sexta-feira, 18 de março de 2011

Galaxeiros das Gerais

Amigos, 

diante da série "Grandes Brasileiros", rendo aqui minha singela homenagem aos membros da Associação Galaxeiros das Gerais que marcaram presença no 1º Encontro de Autos Antigos de Congonhas realizado em setembro de 2010.
Ao Antônio do Monte e aos demais membros, um grande abraço.





Falta de tempo...

Pois é galera, minha falta de tempo pra postar está cada vez maior... e tudo isso em virtude do ritmo frenético e dinâmico do meu trabalho (duro)... mas ainda hoje arranjarei um tempinho para postar...

abraços a todos ....

segunda-feira, 14 de março de 2011

Grandes Pilotos; Graham Hill

Considerado um dos maiores pilotos de automobilismo de todos os tempos, rendo aqui minha singela homenagem a Norman Graham Hill, nascido em Hampstead, Londres, no dia 15/02/1929 na Inglaterra, que ficou mundialmente conhecido como Graham Hill.

Hill foi bicampeão mundial de Fórmula 1 em 1962 e 1968. Disputou 18 temporadas de Fórmula 1, entre os anos de 1958 e 1975, e teve o período igualado apenas por Rubens Barrichelo (1993-2010).

Ele foi o único piloto a ganhar a Tríplice Coroa: Indianapolis 500 em 1966, as 24 Horas de Le Mans em 1972 e os campeonatos de Fórmula 1 em 1962 e 1968.

Devido às suas cinco conquistas no principado de Mônaco, entre 14 vitórias na carreira, Graham Hill recebeu o apelido de Mr. Mônaco pelas cinco vitórias na década 60: (1963, 1964, 1965, 1968 e 1969). A marca foi superada 24 anos depois pelo brasileiro Ayrton Senna em 1993, quando conseguiu sua sexta vitória no Principado: (1987,1989,1990,1991,1992 e 1993).

Graham ficou conhecido durante a parte final de sua carreira por sua inteligência e paciência.

Ele iniciou sua carreira na Fórmula 1 aos 29 anos correndo pela Lotus. Depois de dois anos sem marcar sequer um ponto, entrou na BRM, e venceu seu primeiro campeonato em 1962. Ainda na BRM, ele foi vice-campeão em 1963, 1964 e 1965. Seu segundo título veio depois de voltar para a Lotus em 1968. Nesse mesmo ano, ele venceu o GP da Espanha com a Lotus patrocinada pela Gold Leaf, na primeira aparição de um carro estampado por uma empresa tabagista sem vínculo com o automobilismo.

Sobreviveu a vários acidentes antes de se aposentar aos 46 anos e montar sua própria equipe, Embassy Hill.

Faleceu no fim de 1975 quando seu avião (que pilotava quando se acidentou) caiu durante um nevoeiro. Cinco membros da equipe Embassy Hill, incluindo o piloto da equipe e compatriota Tony Brise, também morreram no acidente.

Seu filho, Damon Hill, tornou-se campeão mundial de Fórmula 1 em 1996, o que faz dele o único filho de campeão a também tornar-se um.

Em 1990, ele foi introduzido ao International Motorsports Hall of Fame.






domingo, 13 de março de 2011

Túnel do Tempo: Nigel Mansell e Ayrton Senna

 
O cenário era Silverstone, GP da Inglaterra, no ano de 1991.
A foto revela um Ayrton Senna de carona com o "Leão" Nigel Mansell, no carro em que ele, Senna, chamaria de "Williams de outro planeta" e que daria o título do mundial de pilotos ao inglês no ano seguinte.
 
Foi mais um espetáculo do "Leão", que venceu o GP inglês, seguido por Gerhard Berger, da McLaren, e Alain Prost, da Ferrari. Ayrton Senna, mesmo com uma pane seca na última volta, ainda garantiu a quarta posição na corrida.

Recordar é viver...

sábado, 12 de março de 2011

La vem o alemão...

