalhões”…

Título à vista...

Está difícil segurar o inglês Jenson Button, que triunfou pela quarta corrida em cinco disputadas na temporada 2009 no GP da Espanha, após uma rasteira na estratégia de apenas duas paradas contra três de Rubens Barrichello. O inglês foi preciso e ainda contou com a sorte, já que o brasileiro teve problemas com seu terceiro jogo de pneus macios, que não rendiam o mesmo que os anteriores. Agora o líder do campeonato tem 14 pontos de vantagem, com 12 corridas para o fim. Será bem complicado tirar essa diferença.

Barrichello fez uma corrida que merece elogios. Ele foi, desde o início da prova, o piloto mais rápido na pista, mas deu azar com a estratégia. Não fosse o problema após o segundo pit stop, ele fatalmente teria vencido na Espanha. Mas não aconteceu e ele perdeu mais uma corrida para o companheiro. A cara de decepção após sair do carro e no pódio diz tudo. Assim como Barcelona, o GP de Mônaco será importantíssimo.

Outro destaque foi a excepcional corrida de Mark Webber, da RBR. Discreto, ele pouco apareceu durante o GP da Espanha. Mas com uma tática melhor do que as de Felipe Massa e Sebastian Vettel, ele ganhou duas posições no fim da prova e ainda subiu ao pódio. O australiano chegou a pressionar Rubens Barrichello, mas o brasileiro manteve a diferença sob controle nas voltas finais. Webber me surpreendeu nesta corrida.

E a Ferrari continua remando contra a maré… Se o carro melhorou após o novo pacote aerodinâmico, a equipe continua a tomar decisões equivocadas. Kimi Raikkonen teve problemas com o acelerador e abandonou a prova. Já Felipe Massa fazia uma corrida excepcional e levava seu carro ao quarto lugar até um erro no reabastecimento no segundo pit stop o forçar a diminuir o ritmo e ceder posições a Vettel e Alonso. Desolado, ele admitiu que as chances de título acabaram. E a direção do time continua a fazer inveja aos “Trapalhões”…

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Brawn estreará novidades no carro no GP da Espanha de F-1

Jenson Button é o líder do campeonato

A recém-criada escuderia Brawn GP, que dominou as primeiras corridas do Mundial de Fórmula 1 desta temporada, estreará algumas melhoras no carro na disputa do Grande Prêmio da Espanha, este fim de semana.

O inglês Jenson Button lidera o campeonato após ganhar três das quatro primeiras corridas, com 31 pontos - 12 à frente do brasileiro Rubens Barrichello, seu companheiro de equipe.

"A pausa que tivemos desde que voltamos do Bahrein nos permitiu trabalhar nas melhoras no BGP 001, que levaremos esta semana a Barcelona. Esperamos ver os resultados destas novidades", disse Ross Brawn, chefão da equipe, em comunicado.

Por sua vez, Button reconheceu que não será fácil manter a excelente fase durante toda a temporada: "Sabemos que vamos ter de brigar muito para continuar no topo, mas estou confiante e acho que estamos bem preparados", comentou.

Fórmula 1: título será pelo número de vitórias em 2010

Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), cumpriu o que prometeu: o campeão do mundo de 2010 será o piloto que conquistar o maior número de vitórias e não o de pontos, como agora.

A medida era para entrar em vigor este ano, mas, diante da reação contrária de quase todos dentro e fora da Fórmula 1, Mosley voltou atrás. Deixou claro, no entanto, que apenas estava adiando a sua introdução. Na última reunião do Conselho Mundial da FIA, dia 29, o dirigente incluiu no pacote de mudanças radicais da categoria para o ano que vem a nova forma de se definir o título, que se tornou pública nesta segunda-feira.

Se a reunião da associação das equipes (Fota), quarta em Londres, já seria tensa, por conta da imposição do limite orçamentário de 40 milhões de libras (cerca de R$ 130 milhões) e da criação de duas categorias na Fórmula 1, uma para quem adotar esse teto de investimento e outra para quem não aceitá-lo, agora, com a oficialização do número de vitórias para se conhecer o campeão do mundo, o encontro terá outro caráter: afrontar de vez Mosley.

"Essas medidas não atendem ao interesse da Fota, que tem a representatividade de reunir todas as equipes da Fórmula 1", afirmou, em Bahrein, Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari e da Fota.

O mais impressionante é que Mosley alterou, por conta própria, o apêndice 5 do regulamento esportivo para poder impor suas ideias, que não representam o que pensam os pilotos e os homens que comandam as equipes. O trâmite normal para se aprovar uma alteração nas regras começa no Grupo Técnico de Trabalho (TWG), se for uma mudança técnica, e no Grupo Técnico Esportivo (SWG) para os casos esportivos.

As propostas definidas nesses grupos, onde os pilotos, os times e a FIA têm representação, seguem para a Comissão de Fórmula 1, em que além de pilotos, escuderias e FIA estão presentes promotores das corridas e patrocinadores. As propostas são, então, votadas. Na sequência a medida é encaminhada para o Conselho Mundial da FIA, que tem o poder de aceitar ou recusar, mas não emendar.

A novidade este ano é a introdução do parágrafo 8 no apêndice 5, no melhor estilo "aqui, agora, mando eu". Seu texto diz: "O TWG e o SWG serão consultados sobre as propostas não originadas neles e seus comentários serão avaliados pelo Conselho Mundial da FIA". Uma afronta à ordem.

O argumento da Fota, na quarta, será esse: Mosley não tem direito de baixar um "ato institucional" que lhe garanta fazer o que bem entender com a Fórmula 1. Não está escrito em nenhum lugar que possui essa prerrogativa, a não ser nos temas de segurança, que não é o caso.

Mas se não der certo o recurso jurídico desportivo para derrubar as ações ditatoriais de Mosley e contrárias aos interesses dos maiores interessados, pilotos e equipes, e provavelmente a maior parte do público, a Fota não vai pensar duas vezes: desobedecer a autoridade constituída e promover o chamado racha.

A FIA fica com o nome Fórmula 1 e já em 2010 a Fota organiza o seu campeonato. Bernie Ecclestone, da FOM, detentora dos direitos comerciais, tem apoiado a FIA, mas pode, diante da iminente ameaça da Fota, tentar conciliar os interesses de todos.