quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Julgamento da Ferrari: uma bela pizza napolitana...



A Ferrari escapou de uma punição imposta pelo Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que se reuniu em Paris nesta quarta-feira para julgar o caso do jogo de equipe no GP da Alemanha, vencido por Fernando Alonso após uma ultrapassagem arranjada sobre Felipe Massa, na 49ª volta daquela corrida.

À escuderia italiana, foi aplicada apenas e tão somente uma multa de US$ 100 mil (R$ 172 mil), como recheio de mais uma pizza servida pela Federação Internacional de Automobilismo, dirigida por Jean Todt e seus asseclas. A mesma entidade que horas antes vetou uma 13ª equipe para 2011 e anunciou um calendário com a incrível marca de 20 corridas.

Não dá para aceitar que um caso como este fique impune e que, no mínimo, a Ferrari não perca os 45 pontos que conquistou no GP da Alemanha – e acredito que era o que grande parte da opinião pública esperava. Mas qual! O Conselho Mundial aceitou os argumentos da equipe italiana e por UNANIMIDADE (isso mesmo!), manteve o resultado da corrida de Hockenheim, com Alonso em primeiro, Massa em segundo.

Felizes estão Jean Todt, Luca di Montezemolo e Bernie Ecclestone (alguém duvida do porquê?) e tristes estamos nós, que ainda gostamos do esporte, acreditamos em justiça e constatamos que a credibilidade da Fórmula 1 foi mais uma vez solapada em detrimento de interesses escusos e de um jogo nojento de poder.

Não adianta a FIA vir dizer depois do julgamento do “caso Ferrari” que as regras do jogo de equipe serão revistas porque não adianta. Entra ano, sai ano, acontece algo que mancha a história da principal categoria do automobilismo e isso cansa.

Anotem, leitores, os nomes dos integrantes do Conselho Mundial que absolveram a Ferrari numa das figuras mais patéticas do esporte a motor nos últimos anos:

Jean Todt (presidente da FIA, que esteve no julgamento, mas não votou); Graham Stoker (Reino Unido); Michel Boeri (Mônaco); Morrie Chandler (Nova Zelândia); Carlos Gracia (Espanha); Mohammed Bin Sulayen (Emirados Árabes); Sheik Abdullah Bin Isa Al-Khalifa (Arábia Saudita); Garry Connelly (Austrália); Zrinko Gregurek (Croácia); Wan Heiping (China); Vassilis Despotopoulos (Grécia); Vijay Malliya (Índia); Hugo Mersan (Paraguai); Luís Freitas (Portugal); Radovan Novak (República Tcheca); Henry Krausz (República Dominicana); Viktor Kyrianov (Rússia); Vincenzo Spano (Venezuela); Teng Lip Tan (Cingapura); Lars Österlind (Suécia); Francis Cornelis (Comissão de Construtores da FIA); Bernie Ecclestone (Formula One Management, que tinha direito a voto e optou apenas por acompanhar o julgamento) e Nicolas Deschaux (Comissão Internacional de Kart).

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