Lá vem o alemão...
Depois da sua readaptação à F1, acho que o alemão está com tudo esse ano. E a equipe Mercedes parece estar começando a se recuperar dos maus resultados na pré-temporada. No quarto dia dos testes em Barcelona, os alemães colocaram seus dois pilotos entre os três primeiros nesta sexta-feira, dia 11/03. Em uma simulação de classificação, Michael Schumacher foi o mais rápido, e Nico Rosberg ficou em terceiro. Com 1m21s249, o heptacampeão colocou 365 milésimos de vantagem sobre o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, o segundo colocado do dia.

Entretanto, o tempo de Schumacher chegou a ser colocado sob suspeita pela manhã, até ser confirmado pelos fiscais do circuito de Barcelona. Tudo porque o heptacampeão já havia marcado uma boa volta, mas que foi anulada por um corte da chicane que antecede a reta dos boxes. O alemão, entretanto, voou com pneus supermacios e sem cometer irregularidades. Nico Rosberg, seu companheiro, andou apenas à tarde e ficou quase meio segundo atrás do compatriota.

O dia teve apenas uma bandeira vermelha, causada por um problema com o japonês Kamui Kobayashi, da Sauber. Ele ainda conseguiu a sexta posição. A Renault-Lotus colocou Nick Heidfeld na quarta posição, pouco à frente de Rubens Barrichello, da Williams, o quinto colocado. Ele foi o único brasileiro a andar nesta sexta e cedeu o carro à tarde para o companheiro Pastor Maldonado. O venezuelano foi apenas o 12º, quase dois segundos mais lento que o veterano.

Sebastian Vettel, atual campeão da Fórmula 1, não conseguiu repetir o bom desempenho da RBR dos outros dias e ficou apenas na oitava posição. O alemão deu 64 voltas no circuito de Barcelona, e a equipe apostou em simulações de trechos longos, para verificar a durabilidade dos novos pneus Pirelli. Os pilotos e equipes têm reclamado do excessivo desgaste dos compostos.

Veja os melhores tempos do quarto dia do último teste em Barcelona:

1 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - 1m21s249 (67v)
2 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m21s614 (141)
3 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1m21s788 (22)
4 - Nick Heidfeld (ALE/Renault-Lotus) - 1m22s073 (67)
5 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - 1m22s233 (89)
6 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - 1m22s315 (98)
7 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - 1m22s675 (72)
8 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m22s933 (64)
9 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - 1m23s437 (138)
10 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - 1m23s653 (42)
11 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - 1m23s921 (26)
12 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - 1m24s108 (11)
13 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1m25s837 (57)
14 - Jerome D'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - 1m27s375 (46)

Grandes Brasileiros (2): Simca Chambord

Sigla para Sociéte Industrielle de Mécanique et Carrosserie Automobile, a Simca foi fundada em 1935 por Henri Théodore Pigozzi na cidade francesa de Nanterre. Seus primeiros modelos foram os automóveis da Fiat italiana, mas a partir da década de 1950, a Simca desenvolveu sua própria linha de modelos, como o Aronde ("andorinha" em francês arcaico) e o Vedette (que deu origem ao Chambord brasileiro). Depois a empresa foi adquirida pela Chrysler e continuou viva até a década de 1980, em associação com a Matra e a Talbot.

A filial brasileira (da qual 25% pertenciam à Chrysler) foi fundada em 5 de maio de 1958 na Via Anchieta, em São Bernardo do Campo. Da sua linha de produção sairam o Chambord (e suas variações Rallye e Tufão), a perua Jangada e o Esplanada, com o logotipo da Chrysler. Em 15 de agosto de 1967, a Chrysler assumia totalmente a empresa e encerrava-se a produção dos modelos originários da Simca.

Simca Chambord
O mais famoso e vendido dos Simca era o Chambord, cópia fiel do Vedette, um sedã francês inspirado nos carros norte-americanos: grandes dimensões, frisos cromados, traseira com rabo-de-peixe e lanternas triangulares. Apesar do visual interessante, seu motor V8 não tinha um redimento brilhante, o que lhe valeu o apelido de Belo Antônio: bonito, mas impotente. Apesar disso, o Chambord foi imortalizado como a viatura do patrulheiro Carlos Miranda, protagonista de O Vigilante Rodoviário, o primeiro seriado brasileiro.
Vigilante Rodoviário, o primeiro seriado brasileiro.
Ficha técnica Simca Chambord:
Simca Jangada


Originalmente Vedette Marly, a perua derivada do Chambord recebeu um nome genuinamente brasileiro ao ser nacionalizada: Jangada. Assim como o sedã de origem francesa, seu estilo era inspirado em modelos norte-americanos, com cromados, rabo-de-peixe, lanternas triangulares e bagageiro de madeira (com porta traseira bipartida). Com bancos traseiros rebatidos, a capacidade de carga subia para 1.800 litros, mas seu motor V8 tinha pouca potência para andar com duas toneladas no lombo. Na época do Jangada, só havia outra perua no mercado: o DKW Vemaguete, mas seu tamanho era menor e o espaço idem. Saiu de linha em 1967, com um total de 2.705 unidades produzidas.

Ficha Técnica Simca Jangada:


Simca Chambord Rallye Tufão


Lançado em 1959, o Chambord era equipado com motor V8 de 2,35 litros e 90 cv, o que lhe rendeu o apelido "Belo Antônio": bonito mas impotente. Em 1962 eram lançados os esportivos Simca Rallye, com dupla carburação e 94 cv. Dois anos depois, a cilindrada era aumentada para 2,4 litros e a potência subia até 100 cv. Era o Simca Tufão. Além da nova motorização, o Tufão trazia mudanças no desenho, ficando bem mais retilíneo. Os Simca continuaram sendo produzidos até 1967, quando a Chrysler assumiu o controle acionário da marca.

Fica Técnica Simca Chambord Rallye Tufão:


A última do grid...

A Hispania apresentou seu carro para a temporada 2011 nesta sexta-feira, depois de um imenso atraso, durante o penúltimo dia de testes coletivos da Fórmula 1 no circuito de Barcelona. Entretanto, o modelo, chamado de F111, não poderá ir à pista na parte da tarde, por falta de peças sobressalentes. A equipe espanhola espera andar no sábado de encerramento das atividades.

Após o fracasso da parceria com a Toyota, a Hispania construiu seu próprio carro, projeto lidderado pelo engenheiro Geoff Willis, ex-Williams, BAR/Honda e RBR. Os pilotos confirmados serão o indiano Narain Karthikeyan e o italiano Vitantonio Liuzzi. Segundo a equipe, o F111 tem pouco a ver com o modelo do ano passado, criado pela Dallara mas que não teve atualizações durante a temporada.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Grandes Brasileiros (1): Aero Willys

Amigos, inicio hoje a série "Grandes Brasileiros", que vai mostrar aqui os automóveis fabricados em solo tupiniquim e que estão eternizados na memória e no gosto de nosso povo.

O primeiro veículo a desfilar aqui é o Aero Willys que tanto encantou e ainda encanta àqueles que admiram "grandes formas".

O Aero Willys brasileiro foi lançado em 25 de março de 1960, mas seu projeto vinha sendo discutido na montadora brasileira desde 1958. O Aero Willys era um carro herdado de um projeto americano que havia sido desativado por insucesso. Lá as versões desse automóvel eram conhecidas como Aero-Ace, Aero-Eagle, Aero-Wing, Bermuda (um cupê duas portas), fabricados pela Willys Overland dos EUA, com os componentes mecânicos dos Jeep Willys.

O ferramental veio para o Brasil e a Willys começou a produzir automóveis (apenas os modelos 4 portas). Toda a linha Aero foi concebida sobre a plataforma do Jeep, com suspensão e direção do Jeep, e com freios a tambor nas quatro rodas. Eram carros duros, com uma linha arredondada, típica do início dos anos 50, de gosto discutível, mas que representavam à época, a única opção para quem não quisesse entrar num Simca Chambord e precisasse de um automóvel maior que os Volkswagen, DKW e Dauphine. Seu motor era de seis cilindros em linha, o mesmo usado no Jeep (que mais tarde passou a ser usado no modelo Rural, e nos demais modelos derivados do Jeep, e até mesmo nos primeiros Mavericks fabricados pela Ford), a partir de 1973. Esse motor tinha uma característica incomum: a válvula de admissão situava-se no cabeçote, mas a válvula de escapamento ficava no bloco.


Em 1961 a diretoria da Willys Overland do Brasil tomou a decisão de inovar completamente o Aero Willys e torná-lo um carro inteiramente novo, com estilo próprio e linha inédita no catálogo internacional.

O início da fabricação deu-se em outubro de 1962 e sua primeira aparição foi em Paris, no mais famoso Salão do Automóvel do mundo. Entre as muitas novidades internacionais aparecia, um carrão com monobloco brasileiro, 110 cavalos no motor, concepção e estilos novos. Era o primeiro carro inteiramente concebido na América Latina.

Em julho de 1963 era lançado o Aero Willys 2600, o primeiro carro genuinamente brasileiro. As primeiras peças, como os primeiros carros eram inteiramente feitas à mão. O sucesso foi imediato, tanto que em 1966 foi lançado uma nova versão mais luxuosa batizada de Itamaraty, também chamado de Palácio sobre Rodas. O Itamaraty vinha equipado com acessórios a época sofisticados como bancos de couro e ar condicionado. Em 1967, foi lançada a Itamaraty Executivo, a primeira limusine fabricada em série no Brasil.

Em 1968 a Willys foi comprada pela Ford, que aos poucos foi fundindo o Aero Willys no seu Ford Galaxie. Houve uma tentativa de adaptação do motor V8 do Galaxie no Aero. Um dos engenheiros testou o desempenho do automovel, na estrada para Santos. Entretanto, a falta de estabilidade e deficiência de frenagem do carro com o potente motor V8, na estrada em descida e cheia de curvas, encerrou o episódio. Em 1971 a Ford anunciou que aquele seria o último ano de fabricação do automóvel, devido à queda nas vendas. Em 1972 foram vendidos os últimos Aero e Itamaratys, sendo sua mecânica utilizada como base do futuro Maverick, em 1973.

Histórico e ficha técnica:

AERO-WILLYS 2600

Lançado em 1960, o Aero-Willys era um sedã de quatro portas com características de vários modelos da linha Aero norte-americana.

Tinha perfil aerodinâmico, pára-lamas salientes, ampla área envidraçada e motor de 90 cv.

Três anos depois, o modelo foi redesenhado, ganhando linhas mais retas e agressivas, motor mais potente e revestimento de jacarandá no painel.

Em 1967, a Ford assumia o controle da Willys, e o Aero ganhava o motor de 3 litros e 130 cv. Em 1971, a Ford encerrava a produção do Aero, devido às baixas vendas e concorrência interna com o Galaxie. Ao todo foram fabricados 99.621 Aero-Willys e 17.216 Itamaraty.



AERO-WILLYS ITAMARATY 3000

Lançado em 1966, a versão mais sofisticada do Aero-Willys, batizada com nome de um palácio de Brasília, trazia mais cromados, nova grade dianteira e lanternas. O interior ainda trazia o painel de jacarandá maciço (que seria substituído por uma imitação de plástico nos Willys da Ford), bancos de couro e rádio. Na parte mecânica, ganhava um motor de 3 litros e 132 cv (140 cv na gestão Ford). Sua produção foi encerrada em 1971, junto com Aero-Willys.
 


AERO-WILLYS ITAMARATY EXECUTIVO 3000

A versão limusine do Aero-Willys foi construída em parceria com a Karmann-Ghia, ganhando centímetras extras entre as portas dianteiras e traseiras. A mecânica era a mesma do Itamaraty e trazia dois níveis de acabamento: Standard, com ar-condicionado, rádio toca-fitas, revestimento de couro e jacarandá, e Especial, com todas as regalias e barbeador elétrico. As duas versões vinham com dois bancos escamoteáveis. O primeiro modelo, um Executivo Especial, foi entregue ao presidente Castello Branco. Além desse, foram construídos mais 26 modelos.




Recordar é viver...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Túnel do Tempo: Keke Rosberg...

