quinta-feira, 30 de abril de 2009

Ayrton Senna... 15 anos de saudades!

Amanhã, neste 1º de maio de 2009, nos lembraremos - passados 15 anos, que o fabuloso "Beco" ainda está presente em nossas vidas...

Jamais esqueceremos da figura franzina e hulmide que por muitos domingos nos trouxe alegrias com suas vitórias incontestáveis e seu estilo inconfundível de pilotar...

Foram tantas vitórias, poles, voltas mais rápidas, conversas com engenheiros, técnicos e uma fama gigantesca pelo mundo afora, não conseguiram mudar o estilo de Senna que seguiu sempre humilde e discreto em seus atos.

Faço, através da fotos abaixo, minha homenagem àquele que foi o maior entre todos os que conseguiram domar com bravura e perfeição os bólidos da F1.







terça-feira, 28 de abril de 2009

Jenson Button: o nome da vez...


Jenson Button vence o GP do Bahrein

Ao contrário do que os treinos no Bahrein poderiam sugerir, Jenson Button conseguiu sua terceira vitória em quatro provas nesta temporada, ampliando seu domínio no campeonato. O inglês decidiu sua vitória em dois momentos: na corajosa ultrapassagem sobre Lewis Hamilton, ainda na segunda volta; e na tática da equipe, que o deixou um pouco mais na pista, o suficiente para superar as Toyotas de Timo Glock e Jarno Trulli.

O inglês teve pista livre a partir daí e conseguiu abrir uma boa vantagem para os rivais. Sebastian Vettel, o mais pesado no treino classificatório, não fez uma boa corrida e ficou preso atrás de Lewis Hamilton e, depois, de Jarno Trulli. O alemão da RBR só ganhou posições nos pit stops e fez uma corrida burocrática. O italiano da Toyota, por sua vez, tinha até mais potencial, mas o uso dos pneus médios no segundo stint da corrida sepultou suas chances de vencer a corrida, que já eram remotas após a bela tática de Button.

Já Rubens Barrichello chegou em quinto, após uma ousada tática de três paradas. A equipe decidiu por alterar a estratégia do brasileiro antes do primeiro pit stop, para evitar que ele ficasse preso no tráfego e estivesse sempre leve e com pneus novos. A tática poderia até funcionar, não fosse Nelsinho Piquet, que segurou o compatriota - com muita competência, diga-se de passagem - por algumas voltas. No fim, o quinto lugar não foi tão diferente do que ele conseguiria com dois pit stops. Mas acho que valeu a aposta.

Nelsinho Piquet, aliás, fez uma belíssima corrida, sem erros. Sua largada e primeira volta foram excepcionais, inteligentíssimas. Ele escapou de todas as confusões e subiu para a 11ª posição. Depois, com um carro pesado, fez voltas regulares e chegou apenas duas posições atrás do companheiro Fernando Alonso, que largou mais leve e mais à frente do que o brasileiro. Se Flavio Briatore queria uma corrida normal para avaliar Nelsinho, o GP do Bahrein jogou muito a favor do piloto, que estava na berlinda.

A Ferrari merece um capítulo à parte. Apesar da corrida não ter sido tão ruim para ela, o GP do Bahrein marcou o pior início de temporada da história. A melhoria no desempenho é discreta, mas o carro pode evoluir com o novo pacote aerodinâmico que deverá estrear na Espanha. Kimi Raikkonen foi o sexto colocado e Felipe Massa, após ter de trocar o bico com duas voltas, chegou apenas em 14º lugar, uma volta atrás. E a equipe italiana ainda errou de novo na estratégia do brasileiro… Será que tudo voltará ao normal em Barcelona?

Gostei também da corrida de Lewis Hamilton. Discreta, mas bem sóbria. O inglês foi constante, dificultou a ultrapassagem de Jenson Button, mas não foi desleal como em outras ocasiões. Após o título de 2008 e a mentira no GP da Austrália, parece que o piloto da McLaren começa a amadurecer seu estilo de pilotagem, errando menos. Para ele, isto é ótimo, principalmente na Inglaterra, com o reaparecimento de Jenson Button, queridinho da torcida do país em 2009 com a liderança do campeonato.

