quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Agora rumo à Fórmula 1 de 2010

A prova de Abu Dhabi, no último domingo, encerrou o Campeonato 2009 de Fórmula 1, com a conquista de Sebastian Vettel do primeiro lugar na corrida do segundo no Mundial de Pilotos. Rubinho Barrichello, que terminou a prova em quarto, ficou em terceiro na classificação geral.

O Mundial de Fórmula 1 de 2009 premiou a criatividade e o talento de Ross Brawn com o título de sua equipe no Mundial de Construtores e também o do pragmático Jenson Button. A temporada de 2010 está no marco zero e começa agora com os acertos entre pilotos e equipes, mudanças de regras, projetos de carros, a entrada equipes estreantes e, pelo menos, um circuito desconhecido, o da Coréia do Sul. Com tantas informações novas é impossível prever o que campeonato do ano que vem oferecerá ao público. Com mais lugares no grid, o interesse crescerá.

Como já se sabe, a Fórmula 1 de 2010, sob certos aspectos, retomará alguns dos valores do passado. O fim do reabastecimento de combustível tornará as corridas menos previsíveis. A última parte do treino de classificação, o Q3, será disputada a toda a velocidade, com os carros abastecidos com o mínimo possível de gasolina. Depois, no dia seguinte, todos largarão com o tanque cheio. As primeiras voltas serão mais lentas e, à medida que o tempo for passando, os carros ficarão mais leves e, portanto, mais rápidos. Este será o desafio dos projetistas e chefes de equipe na escolha do set up correto e na estratégia para a troca dos tipos de compostos de pneus. Os tanques de combustível serão maiores e o peso mínimo dos carros passará dos atuais 605 quilos para 620 quilos. O kers continuará opcional mas o mais provável é que seja desdenhado por quase todas as equipes. A princípio, este componente não terá peso algum na disputa do próximo Mundial.

A formação das novas duplas é um capítulo a parte. A Ferrari, na teoria, vem disposta a recuperar seu prestígio abalado este ano. Com um bicampeão, Fernando Alonso, e um piloto combativo e agora experiente, Felipe Massa, a equipe tem tudo para entrar duro na disputa. Só terá que aplacar o temperamento latino de seus dois pilotos para evitar futuras dores de cabeça. Se alguém acha que Alonso já sai levando vantagem pode se equivocar.

A McLaren se fechar com Kimi Räikkönen não ficará muito atrás. Terá dois campeões mundiais defendendo as cores da escuderia. Ross Brawn, dessa forma, terá duas equipes fortes e decididas para enfrentar na busca do bicampeonato. Não será fácil. Com Jenson Button e, provavelmente, Nico Rosberg, a Brawn não contará com o conhecimento de um piloto como Rubinho Barrichello que teve participação decisiva no título. Ao longo do ano essa falta poderá ser confirmada.

A Red Bull terá a dupla Vettel/Webber que já tem experiência suficiente para conduzir o projeto para 2010. O tempo dirá se Vettel está maduro ou permanecerá como uma grande promessa.

Há ainda outras atrações imprevisíveis como Barrichello na Williams, anunciado esta semana, ou Robert Kubica na Renault. E a chegada da Manor, USF1 e Campos, que já assinou com Bruno Senna. Outros pilotos ainda estão em compasso de escolha e Lucas Di Grassi também corre atrás de uma oportunidade.

O Mundial de Pilotos e Construtores da Fórmula 1 em 2010 terá 19 corridas, incluindo a volta do GP do Canadá em Montreal (a corrida ficou fora do calendário deste ano) e a entrada do GP da Coréia do Sul, indicando que a Ásia ocupa um espaço cada vez maior na categoria mais importante do automobilismo internacional. Em um ou dois anos será a vez da India fazer sua estréia com um novo autódromo na região de Nova Delhi.

Na América Latina continuaremos sendo o único representante no calendário. O GP Brasil de Fórmula 1 volta a ser o último do campeonato, dia 14 de novembro, no autódromo de Interlagos. Poderemos ter aqui, pela sexta vez consecutiva, a definição do novo campeão mundial. E Felipe Massa poderá, muito bem, ser um dos pretendentes.

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