Keijo Erik Rosberg ou simplesmente Keke Rosberg foi um popular piloto de Fórmula 1 no princípio dos anos 1980 e, apesar de seu local de nascimento (Suécia), foi primeiro piloto da Finlândia na categoria.

Keke começou relativamente tarde sua carreira na Fórmula 1, estreando com 29 anos de idade depois de passar pela Toyota Atlantic series, Formula Vê, Fórmula 5000 e pela Fórmula 2. Ele foi contratado pela equipe Theodore de Teddy Yip em 1978. Teddy não tinha conseguido qualificar a equipe com o antigo piloto e escolheu Keke para substituí-lo. Keke ganhou uma corrida na chuva em Silverstone, com um carro claramente inferior, mas que não valia pelo campeonato. Apesar disso Keke só conseguiu qualificar a equipe Theodore para o Grande Prêmio da África do Sul e o carro foi abandonado no meio da temporada.

Em 1979, a ATS ofereceu uma vaga para Keke, mas ele resolver correr em outra categoria (CanAm). Depois da aposentadoria de James Hunt, logo após o GP de Mônaco, a equipe Wolf escolheu Keke para substituí-lo. Nesta temporada a melhor colocação de Keke foi um nono lugar.

Em 1980 a equipe foi vendida para Emerson Fittipaldi. Na primeira corrida terminou em terceiro e durante a temporada não conseguiu nenhum outro resultado expressivo. Em 1981, teve um ano difícil chegando a não se qualificar para várias corridas.

Em 1982 conquistou seu único título na F1.

Na foto uma bela lembrança: Keke Rosberg, equipe Wolf-Ford WR7, no GP da França de 1979, em Dijon-Prenois. Largou no 16º lugar e chegou na nona posição da prova. A corrida foi vencida pelo francês Jean-Pierre Jabouille, da Renault. O canadense Gilles Villeneuve, da Ferrari, foi o segundo, e René Arnoux, também da Renault, o terceiro.

Recordar é viver...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Tributo a Luís Pereira Bueno - o "Peroba"

Amigos, nesta semana perdemos um ícone do automobilismo nacional: Luís Pereira Bueno, o Peroba, já relatado aqui....

E eu presto a ele minha singela homenagem. Um grande momento de sua carreira, no GP Brasil de 1972, em Interlagos, quando o circuito foi homologado para receber a F1.






É de encher os olhos...

Amigos, nos testes de hoje em Jerez - Espanha, me veio na mente a lembrança de outros tempos: tempos de Emerson Fittipaldi, Ronnie Petterson, Mário Andretti, Nigel Mansel, Elio de Angelis e claro, Ayrton Senna. Todos guiaram a Lotus de outrora.

E vendo as fotos da Lotus-Renault me enchi de saudades... e vou dividí-las com vocês... apreciem sem moderação.





 É de encher os olhos...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Da Índia pro mundo: vem aí o VJM04...

Após o anúncio de que lançaria seu bólido na internete em tempo real, a Force India exibiu o modelo 2011 VJM04 (estilo quadrado). Porém, não contava com o excesso de usuários on line no site oficial da equipe e com isso o sistema caiu.

Mas pelas imagens deu pra ver que a equipe indiana aposta na entrada de ar dupla para o motor, lançada pela alemã Mercedes no ano passado.

Esta é a segunda equipe a adotar a solução nesta temporada. A primeira foi Lotus Team. Esta, aliás, é a grande novidade do VJM04, que tem um bico alto e largo. O modelo parece pouco com o usado em 2010, que andou na primeira sessão de testes deste ano, em Valência. A Force India estreou o carro nas atividades em Jerez de la Frontera, no sul da Espanha nesta semana.

As laterais do carro são mais altas, para a acomodação do Sistema de Recuperação de Energia Cinética (Kers), com entradas de ar para os radiadores menores do que as das outras equipes deste ano. A asa dianteira é uma das partes mais complexas do carro, com várias aletas com função aerodinâmica. A esperança é que o modelo melhore a posição do time, sétimo em 2010.

