quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Curiosidades da Formula 1: O Motor



Para começar a série de post sobre a Fórmula 1, nada melhor do que o coração dos carros. Por 10 anos os motores foram potentes V10 aspirados de 3.0 litros. Esses motores atingiam facilmente 22.000 rpm e mais de 1.000 hp. Em 2006 a FIA mudou as regras para melhorar a segurança dos pilotos. Hoje os motores são V8, 2 cilindros por linha em 90º, de 2.4 litros, 4 tempos, aspirados naturalmente, sem compressão e sem turbo, e com no máximo 4 válvulas por cilindro (2 de admissão e 2 de escape). O diâmetro máximo dos cilindros é 98 mm. Com dois cilindros a menos que os V10, a potência caiu 200 hp e os giros agora atingem menos de 20.000 rpm.

Os motores consomem em torno de 650 litros de ar por segundo. O aquecimento gerado durante o funcionamento chega a 100.000 BTU. No escapamento os gases saem a mais 1.000 ºC. O consumo de combustível gira em torno de 75 litros a cada 100 km, ou seja, 0,75 1,33 km por litro (e você acha que seu carro gasta muito!). Mesmo com esse consumo um motor de Formula 1 é 20% mais eficiente que um carro de passeio.


Os intercoolers, que resfriam ar antes de entrar no cilindro não são permitidos, como também a injeção de qualquer substância diferente de ar e combustível. Sistemas de exaustão com geometria variável também são proibidos. O eixo do comando de válulas e o virabrequim devem ser obrigatoriamente de aço ou ferro fundido. Compostos de carbono não podem ser utilizados no bloco do motor, no cabeçote e no pistão. Para as outras peças, apenas são permitidos o Ferro, o Alumínio e o Titânio. As ligas são proibidas.

Agora rumo à Fórmula 1 de 2010

A prova de Abu Dhabi, no último domingo, encerrou o Campeonato 2009 de Fórmula 1, com a conquista de Sebastian Vettel do primeiro lugar na corrida do segundo no Mundial de Pilotos. Rubinho Barrichello, que terminou a prova em quarto, ficou em terceiro na classificação geral.

O Mundial de Fórmula 1 de 2009 premiou a criatividade e o talento de Ross Brawn com o título de sua equipe no Mundial de Construtores e também o do pragmático Jenson Button. A temporada de 2010 está no marco zero e começa agora com os acertos entre pilotos e equipes, mudanças de regras, projetos de carros, a entrada equipes estreantes e, pelo menos, um circuito desconhecido, o da Coréia do Sul. Com tantas informações novas é impossível prever o que campeonato do ano que vem oferecerá ao público. Com mais lugares no grid, o interesse crescerá.

Como já se sabe, a Fórmula 1 de 2010, sob certos aspectos, retomará alguns dos valores do passado. O fim do reabastecimento de combustível tornará as corridas menos previsíveis. A última parte do treino de classificação, o Q3, será disputada a toda a velocidade, com os carros abastecidos com o mínimo possível de gasolina. Depois, no dia seguinte, todos largarão com o tanque cheio. As primeiras voltas serão mais lentas e, à medida que o tempo for passando, os carros ficarão mais leves e, portanto, mais rápidos. Este será o desafio dos projetistas e chefes de equipe na escolha do set up correto e na estratégia para a troca dos tipos de compostos de pneus. Os tanques de combustível serão maiores e o peso mínimo dos carros passará dos atuais 605 quilos para 620 quilos. O kers continuará opcional mas o mais provável é que seja desdenhado por quase todas as equipes. A princípio, este componente não terá peso algum na disputa do próximo Mundial.

A formação das novas duplas é um capítulo a parte. A Ferrari, na teoria, vem disposta a recuperar seu prestígio abalado este ano. Com um bicampeão, Fernando Alonso, e um piloto combativo e agora experiente, Felipe Massa, a equipe tem tudo para entrar duro na disputa. Só terá que aplacar o temperamento latino de seus dois pilotos para evitar futuras dores de cabeça. Se alguém acha que Alonso já sai levando vantagem pode se equivocar.

A McLaren se fechar com Kimi Räikkönen não ficará muito atrás. Terá dois campeões mundiais defendendo as cores da escuderia. Ross Brawn, dessa forma, terá duas equipes fortes e decididas para enfrentar na busca do bicampeonato. Não será fácil. Com Jenson Button e, provavelmente, Nico Rosberg, a Brawn não contará com o conhecimento de um piloto como Rubinho Barrichello que teve participação decisiva no título. Ao longo do ano essa falta poderá ser confirmada.

A Red Bull terá a dupla Vettel/Webber que já tem experiência suficiente para conduzir o projeto para 2010. O tempo dirá se Vettel está maduro ou permanecerá como uma grande promessa.

Há ainda outras atrações imprevisíveis como Barrichello na Williams, anunciado esta semana, ou Robert Kubica na Renault. E a chegada da Manor, USF1 e Campos, que já assinou com Bruno Senna. Outros pilotos ainda estão em compasso de escolha e Lucas Di Grassi também corre atrás de uma oportunidade.

O Mundial de Pilotos e Construtores da Fórmula 1 em 2010 terá 19 corridas, incluindo a volta do GP do Canadá em Montreal (a corrida ficou fora do calendário deste ano) e a entrada do GP da Coréia do Sul, indicando que a Ásia ocupa um espaço cada vez maior na categoria mais importante do automobilismo internacional. Em um ou dois anos será a vez da India fazer sua estréia com um novo autódromo na região de Nova Delhi.

Na América Latina continuaremos sendo o único representante no calendário. O GP Brasil de Fórmula 1 volta a ser o último do campeonato, dia 14 de novembro, no autódromo de Interlagos. Poderemos ter aqui, pela sexta vez consecutiva, a definição do novo campeão mundial. E Felipe Massa poderá, muito bem, ser um dos pretendentes.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Novos ares para Barrichello

Rubens Barrichello finalmente foi confirmado na Williams como companheiro de Nico Hulkenberg para a próxima temporada. Dizer o que está reservado ao brasileiro ainda é muito cedo, já que o carro nem sequer está pronto. Mas diria que o grande ponto de interrogação é em relação ao motor Cosworth, porque os últimos carros do time têm sido decentes.

Motivação é algo que nunca faltou e nem faltará a Rubens. E, diante de um companheiro de equipe promissor como é Hulkenberg, o brasileiro continuará com a mesma vontade de conseguir bons resultados e, como ele sempre destaca, brigar pelo campeonato. Parece difícil? Parece. Mas para quem davam como acabado e fez uma ótima temporada, muita calma nessa hora.

Toyota deixa a Fórmula 1...

Toyota começou a disputar o Mundial de Fórmula na temporada de 2002

A Toyota, maior fabricante mundial de veículos, anunciou nesta quarta-feira que vai se retirar da Fórmula 1 por razões econômicas. Com isso, a categoria não terá nenhuma escuderia japonesa na próxima temporada.


Em comunicado, a empresa confirmou as informações publicadas pelo jornal japonês "Mainichi" e se une a outras marcas japonesas que decidiram abandonar o automobilismo, como Honda, no início do ano, na Fórmula 1, além de Suzuki e Subaru no Mundial de Rali.


A Toyota começou a disputar a Fórmula 1 em 2002 e os planos da montadora eram continuar até 2012, mas a grave situação econômica atual, como assinala na nota, provocou uma retirada precipitada da modalidade mais famosa do automobilismo mundial.


Segundo a agência local Kyodo, a decisão tomada pela Toyota pretende diminuir o custo milionário da participação na alta competição. A montadora espera encontrar um comprador na Europa para a escuderia.


A Honda, que saiu da F-1 no fim da temporada 2008, vendeu a escuderia, que passou a se chamar Brawn GP e conquistou o Mundial de Pilotos com o inglês Jenson Button.


No comunicado, a Toyota agradece ao apoio dos torcedores e assegurou que vai tratar de conseguir a melhor solução para os empregados da escuderia e aqueles que se veem afetados pela decisão.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vettel vence em Abu Dhabi e é vice-campeão

O alemão Sebastian Vettel venceu o Grande Prêmio de Abu Dhabi, etapa de encerramento da temporada 2009 da Fórmula 1, e assim ficou com o vice-campeonato. Seu companheiro de equipe, o australiano Mark Webber, fechou a dobradinha para a Red bull, enquanto o campeão, Jenson Button, terminou a corrida em terceiro. Rubens Barrichello recebeu a bandeirada quadriculada na quarta posição.

Na largada, Hamilton manteve a ponta sem dificuldades, seguido por Vettel e Webber. Barrichello largou bem e até tentou ganhar uma posição, mas o australiano da Red Bull fechou a porta e passou por cima da asa dianteira do brasileiro, arrancando alguns elementos.


Barrichello então perdeu rendimento e, no final da primeira volta, já foi ultrapassado por Button. o brasileiro conseguiu retomar um bom ritmo apenas depois de algumas voltas, após os pneus estarem devidamente aquecidos.


Na frente, Hamilton abriu vantagem nas primeiras voltas, mas não da forma como era esperada depois do seu desempenho no treino classificatório. Depois de dez voltas, sua vantagem era de apenas um segundo.


Isso acabou determinando a inversão de posições após a primeira parada. Nas duas voltas a mais que teve na pista, o alemão conseguiu andar mais rápido para voltar à pista na frente após sua parada.


Mas a disputa acabaria poucas voltas depois. Logo depois da parada a McLaren já avisava Hamilton sobre um problema nos freios traseiros e, duas voltas depois, o inglês abandonava, após ter passado reto em uma curva.


Nessa altura da prova, na volta 23, Vetell e Webber lideravam, com o surpreendente Kobayashi, da Toyota, em terceiro - ainda sem fazer sua parada. Button era o quarto e Barrichello, o quinto. Em sexto aparecia Raikkonen, seguido por Kovalainen, ambos também sem parar.


Quando Kobayashi, Raikkonen e Kovalainen fizeram suas paradas, os oito primeiros passaram a ser: Vettel, Webber, Button, Barrichello, Heidfeldk Trulli, Kubica e Rosberg.


Quando os pilotos efetuaram a segunda parada, o posicionamento na pista ficou assim: Vettel, Webber, Button, Barrichello, Heidfeld, Kobayashi, Trulli e Buemi. E essas posições foram mantidas até a bandeirada quadriculada.


Button, nas últimas voltas, ainda tentou tomar o segundo posto de Webber, que tinha dificuldades com o carro. O australiano, porém, conseguiu manter-se à frente e garantiu a dobradinha para a equipe Red Bull.


Vettel, então, sagrou-se vice-campeão do mundo, mesma posição em que na equipe Red Bull fechou o campeonato de construtores, enquanto Button fechou o ano de seu título com um pódio.