domingo, 26 de setembro de 2010

Encontro de Carros Antigos de Congonhas - Um sucesso

Amigos, o dia foi intenso. E o público compareceu em peso. O domingo de sol permitiu que a família passeasse pelas dependências da Romaria e apreciassem as maravilhas sobre rodas. O dia todo foi um vai-e-vém frenético de pessoas, todas extasiadas com as "máquinas" expostas.

Teve de tudo! Hoje apareceu um belíssimo Dodge Dart 318 ano 1977, além dos estadunidenses Impala e Cadillac que são destaque por onde passam.

Ford modelo A ano 1928, Mercury Cougar V8 ano 1967, todos os modelos de Gálaxies aqui fabricados, Corcel I, Variante, Brasília, Dodge 1800 Polara, Fiat 147 ano 1977, além dos impecáveis Opalas e muitos outros modelos foram exibidos com o glamour merecido.

Não posso me esquecer do amigo Flávio Calazans, de Barbacena. Um profundo conhecedor da linha DKW-Vemag, que explicou aos presentes de maneira brilhante, os detalhes de uma perua DKW-Vemag, mais conhecida como Vemaguete, exposta pelo Sr. Gilson também de Barbacena.

Foi um barato ver todos esses carros juntos.

Aproveito para agradecer aos amigos Eli, Robson, Caio, Tarol e demais membros do CAARR pela oportunidade de participar desse magnífico evento.

Curtam algumas fotos do evento.

Ano que vem tem mais... Valeu...

Aero Willys 2600 1965

Perua DKW-Vemag - Vemaguete
Flávio Calazans - Grupo DKW/Vemag - Barbacena/MG
Flávio Calazans - Grupo DKW/Vemag - Barbacena/MG
Ford Corcel 1975
Panorâmica do Encontro
Pickup Studebeaker 1950
Chevrolet Impala 1959
Chevrolet Impala 1959
Membros do CAARR
Panorâmica do Encontro de Carros Antigos de Congonhas
Dodge Dart 318 - 1977

Chevrolet 1951

sábado, 25 de setembro de 2010

1º Encontro de Autos Antigos de Congonhas - 1º dia

Amigos, terminou a pouco o primeiro dia do 1º Encontro de Autos Antigos promovido pelo CAARR aqui na singular Romaria em Congonhas.

O dia foi intenso. Inúmeros expositores de várias partes do país. A Associação Galaxeiros das Gerais marcou presença com o imponente Galaxie e seus modelos. E olha, vieram com tudo aqui pra Congonhas.


Também marcarem presença os 'opaleiros' da região, principalmente de Conselheiro Lafaiete, expondo os vários modelos do mais querido Chevrolet fabricado no país.

Galaxeiros das Gerais - BH

Galaxeiros das Gerais - BH
Outra presença marcante foram os inúmeros Aero Willys 2600 que reinaram absolutos no início da década de 1960.

O Aero Willys 2600 marcou presença no Encontro
Agora, os Fuscas tem seu lugar também. Vários modelos expostos inclusive uma réplica do VW Hebmüller ano 1949. E aí eu explico o porque da réplica: segundo o proprietário, o simpático Antuer Portes de Belo Horizonte, foi utilizado um VW Sedan 1300 ano 1967 para recriar o belíssimo modelo ano 1949. Foram pouco mais de 600 unidades produzidas na Alemanha.


Um raro exemplar do VW Hebmüller 1949
O dia foi repleto de novidades com destaque para a 'jardineira' International ano 1936 que veio de São João Del Rey. Um belíssimo exemplar do precursor do ônibus no Brasil.


Jardineira International 1936

Jardineira International 1936

O ponto alto deste primeiro dia foi quando o pessoal das pickups ligaram seus motores v8 no giro máximo. O barulho foi ensurdecedor e chamou a atenção do público que ficou extasiado. Os Galaxeiros também ligaram seus possantes V8 e deram um show. Verdadeiros V8s acelerados ao máximo. Por fim, os opaleiros ligaram seus Opalas 4100 6cc e mostraram também  a força de seus motores.

Ford Maverick 1977

Ford Maverick 1977

Vários Chevrolet Opala expostos
Ainda teve o "desafio" lançado pelo 'Tulinho' de Lafaiete: ele desafiou os expositores com sua moto BMW ao propor qual motor em marcha lenta teria o som mais suave. E por incrível que pareça o “vencedor”, eleito pelo público presente, foi o Gálaxie do Alexandre de BH. Uma suave marcha-lenta de um autêntico V8.

Pickup Ford F1 V8 1951

Pickup Ford F75 1972

Caminhão International KB-6

À esquerda Chevolet Fleetmaster 1948 ao lado do Ford Mercury 1948
O público se divertiu bastante e foram muitas as famílias, de Congonhas e região, que marcaram presença.

Chevrolet Fleetmaster 1948

Chevrolet Amazona 3100 -  1963
Para encerrar o dia, a apresentação do Grupo de Coral Afro Municipal da cidade de Limeira-SP foi magnífica. 

Fechamos o dia com chave de ouro. Ufa!

Coral Afro Municipal de Limeira-SP

Amanhã tem mais... valeu...

1º Encontro de autos antigos de Congonhas - Imagens do dia

Amigos,

o evento está maravilhoso.... 

inúmeros carros antigos expostos aqui na Romaria de várias marcas e nacionalidades. Tem até uma Jardineira International 1936.

A Associação Galaxeiros das Gerais, de Belo Horizonte, marcou presença com o imponente Galaxie e seus vários modelos.

O CAARR e seus organizadores estão de parabéns... um belíssimo encontro...

Acompanhem abaixo a fotos deste sábado, 25/09/2010.

Abraços....

Galaxeiros das Gerais

Ford Maverick V8 1977

Jardineira International 1936

Vários Galaxies no pátio da Romaria

Encontro de carros antigos de Congonhas - iniciado o evento...

Pessoal, já começou o 1º Encontro Regional de Autos Antigos em Congonhas... e está repleto de carros antigos expostos no pátio da Romaria.

Muitas pessoas por aqui... venham conferir!

Vejam as fotos desta manhã...

Abraços...




VW Hebmuller 1949
Ford 1928
Ford Gálaxie

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Encontro de Carros Antigos em Congonhas - um aperitivo

Pessoal, vai aqui uma prévia do que será o encontro de carros antigos a partir de amanhã, 26/09, na Romaria em Congonhas. Já se encontram estacionados no pátio dessa imponente construção, vários carros que marcaram época e povoaram o imaginário das pessoas.

Vejam a seqüência das fotos e apreciem...

Tem Fusca, Kombi, Karmann, Opala, Corcel, MP Lafer além do Mercury Cougar, um autêntico V8 made in USA.

Espero todos vocês lá a partir de amanhã... abraços

Mercury Cougar V8 1967

Ford Corcel 1969/1970

VWKombi 1969

VW Sedan 1200 1959

VW Sedan 1300L 1978


VW Sedan 1200 1963

VW Kombi 1977

GM Chevrolet Opala 1973/1974

GM Chevrolet Opala 1979

MP Lafer/VW 1976 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Túnel do Tempo

Amigos, estava devendo esse registro ao "Professor" Alain Prost. Um dos maiores pilotos da F1. Conquistou 4 títulos mundiais e 51 vitórias no currículo. São números impressionantes para um "francesinho" narigudo. Assim era tratado no padock.

E para homenageá-lo, vai aqui a imagem do "Professor" em sua corrida de estréia a bordo do McLaren-Ford M29B, no GP da Argentina de 1980, em Buenos Aires. Em sua primeira corrida na Fórmula 1, Alain Prost chegou na sexta posição, uma volta atrás. Alan Jones, da Williams, venceu, seguido por Nelson Piquet, da Brabham, e Keke Rosberg, da Fittipaldi.


Recordar é viver...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Nostalgia urbana (IX) - Aero-Willys 2600 - 1960

Quem foi Rei nunca perde a Majestade, diz o dito popular. É o que podemos dizer do Aero-Willys 2600, que reinou soberano entre os anos de 1960 a 1967 quando modelos mais modernos foram lançados. Continuou no mercado até 1972, sem tanta força, realocado, via preço, para a disputa na fatia dos médio-grandes.

E contando com a colaboração do amigo Eli do Nascimento, que é proprietário do modelo abaixo, registrei com entusiasmo este belíssimo modelo 1960, com pintura saia e blusa além do inconfundível friso lateral em forma de z. Esse modelo ficou conhecido no Brasil como Aero "bola", devido as formas "arredondadas". Criatividade brasileira.


Um pouco da história:

Os estudos para a produção do Aero Willys nacional foram iniciados em 1958 e incluíram uma série de exaustivos testes, visando melhor adequar o modelo às nossas condições. Lançado em março de 1960, o "Aero" continuava sendo objeto de contínuos melhoramentos. O primeiro Aero fabricado no Brasil tinha a carroçaria lembrando o modelo americano de 1955 importado até então, porém o motor era o utilizado nos Aeros de 1952. É interessante lembrar também que já em 52 era oferecido como opcional o câmbio "overdrive", mas que nunca foi colocado à disposição nos modelos produzidos no Brasil. Os Aeros 1955 tinham o tradicional motor 6 cilindros, porém com 115 hp. O câmbio poderia ser de 3 marchas sincronizadas com opção "overdrive" ou câmbio automático (Hidra-Matic da GM). Houve ainda outra opção de motorização, pois, os Aeros Americanos modelo 1954 chegaram a ser fabricados com motor Kaiser 226. O painel era diferente, assim como o acabamento interno.

Em 1960 o índice de nacionalização do modelo produzido no Brasil não passava de 40% e inicialmente o Aero nacional era para se chamar "BRASÍLIA". A primeira mudança ocorreu em 1962 e já representava uma etapa na realização de um carro de concepção bem nacionalizada. O modelo 62 apresentava ainda a mesma aparência básica de seu predecessor americano. O principal detalhe externo era o friso lateral reto, que no modelo americano era em Z separando a pintura em duas cores (saia e blusa).

Principais modificações introduzidas no Aero 1962:

Externas:· Novas cores (saem as duas cores)· Novas rodas (perfuradas) e calotas. Novo friso lateral. Maçaneta na tampa do porta malas· Nova lente da luz de ré
Interior: · Nova disposição nos botões do painel e novos botões· Cinzeiro no topo do painel e novo local do radio. Novos bancos (o traseiro mais baixo). Forração das portas com carpete na parte inferior.
Mecânica: · Novos sistema de freios "Duo-Servo" nas 4 rodas· Novo sistema de escapamento· Nova montagem do freio de mão· Novo local da bobina.

A segunda grande mudança no Aero foi realizada em 1963:

Considerado o primeiro carro inteiramente concebido e construído no Brasil. As alterações foram chamadas de "projeto 213", sendo o projeto concebido em 1957 pelo estilista americano Brook Stevens. Pronto para a apresentação recebeu o nome de "Aero 2600". Este projeto inicial de 1957 acabou por influenciar também as frentes da Rural (esta reestilizada também por Brook Stevens), do Itamaraty 66 e do Corcel 68.

No principio era uma idéia arrojada, depois começou o trabalho e a idéia foi se concretizando. Não eram uns sonhadores. Sabiam o que queriam, E surgiu o primeiro carro concebido no Brasil, para demonstrar que automóvel também era nosso. Foi em 1961 que a diretoria da Willys Overland do Brasil tomou a decisão: O Aero Willys 1963 seria um carro inteiramente novo, com estilo próprio e linha inédita no catálogo internacional. Criar um carro era coisa nova no Brasil, envolvendo problemas de toda espécie, muitos dos quais ninguém imaginava. O início da fabricação deu-se em outubro de 1962 e sua primeira aparição foi no mesmo mês em Paris/França, no mais famoso Salão do Automóvel do mundo.

Entre muitas novidades internacionais aparecia um monobloco brasileiro, 110 cavalos no motor, concepção e estilos novos um "Carrão". Era o primeiro carro concebido e construído na América Latina. O projeto 213 que de fevereiro de 61 a julho de 63 absorveu 129.403 horas regulares e 43.508 horas extras (o equivalente a 60 anos de trabalho de um homem) estava concluído e chamaria "Aero Willys 2600".

A data de 1963 era importante para a Willys pois comemorava-se os 60 anos que lançara seu primeiro veículo, o "Overland 1903". O Brasil então contava, ao lado de numerosos carros de fabricação nacional, com o pioneiro genuinamente brasileiro: o Aero Willys 2600 - 1963. As primeiras peças, como os primeiros carros eram inteiramente feitas à mão.

A terceira grande mudança ocorreu em 1965:

Remodelada a traseira (tornou-se mais baixa com novas lanternas) e a frente ganhou novos contornos no farol, houve mudanças nos frisos, novas cores, novo padrão de estofamento.

Em 1966 foi a vez do lançamento de uma nova versão mais luxuosa batizada de Itamaraty (Uma revista especializada em veículos o chamou de "palácio sobre rodas"). Ele vinha equipado com bancos de couro, ar condicionado opcional com saídas de ar traseiras, nova frente e nova traseira. No Aero 1967 houve mudanças pouco significaticas: a lanterna traseira passa a ser composta por 3 partes distintas (Vermelho/amarelo/branco), e novo painel com 5 instrumentos separados (o anterior era de 3 instrumentos sendo gasolina/temperatura, velocimetro/hodômetro e bateria/óleo).

Nesse ano a grande mudança ocorreu no Itamaraty que ganhou nova frente, novas calotas, novas lanternas traseiras, e novo acabamento. Em 67 também foi criado o Itamaraty Executivo (a primeira limousine brasileira de série), contava com vários opcionais - poucas unidades foram fabricadas.

De 1967 a 1972 poucas modificações ocorreram na linha Aero, a mais significativa foi o motor, que passou a 3000cc. Mudaram os padrões de acabamento e novas cores foram adotadas.

Depois da compra da Willys pela Ford os automóveis passaram por muitas modificações, tendo sido inclusive enviados para teste no Estados Unidos. Diversos itens do Ford Galaxie (Modelo de luxo lançado pela Ford em 1967) foram incorporados no Aero e Itamaraty, tais como: Sistema duplo de freios, sistema de limpadores do párabrisas, detalhes internos, etc.

Desatualizado em comparação à concorrência, principalmente em relação ao Chevrolet Opala, que era vendido na mesma faixa de preço, a Ford decretou em 1972, o fim da produção do Aero-Willys.

Ficha Técnica (modelo Aero-Willys 1960):

Origem e Fabricação: Willys - Estados Unidos / Willys Overland - Brasil
Chassi e Carroceria: monobloco; em chapa de aço
Disposição: motor dianteiro e tração traseira
Motor: 6 cilindros em linha, com bloco e cabeçote em ferro fundido, refrigerado a água. Comando e válvulas de escapamento no bloco e de admissão no cabeçote. 2.600cc³.
Diâmetro em curso mm: 79,37 x 88,90
Taxa de compressão: 7,6:1
Potência máxima: 90cv (SAE) a 4.000 rpm
Torque máximo: 18,77 kgm a 2.000 rpm

Transmissão: câmbio manual com 3 marchas a frente e uma a ré. 1ª não sincronizada.

Freios: dianteiro/traseiro a tambor

Entre eixos mm: 2.738
Comprimento total mm: 4.700
Largura máxima mm: 1.828
Altura mm: 1.593
Combustível: Gasolina
Pneus(mm): 165 x 380

Recordar é viver...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Pra recordar...

Galera, vejam a capa do novo disco do Skank. Achei na internet. Pelo que consegui apurar, a foto, de autoria de Paulo Albuquerque, é do dia 5 de setembro de 1965, na inauguração do Mineirão. 

Identifiquem os modelos "expostos"... Tem DKW, Fusca, Dauphine, Rural, Kombi, etc… E observem as cores. Uma beleza. Bem diferente do que é hoje.
 
A foto é preciosidade. E o disco também.


Recordar é viver...