O alemão Adrian Sutil e o escocês Paul di Resta serão os responsáveis por pilotar o VJM04 nesta temporada. Uma das revelações de 2010, Nico Hulkenberg será o reserva da equipe indiana e andará nos primeiros treinos livres de sexta-feira em todos os GPs.

Vamos aguardar...

Valeu 'Peroba'

Na manhã do dia 08/02 silenciou-se a voz de um dos pioneiros do automobilismo brasileiro. Luiz Pereira Bueno faleceu aos 74 anos em sua casa, no município de Atibaia, em São Paulo. O 'Peroba', como era conhecido, não conseguiu resistir ao câncer contra o qual lutava desde  2010.

A carreira de Luizinho começou ao lado de Bird Clemente nas clássicas Mil Milhas Brasileiras, em Interlagos, em 1958, depois de passar a adolescência dividido entre os estudos e a oficina de seu cunhado.

No fim da década de 1950, entrou no departamento de competição da Willys. Em 1964, participou de sua primeira corrida internacional, as 200 Milhas de Montevidéu, no Uruguai.

Cinco anos depois, fez a sua estreia na F-Ford, com Stirling Moss como seu chefe de equipe. Mesmo tendo entrado no meio da temporada, foi vice-campeão.

Em 1971, iniciou sua participação na equipe Hollywood, uma das mais marcantes da história do automobilismo brasileiro, da qual chegou a ser coproprietário. No ano seguinte, disputou a primeira prova da F1 no Brasil, em uma corrida extracampeonato. Terminou em sexto, o último dos que completaram, numa ascensão de quatro posições em relação à largada.

Bueno fez sua estreia oficial em uma corrida de F1 em 1973, também no Brasil. Luizinho enfrentou problemas no carro da Surtees que pilotou em Interlagos, terminando a prova em 12º.

É considerado por Emerson Fittipaldi como um dos pilares do automobilismo brasileiro, ao lado de Chico Landi, Bird Clemente, Marinho, Wilson Fittipaldi e José Carlos Pace.

Ao eterno 'Peroba', rendo aqui minha homenagem e que continue a "escorregar" nas quatro ai no céu...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Primeiros testes...

Os resultados que vimos nos três dias de treinos coletivos da Fórmula 1 em Valência, realizados de terça até quinta no circuito Ricardo Tormo, não nos permitem criar uma expectativa concreta para essa temporada. Principalmente pela presença de alguns carros da temporada passada e porque muita coisa ainda vai mudar antes do campeonato propriamente dito começar.
 
O melhor tempo geral dos três dias veio no último, com o polonês Robert Kubica a registrar 1′13″144 com a Lotus-Renault R31 dotada do interessante escapamento frontal – que aliás, já suscitou dúvidas: se o motor estourar e houver incêndio, o que pode acontecer ao piloto?

Vale lembrar que Force India e McLaren, que cravaram respectivamente 2º e 3º tempos com Adrian Sutil e Jenson Button, ainda estavam com os modelos do ano passado, que não deverão ser mais testados. A diferença registrada de oito décimos entre a Lotus-Renault de Kubica e a Red Bull de Mark Webber, quarto mais rápido no último dia, não denota uma superioridade do carro preto e dourado sobre os demais – mas sim que o time campeão do mundo está preocupado principalmente com a confiabilidade do RB7.

Confiabilidade, aliás, que já faltou na Ferrari. O carro sofreu um pequeno incêndio. E logo com quem? Felipe Massa, após 12 voltas de treino na parte da manhã. Depois disto, ele foi o quinto melhor da sessão, tendo completado 80 voltas no total.

Por fim, vimos tempos muito próximos entre Mercedes, Sauber, Williams e STR, além das nanicas Virgin e Hispania registrando tempos que logicamente não iludem ninguém. Ambas também testaram com os carros de 2010, o que só serviu para que as duas escuderias ganhassem mais feedback para os próximos testes. Na segunda-feira, será lançado o novo carro da nova associação Marussia-Virgin. A Hispania seguirá treinando com o modelo do ano passado e, por enquanto, só com Narain Kartikheyan.

