terça-feira, 23 de setembro de 2008

Há 25 anos: Emerson anunciava sua volta à F-1

por Rodrigo Mattar

Duas décadas e meia atrás, no Globo Esporte do dia 22 de setembro de 1983, Emerson Fittipaldi aparecia na telinha para anunciar que voltaria à Fórmula 1 no ano seguinte.

Perto de completar 37 anos, o antigo bicampeão mundial da categoria máxima exaltava a segurança dos carros daquele campeonato, muito melhor que a dos modelos efeito-solo que teve a oportunidade de guiar entre 1978 e 1980 - e que também provocaram vários acidentes graves e a morte do canadense Gilles Villeneuve em Zolder, 1982.

A história conta que Emerson, mediante um levadinho da Hell’s (fabricante de capacetes) e da STP (marca de aditivos e lubrificantes), testou em Jacarepaguá com a precária equipe britânica Spirit, que chegara em 1983 à F-1 com um Fórmula 2 mexido e um motor Honda a impulsioná-lo durante meia temporada, com o sueco Stefan Johansson ao volante.

Para 1984, o panorama era desalentador. O motor do carro era o Hart de 4 cilindros, que começara a mostrar algum potencial nos carros da Toleman. Mas o chassi do Spirit era muito ruim e Emerson jamais virou tempos competitivos. Nem ele, nem o italiano Fulvio Ballabio, que tinha o patrocínio da Mondadori (dona dos direitos das histórias em quadrinhos da Disney na Itália) e carregava em seu carro uma imagem do Pateta.

A Auto Esporte, em matéria assinada pelo craque Marcus Zamponi, colocou assim na legenda da foto do transalpino: “O piloto Fulvio Ballabio: mais pra superpateta do que pra superpiloto”. É que ele queria conseguir a superlicença, e a FIA posteriomente negou o pedido.

Emerson viu o tamanho da “encrenca”, desistiu da Fórmula 1 e a convite de Ralph Sanchez, disputou o GP de Miami da IMSA com um March Cosworth Protótipo. Fez a pole position e liderou até quebrar. Daí pra diante, ele não quis mais saber de F-1. Estreou naquele mesmo ano de 1984 nas 500 Milhas de Indianápolis e o resto do enredo todo mundo já conhece.

Um comentário:

José Alves / BH disse...

Grande Emerson... bi-campeão... e que fez de seu ideal lição de vida!

É bom recordar.

Gostei da matéria.