No fundo do poço...


Felipe Massa com sua Ferrari no Bahrein

Que a fase da Ferrari não é das melhores, todo mundo já notou nas corridas na Austrália e na Malásia. Mas esta sexta-feira marcou o fundo do poço para a equipe italiana. Com um carro muito ruim em relação aos demais times, Felipe Massa e Kimi Raikkonen ficaram nas duas últimas posições dos treinos livres para o GP do Bahrein. A maior tradição da Fórmula 1 parece estar atolada em um deserto de desempenho.

Preciso ser justo aqui: por falta de tempo, acabei não comentando a excepcional corrida de Felipe Massa na chuva chinesa. Antes de seu carro quebrar, ele estava na terceira posição, em uma sensacional prova de recuperação. Uma belíssima resposta a quem diz que o brasileiro não sabe andar na chuva. Em tempo: tido como gênio no molhado, Lewis Hamilton rodou quatro vezes no GP e chegou atrás até de Heikki Kovalainen, seu companheiro. Massa e Hamilton tiveram desempenhos opostos ao de Silverstone-2008, lembram?

A culpa deste mau início de temporada é de todos na Ferrari, menos dos pilotos. Apesar de achar que Raikkonen está aquém de Massa neste início, o grande problema está no F60, que tem graves defeitos de nascença. Além disso, os desmandos dos dirigentes na pista prejudicaram ambos nas três primeiras corridas do ano. Este fator fez com que Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, viajasse ao Bahrein para assistir ao GP. Será que isto terá efeito positivo ou elevará a pressão a níveis inimagináveis? Acredito na segunda opção.

A morosidade no desenvolvimento do carro é preocupante. A McLaren, a Renault e até a Force India já se mexeram e colocaram novidades na pista. A Ferrari continua em marcha lenta, com poucas mudanças desde a Austrália. Neste ritmo, a temporada vai passar e os vexames vão continuar. Nunca na história a equipe deixou de marcar pontos nos quatro primeiros GPs de uma temporada. A julgar pelo desempenho nos treinos livres em Sakhir, o recorde negativo será alcançado com facilidade neste fim de semana.

Os problemas de comando na equipe remetem aos tempos de Cesare Fiorio, chefe no início da década de 1990. Mas não diria que é culpa dos italianos; é apenas uma coincidência. Obviamente, algo está errado na Ferrari. E está mais do que na hora do Sr. Luca di Montezemolo intervir, antes que o cavalinho fique atolado de vez na temporada 2009. A reação parece bem distante…

15 anos sem Ayrton Senna


Por Rafael Lopes:


A próxima sexta, 1º de maio, será bem mais do que o Dia do Trabalhador para os fãs de Ayrton Senna. Nessa data, em 1994, o tricampeão mundial de Fórmula 1 liderou as últimas sete voltas de sua vida no GP de San Marino, antes do fatídico e fatal acidente na curva Tamburello, em Imola.

O acidente foi um desfecho chocante para aquele que é conhecido como o mais trágico fim de semana da história do automobilismo. Não foi só a vida de Senna que acabou ceifada: o austríaco Roland Ratzenberger morreu no sábado num pavoroso acidente na curva Villeneuve, a mais de 300 km/h. E na sexta-feira, quase que Rubens Barrichello foi junto ao destruir sua Jordan nas telas de proteção.

A morte de Senna mudou o conceito de segurança na Fórmula 1 e desde então a categoria viu batidas até mais fortes que a do brasileiro em termos de impacto, mas ninguém mais perdeu a vida para que novas providências sejam tomadas. Desde então, nenhum outro piloto perdeu a vida na categoria máxima.

Os amigos e jornalistas Rafael Lopes, Leonardo Murgel e Alexander Grünwald iniciaram nesta terça uma série de reportagens no Globoesporte.com sobre a trajetória de Ayrton Senna - desde a infância até a Fórmula 1, passando pelos títulos nos campeonatos de F-Ford 1600 e 2000, Fórmula 3, a estréia na Toleman, as primeiras vitórias pela Lotus, a glória dos três títulos pela McLaren e o triste ano de 94 pela Williams.

O Sportv também não vai ficar de fora: este escriba aqui está finalizando o programa “Ayrton Senna do Brasil: 15 anos de saudade”, que vai ao ar - logicamente - no dia 1º de maio, às 23h30. Com depoimentos de Galvão Bueno, Reginaldo Leme, Lito Cavalcanti, Rubens Barrichello, Felipe Massa, Christian Danner, Patrick Head e também do compositor do Tema da Vitória, maestro Eduardo Souto Neto.

Portanto, fãs de Ayrton Senna, fiquem ligados na grande rede e também na telinha do canal campeão. Os 15 anos sem o tricampeão não foram esquecidos.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Na beira do caos

por Rodrigo Mattar


Para felicidade geral de quem gosta de automobilismo, a Fórmula 1 hoje está virada de ponta-cabeça. Afinal, quem apostaria um níquel que a Brawn GP, recém-chegada à categoria, venceria duas corridas e teria líder e vice-líder do campeonato? E quem apostaria que a Red Bull teria enfim chance de ganhar um GP, o que se concretizou com Sebastian Vettel (foto) no último GP da China?

Parafraseando o técnico do Botafogo Ney Franco, que nas horas vagas ataca de compositor, as grandes favoritas para o título de 2009, que seriam Ferrari, McLaren, Renault e BMW estão “na beira do caos”. E não são só as escuderias: alguns pilotos já estão, segundo dizem, com os dias contados para receber o bilhete azul.

O mau desempenho das quatro grandes forças da F-1 é talvez o que chame mais a atenção depois de três corridas. Os pilotos, coitados, são levados de roldão e muitos deles não tem a menor culpa no mau desempenho dos carros. Os departamentos de engenharia é que terão de trabalhar em dobro pra recuperar o imenso prejuízo e devolver às equipes a competitividade esperada.

Não será fácil: para que se chegue ao mesmo patamar de desenvolvimento e chegar a algo semelhante à polêmica seção traseira de Brawn, Williams e Toyota, pode-se chegar ao cúmulo de ter que se redesenhar toda a suspensão e o câmbio, o que demanda tempo - e dinheiro também. A Ferrari sabe que as provas do Bahrein no próximo domingo e a da Espanha, dia 10 de maio, são decisivas: não havendo resultados convincentes, todos os esforços começarão a ser concentrados para o projeto de 2010.

E tem mais: com os italianos no comando, a equipe voltou a ser a velha bagunça de outrora. O casino inexistiu quando Ross Brawn, Rory Byrne, Jean Todt e principalmente Michael Schumacher eram os pontas-de-lança de uma equipe vencedora. Mas nenhum dos quatro tem vínculos diretos com Maranello.

Há quase 30 anos, a Ferrari viveu um problema um pouco parecido com este de agora. Chegada a conclusão de que o modelo 312 T5, além de pouco competitivo, tinha problemas com os pneus Michelin que não atingiam a temperatura ideal, a equipe partiu para o desenvolvimento do modelo 126 Turbo que debutou no treino classificatório do GP da Itália em Imola, com Gilles Villeneuve. Mas o carro só estrearia um ano depois.

Será que a história vai se repetir?

Do lado dos pilotos, alguns já não conseguem mais respirar: ameaçados de demissão através da imprensa (sempre essa área fatal!), Nelson Ângelo Piquet e Sébastien Bourdais são hoje os nomes mais cobrados em busca de resultados que não acontecem - algumas vezes por erros de ambos e outras porque seus equipamentos não correspondem. O brasileiro teria dito que a Renault privilegia Fernando Alonso - o que não deixa de ser verdade. Mas levou um senhor pito de Flávio Briatore na véspera do GP da China e precisou vir a público pra desmentir o diz-que-diz-que.

Bourdais é um piloto que admiro, honestamente, por sua capacidade de se adaptar aos Esporte-Protótipos e à maneira como matou a tapa a oposição na ChampCar por quatro anos consecutivos. É certo que o lote não era dos melhores, mas ninguém é tetracampeão por acaso. Ao chegar na F-1 com todo esse status, o francês decepcionou ao não conseguir andar no mesmo nível do jovem alemão Sebastian Vettel. E em 2009, a história se repete, com “Tião” levando uma sova do estreante “Tião” Buemi.

A desculpa é a mesma do ano passado: a falta de adaptação ao carro. “O carro tem 20% a mais de aderência na dianteira e os pneus traseiros não são grandes o suficiente. Não consigo me adaptar ao carro, é a minha fraqueza, não posso esconder isso”, revelou em entrevista para a Autosport, renomada publicação inglesa.

É… o caos toma conta da Fórmula 1. Vamos ver se no Bahrein as coisas continuam como estão.

Vettel: até debaixo d'agua...

por Rafael Lopes |

RBR comemora a dobradinha no GP da China

O GP da China proporcionou aos fãs de Fórmula 1 um daqueles momentos inesquecíveis. São raras as vezes em que o desempenho individual de um piloto se sobressai de forma tão exacerbada quanto o de Sebastian Vettel, da RBR. O alemão não deu chances aos adversários e venceu com muita facilidade, mesmo debaixo de chuva. A equipe austríaca tem um carro muito bom e conseguirá alçar voos mais altos com o alemão.

Vettel superou com muita facilidade o companheiro Mark Webber. O australiano, conhecido como “leão de treino”, mostrou até velocidade, mas cometeu alguns erros bobos, que poderiam tê-lo tirado da prova. Correr ao lado do jovem alemão, conhecido como “Baby Schumi”, não deve ser das tarefas mais fáceis. Mas confesso que esperava mais de Webber. Pelo menos um pouco mais de regularidade e consistência.

A Brawn GP teve sua corrida atrapalhada pelo acerto para pista seca. Com menos asa, os carros da equipe tinham dificuldades para se manter na pista. No momento em que a chuva diminuiu, já na parte final da prova, Button e Barrichello andaram muito rápido e o brasileiro ainda fez a melhor volta. O time ainda tem o melhor carro. O BGP011 ainda sobra em relação aos rivais. Mas o sinal de alerta precisa estar ligado para evitar surpresas desagradáveis no decorrer da temporada 2009.

O que dizer da Ferrari? Desempenhos pífios nas três primeiras corridas do ano e a quebra de um recorde negativo que já durava quase 29 anos. Felipe Massa vinha em uma excelente corrida de recuperação e seu carro teve problemas eletrônicos quando estava na terceira posição. Kimi Raikkonen, por sua vez, foi muito mal. Além de não ter um bom desempenho, ele foi ultrapassado seis vezes, sendo que quatro por Lewis Hamilton. Algo lamentável para um piloto que foi campeão mundial em 2007 com a Ferrari.

Na semana que vem teremos o GP do Bahrein, em condições completamente diferentes das vistas até agora. Para alegria dos fãs (e de quem trabalha), as corridas voltam para o horário diurno, às 9h da matina. Quanto ao circuito, ele é localizado dentro de um deserto e não deve ter problemas com chuvas. Nos últimos anos, a Ferrari, com Felipe Massa, dominou por lá. Quem será que pegará o bastão da equipe italiana?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Equipes terão de copiar carro da Brawn

Agora não há outra saída: as sete equipe que não competem com o difusor do tipo usado pela Brawn, Toyota e Williams terão, de alguma forma, de adotar solução aerodinâmica semelhante. E quanto mais rápido menor tende a ser o prejuízo. A confirmação da legalidade dos carros dos três times, ontem pelo Tribunal de Apelos da FIA, em Paris, não deixou outra alternativa à Ferrari, McLaren, BMW, Renault, Red Bull, Toro Rosso e Force India.

Os treinos livres do GP da China, no circuito de Xangai, começam hoje às 23 horas no horário de Brasília (10 horas de sexta-feira local). E, de novo, com muita probabilidade, Jenson Button e Rubens Barrichello, da Brawn, Jarno Trulli e Timo Glock, Toyota, e Nico Rosberg e Kazuki Nakajima, da Williams, deverão se impor sobre os demais, como fizeram nas etapas da Austrália e da Malásia. Seus carros são mais velozes que o dos adversários, principalmente pelo uso de um difusor, a seção final do assoalho, que lhes permite gerar maior pressão aerodinâmica.

Ferrari, Renault e Red Bull tiveram seu protesto contra o difusor das três melhores escuderias recusado, ontem, pelo Tribunal de Apelos da FIA. “Não há outra instância na esfera desportiva”, explica Alexandra Aschieren, assessora da entidade. Se alguém não aceitou a decisão dos cinco juízes do tribunal, a única saída será recorrer à justiça comum, mas não existem indícios de que alguém prosseguirá com o caso.

O diretor geral da Ferrari, Stefano Domenicali, expressou o que pensa: “Ficamos no aguardo de conhecer as razões que a FIA tem para rejeitar nosso apelo. Essa decisão nos obriga a interferir nos elementos básicos do projeto do nosso carro, o que exigirá tempo e dinheiro.” Felipe Massa disse, na Malásia, que disporia de um modelo equipado com aerodinâmica sob os mesmos princípios apenas na etapas de Mônaco, dia 24 de maio, sexta do calendário, ou da Turquia, 7 de junho. “E até lá os pilotos da Brawn vão estar bem na frente na classificação do campeonato.”

O que incomoda muito Domenicali e Flavio Briatore, da Renault, bem como os demais diretores, é a suspeita de que Max Mosley, presidente da FIA, estaria de alguma forma por detrás da política de considerar os carros da Brawn, Toyota e Williams como legais. Mosley deseja implantar uma nova Fórmula 1 em 2010, com limite de custos de cerca de 33 milhões de euros por ano. As equipes não concordam e, em bloco, recusaram a proposta.

Desde a criação da associação de times, a Fota, em setembro do ano passado, Mosley luta contra os dez inscritos na Fórmula 1. Assim como Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais do evento. Antes não havia essa união e unanimidade de propósitos nas escuderias. Ao permitir o uso do polêmico difusor, Mosley estaria criando animosidade dentre elas, por proporcionar diferenças grandes de desempenho, o que poderia levar a um racha na Fota, facilitando, assim, seus planos e os de Ecclestone de implantar suas idéias na Fórmula 1.

O veredicto de ontem gerou mesmo uma situação difícil. O campeão do mundo, Lewis Hamilton, da McLaren, parecia resignado durante promoção de um patrocinador, em Xangai. “Não será a introdução do novo difusor que fará o nosso carro ser vencedor. Para ele funcionar os projetistas têm de estudar o comportamento do ar desde o aerofólio dianteiro, ou seja, repensar o projeto todo.” Como Massa, lembrou “que isso é um processo que exige bom tempo”. Button e Barrichello já lideram o campeonato com 15 e 10 pontos, seguidos por Trulli e Glock, 8,5 e 8. E dentre os contrutores as duas equipes também já abriram importante vantagem. A Brawn tem 25 pontos, a Toyota, 16,5, enquanto a terceira e a primeira sem o difusor, a BMW, apenas 4.

Se os programas de desenvolvimento dos carros já estava acelerado por causa dos fenômenos Brawn, Toyota e Williams, a partir de ontem tudo terá de se processar com velocidade ainda maior. É provável que a maioria das escuderias eleja o GP da Espanha, dia 10 de maio em Barcelona, para estrear quase um novo carro, já sob o conceito aerodinâmico empregado nas três mais rápidas hoje. O que será o início de uma nova temporada.

Duplo homicídio mata Franco Ambrosio na Itália

por Rodrigo Mattar

A notícia sem dúvida será ofuscada pela legalidade dos difusores de Brawn, Williams e Toyota, mas fica o registro: o italiano Franco Ambrosio, de 77 anos e sua esposa Giovanna Sacco, três anos mais nova, foram assassinados em Posilippo, nas proximidades de Nápoles, golpeados gravemente na cabeça. E o que esse crime tem a ver com a Fórmula 1?



Simples: Franco Ambrosio foi patrocinador de um piloto - Renzo Zorzi - e de uma equipe de Fórmula 1 nos anos 70, a Shadow. Conhecido pelos seus negócios na área financeira, ele seria um dos patrocinadores da Arrows na temporada de 1978 - o nome da equipe era formado pelo acrófono de A (Franco Ambrosio), R (Alan Rees) - com a letra dobrada, O (Jackie Oliver), W (Dave Wass) e S (Tony Southgate), todos dissidentes da Shadow, de onde saíram após uma briga com Don Nichols.


Mas Ambrosio acabou preso no início daquele ano e não pôde fazer parte do projeto. Seu nome foi envolvido também no escândalo da loja maçônica P2, na Itália, um dos pivôs da morte do Papa João Paulo I (Albino Luciani), 33 dias depois de assumir o posto ocupado por Paulo VI.


A Arrows, cujo modelo A1 era uma cópia fiel do Shadow DN9 - afinal de contas, Tony Southgate concebeu ambos os projetos - veio para o GP de estreia no Brasil com o carro totalmente branco e o patrocínio de última hora da Varig. Só na corrida dos EUA, em Long Beach, com a chegada do alemão Rolf Stommelen em um segundo carro, a Warsteiner iniciou um apoio que só terminaria em fins de 1980.


Depois de preso e libertado, Ambrosio envolveu-se em outro escândalo: o da fazenda Italgrani, líder na produção de grãos e cereais na Itália, da qual desviou aproximadamente US$ 10 milhões. Em razão do desfalque, foi preso novamente e condenado a nove anos de cana, sem sursis.


Hoje, num 15 de abril como outro qualquer, a conturbada vida de Franco Ambrosio teve um fim - que muitos hão de dizer à altura de todos os seus atos como empresário e banqueiro.

O adeus do Big Boss

por Rodrigo Mattar


A notícia de que Ron Dennis está definitivamente fora da McLaren na Fórmula 1 não surpreende. Afinal de contas, todo mundo já tinha conhecimento de que a direção geral da equipe estava - desde o GP da Austrália - sob a responsabilidade de Martin Whitmarsh, antigo braço-direito de Ron.


A partir de agora, o dirigente que comprou a McLaren com a ajuda da Marlboro, tomando o controle acionário das mãos de Teddy Mayer, no início do ano de 1981, faz parte da McLaren Automotive, a divisão de carros esportivos que se tornará independente da escuderia de Fórmula 1. O objetivo é lançar o primeiro modelo daqui a dois anos.


Dennis, envolvido há mais de quatro décadas com o esporte a motor, primeiro como mecânico da Cooper, mecânico-chefe da Brabham, sócio e dono da Rondel junto com Neil Trundle e posteriormente fundador e dono da Project Four, confessou que assistiu ao recente GP da Malásia pela televisão. Sem falsa modéstia, resumiu sua presença na Fórmula 1 durante os últimos 28 anos, com uma frase que revela sua importância no automobilismo.


“Fui o arquiteto da reestruturação do grupo McLaren.”

Rubens Barrichello - jejum de quase cinco anos

Após quase cinco anos, Rubens Barrichello poderá encerrar seu jejum de vitórias na mesma pista em que conquistou a última. No dia 26 de setembro de 2004, ainda com a Ferrari, o brasileiro conseguia seu nono triunfo na Fórmula 1, com um fim de semana perfeito no GP da China, em Xangai.

Na ocasião, Barrichello fez a pole position e dominou a corrida desde o início, deixando Jenson Button, então na BAR, seu atual companheiro de equipe na Brawn GP, na segunda posição. Kimi Raikkonen, na época na McLaren, completou o primeiro pódio de uma corrida em Xangai. Michael Schumacher, já heptacampeão na época, marcou a melhor volta da prova.

Após quatro temporadas sem vitórias (uma na Ferrari e três na Honda), o brasileiro volta a ser cotado como favorito graças ao bom carro fabricado pela Brawn GP. Jenson Button venceu as duas primeiras corridas do ano, na Austrália e na Malásia, com o BGP001. O domínio do time comandado por Ross Brawn só deverá ser ameaçado no GP da Espanha, em Barcelona, quinta prova do atual campeonato da Fórmula 1.

Vamos torcer por ele...