quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Inocente, Alonso garante: não sabia do plano da Renault. Será?

Principal beneficiado pelo acidente de Nelsinho Piquet durante a edição 2008 do Grande Prêmio de Cingapura, Fernando Alonso desconhecia o provável plano da Renault para que o brasileiro colidisse seu carro, provocasse a entrada do safety car e favorecesse o companheiro de equipe, que acabava de sair dos boxes naquele momento.

O surgimento das recentes acusações de que a batida de Nelsinho teria sido fruto de uma 'marmelada' organizada pelo piloto junto aos chefes da Renault, Flavio Briatore e Pat Symonds, já fez a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) consultar Alonso, o que aconteceu na última prova da Bélgica.

O conteúdo daquela conversa foi divulgado nesta quinta-feira pela revista londrina Autosport. Segundo fontes da entidade, Alonso assegurou que apenas aceitou antecipar sua primeira parada para reabastecimento - que ocorreu logo na 12ª volta da etapa asiática, apenas duas antes do acidente do brasileiro -, para realizar uma estratégia "agressiva".

As investigações também revelaram que muitos dos engenheiros da Renault também não tinham informações sobre o assunto, sendo que perguntaram a Nelsinho o que ocorrera no momento da batida. O brasileiro teria apenas respondido que perdera o controle do carro.

Houve ainda um desentendimento no pit lane de Cingapura, visto que membros da equipe francesa questionaram por que Briatore resolveu levar Alonso aos boxes ainda que restasse combustível no equipamento do espanhol. "Tudo vai ficar bem", disse, na ocasião, Symonds, conforme revelam transcrições de rádio durante a corrida obtidas pela FIA.

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