terça-feira, 20 de outubro de 2009

Atuação Consagradora

Foi devido às más atuações de Jenson Button durante a metade final da temporada que Rubens Barrichello chegou em Interlagos neste domingo ainda sonhando com o título mundial. E, assim, nada mais justo do que uma atuação consagradora do inglês lhe valer a conquista antecipada da taça. Depois de um sábado em que tudo deu errado, Button mostrou porque é o justo campeão de 2009 ao terminar o GP do Brasil em quinto, depois de largar em 14º.

O resultado consagra assim o piloto que mais brilhou no ano. Mesmo com apenas um pódio na segunda parte do campeonato, ninguém teve atuações tão dominantes quanto o inglês de 29 anos, que havia vencido apenas uma vez na carreira antes de começar sua história de conto-de-fadas com a Brawn, equipe que não existia até menos de um mês antes do início do Mundial.

Já Barrichello fez o que estava ao seu alcance. Para alguém que não era nem mesmo cogitado para seguir na Honda, quando esta ainda existia, a história de superação, de voltar a vencer uma corrida depois de cinco anos e de lutar efetivamente pelo título já servem para comprovar como o veterano brasileiro teve — e, pelo que tudo indica, seguirá tendo — uma vida vitoriosa na F1.

Mas o grande vencedor do ano é Ross Brawn. Considerado o grande cérebro da Ferrari na era mais vitoriosa da escuderia, o inglês conseguiu pegar um time em frangalhos e, trabalhando em duas frentes desde o ano passado, colocou dois carros para brigarem por vitórias, dobradinhas, pelo título de pilotos e garantiu o Mundial de Construtores. Os parabéns dados efusivamente por Button ao seu chefe, e os elogios recíprocos, são totalmente merecidos.

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