A Lotus esteve também participando dos testes, mas o T128 foi um dos que menos andou. O carro só entrou na pista no segundo dos três dias previstos e Jarno Trulli andou só 38 voltas no cômputo do terceiro dia. A justificativa piloto do italiano foi a seguinte: falta de peças para o carro novo.

As equipes continuam na Espanha para mais uma bateria de treinos. Mas não em Valência. Os caminhões já se dirigem para a Andaluzia, onde fica o circuito de Jerez de la Frontera. Lá, conheceremos o real potencial da McLaren MP4-26 e o novo bólido da Marussia-Virgin.

Em busca do título....

A McLaren exibiu nas ruas de Berlim, a capital da Alemanha, o novo carro da tradicional equipe britânica para o Mundial de Fórmula 1 deste ano. E foi um lançamento para lá de criativo de um carro igualmente cheio de novidades, talvez as maiores, deste ano.

Para começar, o chassi  – unicamente montado com o cockpit, a célula de sobrevivência, o motor e os sistemas de freios, apareceu no meio da rua em Berlim, aos olhos de uma multidão de curiosos. Alguns minutos depois, com aerofólios traseiros e dianteiros montados, além da cobertura do motor e das rodas e pneus, “nascia” o MP4-26.

O conceito do novo bólido é bastante diferente do que já se viu na pré-temporada inteira. Para quem achou ‘interessante’ a ideia da Lotus-Renault em colocar as ponteiras de escapamento nas laterais da R31, os engenheiros da McLaren se superaram. A ousadia aerodinâmica do projeto aparece nas entradas de ar laterais do motor Mercedes-Benz. Vistas de frente, elas são mais altas e proeminentes que qualquer outro F-1 deste ano. Além de possuírem formato em “L”.

Não obstante, outra solução inovadora é um inédito duto de ar frontal pouco depois do santantônio, no capô do motor. A McLaren segue também explorando o blown diffuser.

Se na aerodinâmica, o carro é inovador, criativo e interessante, a programação visual não sofreu qualquer alteração, como chegou a se especular antes dos testes. O MP4-26 segue com o matiz prata, com aplicações de preto fosco e vermelho, cortesia dos principais patrocinadores, que continuam os mesmos: a Vodafone e o Banco Santander.

Evidente que este MP4-26 nem será o mesmo quando no dia 11 de março começarem os primeiros treinos livres para o GP do Bahrein. Mas se de saída os pilotos Lewis Hamilton e Jenson Button sentirem que o carro é bom como de fato visualmente mostra que poderá ser, sai de baixo. Teremos uma fortíssima dupla candidata ao título mundial deste ano.

Enfim, a nº 1

Com a felicidade por ostentar os números #1 e #2 pela primeira vez em toda sua história, a Red Bull Racing reuniu a imprensa em Valência, assim como Mercedes e Toro Rosso, e mostrou oficialmente o novo carro, o RB7, com o qual pretende conservar os títulos mundiais de pilotos e construtores.

A equipe sediada em Milton Keynes, mas de origem austríaca, sabe que em razão das mudanças de regulamento propostas pela FIA, com o fim do difusor duplo e da barbatana de tubarão, a volta do KERS e os novos pneus da Pirelli, todo mundo é obrigado a começar praticamente do zero. Foi assim que Adrian Newey trabalhou nos conceitos deste novo bólido, mas sem esquecer dos seus toques de genialidade.

Além da nova asa traseira, Newey concebeu o RB7 com uma frente mais “esticada” e para melhorar o centro gravitacional do bólido, o motor foi posicionado um pouco mais ao alto. Donde se conclui o porquê da cobertura do propulsor estar com a altura no limite do aerofólio traseiro. E é sempre na busca dessas soluções que o engenheiro que já passou por Williams e McLaren mostra porque está um passo a frente dos demais.

Christian Horner, o chefe da equipe campeã, se apressou também em dizer que a equipe não está “arrogante” por ostentar os números #1 e #2 em seus carros na temporada de 2011. Mas sim “confiante” em poder repetir a dose com Sebastian Vettel ou Mark Webber.

“Não custa nada lembrar que somos uma equipe independente”, disse Horner. “Vamos para um novo ano muito, mas muito motivados e comprometidos”, concluiu.