terça-feira, 13 de outubro de 2009

A dança dos cockpits

Vamos, então, passar uma geral no restante do grid e avaliar as possibilidades para as vagas que restam. A próxima peça a cair é o finlandês Kimi Raikkonen, cujo destino vai determinar a acomodação dos demais pilotos.

O destino mais provável do finlandês, como já se ventilou muito por aí, é a McLaren, que certamente está bastante insatisfeita com a performance de Heikki Kovalainen. O que estaria emperrando a finalização do acordo é o fato de que Kimi, notadamente, não gosta nem um pouco de participar de eventos de patrocinadores e que, também, quer disputar provas de rali.

Raikkonen, se quiser, tem outras equipes esperando por ele: Renault, Toyota e fala-se até na Brawn GP. A McLaren, se por acaso não conseguir chegar a um acordo com o finlandês, teria como opções: manter Kovalainen, pegar Nico Rosberg da Williams ou, ainda, Adrian Sutil da Force India, e Timo Glock, da Toyota.

Na Brawn, nenhum dos dois pilotos está confirmado. Button teria um contrato pronto esperando pela sua assinatura, mas o inglês estaria exigindo uma soma consideravelmente maior do que o time de Ross Brawn estaria disposto a pagar. Opções para o inglês? Talvez a Toyota estivesse disposta a pagar o que ele quer - embora muita gente diga que o fato de não ter nenhum piloto confirmado possa ser um sinal de que ela pode, ainda, deixar a categoria.

A equipe que é a virtual campeã da temporada e deve também fazer o piloto campeão negocia com a participação da Mercedes-Benz na sua composição societária. E, disso, sairia uma imposição de que o alemão Nico Rosberg seja contratado. Mas o piloto, por sua vez, evidentemente que prefere se transferir para a McLaren - já que o nível de competitividade da Brawn no ano que vem é uma incógnita.

Se realmente ficar sem lugar na Brawn, Barrichello deve ir para a Williams, fazendo dupla com o novato Nico Hulkemberg, campeão da GP2. Kazuki Nakajima, que foi contratado graças ao contrato de fornecimento de motores da Toyota, deve ficar a pé - ou, se a equipe japonesa ficar sem melhores opções no mercado, talvez arrume um lugarzinho por lá.

Mas, para tristeza do simpático japonês, candidatos à uma vaga na Toyota não faltam. A equipe sonha com Raikkonen, assediou Kubica e, no mercado, ainda encontra nomes como Nick Heidfeld, Heikki Kovalainen e Adrian Sutil, além da própria dupla de pilotos atual, Jarno Trulli e Timo Glock. Nakajima ainda concorreria com o atual reserva da equipe, seu conterrâneo Kamui Kobayashi.

A Renault, por sua vez, confirmou apenas Robert Kubica, um claro indício de que a posição de Romain Grosjean não é das mais seguras. A equipe espera para ver se Kimi Raikkonen resolve ou não sua vida na McLaren. Caso contrário, também tem toda a lista citada no caso da Toyota, além do próprio Grosjean e do brasileiro Lucas di Grassi, reserva da equipe. Grassi, ainda, é um dos muitos nomes cotados para os times novatos.

Red Bull e Toro Rosso devem manter as atuais duplas - embora tenha gente no paddock que afirme, sem pestanejar, que se Raikkonen acenar, a Red Bull paga a multa para Mark Webber e dá o seu lugar para o finlandês.

Na Force India, a expectativa é de que Adrian Sutil e Vitantonio Liuzzi tem vaga garantida. Se o alemão for recrutado por alguma outra equipe, pode sobrar um lugar para Bruno Senna. O brasileiro, ainda, mantém contato com as equipes estreantes.

Enfim, esse é o panorama. Mas a expectativa de ter Ferrari com Massa e Alonso, disputando ponto a ponto o campeonato com a McLaren de Hamilton e Raikkonen, é das melhores, você não acha?

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