sábado, 11 de setembro de 2010

Enfim, alguém diferente na pole position...

O quase sempre irritante domínio da Red Bull nas provas de classificação foi inapelavelmente interrompido na tarde europeia (manhã no Brasil) ensolarada em Monza, onde acontece o GP da Itália, 14ª etapa do Mundial de Fórmula 1. E para gáudio dos tiffosi a Ferrari mostrou força com o bicampeão mundial Fernando Alonso, que dominou a Q3 de maneira incontestável e fez a pole position para a equipe transalpina depois de quase dois anos: a última fora de Felipe Massa, no histórico GP do Brasil de 2008.

Livre da punição do Conselho Mundial da FIA pelo jogo de equipe feito na Alemanha, a Ferrari pôde focar seu trabalho para bater Red Bull e McLaren no “quintal de casa”. E conseguiu. Alonso fez uma volta perfeita em 1′21″962 logo na sua primeira tentativa e colocou a pole position embaixo do braço.

O campeão mundial Jenson Button fez o 2º tempo, levando a McLaren para a primeira fila graças a uma opção bastante interessante do britânico. Ele preferiu o MP4-25 com o duto aerodinâmico frontal, abrindo mão de uma asa com menos estágios, que privilegia a velocidade de ponta em reta. Button usa no seu carro a mesma configuração de asa traseira em Spa. Seu carro é muito veloz em curva – e com muito downforce ele pôde se garantir na primeira fila.

Felipe Massa bem que tentou compor a dobradinha, mas acabou ficando na 3ª posição, batido por Alonso em 331 milésimos de segundo – uma diferença abaixo da média que o brasileiro vem levando do companheiro de equipe no ano. Mark Webber salvou um dia pouco produtivo da Red Bull, com o australiano classificando-se em 4º no grid, à frente do líder do campeonato Lewis Hamilton e do alemão Sebastian Vettel, seu companheiro de equipe na escuderia de Dietrich Mateschitz.

O best of the rest da vez foi Nico Rosberg, que teve trabalho para superar o xará Hulkenberg, da Williams. O piloto da Mercedes larga em sétimo, tendo batido o compatriota por apenas dez milésimos de segundo. Robert Kubica, que andou bem em Spa-Francorchamps na estreia do duto aerodinâmico frontal no Renault R30, não repetiu o desempenho nas longas retas de Monza. Faltou motor e o polonês foi nono, deixando Rubens Barrichello com a 10ª posição.

A Q2 teve os suspeitos de sempre – Sauber e Toro Rosso – eliminados, com a ilustre companhia de Michael Schumacher, mais uma vez batido de forma inapelável por Nico Rosberg no duelo interno da Mercedes. O heptacampeão não foi além do 12º tempo, superado também pela Force India de Adrian Sutil. Vitaly Petrov, com o segundo carro da Renault, ficou igualmente pelo caminho. Punido com a perda de cinco posições no grid, o russo terá que largar em vigésimo amanhã.

Na Q3, o intruso entre os seis pilotos dos times mais fracos da categoria foi Vitantonio Liuzzi, que em razão de um problema mecânico em seu carro não passou da 20ª posição, transformada em 19º com a punição a Petrov. Jarno Trulli e Heikki Kövalainen ainda conseguiram tempos decentes com as duas Lotus e largam à frente do italiano.

Timo Glock teria sido o 21º do grid, mas foi punido porque a equipe Virgin rompeu um dos lacres da caixa de câmbio do carro do alemão. Terá que largar em último, atrás de Lucas di Grassi, Bruno Senna e Sakon Yamamoto. Aos dois brasileiros, restou figurar no topo das maiores velocidades de ponta em reta. Com carros sofríveis em curva, sem nenhuma pressão aerodinâmica, o jeito é tirar tudo de asa para poder figurar entre os carros mais velozes do fim de semana. Ontem, por exemplo, Lucas di Grassi registrou a maior velocidade dos treinos livres: 345 km/h.

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