segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Circuito de Valência, desafio para pilotos e máquinas

por Livio Oricchio

Uma coisa é você ter contato com um circuito através de mapas, imagens de câmeras instaladas nos carros. Outra é conhecê-lo pessoalmente. Mas tendo por base o que já foi disponibilizado para a imprensa e o público, dá para conversarmos sobre o palco da próxima etapa do campeonato, domingo, em Valência.

O que primeiro chama a atenção da pista do GP da Europa, 12º do calendário da F-1, é a presença de segmentos de elevadíssima velocidade. Em especial por se tratar de um traçado de rua. A curva 1, depois da linha de chegada, foge a todas as regras: deverá ser percorrida em 7ª marcha a cerca de 290 km/h. Sua área de escape não é proporcional à velocidade.

Não imagine, por favor, que é uma curva como a 13 de Indianápolis, em que todos a percorrem de pé em baixo, sem dificuldade. A curva 1 de Valência, ao que parece, exigirá perícia e coragem.

Pouco antes da curva de acesso à reta dos boxes, há um S de alta velocidade que, da mesma forma, impressiona. A aproximação deverá ser em 7ª a 310 km/h e a seqüência de curvas a mais ou menos 280 km/h. E de novo o piloto tem de torcer para não perder o controle do carro porque se sair da pista vai colidir na barreira de pneus em elevada velocidade.

Além da destreza do piloto em curvas de alta, os 5,4 quilômetros do circuito (11 curvas para a direita e 14 para a esquerda) apresentam cinco pontos de frenagem difíceis. Chega-se sempre muito rápido para sair da curva em 1ª ou 2ª marcha. Há divergências sobre o números das curvas. Em princípio são as freadas das curvas 2, 7, 9, 12 e 17.

Diante desse quadro, podemos concluir que o piloto fará muita diferença em Valência. Mais: há pontos de ultrapassagem, em quase todas essas freadas fortes, e o que mais será solicitado dos carros é motor, para longos trechos de aceleração plena, e freios muito eficientes.

Nenhum comentário: