quarta-feira, 17 de março de 2010

Ayrton: recordações...

No próximo domingo, se estivesse vivo, Ayrton Senna da Silva, tricampeão mundial de Fórmula 1, alcançaria meio século de vida.

Quis o destino, por vezes doloroso e cruel, que o piloto se despedisse desta vida no auge da forma física e técnica, aos 34 anos, com dois sonhos não realizados em vida, conforme Viviane Senna confessou a Reginaldo Leme no programa Linha de Chegada Entrevista, que irá ao ar amanhã no Sportv 2.


“Ele queria ser campeão cinco vezes, como o Fangio. E guiar uma Ferrari. Isso ele me contou em Mônaco, ainda nos tempos da McLaren”, disse a irmã de Ayrton.


O sonho que durou 161 corridas, bruscamente interrompido num dia 1º de maio doloroso para os fãs do tricampeão e para toda a Fórmula 1, começou em 1984, quando Ayrton completaria 24 anos.


Naquela época, vindo de uma campanha avassaladora na Fórmula 3, ele teve um teste muito bem-sucedido na Williams e como prêmio pelo título na categoria, andou também com a McLaren. Experimentou a Brabham mas dizem (embora haja controvérsias) que Nelson Piquet vetou o ingresso do atrevido novato na Fórmula 1. E foi vetado na Lotus por exigência da John Player Special, que impôs Nigel Mansell.

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Restou a Toleman, um time que em 1983 experimentara uma temporada de razoável para boa, marcando 11 pontos – uma soma positiva para uma escuderia que passara os dois primeiros anos na raspa do tacho.

Os chassis do time dirigido por Alex Hawkridge eram concebidos por Rory Byrne, que no modelo de 1983 aplicou soluções engenhosas de aerodinâmica e o uso de um radiador na asa dianteira, semelhante ao que Gordon Murray fizera com a Brabham BT46 Alfa Romeo, cinco anos antes. A mecânica era quase artesanal, cortesia das mãos hábeis de Brian Hart, que construiu um motor quatro cilindros em linha, com turbo, o único que integrava o cabeçote ao bloco do motor.


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Com tantos predicados, é de se surpreender a afirmação de Viviane Senna que o TG184, carro com o qual Ayrton disputou a temporada toda a partir do GP da França, era uma “carroça”. E foi com essa “carroça” que ele conquistou três pódios, um 9º lugar no Mundial de Pilotos, além de bons desempenhos em treinos classificatórios.


E uma vaga na Lotus para 1985.

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