quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Para se pensar…

por Rodrigo Mattar

Ao chegar nesta quinta-feira em Monza, onde acontece neste fim de semana o GP da Itália, Rubens Barrichello foi taxativo. Abre aspas.

Se alguém tiver a capacidade de fazer isso é porque não merece estar no esporte.

Fecha aspas.

Uma resposta dura e direta à imprensa brasileira, que provavelmente o questionou acerca do “Cingapuragate”, envolvendo Nelson Ângelo Piquet, Flavio Briatore e Pat Symmonds - embora até aqui muitos dos leitores deste e de outros blogues tenham certeza que Fernando Alonso está envolvido até o pescoço na história. E que sabia de tudo.

Um dos meus seguidores de Twitter, José Eduardo Soares, lá conhecido como @jeduardoms, levantou a lebre: “Imagine se Rubens Barrichello atendesse no GP do Brasil aos apelos de quem pedia a ele que batesse de propósito no Lewis Hamilton?”

É para se pensar, de fato. Eu estava lá em Interlagos e toda vez que Rubens aparecia no paddock, os gritos de “Bate nele, Rubinho!” eram frequentes. Mesmo com uma autêntica carroça nas mãos, o brasileiro foi extremamente profissional e não atendeu aos insistentes apelos. Hamilton, tratado como autêntico vilão, foi vaiado, espiaçado, demolido pelos torcedores. Sem merecer. E depois, foi campeão.

Já há quem culpe o episódio de Cingapura como o principal responsável pela derrota de Felipe Massa ante o inglês. Discordo. E outros eventos, como as rodadas do brasileiro na Malásia e em Mônaco, além da quebra de motor na Hungria? Não tiveram influência direta nisto?

Agora, se o Barrichello tivesse a capacidade de propositalmente tirar Hamilton da pista, como Alan Jones fez com Nelson Piquet em Montreal-80; como Alain Prost e Ayrton Senna fizeram um com o outro em Suzuka por dois anos consecutivos; como Schumacher fez com Damon Hill em Adelaide-94 e tentou fazer com Jacques Villeneuve em Jerez-97, o que o brasileiro seria? Herói ou vilão?

Nenhum comentário: